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domingo, 13 de outubro de 2024

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (138)

Machado de Assis (olha ele de novo!) adorava tudo ou quase tudo que Voltaire escreveu. A sua doce ironia, há quem diz que vinha da sua grande admiração pelo francês autor de Cândido — Ou o Otimismo.

E o que dizer da paulista de Mococa Ercília Nogueira Cobra?

Em 1924, Ercília escreveu o livro Virgindade Inútil, novela de uma rebelde. Essa obra foi publicada pelo criativo e exigente escritor Monteiro Lobato, que era dono de uma editora na capital paulista. O governo não gostou e mandou trogloditas tirar o livro de circulação. 

De Ercília é também o livro Virgindade Anti-Higiênica. 

No decorrer do tempo que viveu, Ercília foi presa uma vez em São Paulo, outra vez no Rio de Janeiro e mais duas: no Paraná e Rio Grande do Sul. Era acusada de tudo que não presta. Chamavam-na de prostituta, pornográfica, subversiva e de cafetina. Apanhou muito. Foi torturada e numa ou duas ocasiões obrigada a depor à autoridade policial totalmente nua.

Conta a história que numa de suas prisões viu-se cara a cara com um delegado de Polícia. Ele perguntava em português e ela, de repente, passou a responder em bom francês. O delegado riu e a encarou debochando nessa mesma língua. Ante tal situação e clima, Ercília mandou ver em alemão. Agora, irritado, o delegado a mandou aos gritos à cela.

Não se sabe direito até hoje quando Ercília Cobra morreu. E de quê.

Ah! Sim: Talvez com o propósito único de vingar-se da sociedade hipócrita, Ercília montou um bordel e o encheu de mulheres corajosas com ela. Isso ocorreu em Caxias, RS.


Foto e Ilustrações de Flor Maria e Anna da Hora

sábado, 12 de outubro de 2024

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (137)

A história da pioneira Cavendish, se passa no polo norte.

No polo norte também Bradley ambientou seu romance. Lá tem um lugar fantástico, Mizora. Nesse lugar, governado por mulheres, não há crime, não há violência, não há miséria, só coisa boa. Não, não, tem uma coisa péssima: racismo e quanto aos homens que aparecem na história estão condenados à morte, como faziam as amazonas da mitologia grega.

O francês Júlio Verne (1828-1905) passeou pelo universo até se cansar. Foi também até as profundezas do mar. São dele as obras Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865) e Vinte Mil Léguas Submarinas (1870). Futurista.

Thea von Harbou

O Futurismo se acha brilhantemente em muitos títulos. É possível que a alemã Thea von Harbou (1888-1954) tenha sido a primeira mulher a roteirizar histórias do tipo feitas por Verne.

Em 1925, Harbou desenvolveu uma história curiosíssima intitulada Metrópolis.

Metrópolis é um mundo dividido como hoje em duas partes: o pobre e o rico. O pobre robotizado e o rico livre para fazer tudo que lhe dá na telha. No enredo tem um cara que criou tal mundo: Joh Fredersen. É o chefão. Manda em tudo, na vida e na morte. O filho de Joh, Freder, finda por apaixonar-se por uma certa Maria. Lá pras tantas é dito que “da compreensão, surge o amor”.


“Pai! Ajude os homens que vivem em suas máquinas!”


 “Eu não posso ajudá-los”, disse o cérebro de Metrópolis. “Ninguém pode ajudá-los. Eles estão onde deveriam estar. Eles são o que deveriam ser. Eles não servem para mais nada, ou nada diferente.”


Joh Fredersen acaba nos braços da mãe.

O livro foi publicado em 1925 e dois anos depois ganhou versão cinematográfica feita pela autora. 

Ah! Sim: o enredo todo se passa no ano de 2026.

É também de Thea von Harbou a história de um grupo de humanos que voa num foguete em busca de ouro na lua. A ganância provoca brigas e mortes entre os humanos. Sobram, no fim, um homem e uma mulher. Título: Mulher na Lua.

Histórias inventadas ou não com sexo, prazer e amor ainda se multiplicam em todo canto. A França tem sido um dos berços de grandes autores até há pouco proibidos como Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867), autor do clássico As Flores do Mal.

A vida de Baudelaire foi muito agitada, com álcool, drogas e paixões devassas. Era rebelde ao extremo e não perdoava a mãe, Caroline, por ter se casado novamente após a morte do pai Joseph. Morreu com 46 anos de idade.

Outro rebelde na história da literatura francesa foi Voltaire, que viveu o tempo todo cutucando onça com vara curta. Muitos o classificavam de irresponsável e maldito. Bebia, jogava e traficava horrores. Ainda hoje há quem o chame de feladaputa. Fazia qualquer negócio. Porém, há sempre um porém em toda história: Voltaire era a favor da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e da liberdade política. Pois, pois. 

