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segunda-feira, 28 de maio de 2018

DITADOS CAMINHONEIROS...


O compositor paulista de Guaratinguetá Lourival dos Santos (1917-1997), costumava telefonar a altas horas da noite para conversa. E conversava muito. Lembro que uma vez, já de madrugada, lhe perguntei como compunha, como se inspirava. E ele disse: "me inspiro lendo os ditados dos caminhoneiros, expressos nos para-lamas e para-choques".
Lourival é autor de belíssimas modas de viola, muitas delas gravadas por Tião Carreiro e Pardinho. Ouça:

Os motoristas que acabam de paralisar o Brasil não se inspiraram em Geraldo Vandré, mas poderiam."Quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Este verso se acha na composição Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores aliás, esse verso me remete a outro que eu ouvia da minha santa avó Alcina: "Quem corre cansa, quem anda alcança".
Os caminhões que rodam os quase 2 milhões de quilômetros de rodovias, 14% delas não asfaltadas, exibem verdadeiras pérolas nos seus para-choques e para-lamas, como estas:

"Nas curvas do seu corpo capotei meu coração"
"Não sou o dono do mundo, mas sou filho dele"
"Alegria de poste é ficar no mato sem cachorro"
"Quem fica parado é poste"
"Perigo não é cavalo na pista, é um burro na direção"
"Não é pressa é saudade"
"Pobre é igual barbante: quando não está esticado está no rolo"
"Pobre é igual pneu, quanto mais trabalha mais liso fica"
"Pneus cheios e um coração vazio"
"Deus é a joia, o resto é bijuteria"
"Turbinado no pé, Reduzido no mé, Carona só pra muié"
"Amor é igual fumaça, sufoca mas passa"
"É triste a dor do parto, mas tenho que partir"


domingo, 27 de maio de 2018

O BRASIL É UM GRANDE SERIDÓ

A região do Seridó é uma região parte do semiárido, do Sertão nordestino. Nem o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conseguiu identificar com clareza o que é o Seridó. Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira fizeram isso falando do Seridó:



Pois bem, o Seridó não é além e nem aquém do Sertão, mas Seridó é Sertão. O Sertão do Seridó localiza-se no Rio Grande do Norte em um pedacinho à parte da Paraíba. Lá em cima do mapa, por perto de Patos. Calor dos infernos!
O Sertão do Seridó Riograndense do Norte é Oriental. A outra parte, Ocidental, da minha PB.
Elino Julião, cantor, compositor e ritmista de Jackson do Pandeiro nasceu na parte Oriental do Seridó. 
Elino era uma figura incrível. Alegre, brincalhão. Não havia para ele maldade no mundo. Ele nasceu no dia 13 de novembro de 1936 e foi bater pandeiro prá Deus no dia 20 de maio de 2006.
E os caminhoneiros, hein?
Vamos ouvir o Elino cantar o forró Xodó de Motoristas?



QUE PAÍS É ESSE?


No começo dos anos de 1930, um escritor escreveu um livro intitulado Brasil, o País do Futuro. Depois disso, ele matou-se.
No começo dos anos de 1970, um político piauiense virou governador de Minas Gerais e, no momento qualquer, fez-se a pergunta que ganhou manchete Brasil afora: "Que País é esse?"



Pois é, o nosso patropi é de fato incrível!
Hoje faz sete dias que os caminhoneiros pararam nas estradas exigindo que o Governo baixe o preço do diesel etc. Essa aliás, a notícia que não sai das mídias.
A TV mostra a toda hora, a correria do povo aos postos de gasolina, supermercados etc.
É o caos caminhando para seu estágio maior e se chegar lá, ai, ai, ai.
O Brasil está sendo levado a um caminho muito perigoso.
Em 1973, o presidente chileno Salvador Allende, caiu depois de dançar miudinho na palma da mão dos caminhoneiros de lá, da sua terra, durante 26 dias.
Aqui é certo que não chegaremos a tanto, até porque há tempos o Brasil anda desgovernado. Mas pensemos, se cai Temer entra o presidente da Câmara, ou o presidente do Senado, elas por elas, portanto, hipoteticamente sobraria a presidente do STF.... Como se vê estamos num mato sem cachorro, mas com ladrões nas mais diversas esferas da política nacional.
Sim, os caminhoneiros autônomos têm toda razão de reivindicar o que reivindicam.
Por trás dos caminhoneiros há empresários que visam apenas lucro, lucro, lucro.
Vivemos o Capitalismo no seu  estágio mais selvagem.
Empresários como Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá (1813-1889) há muito, não existem no Brasil.
O Mauá foi grande. Foi ele que fez o Brasil dar os primeiros passos nos trens, literalmente.
O Brasil tem, hoje, 1,7 milhão de quilômetros de rodovias. de ferrovia, apenas 27.782 quilômetros. Detalhe: os trens, hoje, transportam basicamente minérios. Quer dizer, Estamos lascados!
Mas vamos amenizar a situação com música.
Ali pelos começos dos anos de 1960, o paraibano Jackson do Pandeiros, gravou o forrozinho gostoso e safado, Xodó do Motorista, do potiguar Elino Julião (1936-2006). Clique:






sábado, 26 de maio de 2018

NA BOLÉIA COM LUIZ GONZAGA

O mês é de Maria, de José, de João, Severino, Antônio e Luiz...
No Nordeste da minha infância havia novenas e procissões. Eu nem sabia rezar ainda, mas fazia de conta.
O mês de maio foi um mês que deixou muitas marcas na França e no mundo todo. Foi, digamos, o mês de cachorro doido. Brigas, guerras etc.
Há quem diga que o mês de Maio é o mês do Conhecimento.
Muita coisa boa tem ocorrido no correr dos maios. E coisas não tão boas também.
De uma hora para outra, os caminhoneiros do Brasil resolveram dar um murro no ar e bloquear as estradas. O tamanho disso é uma zebra dos infernos!
São 1,7 milhão de km de rodovias estaduais e federais pelas quais trafegam cerca de 2 milhões de caminhoneiros, desses ao menos 600 mil são autônomos.
O que eu acho dessa paralisação dos motoristas? Acho justa, mas a coisa pega pelo fato de a grande maioria de profissionais do volante pesado está sendo manipulada pelos empresários do setor, ou seja: os donos das grandes transportadoras. E isso é crime. Eles estão praticando o que os gringos do norte chamam de Lockout.
No Nordeste da minha infância, além de novenas e procissões, havia as gracinhas que a molecada aprontava. E dessa não esqueço: "Chora Pirrita/prá correr no caminhão/Pirrita deu um peido/que acabou com a direção.
Lembro que uma vez eu contei isso para o amigo sanfoneiro Dominguinhos e ele caiu na gaitada, depois de dizer que também se lembrava disso.
Luiz Gonzaga, o rei do baião, também era cheio de "nove hora".
Mas, de vera o que ele nos legou foi uma obra fantástica.
Uma vez em 1978 ou 79, num papo com Gonzaguinha no Hotel Jandaia, ali perto da Folha, onde eu trabalhava, ele me disse com entusiasmo que iria gravar "uma música nova que o velho acaba de fazer". Essa música, A Vida do Viajante, de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil foi gravada originalmente no dia 25 de agosto de 1953 pela extinta RCA Victor. Detalhe: na ocasião, Gonzaguinha e Gonzagão estavam se preparando para se apresentar juntos pela primeira vez, como pai e filho. A convivência dos dois era conflituosa e Gonzaguinha, a rigor, desconhecia a obra do pai. Esse espetáculo, que virou disco, eu assisti no Clube do Palmeiras cá em Sampa. Abaixo um registro dos dois no programa do Chacrinha:




quinta-feira, 24 de maio de 2018

LUIZ GONZAGA E A GUERRA DO PARAGUAI

O mês de maio de 1968 foi muito importante no mundo inteiro.
Importante sobre todos os aspectos. A mulher, em tese, liberou-se rasgando sutiã e mandando tudo para o inferno. E junto com isso, galhardamente, inventou uma linguagem nova para ser reconhecida perante a sociedade machista.
Ainda maio de 68: Guerra no Vietnã, com meu amigo José Hamilton Ribeiro cobrindo os horrores da vida. Nessa brincadeira, digamos assim, ele deixou uma perna na terra vietnamita e história para o povo livre. Viva Zé, um mestre. Mestre em todos os sentidos, principalmente no campo da Cidadania. Pois, pois. O maio de 68 existiu pra lascar!
Luiz Gonzaga do Nascimento, que o Brasil e boa parte do mundo guardou e guarda na memória como Lua, Rei do Baião, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912.
O dia 13 de dezembro marcou todos nós, brasileiros, por ter sido o dia da decretação do ato institucional,  AI 5, pelos militares que assumiram o poder à época.
E o que é que o Rei do Baião tem a ver com isso?
Em 1968, Luiz Gonzaga gravou a guarânia Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores (Caminhando), do paraibano Geraldo Vandré.
Em 1968 Luiz Gonzaga conheceu a advogada Edel Zuita Rabelo. Ela seria o seu grande amor pra vida que lhe restava.
Eu disse que Luiz nasceu em 1912. Isso é história.
Luiz não gostava de viajar fora do Brasil.
No dia 7 de maio de 1982 ele tinha 69 anos, 4 meses, 3 semanas e 4 dias de idade. Nesse dia no Le Bobino, em Paris, ele fez um belíssimo espetáculo ao lado da cantora nortista, de Xapuri, Nazaré Pereira. Grande Nazaré! Foi ela quem me contou isso, num dia de manhã no seu apartamento em Paris.
O Gonzaga me contava mil histórias, verdadeiras e do arco da velha. Verdadeiras foram, grosso modo, muitas da sua vida. Vida marcada por episódios, os mais diversos.
Numa entrevista que fiz com ele para o suplemento extinto Folhetim, do paulistano Folha de S.Paulo, ele contou que participou de várias guerras Brasil afora, desde a deflagração da Revolução de 1930. Como soldado, lutou em São Paulo, Mato Grosso etc.
Clique: http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular04.pdf  

GUERRA DO PARAGUAI
Datas são datas, história é história. Hoje 24 de maio faz um tempão que o Exército brasileiro pôs de joelho o Paraguai. Nessa data, o bravo Duque de Caxias enfrentou a tropa de Solano Lopes. Umas cem mil almas foram parar no céu, na ocasião. Isso ocorreu ao largo do lago o mar Tuiuti. E tudo começou, essa guerra toda, no dia 13 de dezembro de 1864. Durou até março de 1870, com a morte de Lopes.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

HOJE 25 ANOS SEM MANEZINHO ARAUJO...



O pernambucano de Cabo de Santo Agostinho Manezinho Araújo foi um dos mais importantes artistas da música popular brasileira. Foi cantor e compositor. Descoberto por Carmen Miranda. Compôs e gravou em diversos ritmos musicais e teve parceiros como o alagoano Augusto Calheiros, o Patativa do Norte. Compôs toadas e sambas e ficou conhecido como o Rei da Embolada. Suas primeiras gravações, Minha Prantaforma (6 de abril de 1933) e Se eu Fosse Interventô (11 de Abril de 1933) foram feitas nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro. Muita gente boa gravou música de Manezinho, incluindo o rei do Baião Luiz Gonzaga. Toda a obra de Manezinho Araujo se acha no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB. Manezinho nasceu no dia 27 de setembro de 1910 e morreu em São Paulo, no dia 23 de maio de 1993. Curiosidade: Manezinho um dia brigou com Luiz Gonzaga. Imagina, Assis, "o Luiz queria me ensinar a cantar, e aí brigamos. E gravei como eu queria. E ele gravou tudo também como ele queria". Claro, fui conferir com Gonzaga essa conversa. Perguntei sobre essa história e Gonzaga caiu na risada e disse -foi isso mesmo.



terça-feira, 22 de maio de 2018

ALBERTO DINES NÃO MORREU



Os relógios de São Paulo marcavam 7:15 h. Nessa hora o coração do jornalista carioca Alberto Dines parou. Parou no dia do abraço, que é hoje. De vida eu tinha meses no ano em que Dines estreou no jornalismo: 1952. O africano Mia Couto, jornalista e escritor, nasceria 3 anos depois.
O que é que tem a ver Alberto Dines com Mia Couto?
Hoje de manhã terminei de ouvir o primeiro romance do jornalista, poeta e romancista, Mia Couto. Título: Terra Sonâmbula (capa ao lado), lançado aqui pela Companhia das Letras. É de 1992.
Terra Sonâmbula é história que se passa na Moçambique arrasada desde 1965. Nessa história há de tudo: há briga do ser humano pela sobrevivência e seus conflitos internos e externos, entremeada de sonhos e pesadelos, dramas etc. É um livro lindo que retrata os absurdos da vida. Nessa história há personagem que morre e ressuscita. Histórias de fantasmas, com ditos populares, lendas e mitos, feiticeiros e mar revolto. É um livro incrível!
Depois de estrear na Revista Cena Muda, Dines passou pelas extintas Visão e Manchete, assumiu a editoria de Cultura do extinto Jornal Última Hora de Samuel Wayner.
Em 1965, Mia Couto tinha 10 anos de idade.
Em 1965, Alberto Dines revolucionava a imprensa brasileira com os cadernos que inventou no Jornal do Brasil.
Mia Couto e Alberto Dines são revolucionários e em comum têm o jornalismo nas veias.
Eu conheci Dines na Folha, jornal paulistano em que ele estreou como Ombudsman. Essa figura, a de ombudsman, nem existia por aqui ainda. Esse personagem, dele, surgiu nas páginas da Folha apontando os erros cometidos pela própria Folha. A seção, assinada por Dines, chamava-se Jornal dos Jornais.
Reencontrei Dines na redação da tevê Brasil, no Rio, onde fui gravar um especial sobre Luiz Gonzaga, o rei do baião. E a última vez que nos vimos foi, acho, no lançamento de um livro de Audálio Dantas ou de José Hamilton Ribeiro, amigos queridos, aqui em São Paulo.
Mia Couto está vivo, Dines também.

