Seguir o blog

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

BELLE ÉPOQUE, TEATRO MUNICIPAL, SP (FINAL)

O Brasil viveu a Bela Época na virada do século XIX até mais ou menos 1922, quando realizou-se a Semana de Arte Moderna.
Queiramos ou não a Semana de 22, ocorrida entre os dias 11 e 18 de fevereiro daquele ano, foi um marco na história das nossas artes. Foi quando o popular fundiu-se ao erudito. Sem traumas.
À frente do movimento, estavam Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Villa Lobos.
No começo dos anos de 1930, Villa deu o pontapé inicial para a obra que correria o mundo: as Bachiannas Brasileiras. Mas essa é outra história.
Outra grande figura desse movimento foi o paulista Menotti del Picchia. Foi a mim que o mestre Menotti deu provavelmente sua última entrevista. Mas essa também é outra história.
A história da Belle Époque foi tão importante quanto o movimento Positivista, também surgido na frança do século XVIII. Seu mentor foi o filósofo Auguste Comte. Você sabia meu amigo, minha amiga, que o lema "Ordem e Progresso" que se lê na bandeira nacional foi inspirado em Comte?
Na verdade Comte dizia que tudo começa no amor, tendo como base a ordem e o progresso como finalidade.
O Teatro Municipal de São Paulo, construídos pelos endinheirados produtores e exportadores de café, entre 1903 e 1911.
O prefeito de São Paulo era Antonio da Silva Prado, o que mais durou no cargo. 12 anos.
Tomara que a programação do Municipal seja logo retomada.
Sinto falta dos seus camarotes.

sábado, 12 de setembro de 2020

BELLE ÉPOQUE, TEATRO MUNICIPAL, SP (1)

O Iluminismo e a revolução Industrial abriram mentes, a partir do século XVII, XVIII.
A Revolução Francesa foi de extrema importância para que o mundo se auto-questionasse, para que tudo isso acontecesse.
O Iluminismo trouxe à discussão questões do cotidiano defendidas pela Igreja e pelos reis europeus.
O Iluminismo foi a era da razão, chamada à Chincha.
A revolução Industrial coroou o Iluminismo.
A França foi o berço disso tudo.
A França também foi o berço do que convencionou-se chamar "Belle Époque".
A bela época européia, nascida na França, foi o tempo em que se comemorou a alegria de viver.
Estamos falando do ano de 1870, por aí. Em março daquele ano, o paulistano de Campinas, Carlos Gomes, estreava a sua grande ópera Il Guarany, na Itália.
Por essa mesma época estudava na Bélgica o paulistano Ramos de Azevedo (1851-1928).
Encurtando a história:
Na noite de 12 de setembro de 1911 a elite paulistana, engalanada, acorria com seus melhores trajes ao Teatro Municipal que estava sendo inaugurado, com a ópera Hamlet.
Ramos de Azevedo foi o cara que assinou a construção do Teatro Municipal de São Paulo. https://assisangelo.blogspot.com/2019/03/carlos-gomes-filho-duma-tragedia.html

POLÍTICO MENTE. E MENTE...

Todos os políticos mentem. Em todo canto do mundo. É só ver o que está ocorrendo nos Stêites.
O Trump baseou-se na mentira para eleger-se há quatro anos.
A base política e estratégica de Trump são Fake News. I-gual-zin-ho como ocorre no Brasil nesta era maluca do Bolsonaro.
Meu amigo, minha amiga, você já percebeu que tudo que o Trump faz lá na terra dele o Bolsonaro faz na nossa terra?
Hoje mesmo o Bolsonaro liberou o Etanol americano com taxa zero para o gringo do coração dele, Trump.
Tump mente, Bolsonaro também.
A Califórnia, Oregon e Whaschigton estão pegando fogo, se derretendo.
Vinte e cinco norte-americanos morreram queimados até agora, oficialmente. Mas há cetenas de desaparecidos da região em que o fogo anda engolindo tudo. Lá.
Aqui no Brasil, nossa terra querida, o fogo também está lambendo tudo. Na Amazônia, no Pantanal, em São Paulo, Minas Gerais...
Neste momento em que dito estas linhas, a temperatura da Capital paulista anda na casa dos 30 graus.
Em Cuiabá, agora, mais de 40.
Eu comecei falando que os políticos mentem em todas as línguas.
Esta semana que ora finda deixou o fala grave do vice-presidente Mourão. Disse ele, em conluio com seu chefe e o ministro do Meio Ambiente, o seguinte: "A Amazônia não está pegando fogo, isso é coisa dos inimigos".
Eu já andei falando a respeito desse assunto. Clique:
http://assisangelo.blogspot.com/2020/09/deu-mico.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