Esse francês, que morreu com 83 anos de idade em 1778, deixou uma obra formada por poemas, romances, peças de teatro e tal.

Como Sade, cumpriu temporada na Bastilha.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

PARECIA FIM DO MUNDO...


Raios e relâmpagos
Fizeram a noite clarear 
Parecia ser sinais
Para o mundo se acabar
De repente lá de cima
O céu desabou no mar

Pois é ai, ai. 
Foi agora há pouco. 
Tudo estrondou a minha volta. Parecia que o mundo todo explodia. Era pipoco aqui, era pipoco acolá. Estrondos terríveis e o céu todo clareando.
Os clarões do fim do mundo chegando perto de mim. 
Apocalipse?
Não chamei nem por mãe nem por pai, até porque não os tenho mais. Mas tremi.
Ao meu lado, no treme treme do medo, minha filha Clarissa e a querida amiga Anninha rezavam pedindo paz e implorando a Deus, perdão.
Agora o coração está voltando a bater com naturalidade. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

GUILHERME BOULOS: 50!



Eu gostei.
Gostei de ver, quer dizer ouvir, Guilherme Boulos sendo sabatinado por jornalistas do Globo, Valor e CBN. Foi hoje 10, entre 8:30 e 9:30.
O papo rolou com Boulos 50 na Rádio CBN, cá em Sampa. 
Era pra ser debate entre Nunes e Boulos. Nunes não atendeu ao convite para discutir as necessidades que a Capital paulista precisa.
Guilherme Boulos falou com muita serenidade tudo que pretende fazer pela população paulistana. Falou com firmeza e sinceridade dos problemas graves existentes em todos os cantos da cidade. Dos problemas de moradia, de insegurança, de abandono no Centro e muita coisa.
Entendo e aposto que Boulos pode ser um grande prefeito de São Paulo. Pra isso, precisa de votos.
Não custa aqui lembrar que pelo menos 2,5 milhões de eleitores e eleitoras deixaram de votar nas urnas da capital paulista no 1º turno, ali no último dia 6 deste mês. Agora é hora. O dia 27 de outubro está chegando.
Vamos nessa? Boulos 50!
E atenção, anote aí: Guilherme Boulos é o futuro político de São Paulo e do Brasil. 
Bom, quem não pôde acompanhar o papo de Boulos na CBN, basta só clicar:


quarta-feira, 9 de outubro de 2024

HOJE É DIA DOS CORREIOS E DE TAIGUARA


Há bem pouco tempo os Correios eram o caminho mais fácil para entrarmos em contato com pessoas queridas, amigos, amigas e tal. Usávamos também telegramas e tal. Hoje mudou tudo. A mudança deve-se à chegada irreversível da Internet.
Muita coisa bonita foi, musicalmente, escrita.
Para lembrar, ouça:


TAIGUARA

Hoje 9, além de ser o Dia dos Correios, é o dia em que nasceu o cantor Taiguara. Foi em 1945.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

MARIEL MARISCOTT ACABOU, MAS O CRIME NÃO


O dia 8 de outubro de 1981 começou, mas não terminou para o ex-policial Mariel Mariscott.

Mariscott, considerado o mais brilhante integrante do famigerado Esquadrão da Morte, tombou morto com uma saraivada de balas cravadas no corpo, quando com seu carro andava devagar numa rua no centro do Rio. Tinha 41 anos de idade. 

O Esquadrão da Morte começou simultaneamente em vários Estados do Brasil. Isso, a partir dos anos de 1960. 

Somente no Espírito Santo o Esquadrão deixou um saldo de mais ou menos 1,5 mil "bandidos" mortos.

No Río de Janeiro, o número de assassinatos assinado com a marca Esquadrão até hoje é incalculável. 

Tudo começou em 1965, quando foi assassinado o famoso Milton Le Cocq.

Le Cocq era integrante do corpo pessoal de segurança do presidente Vargas.

Pois, pois, isso foi o suficiente para que um grupo da elite policial do Rio partisse para a "vingança".

A história é longa.

O crime de morte continua sendo praticado absurdamente em todas as partes do nosso País.

No segundo semestre do ano de 1978, eu e o amigo querido Nelson Del Pino, que já está no céu, entramos no complexo penitenciário Frei Caneca para entrevistar o homem de ouro Mariel Mariscot. Com ele, na cela, permanecemos pelo menos três horas. Durante esse tempo nada podíamos gravar ou escrever o que falávamos. Ao lado da cela, de fora, dois ou três seguranças do presídio a tudo acompanhavam.

De cara fechada, os seguranças pareciam postes.