JORNALISTA&CIA

Imperdível o caderno especial que o pessoal do News Letter, Jornalistas e Cia fez com o mestre Alberto Dines. Confira no link acima.

DIA DO ABRAÇO

Em 1969, o baiano Gilberto Gil levou à Praça a belíssima Aquele Abraço, ouça:






segunda-feira, 21 de maio de 2018

ARGENTINA PROIBIU O BAIÃO DE LUIZ GONZAGA





No dia 22 de maio de 1946, o mercado recebia uma grande novidade: Baião, uma criação do pernambucano Luiz Gonzaga  (1912- 1989)  e do cearense Humberto Teixeira (1915-1979). 

A novidade, um novo gênero musical, logo ganhou aplausos da crítica especializada e regravação de praticamente todos os grandes intérpretes da época, do Brasil e do Exterior.
Baião, foi lançado pelo grupo musical 4 Azes e 1 Coringa pela extinta gravadora RCA Victor.
Esse novo gênero musical não demorou e foi parar no cinema, em trilhas assinadas por vozes como a portuguesinha Carmen Miranda (1909-1955). Luiz Gonzaga só faria o registro dessa obra anos depois. No livro Dicionário Gonzagueano (capa ao lado) eu conto essa história, em detalhes.
A música e o gênero baião deu muito o que falar mundo afora. Na Argentina, por exemplo, o Congresso aprovou uma lei dificultando a execução de músicas estrangeiras nas emissoras de rádio. Estrangeiras, aspas: o baião de Luiz Gonzaga. Isso, porém, não impediu que as lojas distribuíssem discos com esse ritmo (ao lado, Sivuca e Carmélia Alves interpretando uma seleção de baiões)




domingo, 20 de maio de 2018

HOJE É DIA DE RENATO TEIXEIRA



Renato Teixeira é um dos mais férteis compositores da boa música brasileira, inserido na raia da chamada música caipira. É dele a belíssima Romaria, que a gauchinha Elis Regina (1945-1982) gravou em 1976 ou 1977. Um clássico do gênero. No começo de julho de 1978, há 40 anos portanto, eu o entrevistei para a Folha de S. Paulo (acima). Até então ele era um talento em ascensão, mas ainda desconhecido. Romaria já foi gravada de modo diferente por pelo menos duas centenas de cantores e cantoras. No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha toda a obra de Renato gravada em compactos, LPs e CDs, sendo o mais recente o que ele gravou com a Orquestra de Mato Grosso, sob a regência de Leandro Carvalho. Curiosidade: a primeira vez que Renato entrou num estúdio para gravar foi com a baiana Gal Costa. A música, que concorria num festival da Record, chamou-se Dadá Maria.A obra de Renato já se acha enriquecendo filmes e novelas. A primeira novela que conta com uma música sua na trilha, foi Mulheres de Areia, em 1973/1974. 
Renato Teixeira nasceu no dia 20 de maio de 1945, em Santos SP. Passou parte da infância em Taubaté, que trocou pela Capital paulista. Hoje ele se divide entre Mato Grosso, Santos e São Paulo. 



TEU MUNDO NÃO CABE NOS MEUS OLHOS

Captalismo, história e religião, o que tÊm a ver?
Humanismo e futebol, tem a ver com quê?
O Santista de Santos, SP, que fique bem claro, José Ramos Tinhorão é apreciador profundo  das idéias do "Barba Branca" alemão, Karl Marx (1818-1883).
Marx foi o grande teórico do Capitalismo, sabemos todos. Ele nasceu há exatos 200 anos e será eterno pelas  suas idéias futuristas.
O mundo está se perdendo pelo poder, e poder é grana, é capital.
O  dólar fechou a semana,  no Brasil em quase 4 reais. É dinheiro pra caraca! mas não é sobre Marx e captalismo que quero falar.
A cegueira do capital, dos grandes criadores e valorizadores dos dinheiros do  mundo inteiro,está se perdendo por falta de visão. Cegos são e assim continuarão por não verem  o óbvio da vida. O filme Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos é um  bom filme, bom enredo.
O ator Edson Celulari esforçou-se o quanto pode em fazer o que fez, o papel principal , do cego Vitório.
Vitório nasceu cego e no correr do tempo pessoas dele muito próximas quiseram e tentaram fazê-lo ver as cores e outras vidas que ele não conhecia. È ficção.
E não sei se houve em mim alguma identificaçao maior com o personagem Vitório.
O Vitório,  de Paulo Nascimento, é um cara que nasceu cego ....e não vou contar mais, vão ver o filme, é bonito.
Como há muito tempo não tenho o que fazer, depois que perdi a luz dos meus olhos, tenho feito coisas assim:

sábado, 19 de maio de 2018

TINHORÃO: O PAPO É FORRÓ

É dança e música e gênero.Refiro-me ao forró. Mas José Ramos Tinhorão não considera isso. Pra ele não é gênero e tal. Discordo, naturalmente,  com dados históricos à mão:o forró como dança, música e gênero musical, surgiu em 1949. A autoria disso são os pernambucanos Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e  Zé Dantas. Foi a praça depois de gravados nos estúdios da antiga RCA Victor.
Nessa história há porém uma curiosidade, a palavra forró saiu em disco, pela primeira vez, em 1937. Chamou-se a música, essa em questão, Forró na Roça, identificada como gênero " choro sertanejo" e quem a gravou foram os cearenses Xerém (Pedro de Alcântara) e sua irmã Tapuia (Nadir). O detalhe, há sempre um detalhe, Xerém e Tapuia gravaram Forró na Roça na gravadora que sucedeu a RCA grafada só como Victor.
Tinhorão esteve ontem 18 de novo conosco (acima), falando e falando e falando. Com ele também estiveram Ayrton Mugnaini e Getúlio Mccord. E falamos, falamos e falamos. O Getúlio gravou tudo, é material para o livro dele, entre uma fala e outra, uma bicadinha aqui e ali e um tiragosto, que ninguém é de ferro.
Pois é, a semana finda com amigos nos visitando.
No começo da semana chegaram o radialista Antonio Poderoso e sua companheira Isabel. Poderoso, todos sabem, além de radialista é compositor e cantor, com a voz que Deus lhe deu. Depois estiveram também as cantoras mineiras, Célia e Selma, comunicando que estarão no palco do teatro Itália no próximo dia 6. A apresentação marca os primeiros 50 anos de carreira da famosa dupla.
Antonio Poderoso e Assis


quarta-feira, 16 de maio de 2018

TV CULTURA É CULTURA PURA

Nestes tempos atuais, bicudos, falar de cultura popular brasileira é uma dádiva, refresco para a mente e sonhos.
Nestes tempos atuais, bicudos, em que a palavra mais ouvida em todas as mídias é corrupção, é muito bom ouvir alguém de respeito falando de cátedra sobre cultura popular brasileira.
Nestes tempos atuais, bicudos, em que o vale tudo da vida é manter-se distante do respeito à honestidade... é muito bom ouvir o que ouvi hoje 16 de um cara comprometido com a cultura, com o respeito ao próximo, com a educação, com a formação de quem chega, do porvir....Esse cara tem nome:  Marcos Mendonça.
Tudo de bom referente a cultura e à educação ouvi hoje de Marcos Mendonça, presidente pela segunda vez da fundação Padre Anchieta. A essa fundação estão atreladas a  rádio e TV Cultura, de São Paulo.
Marcos Mendonça formou-se em Direito há exatamente 50 anos. Ele é da turma de 1968, largo de São Francisco, por onde passaram figurinhas como o poeta Castro Alves.