SOCORRO LIRA E AS TORRES GÊMEAS

A manhã de 11 de setembro de 2001 pegou-me quase pronto pra sair. Televisão ligada, dois ou três segundos foram suficientes para que eu entendesse que o mundo estava pegando fogo. Em Manhattan, EUA. Duas torres famosas iam a baixo após serem atingidas por dois aviões passageiros sequestrados por agentes da Al-Qaeda. Milhares de mortos.
A paraibana Socorro Lira, de voz afinadíssima, desenvolveu música no mote decassílabo Quem Duvida que Pipa de Criança Também Lança por Terra Arranha-Céu. O craque Vital Farias participou da gravação. Clique:


SEDENTO POR SAMBA

Numa breve visita, Gregory e Cadu fizeram a festa ontem 10 com cavaco e pandeiro. Pra molhar a garganta , uma coisinha de nada trazida do Nordeste. Ah, sim! O calor de mais de trista grous obrigou a tirar a camisa. Desculpem. É o que sobrou do registro
Simplicidade e competência permeiam o novo disco do Trio musical paulistano Gato com Fome.
São onze imperdíveis faixas de Sedento.
O CD Sedento, terceiro do grupo, abre com “Numa Certa Madrugada”.
Numa certa madrugada, de Cadu e Gregory, é uma ousadia, como certamente chamariam os conservadores.
Essa música, esse samba, é ousado por trazer instrumentos tradicionalmente alheios ao samba.
O ousado Trio Gato com Fome investe nas suas novas composições, muita percussão, cordas e sopros.
O Trio vai além da comodidade musical.
Nesse novo disco, ouvem-se os autores do repertorio passo a passo cantando.
Numa certa madrugada, que abre Sedento, traz mais de uma dezena de instrumentos incluindo sopros e cordas e até uma garrafa. Nessa faixa, o grupo mostra a que vem o disco: muitos instrumentos, canto pra cima, com letras cheias de poesia e balanço.
A segunda faixa, Da de dez, é uma brincadeira que envolve carinho, amor, respeito e bola. Nessa faixa, alguns instrumentos param para descansar.
Responderei sambando é a terceira faixa de Sedento. Linda, linda, linda. O verso que dá título até poderia ser substituído, no gerúndio naturalmente, por amando...
A quarta faixa é um breque comparável, na beleza, só a última faixa. Também um breque.
Vocês já ouviram falar em Tocandira?
Tocandira é uma formiguinha que mata como mata o beijo de uma gata malvada.
A sexta música, além de muito bonita, traz de volta a voz do compositor paulistano Carlinhos Vergueiro. Bobagem entrar nos detalhes. Melhor ouvir.
O preço da felicidade é como se chama a sétima faixa do Sedento. O autor é o faminto Renato Enoki. Letra excepcional. A voz do autor, temos a satisfação de ouvir na decima faixa. Título: Tempo. Voz afinada, diferente, bonita. O violão 7 cordas desse cara extrapola o bem querer.
Vou de samba extrapola a ousadia do grupo Gato com Fome.
Vejam vocês, um disco de samba com piano e tudo. E sopros. Claro, isso não é claro. Mas é bom. Ouçam.
O novo disco do grupo musical Gato com Fome traz muitas surpresas, todas agradáveis.
Felicidade é uma palavra que se acha duas vezes nesse disco.
Felicidade é ouvir esse disco.
O ouvido agradece.
Ah sim! Ia me esquecendo: Como se não bastasse, o disco traz a voz do camaleão Cadu. Muitas vozes há no seu gogó.
Como aperitivo, ouçam:



GRAVAÇÕES RARAS DE JK COMPLETAM 50 ANOS

Dois ilustres brasileiros nasceram no dia 12 de setembro. Um deles, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976).
Juscelino, ou JK, virou presidente da República sem sonhar ser presidente da República. No caso dele, era formar-se em Medicina. Formou-se, mas o tempo, nas suas voltas, levou-o à política. E foi assim: prefeito, deputado federal, governador e presidente.
JK assumiu a Presidência da República em 1956. O marechal Lott garantiu-lhe a posse, pois o poder paralelo da época não o queria.
Bom, essa história todo mundo sabe. E se não sabe, deveria saber.
Já famoso e cassado pelos militares em 1964, Juscelino foi convidado a participar de um LP. Cantando. Era bom de voz, melodioso, afinado, e um bom pé de valsa.
Juscelino gostava de cantar, tocar violão, junto com amigos. Entre estes, a cantora Inezita Barroso.
Muita história bonita deixou JK.
Já em 1960 ele havia participado da gravação de uma música feita para homenagear a cidade que idealizou: Brasília, Capital da Esperança, de Ariowaldo Pires e Simão Neto.
O LP J.K. em Serenata foi lançado pelo selo Berverly (Copacabana) em 1970. Ele aparece cantando em três faixas: Elvira Escuta (João Macedo de Andrade), Varrer-te da Memória (Anônimo) e É a Ti, Flor do Céu (Modesto A. Teixeira e Teodomiro A. Pereira). Antes, o próprio JK endereça mensagem (1ª faixa, lado A) aos ouvintes. Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=M48V0gCYVvY&feature=youtu.be
O nome de Juscelino aparece em várias músicas, incluindo Pagode em Brasília. Essa música, de Tião Carreiro e Lourival dos Santos, saiu em disco de 78 rpm meses antes de Brasília ser inaugurada, em 1960.
Bons tempos aqueles em que presidente da República era inteligente, respeitador e sensível.
Ah, sim! O outro ilustre brasileiro nascido em 12 de setembro atende pelo nome de Geraldo Vandré.
O acervo do Instituto Memória Brasil (IMB) tem o LP J.K. em Serenata e vários discos com músicas homenageando o fundador de Brasília.

NAS ONDAS DO RÁDIO (2)

Hoje é sexta feira, dia de se curtir o programa São Paulo Capital Nordeste. Ficou, no ar, durante seis anos e meio na Rádio Capital AM 1040. Noites de sábado, quem não se lembra?
Eu o apresentava.
Na edição de hoje podemos ouvir, entre outros, os artistas Pery Ribeiro cantando e contando histórias de Luiz Gonzaga; Cláudia, as repentistas Mocinha de Passira e Minervina Ferreira; Peter Alouche, engenheiro de formação e compositor e cordelista por diletantismo; Inezita Barroso e Martinho da Vila, falando da sua vida e cantando em francês.
O dia do Rádio é no próximo 25. Clique:

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

DEU MICO!

Queimadas na Amazônia: número aumentou 145% na região - Greenpeace Brasil
Foto por Victor Moriyama, Greenpeace
Acabo de ouvir notícia dando conta de que o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, e do vice presidente da República, Hamilton Mourão.
Essas duas personagens da vida republicana endossam um vídeo negando que há fogo na amazônia.
No dia 10 de setembro de 1808 foi publicado o primeiro jornal impresso em solo brasileiro. Chamou-se Gazeta do Rio de Janeiro. Era uma publicação de cunho oficial. O dirigente do País, era dom Pedro I. Essa publicação durou até o dia 26 de zembro de 1821. Foi substituída pelo Diário Fluminense.
Pois bem, por que digo isso?
Milhares e milhares de jornalistas ajudaram e continuam ajudando na formação do nosso Brasil.
No dia 1º de junho de 1808, na Inglaterra, foi publicado o jornal Correio Braziliense. O editor era Hipólito José da Costa.
O jornal de Hipólito foi criado para denunciar e combater a corrupção que já grassava no Brasil, àquela época. E a violência, também.
Os escravos da corte pagavam o pato que os brancos cometiam.
Preto no branco, resumo: o ministro do Meio Ambiente e o vice presidente da República, farinha do mesmo saco, com o vídeo que patrocinaram querem apagar a história de um país construído pela força e ideal do jornalista. Detalhe: nesse vídeo, posto na internet ontem 9, aparece um personagem muito bonito que em fase de extinção chamado Mico-Leão-Dourado.
O Mico-Leão é um bichinho originário da Mata Atlântica.
Na postagem dos coisas do Ambiente e da vice presidência o Mico aparece como sendo originário da Amazônia.
Salles e Mourão dizem que não há fogo na Amazônia.
O que dizer desses dois cidadãos?
O compositor e instrumentista pernambucano baseado em Campina Grande, PB, Jorge Ribbas, compusemos uma modinha intitulada Presidente Sem Noção, que serve também para definir ou ilustrar os ridículos que são Ricardo Salles e Hamilton Mourão. Clique:





PINTANDO O SETE, HÁ 13 ANOS NO AR

O craque Luiz Wilson 
Cabra bom, inteligente
Há 13 anos no ar 
Canta forró e repente
O seu Pintado o Sete
É pra nós um bom presente

Assis e Luiz Wilson
Ontem 9 o cantor e compositor Pernambucano, Luiz Wilson, deu uma passada por cá com o propósito de lembrar que o programa Pintando o Sete, que apresenta na rádio FM Imprensa, está completando 13 anos interruptos de existência no ar.
Papo vai papo vem, Wilson declamou um folheto de cordel contando a trajetória de vida e arte da dupla Caju e Castanho. Nota dez.
Wilson trouxe a tiracolo, a cantora mineira Fatel, sua produtora, e o amigo, Arimateia. 
A conversa foi muito boa, mantida com os devidos cuidados que uma pandemia exige. No caso, a Covid-19, que tortura e mata sem quem não lhe dá bola.
O programa Pintando o Sete foi inaugurado no domingo de 9 de setembro de 2007. Começou com uma hora de duração, agora são três. Papo bom, música boa e tal. O nordeste se acha lá, nesse programa. 
O nordeste brasileiro é um celeiro enorme de cultura musical, inclusive. 
Luiz Wilson é pernambucano, como Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcanti, Zé Dantas, Anastácia, Otacílio Batista, Oliveira de Panelas... 
Sinto falta dos clássicos da nossa música e da cantoria de improviso. Quer dizer, isso tem no Pintando o Sete, mas poderia ter mais. Não é mesmo? 
A Capital paulista é habitada por quase 12 milhões de pessoas. E são dezenas e dezenas de emissoras de rádio em funcionamento da cidade, mas só Imprensa (FM 102.5) e USP (FM 93.7), mantém na grade programas que tratam da música nordestina. 
Houve um tempo em que se tocava mais o nordeste nas rádios de São Paulo. Eu mesmo cheguei a apresentar um desses programas, São Paulo Capital Nordeste (Capital AM 1040). E por pouco, muito pouco, não voltei ao dial em 2019. O programa de estréia seria esse ai: 



QUE TAL DERRUBAR O MINHOCÃO?

Ontem 9 a Câmara Municipal aprovou realização de um plebiscito sobre o elevado João Goulart, que corta um pedaço da capital paulistana. É um monstrengo de uns 4 km construído no tempo da ditadura pelo larápio Paulo Maluf.
O plebiscito aprovado pelos vereadores deixa a critério da população a ideia de derrubar por inteiro, ou parcialmente, o viaduto. Ou transformá-lo num parque.
Por mim, eu o poria abaixo.
O referido monstrengo já ganhou até música, sabiam?
Ouçam o mungangueiro Genival Lacerda:



quarta-feira, 9 de setembro de 2020

SEXO, POLÍTICA E FOGO!

 Não sei se choro, grito, esperneio. Não sei o que faço. E agora?

Ouço dizer que os sites pornôs estão perdendo terreno para os games.

São muitos os jogos que prendem a atenção da molecada. E também de adultos.

Anna da Hora disse baixinho cá no ouvido que Faustão  é um dos líderes desses jogos.

Gincana do Faustão. É este o tipo do tal jogo que traz o ex-gordo às paradas de sucesso da internet. O barato desse jogo, segundo Anna, é que bonequinhos ridículos disputam numa esteira sem fim espaço que dará ao vencedor batatas, como no conto do bruxo Machado. Ao vencedor, as batatas.

Pois é e assim caminham os internautas, ontem loucos com sexo, hoje isso aí.

Claro, claro, isso tudo é enfadonho e não leva a nada. Leva, sim, à alienação pura e simples.