Muita coisa aconteceu depois da entrevista que fizemos com Mariel.

Ao término do nosso papo, Nelson e eu saímos a passos largos até o boteco mais próximo. E lá pusemos a memória em movimento. Pusemos no papel toda a conversa que tivemos com Mariel. O resultado disso foi uma série de página inteira publicada diariamente no extinto diário paulistano Notícias Populares. Uma dessas páginas é essa em que o entrevistado fala que está sendo ameaçado de morte. Leia: 

Clique na imagem para melhor visualização


segunda-feira, 7 de outubro de 2024

ATENÇÃO: BOULOS NA CABEÇA!

A esquerda tradicional, não a light, parece ter encontrado o caminho para nocautear o adversário bolsonarista no segundo round.  Claro, aqui em Sampa.

A direita raivosa, canina, representada por um tal de Pablo não sei quê, chegou perigosamente no seu limite. À beira, pois, de engolir a democracia que a tanto custo as pessoas de bem conquistaram depois dos lamentáveis anos de chumbo que vivemos, entre 1964 e 1985.

A democracia como tal entendemos continua bravamente resistindo aos instintos selvagens da canalha que a ronda e a estoca com vara curta.

O paulistano Guilherme Boulos, do PSOL, foi à luta e na luta continua para se sobrepor aos ensurdecedores latidos da antidemocracia tão a gosto dos ditadores ativos ou de plantão sempre prontos para trazer à tona as desgraceiras do inferno muito além de Dante. 

Foi de aperreio o tempo que durou a apuração dos votos depositados nas urnas eletrônicas, ontem 6. 

Na corrida para o segundo turno à prefeitura de São Paulo, houve um momento em que o tal não sei quê assustou a democracia quando aproximou-se de Nunes. Isso durou pouco, felizmente. 

É possível que o segundo turno em Sampa seja mais civilizado, com debates compreensíveis e de propostas condizentes às necessidades da população. 

Uma coisa seja dita: o presidente Lula, a quem Boulos e o seu partido estão ligados, precisa baixar a bola e dedicar-se mais à campanha do próprio PT e dos partidos aliados, como o PSOL. O mesmo deve ser dito em relação à Marta, vice na chapa de Boulos à prefeitura paulistana. Deve ser mais explícita, mais clara, ao pedir voto para o seu parceiro na chapa PSOL/PT.

Por enquanto, Boulos está salvando o PT.

Boulos anda com os pés no chão, prometendo atender às necessidades do povo independentemente de credo, cor e gênero. 

Um novo dia está chegando: 27 de outubro. 


domingo, 6 de outubro de 2024

AINDA HÁ TEMPO PRA VOTAR EM BOULOS

Sinto-me livre que nem um passarinho voando num céu de brigadeiro. E pra que eu me sinta assim, desse jeito, a explicação é simples: saí há pouco da zona eleitoral após cravar os nomes de Boulos para a Prefeitura e Dheison para o cargo de vereador para a nossa Câmara. 

Pois é, estou hoje aliviadíssimo por ter certeza de que exerci por completo o meu direito cidadão de escolher bons representantes políticos. 

Quem ainda não voltou a essa hora da tarde (15:30h) sugiro que vá à urna e crave o nome Boulos 50 e o nome Dheison 13110. 

É isso aí, pessoal!

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (136)

No Brasil e em todo canto há mulheres incríveis escrevendo livros.
No campo ficcional americano tem, entre tantas, a romancista Nora Roberts.
Em Doce Vingança (1988), Nora conta a história de uma jovem e bela princesa que promete vingar-se do pai. É considerada pela crítica especializada como “a Sheldon de saia”.
Uma série de cinco romances de autoria de Jess Michaels, fez um sucesso estrondoso por aí afora.
Cada um dos livros da série Os Notórios Flynn, recebeu um título próprio. Pela ordem: O Outro Duque, A Amante do Canalha, Apostando na Viúva, Nenhum Cavalheiro para Georgina e O Marquês de Mary. No geral, conta a história de uma família londrina do começo do século 19.
Jess é uma das escritoras estadunidenses mais famosa e autora de uma centena de livros. O mais famoso é O Duque Silencioso (2017). Trata de história envolvendo o personagem Ewan, abusado pelo pai e tal.
Os livros dessa estadunidense tem muito sexo descrito em minúcias, adultério, estupro. É coisa popular, quase beirando o popularesco. Linguagem simples e mal traduzida para o português.
Histórias desse tipo pululam por aí, em tudo quanto é língua. 
No século 17, veio ao mundo uma gringa chamada Margaret Cavendish (1623-1673). É dela a ficção científica publicada no livro O Mundo Resplandecente (1666).
Depois de Cavendish, vieram Mary Shelley (1797-1851) e Mary E. Bradley (1844-1930), respectivamente autoras de Frankenstein (1818) e Mizora (1880).
Em O Mundo Resplandecente, Cavendish cria uma personagem feminina carismática, surpreendente, que habita um lugar cheio de gelo governado por um cara que só quer o bem de todos. É bacana.
Em Frankenstein, a autora apresenta ao mundo a figura estranhíssima de um certo doutor mal amanhado, esquisitíssimo. Bom, a história todo mundo já sabe.