Marcos Mendonça  acaba de receber o Prêmio Personalidade de Comunicação 2018 , que existe há 21 anos. Esse prêmio é uma criação da Mega Brasil. E originalmente chama-se Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégia.
A entrega do   prêmio foi justificada pelo jornalista Eduardo Ribeiro, que fez uma rápida retrospectiva do Congresso que chega à maioridade. E falou e falou sobre o agraciado, ressaltando seu talento de profissional político e empreendedor. Depois de Eduardo falou o comentarista político Torquato Galdêncio.
Torquato falou e falou sobre as qualidades do homenageado e da importância do jornal da cultura, de cujo quadro é integrante.Em seguida foi apresentado um vídeo sobre Marcos e o próprio, depois, falou da sua trajetória na vida social de São Paulo e de gestor à frente da fundação Padre Anchieta. Lmbrou do tempo que comandou a Secretaria de Cultura do Estado e das obras  que fêz como Secretário: Pinacoteca do Estado, Museu da Língua Portuguesa, Sala São Paulo, entre outras.Foi aplaudido, de pé, pela platéia que lotou o auditório do Centro de Convenções Rebouças.
O Prêmio Personalidade de Comunicação 2018 a Marcos Mendonça foi merecidíssimo. Reportagem recentemente publicada no O Estado de S. Paulo apresentou números segundo os quais o Brasil terá que viver pelo menos  260 anos para equiparar-se, no campo da educação,  aos chamados países desenvolvidos, ou como queiram "de primeiro mundo". A respeito disso, Marcos Mendonça prometeu que fará de tudo para encurtar esse tempo. Quer dizer, já está de mangas arregaçadas.
Marcos Mendonça daria um excelente  ministro da cultura,certo? . Entre a platéia  se achava o cartunista  Paulo Caruso, que  a seu modo registrou o evento (acima) e Lúcia Agostini também, ao lado e abaixo.





sábado, 12 de maio de 2018

IBYS MACEIOH É BRASIL

Ibys é nome de uma ave egípcia.
Maceió é a capital de Alagoas, ou das Alagoas, onde o macaco "avoa".


O alagoano de Porto Calvo, Valmiro Pedro da Costa é cantor, compositor e instrumentista, mas com esse nome ficaria em tese bastante difícil de fazer-se conhecido fora de sua terra. E a´ele pegou o nome da ave egípcia e acrescentou Maceioh, com "H". Pronto. A partir de 1980 e poucos, o Brasil passou a conhecer e aplaudir Ibys Maceioh.
Ibys Maceió tem hoje mais de uma centena de músicas gravadas por elke e outros artistas.
Ibys é filho de seu Francisco e dona Antonia que geraram 12 filhos.
Ibys é cabra bom, canta e toca bonito. Suas letras são muito especiais. Falam da gente, da vida, do povo, né?
Ibys é brasileiríssimo. É um artista que carrega no peito e na alma tudo de bom, cores e sons. E sonhos. outro dia ele foi ao programa do Boldrin, confira aí embaixo:



sexta-feira, 11 de maio de 2018

ENCONTRO DE AMIGOS

Todo dia, qualquer dia é bonito quando amigos e amigas abrem os braços e nos abraçam, nos visitam.
Amigos e amigas são presentes que a vida nos dá.
Ontem 10 foi um dia maravilhoso. Primeiro bateu- me à porta o querido cartunista Fausto. Depois o cantor compositor e instrumentista alagoano Ibys Maceioh. Aí vieram a coleguinha jornalista Cris Alves, o economista biógrafo de Rosil Cavalcanti e o radialista Carlos Sílvio. Em casa já estava a companheirinha Lúcia para melhorar o astral do dia inusitado que foi ontem. Registro na foto acima.
Uma cachaçinha aqui e ali, tira gosto e batididinha gostosa  de violão que o ouvido agradece até agora.
Durante esse encontro, falamos de Deus e de tudo o mais. Falamos até do Ronaldo Cunha Lima, ex-governador da Paraíba. Ah! e o Rômulo trouxe-me um LP dos repentistas José Gonçalves e Moacir Laurentino. Fantásticos. Zé foi meu amigo, mas hoje se acha noutro plano de vida. Moacir sofreu esse negócio que chamam de AVC e ....deixa prá lá!
Foi, de fato, um dia especial o de ontem.
Viva a vida!
Pôxa, ia me esquecendo: abaixo detalhes do encontro registrados pela Lúcia;
Ibys em ação

Assis e Carlos Sílvio
Rômulo, Ibys e Sílvio


quinta-feira, 10 de maio de 2018

MIA, O GUIMARÃES AFRICANO

Eu conheci o africano de Moçambique Mia Couto, jornalista, poeta e contista, através da coleguinha Cris Alves. Mas foi assim, através da literatura. E gostei. O primeiro livro dele que devorei através dos ouvidos foi Vozes Anoitecidas, lançado em 1986. Esse foi o seu primeiro livro de contos, livro que reúne 12 bonitas histórias, algumas das quais fantásticas no sentido literal do termo; outras de uma tristeza incomum, invulgar, incríveis mesmo. A história da mulher que pilava água no pilão é absolutamente fora da imaginação. E a do boi mais vagaroso do que tartaruga, que explode minas? E a do homem das cobras, ali já pelo final? 
Antes de dar início à seleta reunião de contos, Mia Couto faz referência a miseráveis da vida. Lembro do início do texto que abre o livro Vozes Anoitecidas, na postagem que fiz há poucas horas, intitulada Cadê as Histórias do Paissandú?
Lendo Mia Couto, especialmente este seu livro de contos, lembrei-me da escrita do mestre mineiro João Guimarâes Rosa. Mia Couto tem um quê especial e fantástico de Guimarães. Ex-ce-len-te!
O lugar em que nasceu Mia é um lugar cheio de dores e encantos ao mesmo tempo.
Viva Mia Couto!




CANTO LIVRO 

No próximo dia 16, quarta, o compositor, violonista e cantor Jean Garfunkel e a filha Joana, apresentam mais uma vez, o projeto Canto Livro, que tem a obra de Guimarães Rosa como alvo, será coisa bonita para se ver no Teatro da Rotina, que fica ali na rua Augusta.



CADÊ AS HISTÓRIAS DO PAISSANDU?


A mais importante e rica cidade da América do Sul, São Paulo, esconde dos olhos de curiosos  a pobreza de milhares e milhares de deserdados. Esses deserdados, oriundos de todas as partes do Brasil e até  de outros lugares, procuram na cidade a esperança perdida. Além da periferia, eles ocupam cortiços e edifícios, cheios de ratos e baratas,  esquecidos ou abandonados pelo poder público. Gravíssimo: explorados na sua santa ingenuidade por exploradores em geral  que se identificam como "líderes" de movimentos que supostamente  lutam por moradias a seu favor.
A riqueza de São Paulo, o município, se  traduz no PIB de 651 bilhões de reais, dados de 2015. Isso faz com que São Paulo se inclua no ranking das dez maiores economias do mundo, não é coisa pouca, como não é pouca a miséria que se acha no seu digamos, submundo.
São Paulo, apesar de tudo, é uma cidade apaixonante. Não dá para não amá-la.


Há poucos dias, um edifício de 24 andares, pegou fogo e ruiu na região do Largo Paissandu, levando no seu bojo inúmeras histórias anônimas de sonhos e tristezas, de gente que chegou e saiu do mundo sem ser notada. Esse prédio, construído nos anos de 1960 serviu de sede da Polícia Federal. Era um prédio muito conhecido e frequentado por todo tipo de gente, inclusive jornalistas como eu.
A miséria está em todo canto.
No livro de estréia como contista (Vozes Anoitecidas) , o  poeta moçambicano Mia Couto, começa assim no texto introdutório :"o que mais dói  na miséria é a ignorância que ela tem em si mesma".
E como uma coisa puxa a outra, logo lembrei-me do poeta romancista e político francês Victor Hugo ( 1802-1885).
No belíssimo tocante pungente romance "Os Miseráveis" de 1862, Victor Hugo apresenta a história de um pobre diabo que é condenado à cadeia por furtar um pão para amenizar a sua fome e a fome de casa. Ele finda por cumprir 19 anos de cana, nesse meio tempo e depois de solto, perambula pela cidade em busca de ocupação, que lhe é sempre negada. A única pessoa a lhe dar guarida, é um bispo. E não vou contar esse história, pois é muito conhecida: é uma historia de um miserável, de miseráveis, como bem indica o título do famoso romance de Hugo.
Essa história de miseráveis se repete em qualquer parte do mundo, desde sempre.
No município de São Paulo há miseráveis os mais diversos, de todo tipo, para todos os gostos de seus exploradores,  líderes dos movimentos disso e daquilo.
As emissoras de rádio e televisão dizem o óbvio, o tempo todo: que os bombeiros estão no local, com cães farejadores, centenas  de toneladas  de entulhos foram retirados, que corpos foram achados, que sobreviventes estão acampados nas proximidades de onde sub-humanamente moravam, que a população está doando comida e agasalhos, água, etc.
O que dizem as emissoras de rádio e TV, também dizem os jornais e revistas, mas nenhum dos veículos de comunicação que mantém diuturnamente repórteres no local, contam as tragédias vividas ou deixadas pelos miseráveis do prédio que um dia foi sede da Polícia Federal em São Paulo.
Eu gostaria de ver uma das histórias de Victor Hugo extraídas dos entulhos do prédio que ruiu do edifício do Largo do Paissandu.



terça-feira, 8 de maio de 2018

ENIO SQUEFF, UM MESTRE DA PINTURA


Enio Squeff é um dos brasileiros mais importantes que já conheci. Nos anos de 1970 ele era um dos editorialistas do paulistano Folha de S.Paulo. Antes de chegar lá passou pela semanal  Veja e pelo jornalão diário O Estado de S.Paulo, onde editou o caderno de cultura. Mas  Enio abandonou o jornalismo  para dedicar-se completamente a sua, provavelmente, maior paixão: as artes plásticas. Pois bem, Enio tornou-se um dos mais conhecidos e admirados pintores do País. E exercitar a arte da pintura não é coisa fácil, não é prá qualquer um. E digo isso com conhecimento de causa: estudei Artes Plásticas com Celene Sintônio, João Câmara Filho, Raul Córdula e Gilvan Samiko, que me ensinaram tudo, mas nada aprendi. E se aprendi foi bater palmas para artistas como Enio Squeff.
Além de editorialista da Folha, Enio foi crítico de música erudita na mesma Folha. Cheguei lá quando ele estava saindo. Mas continuamos a nos encontrar por aí. Domingo 6 voltamos a nos encontrar (foto acima), dessa vez no fabuloso Jardim de Soraya, onde também reencontrei o querido Audálio Dantas e outros amigos. Foi uma tarde memorável, até porque o Enio decidiu mostrar como desenvolve a sua arte ao vivo,  em cores. Detalhe: a pintura de Enio é desenvolvida em gigantescas telas, a óleo, mas ele não começou a pintar diretamente a óleo, começou com bico de pena, depois aquarelas até onde está. É um gigante no ramo que escolheu para seguir a vida. Não dá para compará-lo a artista algum, pois ele encontrou nas artes plásticas modos muito próprios de expressar-se atavés das cores e movimentos que cria. Ele e sua  obra há muito ultrapassou fronteiras. Nesse último reencontro aproveitei para perguntar a Enio se continua a gostar de música, ele riu, dizendo "impossível não gostar".
A pintura de Enio Squeff é muito forte, de cores fortes, cheia de vida  
Enio é um artista de muitas fases, e não vou entrar nos detalhes agora. Procurem-no por aí. Uma coisa garanto: vocês vão gostar do que irão ver.

JOAQUIM  BARBOSA

A política brasileira está uma caca, confusa que só! A saída sem entrada do ex ministro Joaquim Barbosa no campo político partidário deixa tudo mais confuso ainda. Até agora não há nomes de peso que possam atrair a atenção do eleitor. A Esquerda está esfacelada. A Direita está afiando as unhas, e eu a minha faquinha, hehehe, como diria o amigo Vital Farias. Sério: em quem votar? Quem será capaz de pôr o Brasil de novo nos trilhos? Claro, a saída não é o aeroporto. Até outubro, quem sabe, o povo encontrará em quem votar. O Barbosa para muita gente seria um nome capaz de atrair a Esquerda,  o Centro e a Direita. Alckmin não tem futuro como presidente. Bolsonaro é uma incógnita, uma tranqueira. O Ciro Gomes? Se o Barbosa tivesse topado o desafio de disputar a Presidência as chances de ser eleito seriam muitas. Todo covarde tem medo. Agora fico cá, pensando com meus botões: e se der a doida no Barbosa e ele " redicidir" aceitar o desafio e candidatar-se à presidência da República?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

PSIU PPPSIU SILÊNCIO

Hoje é o dia do silêncio, você sabia?
Dados divulgados pelo IBGE, colhido em 2010, indicam que há pelo menos 8 milhões de pessoas surdas no Brasil.  Pois é. A Organização Mundial da Saúde, a OMS, calcula que há pelo menos 17 milhões de pessoas com audição danificada ou completamente zerada.
Há barulho em tudo quanto é lugar. Será que há barulho no silêncio?
O alemão Beethoven começou a perder a audição antes dos 30 anos de idade. Mesmo assim ele deixou obras primas, como a Nona e a Décima Sinfonias.
Os roqueiros da pesada, tipo Heavy Metal, além de pirados são surdos, pelo menos boa parte deles...
Não está na hora de a gente pensar seriamente em fazer menos barulho possível?
Ah! Você sabia meu amigo, minha amiga, que hoje é o dia mundial do silêncio?