Foto e Ilustrações de Flor Maria e Anna da Hora

sábado, 5 de outubro de 2024

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (135)

Margaret Atwood

Ainda seguindo a linha distópica de Huxley e Orwell, a canadense Margaret Atwood publicou em 1985 o livro O Conto de Aia. Esse livro trata de um golpe com características teocráticas dado nos EUA. Esse país passa a se chamar República de Gileade, na qual há uma onda crescente de mulheres estéreis. As mulheres não estéreis são raptadas, sequestradas, pelo poder então vigente e obrigadas a reproduzir filhos com os poderosos mandantes da tal república. Quem tentar fugir, morre.

O norte-americano Sidney Sheldon (1917-2007), um dos mais celebrados autores de ficção, tem livros que falam disso.

O Ditador, de 1995, é um livro cuja história se passa num país fictício da América do Sul: Amador, próximo à Colômbia e tal. A população vive sob o cabresto de um violento sujeito chamado Coronel Ramón Bolívar. Há um momento que o sujeito é obrigado a se submeter a uma cirurgia no coração. Morre não morre, o cara é representado por um sósia que chega de Nova Iorque integrando uma companhia de teatro. Seu nome é Eddie Davis, um ator sem expressão que de uma hora para outra vira astro.

Essa história de Sheldon é fantástica. Como fantásticas são muitas de suas histórias. O Reverso da Medalha (1991), por exemplo, que teve continuação assinada por Tilly Bagshawe, no livro A Senhora do Jogo (2009).

Bagshawe, uma inglesa, era fã de Sheldon e na continuação do Reverso da Medalha a matriarca da família Blackwell, Kate, volta à cena e ao desaparecer deserda uma de suas filhas. E o pau canta alto entre amor, ódio, inveja, drogas e mortes.

Pois é, tudo isso se acha lá.

O Reverso da Medalha é uma expressão encontrada no belo e original conto O Último Dia de um Poeta, de Machado de Assis, publicado originalmente em maio de 1867 no Jornal das Famílias. Esse conto foi assinado por Max, um dos vários pseudônimos de Machado. É leitura de hora e meia. Aliás, Machado de Assis era um grande leitor de Shakespeare. Lia-o no original. E no original também lia autores franceses. Foi ele o primeiro a traduzir para o português Victor Hugo, Edgar Allan Poe, Dante Alighieri, La Fontaine e tantos outros.

Machado também enveredou pela literatura grega, inspirando-se em tragédias verdadeiras ou inventadas.

Em 1903, o autor de Dom Casmurro publicou no Almanaque Brasileiro Garnier uma história intitulada Pílades e Orestes.

Orestes matou a mãe, que matou o esposo degolando-o. A irmã dele, Electra, casa-se com seu melhor amigo: Pílades.

No texto de Machado, Orestes é Quintanilha e Pílades, Gonçalves. Quintanilha é deputado e Gonçalves o advogado. Surge de repente uma jovem muito bonita e não digo mais nada. É muito bom!

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

POR QUE NÃO BOULOS NO PRIMEIRO TURNO?

Como sempre faço em dia de eleição, visto a minha melhor roupa, calço meu melhor par de sapatos, penteio-me, perfumo-me e serelepe, feliz da vida, saio de casa para esperançoso depositar o meu voto na urna. Farei isso de novo depois de amanhã 6.
Na urna porei democraticamente o meu voto a quem confio completamente lutar pelo bem coletivo. Essa pessoa a quem tanto confio tem nome para assumir a Prefeitura da maior cidade do Brasil: Guilherme Boulos, 50.
Boulos é a esperança do povo paulistano e de quem escolheu Sampa para viver assim como eu.
Devo dizer a quem a estas linhas ler que tenho acompanhado o movimento de todos os candidatos à Prefeitura da cidade de São Paulo. Assim devo acrescentar que Boulos tem se comprometido a defender a cultura popular e o povo em geral, incluindo pessoas que têm no destino o peso de carregar problemas referentes à mobilidade. Incluo-me nesse destino, vivendo na escuridão da noite. 
Boa política é a política bem feita em prol das pessoas, independentemente de cor, gênero ou ideologia. 
Viva a esperança!
Viva a vida!
No rastro de Boulos, o outro voto meu agora para vereador também tem nome: Dheison da Siva 13110.  
Alguém já disse que a democracia pode não ser o melhor sistema de governo, mas outro melhor não há.


quinta-feira, 3 de outubro de 2024

VOTEMOS NO MELHOR PARA SÃO PAULO: BOULOS, 50!