TARDE BOA COM AUDÁLIO E AMIGOS




Abraçar Audálio e reencontrar amigos (aí nas fotos).
Diante de tão salutar e oportuno convite à alegria e à confraternização feito pela querida Vanira, impossível dizer não. Isso foi ontem 6. Vanira é a companheira de Audálio. E lá fomos eu e minha filha, Ana. Sol bonito, dia bonito, arretado como se diz no Nordeste. Chegamos ao Jardim de Soraya na zona oeste da Capital paulista. Um primor. Lá nos recebeu Samir Salman, um mágico do setor de cuidados paliativos do Hospital Premier. Você sabe o que são cuidados paliativos? Clique: http://assisangelo.blogspot.com.br/2017/10/cuidados-paliativos-sao-um-direito.html. E logo foram chegando outros amigos: Elifas Andreato, José Hamilton Ribeiro, Ênio Squeff, Edu Ribeiro, Ibis Maceioh, Serjão, Colibrí, Javam, e as meninas de Audálio Mariana e Jeliana,... E logo um vinhosinho bem feito pra molhar as palavras, caiu no copo. Tim, tim! E não demorou, para surpresa geral, foi posta à mesa uma saborosíssima paella. Ô coisa boa! Melhor do que isso só o carinho e o abraço dos amigos. Lá pras tantas tomei coragem e disse uns poeminhas que ando fazendo como esse aí, outro dia registrado na Ilha do Rodeador, na Bahia. Clique:


MARCOS MENDONÇA

Pergunto a vocês: dá pra recusar um convite como esse aqui que acaba de ser feito pelo querido Edu Ribeiro?

"Salve Assis,
Me daria uma grande alegria a sua presença na homenagem que faremos no próximo dia 16 de maio, às 18h30, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, ao presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, com o Prêmio Personalidade da Comunicação 2018. É uma homenagem justíssima, por tudo o que ele tem feito pela cultura brasileira e pela própria comunicação. E mais justa ainda, por praticamente iniciar as celebrações pelos 50 anos da Rádio e TV Cultura, referências mundiais em rádio e tevê públicas.
Após a cerimônia, que não deve demorar mais do que 40 minutos, brindaremos com um coquetel ali mesmo no Rebouças.
Posso contar contigo? Pode levar acompanhante, claro.
Segue o convite.

Abraço grande"


Guardo ótimas lembranças da TV Cultura. Foi nessa TV que pus os pés pela primeira vez quando cheguei a São Paulo, em 1976. Lá conheci, entre tanta gente bonita, a atris e apresentadora de jornal Aizita, a propósito: onde andará a bela Aizita?
Quando chefiei o departamento de imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo, Metrô, fiz parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, cujo secretário era, a época, ele me recebeu muito bem nessa ocasião e noutras. Marco Mendonça. Essa parceria tinha a ver com o Concurso Paulista de Literatura de Cordel que promovemos.
A TV Cultura e Marco Mendonça têm história, muita história pra contar. Merecidíssma a homenagem que a Mega Brasil está fazendo. Estarei lá.

ONALDO QUEIROGA

O amigo Onaldo Queiroga, juiz titular da 1º Comarca de João Pessoa, não para de escrever sobre o cotidiano nordestino. Onaldo é um poeta. É bom saber que há poetas na Justiça brasileira. Compartilho com vocês o texto que ele acaba de me mandar. Este:

Da janela do meu olhar


Da janela do meu olhar vejo as ondas do mar, elas vêm e vão, num balé regido pela Santa Natura. Há horas que se apresentam calmas, tranquilas e deslizam suaves pelas areias da praia. Em outras, se movimentam de forma brusca e colidem violentamente nas mesmas areias provocando um barulho enorme, como se quisessem falar ao mundo.
Essas ondas do mar, num paralelo inevitável, são comparadas às ondas que afloram na trajetória de nossas vidas e, que de qualquer modo transformam nosso viver, impondo ora sofrimentos, ora momentos felizes.
É por isso, que da janelo do meu olhar, vejo as ondas da vida que relatam batalhas que transformaram em alguns momentos a história da humanidade. São insanas ondas que provocaram e ainda encaminham guerras, discórdias, sofrimentos, mortes e um desencanto indescritível. Tais ondas, ainda, transformam águas oceânicas em vermelho sangue de piratas, de aventureiros e de desbravadores, que continuam a afundar nos mares sonhos e segredos.
Da janela do meu olhar, ainda visualizo ondas de almas materialistas, que degradam a natureza e afetam o nosso ecossistema. Vejo ondas de poder, de homens que se acham deus. Ondas onde humanos acreditam que o dinheiro tudo pode e, que, silenciosamente, encaminha toda a humanidade para um tempo ainda mais difícil.
Mas da janela do meu olhar, vejo também ondas que apesar de mergulhar o homem num poço de desilusões, mesmo assim, não conseguem destruir a esperança por dias melhores, pois com amor e fé em Deus, o homem ainda guarda no coração um fio de crença capaz de superar e estabelecer um equilíbrio entre sua existência e a natureza.




sábado, 5 de maio de 2018

CAMÕES E A LÍNGUA PORTUGUESA

Existem nove países que falam a nossa língua. Estes: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Quer dizer, falam mais ou menos. Eu mesmo e tantos outros temos alguma dificuldade de entender o português de Portugal.
O português Brasileiro é, não tenho dúvida, uma língua muito especial.
O português brasileiro tem, porém, no português de Portugal, óbvio, não?
Foi em 1524 ou 1525 que nasceu em Lisboa aquele que seria o mais importante poeta português, da língua portuguesa.
Luís Vaz de Camões, que morreu paupérrimo no dia 10 de junho de 1580, deixou uma obra absolutamente fantástica: Os Lusíadas, cujos originais eles os salvou de perderem-se no mar.
Além d"Os Lusíadas, Camões legou à posteridade belíssimos sonetos. Um dos mais conhecidos é este:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís de Camões CAMÕES, L. Rimas. Coimbra: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 1953.

Camões tinha 20 e poucos anos quando, soldado, embarcou à África. Em Marrocos, ele perdeu a visão do olho esquerdo na histórica batalha de Celta. O poeta popular cearense Patativa do Assaré (1909-2002), gerou um belo poema em que fala de Camões e da guerra de Celta, este:




Em 2009, representantes de países de língua portuguesa se reuniram em Cabo Verde e lá criaram o dia nacional da Língua Portuguesa, comemorado sempre no dia 05 de Maio.
E o nosso museu da Língua Portuguesa quando será reinaugurado?

NOEL ROSA E TINOCO

O genial sambista carioca Noel Rosa (1910-1937) morreu num dia 04 de maio, aos 26 anos e poucos meses.
No dia 04 de maio de 2012, morreu o paulista José Peres, esse José tinha um irmão de nome João e os dois formaram a dupla ("caipira") Tonico e Tinoco. Essa dupla é até hoje a que mais vendeu discos: 150 milhões, muito mais do que já vendeu o chamado "rei" Roberto Carlos. Noel primava pela linguagem urbana e Tonico e Tinoco pela rural. A primeira música gravada por Tonico e Tinoco, em 1944, foia moda de viola Em Vez de Agradecer, ouça:

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O BRASIL EM CHAMAS



Há um dito segundo o qual Deus criou o mundo, pondo nele violência de todo o tipo incluindo tufões, terremotos, maremotos etc, além de desrespeito, discriminação e preconceito. Guerras em todos os quadrantes. E feionas! Desertos dos mais brabos, daqueles de esturricar a alma. Ai alguém teria feito a seguinte observação, ao Criador: "há injustiça nisso, muita injustiça, pois dentre todos os países o Brasil se apresenta como o melhor e mais bonito dentre todos na face da terra, sem tufões, terremotos, maremotos...". Deus então, irônico, na hora retrocou: "Espere, espere um pouquinho que você vai ver a gentinha que eu vou botar lá".
As belas terras do nosso Patropi começaram a ser invadidas por estrangeiros ali pelos anos de 1500. 



A desgraceira toda começou ali, com índios sendo estuprados e obrigados a fazer trabalhos forçados. Um horror. Ou seja: comer do pão que o diabo amassou. Hoje, 500 e poucos anos depois, é o que se vê: violência das mais brabas de norte a sul do País.
Dados estatísticos indicam que o Brasil é o segundo país em número de pessoas atrás das grades, perdendo apenas para os Estados Unidos da América. Negros e pobres, na maior parte. Enfim, o paraíso do crápulas que o digam os Joesley e Wesley da vida.
O Estado mais violento não é, como pode-se imaginar, o Rio de Janeiro. Não é também São Paulo, pasme!
O Estado mais violento do Brasil, segundo os números, é Alagoas de Collor e Renan Calheiros. 



Depois de Alagoas, os mais violentos são os estados de Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia, Pará. Não é brincadeira, não! E vejam que ainda segundo os números, só em janeiro desde ano foram assassinadas 482 pessoas no Rio. Pois é!
No Brasil de hoje rouba-se de tudo. De tênis a milhões e milhões empilhados em apartamentos, como fez aquele gedel que a Papuda pegou.
E tem as gangues, os grupos de crime organizado. O Marcola, por exemplo, da cadeia aciona seu exército espalhado Brasil a fora, matando, roubando, etc. Mal comparando ele é fichinha perante seus pares engravatados. Alguns juízes como Lewandowski, Toffoli e Gilmar Mendes, parece atender o clamor de quem justamente trilha os caminhos da impunidade. E numa boa, não é mesmo?
Pois é não temos tufões, terremotos, maremotos... Em compensação temos, além de juízes da mais alta esfera, políticos que primam em enrolar o povo.
O Brasil continua pegando fogo, em todos os sentidos. Até de miseráveis roubando miseráveis. Vide as invasões, ocupações, a prédios públicos e de particulares por ai a fora.
E os beneficiados pelo foro, hein?
Calcula-se em 135 mil o número de privilegiados por esse foro atuando sob os silêncios criminosos.
Daqui a pouco o STF se reunirá, sob a batuta da ministra Cármen Lúcia, para decidir quais brasileiros terão direito à excrescência do foro que tem mantido tantos bandidos de alto nipe fora das grades. Tô de olho.
Enquanto a violência paira Brasil a fora, Deus lava as mãos e vai para cima do muro, que nem o PSDB, para observar os movimentos da sua Criação.

sábado, 28 de abril de 2018

A VIDA É BOA, O HOMEM É MAU

Assis, José Cortez (à esquerda) e Carlos Sílvio
O mundo continua perdido. E continuará perdido enquanto nós estivermos perdidos. E perdidos estaremos enquanto não acreditarmos, de verdade, no outro, no próximo. Hummm...

Pois é, acreditarmos no próximo pode ser bom, pode não ser.

É aquela história: quem me acusa tem que provar que eu não presto.

Nós, humanos, somos sempre uma icógnita.

Outro dia um amigo foi engalobado por pessoas que ele acretiva serem do bem. E aqui chegamos a um ponto, no mínimo, interessante: o bem e o mal. O que é isso?

Mas, na verdade, não é sobre isso que quero falar.

Minha filha Ana acaba de me dizer que o programa Fantástico, da Globo, vai apresentar amanhã 29 uma entrevista de um casal centenário. Esse casal vive, naturalmente juntos, há oitenta e não sei quanto tempo. Esse casal está por ali pelas bodas de chumbo. Pois, pois.

No Brasil de hoje existem cerca de onze mil homens e mulheres centenários. Beleza!

Pessoas, no Brasil, com oitenta anos também há muitos. E com sessenta, sessenta e cinco?

A Organização Mundial da Saúde, OMS, acaba de reclassificar as faixas etárias. Eu, por exemplo, nasci em 1952. Sou, portanto, um jovem. Tá bom, explico: menor de idade no mundo é a pessoa que chega aos dezessete anos. Depois daí, dezoito anos é a pessoa considerada jovem, que assim continua até os sessenta e cinco anos. Dos sessenta e seis aos setenta e nove é a pessoa considerada entrante na casa da meia idade. O idoso é aquele que chega aos oitenta e vai até os noventa e nove. Depois daí pra frente, viva Deus!

Pois é, o meu amigo tem oitenta e um anos de idade, vai fazer oitenta e dois neste ano da Graça de 2018. Claro, é nordestino que nem eu. Uma pessoa grande, incapaz de fazer mal a sei lá... a uma mosca?

Por que somos, nós, tão maus?

Por que ferimos a outrem?


VISITA BONITA
Foi não foi pessoas queridas chegam à minha casa para dizer coisas. Hoje mesmo, recebi a visita de Carlos Sílvio e Darlan Zurc. E também José Cortez, o cara que dá nome à editora famosa. Carlos Sílvio é motorista de profissão e apresentador revelação de rádio e TV. Da Bahia. Espantei-me com o desembaraço desse moço no programa Paiaiá na Conectados, apresentado todos os sábados (das 12h às 13h) na rádio, essa mesma, chamada Conectados, que fica ali à Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 159, Ipiranga. Claro, Ipiranga é o bairro onde D. Pedro berrou a independência do Brasil. D. Pedro foi o primeiro golpista brasileiro. Mas golpista, mesmo. Real. Isso é história. Não é essa história do PT, PSDB, bebebibibobobabá e outros partidos e tal. A primeira Constituição do Brasil, de 1824, foi resultante de um golpe de D. Pedro. Pois é. Mas essa é outra história... E Cortez, hein? Quanta história tem pra contar esse homem!