Meu amigo, minha amiga, está na hora de pôr São Paulo para andar, movimentar-se, em direção ao futuro que a cada fração de segundo bate à porta. Sim, agora é a hora de levar paz e desenvolvimento em prol da população de São Paulo.
Melhoria para esta multifacetada cidade, a 5ª maior do mundo, está nas nossas mãos. Domingo 6, pois, depositemos na urna o nosso voto no nome que nos representará na prefeitura municipal: Guilherme Boulos.
Jornalistas, escritores, compositores, atores, cantores, acabam de divulgar um manifesto pro Boulos. Leia e passe para frente:
Em poucos dias iremos às urnas definir o futuro das nossas cidades. Serão as primeiras eleições depois de o Brasil ter vivido uma das jornadas democráticas mais importantes de sua história: a construção de uma ampla frente em defesa da democracia nas eleições presidenciais de 2022.
A vitória foi grande, mas não definitiva. O bolsonarismo se reorganizou e continua ativo, sem recuar um milímetro em seu programa, cujo cerne é destruir os direitos mais básicos da república brasileira.
Neste exato momento, bolsonaristas de todo o país se articulam para transformar o próximo domingo em um momento de virada, que elegeria candidatos bolsonaristas em muitas capitais do país. Esse bloco antidemocrático tem dois objetivos: dar uma grande demonstração de força e colocar as máquinas de muitas prefeituras importantes a serviço da candidatura presidencial do bolsonarismo em 2026.
A situação de São Paulo — a maior cidade do país — é especialmente preocupante, porque estamos diante do risco de dois candidatos bolsonaristas passarem ao segundo turno: Pablo Marçal e Ricardo Nunes. Um resultado como este representaria a consagração, pelo voto popular, da violência política, da defesa da tortura, do negacionismo científico, da destruição de direitos, do descaso com os mais pobres, do desprezo com a cultura, com as minorias e com a democracia além do vasto programa de destruição do meio ambiente.
A frente ampla que impediu Bolsonaro de permanecer no poder precisa se levantar novamente para evitar que este segundo turno de consagração do bolsonarismo aconteça.
Quando olhamos para as pesquisas, fica evidente que o candidato que reúne as melhores condições de evitar o desfecho trágico de um segundo turno entre dois bolsonaristas é Guilherme Boulos. Parte dos signatários deste manifesto tem preferência por outras candidaturas e só votaria em Boulos no segundo turno, mas reconhece que estamos diante de um risco que o país não pode correr.
Diante disso, fazemos um chamado a todas as pessoas comprometidas com a empatia, a democracia, a humanidade e o futuro para que votemos, já neste domingo, em Guilherme Boulos.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

VIVA A RÁDIO CBN!

Eu gosto muito de rádio. Já produzi e apresentei muitos programas.
A Rádio CBN, Companhia Brasileira de Notícias, foi inaugurada no dia 1º de outubro de 1991. Começou na rua das Palmeiras, agora está lá pros lados da 9 de Julho. Faz hoje, portanto, exatos 33 anos de fundação dessa rádio. Gosto muito da CBN. E amigos como o cantor Geraldo Vandré, também.
São ótimos os repórteres e apresentadores da CBN. Meu carinho especial à apresentadora Tânia Morales.
Estive várias vezes a dizer coisas nessa emissora. A última vez foi no dia 26 de agosto, quando fui falar ao vivo sobre o livro que adaptei do poeta português Luiz de Camões. Para lembrar, clique:



segunda-feira, 30 de setembro de 2024

O PAPA É UMA GRAÇA!

Escorado num personagem que batizou de Alexander, Dostoiévski conta histórias vivenciadas por ele na Sibéria. Essas histórias e personagens se acham no livro Recordação da Casa dos Mortos.
Em Recordação da Casa dos Mortos, Alexander/Dostoiévski conta os horrores que viveu na cadeia. Brigas e tal. Fala também de contrabando de aguardente que deixavam felizes os condenados.
Dostoiévski foi um dos maiores escritores russos, cujos livros são lidos em línguas diferentes até hoje. Esse Recordação da Casa dos Mortos foi publicado em 1864. Quer dizer: há exatos 160 anos.
E por que falo disso aqui?
Há pouco um grupo de brasileiras encontrou o Papa Francisco passeando numa cadeira de rodas. Uma graça. Uma das meninas pergunta se ele conhece cachaça. E ele, rindo: "Cachaça é água?". Todos caem numa risada só.
Claro, lembrei da famosa marchinha de Carnaval Cachaça não é Água Não. 

domingo, 29 de setembro de 2024

TEMPO QUE VAI NÃO VOLTA


Um ano tem 12 meses, 52 semanas e 365 dias. 
Eu já vivi um bocado dessa coisa chamada tempo. Senão, vejamos: 864 meses, 3.760 semanas e 26.300 dias pelo menos. Um pouquinho mais, um pouquinho menos. 
Os números aí fecham um longo ciclo de 72 anos vividos Brasil afora, incluindo passagens rápidas mundo afora. 
Pois é, pessoal, ainda me acho em estado um tanto tonto, inebriado, pela presença salutar de queridos e queridas pessoas que tive a capacidade de fazê-las amigas minhas. 
No último dia 27, de Cosme e Damião, reunimos aqui no meu cafofo gente de sensibilidade e talento. 
Comigo estiveram  grande dama do forró Anastácia, o cantor e compositor Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Gonzagão; a produtora cultural Carol, neta de Anastácia; o radialista Carlos Silvio, o historiador Darlan Zurc, o jornalista Woile Guimarães e sua companheira também jornalista Regina, o craque do cordel Marco Haurélio e a sua mulher a xilogravurista Lucélia, a graciosa circense Poliana Helena e o maridão Julian, a jornalista Cilene com a irmã Cida, Lucia Agostini, a jornalista e produtora cultural Sylvia Jardim, acompanhada do marido Marcelo e do filho Felipe; a jornalista Vanira e a filhona Mariana, a maravilhosa Nalva, minhas filhas Clarissa e Ana Maria ao lado do companheiro Geremias; Flor Maria, que tanto a mim tem ajudado; o colega Marcelo Cunha, o cartunista Fausto e seu amigo Robson Rodrigues, o músico e roteirista de tudo Paulo Garfunkel, Magrão e ainda a coleguinha Patrícia, do time de ouro de Sylvia Jardim, que chegou acompanhada da sua cara metade André. 
Pelo grambell recebi parabéns dos jornalistas Marco Antonio Zanfra, diretamente de Floripa, Wilson Seraine, do Piauí, Manoel Dorneles, de Natal... E de Sampa mesmo Júlio Medaglia, Luiz Carlos Bahia, Wilson Baroncelli, Célia e Selma...
Deixaram mensagens no WhatsApp o parceiro musical Jarbas Mariz, que estava a fazer show em Vitória, ES; Tom Oliver, Klévisson Viana, de Fortaleza; Raimundo José, Simon Widman, Afanasio Jazadji...


TÉO AZEVEDO 

Ontem 28 o poeta Moreira de Acopiara passou por cá e me levou até a Praça Benedito Calixto onde o agitador cultural Edson Lima promoveu um belo agito em homenagem ao querido cantador e violeiro Téo Azevedo. Muita gente boa esteve presente: Pedro Monteiro, Cacá Lopes, Luiz Wilson, Fatel, Dantas do Forró, Lucas da Sanfona, Marlus e Genivaldo, os três últimos integrantes do trio Golada. 
Foram vários os artistas que contaram causos e cantaram em memória do grande artista mineiro.
Cantaram músicas que fiz em parceria com o Téo: Clarissa e Minha Rendeira.
Tocaram também, com acompanhamento da plateia, a música que eu fiz junto com Cacá Lopes e Luiz Wilson: O Cantador de Alto Belo
Fica o registro.


CHICO BUARQUE 

O cantor e compositor Chico Buarque foi figura lembrada hoje de manhã pelos seus 80 anos de idade, recentemente completados. 
A homenagem a Chico contou com a belíssima apresentação da Big Band do Guri, sob a regência do maestro Daniel Lopes Filho. Foi legal e o palco do evento foi o Theatro São Pedro, cá no bairro paulistano da Barra Funda. Fui até lá levado pela jornalista Cris Alves e seu irmão Eduardo.
No repertório apresentado hoje de manhã no São Pedro um leque de clássicos assinados por Chico. Entre esses Construção, Gota d'Água e Sabiá, esse em parceria com Tom Jobim. 
Os arranjos do maestro Daniel pessoalmente achei incríveis, originalíssimos.