Carlos Sílvio (à esquerda), José Cortez e Assis

PAIAIÁ

Paiaiá é um povoado localizado em algum lugar da Bahia. Você não conhece? Paiaiá tem o maior acervo literário do Brasil, talvez do mundo, não sei. Quem sabe disso é Carlos Sílvio. Pra começar a saber que lugar é esse, clic: www.bit.ly/paiaianaconectados.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

SEXISMO, RACISMO,LGBTFOBIA EM DISCUSSÃO NA PUC

Um dos mais importantes educadores brasileiros, o potiguar José Cortez, anda Brasil afora falando de educação e de cultura popular.Ex-marinheiro, caçado pelos donos do poder em 1964, refugiou-se na capital paulista onde há 40 anos fundou uma editora de livros que leva o seu nome. Cortez é um incansável. Para ele, dentre todos os países, o mais importante é o Brasil.
A Cortez Editora publicou centenas e centenas de livros, milhares, desde a sua fundação. Os títulos publicados tem a ver, naturalmente, com educação e cultura.
Eu mesmo publiquei livros com a chancela de sua editora: A Menina Inesita Barroso ( 2011) e Lua Estrela Baião (2013).
Entre tanta coisa de fundamental importância que Jose Cortez fêz, está o Seminário Anual de Serviço Social.  A primeira edição desse evento ocorreu em 12/05/2008. Portanto, há exatos dez anos. Agora, no próximo dia 7, será realizado a 11a. edição desse evento que reúne milhares de pessoas do Brasil inteiro, da Paraíba a Tocantins.
Eu costumo participar regularmente desse evento. Participo porque entendo ser um momento de aprendizagem e reflexão. O tema deste ano é Questão Social, Sexismo,Racismo, LGBTfobia. Que País é Esse?
É um assunto importantíssimo esse, não é mesmo?
O Brasil é um País complexo, política, social e economicamente falando.
Você meu amigo, minha amiga. lembra do governador biônico Francelino Pereira? Pois bem, é dele a frase Que País é Esse? Se lembra ou não lembra click:


assisangelo.blogspot.com/2017/12/que-pais-e-esse.html

Ah, se você estiver com sorte, ainda pode se inscrever para participar do Seminário, que ocorrerá no próximo dia 7 de maio na PUC-SP,  fone 11-3864 011.
José Cortez é um dos poucos brasileiros que, vivo, dá nome a uma escola pública em São Paulo. Aí na foto


quinta-feira, 26 de abril de 2018

GILMAR MENDES E O CACHORRO DE PAVLOV

O que é que tem a ver o juiz Gilmar Mendes com o fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936)?
Engraçado, amanheci hoje pensando no amigo que partiu,  Taiguara (1945-1996).
Taiguara, Chala da Silva nasceu em Montevideu no Uruguai e veio morar no Brasil, junto com a família, ainda menino. No Rio estudou e o tempo o transformou num dos mais importantes intérpretes da música popular brasileira. Chegou a ser chamado de O Rei dos Festivais. Eu gostava muito dele e a recíproca verdadeira. Frequentávam nos um a casa do outro.Pois bem, um dia ele puxou conversa sobre Pavlov.
Ele adorava Pavlov.
Pavlov foi o primeiro fisiologista a ganhar o Nobel , em 1904, por pesquisas desenvolvidas em torno do comportamento dos animais.Aí a meu ver, é que entra o Gilmar.
Gilmar Mendes apresenta todas as características de um ser humano, mas o seu comportamento é um tanto esquisito,  Seja como membro da 2a. Turma do STF ou como integrando do plenário do mesmo STF.
Num passado não muito distante, ensinaram ao Gilmar as boas maneiras que um cidadão deve ter na relação com o próximo. Chegou a aprender isto, mas a aprendizagem durou até apreender as regras do, digamos, cachorro de Pavlov. Ele não late propriamente. Mas grunhe e até dá patadas, como se viu recentemente numa rua de Lisboa, em Portugal. Na ocasião, perguntado por uma repórter da Folha sobre quem estava pagando a passagem dele, respondeu: " enfia essa pergunta na bunda"! Os seus rompantes são totalmente incivilizados, sem falar do que faz às sombras.
Como cachorro de Pavlov, só que na área jurídica, Mendes inventou de soltar tudo quanto é preso condenado ou em vias de ser condenado pela Justica.




KAFKA
O Brasil é uma beleza. É o Patropi muito bem descrito na música de Jorge Ben, que começa assim: "moro num país tropical/abençoado por Deus/e bonito por natureza..". Pois bem, neste Patropi tem de "um tudo": príncipes e princesas, reis e rainhas, e bandido de todos os naipes infiltrados desde as malocas ao Congresso Nacional, passando naturalmente pelas Câmaras e Assembléias Legislativas. E tem ainda coisas engraçadas, pitorescas e bizarras. Ou não é bizarro alguém ser pego com a mão na cumbuca e dizer que ali não tinha nada, tampouco cumbuca? O Lula, por exemplo, saiu do governo dizendo que não sabia nada de mensalão. O mesmo fizeram os cabeções do PSDB. Há pouco, o Temer.Ontem 25 foi a vez  do homem da mala (Rodrigo Rocha Loures) dizer que não sabia o que tinha dentro da mala. O Aécio Neves está seguindo a mesma linha, acrescentando que foi vítima de uma "armação".Ele fala hoje 26 à Justiça. Tô de olho.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

VIVA CACO BARCELOS

Segunda 23 ouvi na rádio CBN, ali pelo começo da tarde, entrevista muito  bonita do amigo ex-companheiro da globo Caco Barcelos. Trabalhei com ele, com Fernando Coelho e outros bons de papo e vida. Aprendi muito.
Talvez poucos saibam, que fui repórter da editoria da folha, no começo quando cheguei em São Paulo, em 1986. Quanta gente bonita conheci, entre essa gente, meu irmão que está no céu Eli Vanini.
Zanfra, Dorneles, hei, cês inda lembram do Eli? das noitadas do Som de Cristal?
Hoje, daqui a pouco,  o Caco volta a nos mostrar sua vida perigosa como repórter policial numa reportagem que tem como foco a milícia atuante no Rio de Janeiro.
Na entrevista que Caco deu `a CBN ficamos sabendo que um dos seus livros. Rota 66, vai virar filme.
Rota 66 é um livro do caralho.
Caco um brasileiro nascido em Porto Alegre, da safra de 1950, é tão grande quanto o sol.

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