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (134)

George Orwell
Idílio, amor, traições, estão presentes em quase tudo que Shakespeare escreveu.
Amor e paixão na obra shakespeariana marcam mesmo quando abordados de forma leve, tranquila, insinuantemente. Exemplo é a peça Muito Barulho por Nada, que entre nós virou ditado popular.
Essa história tem lá seu lado engraçado, picante e tal. Um dos personagens ama uma jovem, mas não tem coragem para dela se aproximar. Pede então ajuda a um amigo príncipe pra servir de elo entre ambos. Lá pras tantas a cobiçada jovem é acusada de dar pra Deus e o mundo. E mais não digo.
E o enredo de A Megera Domada, hein?
Nessa peça Shakespeare mistura humor com seriedade, riqueza com pobreza, erudito com o povarél. O enredo põe em destaque a disputa de dois jovens por uma donzela: Bianca. Mas Bianca não pode se casar antes de sua irmã mais velha, a megera…
Em 1958, Huxley voltou ao tema por ele abordado em 1932. Título: Regresso ao Admirável Mundo Novo.
Nesse novo livro, o autor avalia as previsões que fizera no seu livro de estreia no qual alertava o mundo para educar os seus cidadãos, da melhor forma possível, para não caírem em ditaduras. Isso, infelizmente, há muito ocorre. São 49 ditaduras ou quase ditaduras espalhadas mundo afora, segundo pesquisa feita pela Freedom House e tornada pública em 2021.
O Admirável Mundo Novo pode ter inspirado George Orwell a escrever 1984, originalmente publicado em 1949. Nos livros desses autores há de tudo, incluindo distopia, cenas de amor, prazer e sexo. Exemplo, em 1984:

… A cintura da garota na dobra de seu braço era macia e quente. Ele a puxou, de modo que eles estavam de peito a peito; o corpo dela parecia derreter no dele. Para onde quer

que suas mãos se movessem, tudo era tão flexível quanto água. Suas bocas se agarravam; era bem diferente dos beijos duros que haviam trocado antes. Quando voltaram a separar seus rostos, os dois suspiravam profundamente. [...]

Winston colocou seus lábios contra a orelha dela. “Agora”, ele sussurrou.

“Aqui não”, sussurrou ela de volta. “Vamos voltar para o esconderijo. É mais seguro”

Rapidamente, com um crepitar ocasional de galhos, eles trilharam seu caminho de volta para a clareira. Uma vez dentro do anel de mudas, ela se virou e o enfrentou. Ambos respiravam rápido, mas o sorriso havia reaparecido nos cantos de sua boca. Ela ficou olhando para ele por um instante, depois abriu o zíper de seu macacão. E, sim!, foi quase como em seu sonho…


Foto e Ilustrações de Flor Maria e Anna da Hora

sábado, 28 de setembro de 2024

LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (133)

Aldous Huxley

É certo que Ariano Suassuna inspirou-se nos cavaleiros medievais para desenvolver muitas das suas tramas. Estudou, estudou e virou povo.

Tudo o que Ariano Suassuna escreveu tem o dedo do povo, a presença do povo. Porradas e sofrimentos, alegrias e tristezas. E sonhos. Nada de sadismo ou masoquismo, apenas vontade de viver brincando.

Assim como Ariano, foi François Rabelais (1494-1553).

Tudo que Rabelais escreveu foi baseado nos contos e lendas do povo. Está tudo em Gargântua e Pantagruel, obras que se completam.

Também no poço insecável da cultura popular bebeu o imortal Shakespeare, para nosso deleite.

Falar desse autor de tantas obras-primas, nunca é demais.

O inglês Aldous Huxley (1894-1963) tinha nele um mestre, como o nosso Machado de Assis. No romance futurista Admirável Mundo Novo (1932), Huxley inspirou-se, é certo, em Shakespeare.

Nesse livro, o autor de Hamlet e Otelo está de modo muito forte presente. Até o título do seu famoso livro Huxley inspirou-se em Shakespeare tirando-o de A Tempestade, publicado originalmente em 1510/11:


(Abre-se a porta da cela, deixando ver Ferdinando e Miranda, que jogam xadrez)

MIRANDA — Estais usando de esperteza, príncipe.

FERDINANDO — Não, querida; por nada neste mundo poderia fazê-lo.

MIRANDA — Sim, por um par de reinos poderíeis altercar, e eu vos juro que chamara a isso jogo correto.

ALONSO — Se tudo isto for outra vez uma ilusão desta ilha, duas vezes perdi meu caro filho.

SEBASTIÃO — Oh Milagre estupendo!

FERDINANDO — Muito embora ameacem sempre, os mares são piedosos. Amaldiçoei-os sem razão para isso. (Ajoelha-se em frente de Alonso.)

ALONSO — Que te envolvam as bênçãos incontáveis de um venturoso pai. Alça-te e dize como aqui vieste ter.

MIRANDA — Oh! Que milagre! Que soberbas criaturas aqui vieram! Como os homens são belos! Admirável mundo novo...


A tempestade do título da peça é provocada pelo mago Próspero, um conde que foi traído pelo rei Alonso. Numa manobra sacana, Alonso faz Próspero confinar-se numa ilha distante de tudo. Pra essa ilha foi também a filha de Próspero, Miranda. O Exílio dura 12 anos e a filha de Próspero acaba apaixonando-se por um cara chamado Ferdinando. E a história segue.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

TEMPOS DE JORNALISMO POLICIAL

Hiroito Joanides, Hiroito de Moraes Joanides (1936-1992), foi um marginal perigoso e chamado Rei da Boca do Lixo. Seu arqui-inimigo era Quinzinho, de batismo Joaquim Pereira da Costa, bem menos perigoso do que Hiroito, que andava com revólver pendurado na perna e uma navalha escondida em algum lugar do corpo. 
O apelido Quinzinho vem de Joaquim, que na intimidade familiar vira Quinca, que vira...
Hiroito eu entrevistei ali pelos finais dos anos de 1970. A matéria foi publicada nos jornais Folha de S.Paulo e no extinto Notícias Populares, que todo mundo chamava de NP.
Hiroito morreu de morte natural e Quinzinho atropelado ao tentar separar uma briga entre dois amigos. Isso na madrugada de 03 de abril de 1984, em plena Av. São João.
Enquanto cumpria pena na extinta Casa de Detenção, SP, Hiroito punha no papel as suas histórias. Virou livro em 1977. Título Boca Do Lixo.
Boca do Lixo era o lugar onde hoje se acha instalada a coisa chamada cracolândia.
Bom pessoal, aí ao lado o original da entrevista que publiquei na primeira quinzena de agosto de 1980, no extinto tabloide independente Feijão com Arroz. Esse jornal durou pouco tempo, apenas cinco números. Era mensal.


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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

VARELLA É O NOSSO DOSTOIEVSKI



Prisioneiras é o último livro da trilogia sobre o sistema carcerário de São Paulo escrito pelo médico paulistano Dráuzio Varella (foto ao lado). Os dois primeiros, Estação Carandiru e Carcereiros, foram lançados respectivamente em 1999 e 2012. Viraram filme e série com a marca Plim Plim. Isto é, grupo Globo. Mais: correram mundo. Na verdade, ainda estão correndo.
Estação Carandiru é um livro impressionante, recheado de histórias horripilantes, de degola, empalamento, quase inacreditáveis. Literariamente poderíamos classificá-lo como surrealista. Mas não nos enganemos. Esse é um livro absurdamente realista.
É difícil nomear qual a mais original e chocante história desse livro. São muitas que despertam vivamente a atenção do leitor. 
As fugas e tentativas por túneis escavados à mão eram no Carandiru cinematográficas. De uma só vez, pouco mais de uma cetena de detentos lograram êxito.
Cinematográfica também foi uma fuga frustrada de um pequeno grupo armado que invadiu o refeitório da diretoria fazendo reféns o poderoso Luizão, um capitão, um tenente e um casal de advogados em visita à instituição. 
Curiosamente, essa fuga não deu certo porque os celerados confundiram o barulho de um helicóptero de uma televisão como se fosse o barulho de helicóptero da Polícia como exigiam para a fuga. 
Ao ler Estação Carandiru e Carcereiros não deixei de lembrar de Recordação da Casa dos Mortos (1862), de Fiódor Dostoiévski (1821-1881).
Em 1849, Dostoiévski foi preso sob a acusação de participar de um complô que tinha por objetivo derrubar o Czar. Julgado, foi condenado à morte. Na última hora, porém,  teve a pena capital transformada em prisão na Sibéria. Lá ele sofreu como jamais imaginara. Passou fome, passou frio e levou muitas porradas.
A dura experiência de Dostoiévski na prisão rendeu o livro aí citado contando os terríveis anos que viveu na prisão. Aqui, o ponto: não dá pra deixar de comparar a bela e contundente escrita de Varella com a do grande escritor russo.
O terceiro livro da série tem por título Prisioneiras. É um tapa na cara da sociedade machista, sacana, hipócrita. 
Os depoimentos colhidos junto às presidiárias são uma prova de que as mulheres continuam sendo vitimadas pelos arroubos preconceituosos dos machos da vida e, de certo modo, abandonadas pela própria família. 
Entre as presidiárias ouvidas pelo médico há líderes do PCC. 
O PCC ganhou forma pública em agosto de 1993. O berço foi o "Piranhão" de Taubaté, a cerca de 130 km da Capital paulista. 
Piranhão era o nome dado à cadeia pública de Taubaté. 
Dráuzio Varella continua desenvolvendo trabalho voluntário agora na Penitenciária do Estado, onde foram realocadas as mulheres condenadas pela Justiça. 
Prisioneiras já ganhou versão em japonês. 

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