Eu nem ia falar disso.

Eu ia falar de política.

Os preços dos alimentos dispararam de modo maluco e inexplicável, como sempre.

Temendo bronca pra si, o presidente pede aos representantes dos grandes mercados que baixem os preços, que sejam patriotas.

Um dos produtos, o arroz, teve aumento só comparado a 2005.

E agora?

Pesquisa que acaba de sair diz que 33% da população dedicam a Bolsonaro a pandemia provocada pelo novo Coronavírus. Acho pouco. A culpa deve ser toda dedicada a ele, que tirou sarro do vírus e até disso tudo não passaria de uma "gripezinha".

Essa gripezinha já levou ao túmulo quase 130 mil de brasileiros.

Os norte-americanos dizem, também através de pesquisa opinião, que o responsável pela pandemia por lá é toda de responsabilidade do bicho feio Trump.

Enquanto isso, cá por nossas paragens, as florestas viram cinzas. 

O bicho mata a mata

Mata tudo que avista

Mata onça, mata boi

E tudo que põe na lista

Esse bicho é tranqueira

É cupim capitalista...



terça-feira, 8 de setembro de 2020

O GOVERNO CORRE PRA TRÁS

O bicho mata a mata

Mata tudo que avista

Mata onça, mata boi

E tudo que põe na lista

Esse bicho é tranqueira

É cupim capitalista...


Meu amigo, minha amiga, você sabe quem é o titular do ministério do Meio Ambiente?

Meu amigo, você sabe quem é o titular do ministério de Desenvolvimento Regional?

Pra meu desgosto, ouvi na pan ontem 7 entrevista com um cabra chamado Rogério Marinho. Esse cabra, oriundo do rio grande do norte, tem por nome Não-sei-que-lá Marinho. Da Infraestrutura. sobre ele pesam mais de duas dezenas de acusações de enriquecimento ilícito e otras cositas más.

Esse cabra, sujeito das quebradas dos infernos, tem a cabeça cheia de ouro. É rico.

Nada contra rico. 

Rico, rico, merece respeito por ser rico, pelo Capitalismo do qual tira proveito e investe.

Pois bem, esse tal Marinho falou um monte de bobagens sem que seus entrevistadores o questionassem.

Lá pras tantas, esse ministro puxou o saco de seu chefe Bolsonaro dizendo que o que há ora no nosso país é só beleza. E que do povo falta compreensão ao que faz o Governo.

E aí esse Marinho falando sobre a Amazônia legal, tascou: "Mato grosso, mato grosso do sul...".

Poxa vida! 

A Amazônia Legal é formada sim por nove estados, divido em duas partes: a Ocidental e a Oriental. A parte Ocidental da Amazônia Legal é formada pelos estados da Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

A parte Oriental da Amazônia Legal é formada pelos Estados Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso.

Pena, não é?

Quero crer que um ministro de Estado tem a sua volta um monte de assessores. Esses por sua vez têm a natural obrigação remunerada de atender ao seu chefe. No caso, o ministro do Desenvolvimento Regional, certo?

Se o ministro Marinho pouco sabe do Brasil, que dirá os outros ministros, hein?

O ministro da Economia briga com o presidente da Câmara...

Fico eu cá, comigo, imaginando ser algum repórter ousasse perguntar ao titular da pasta do Desenvolvimento Regional quais países formam a Amazônia Internacional.

Estamos fodidos, não?

Esse governo é um desgoverno. E que Deus nos acuda!

A propósito, meu amigo, minha amiga, você sabe que pelo menos 10% do Pantanal foram consumidos pelo fogo nos últimos dias?

A Amazônia também continua pegando fogo.

E o presidente Bolsonaro, hein?



segunda-feira, 7 de setembro de 2020

SETEMBRO SEM DESFILE


Setembro é um mês rico em tudo, inclusive em curiosidades e fatos históricos. 
As forças armadas existem para defender a soberania nacional. Óbvio.
Exércitos existem desde sempre, em todo lugar.
As forças armadas são constituídas do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Pra valer, pra valer mesmo, o exército brasileiro só guerreou uma vez. Foi contra o Paraguai, entre 1864 e 1870.
Cerca de 50 mil brasileiros tombaram no decorrer dessa guerra, que resultou na derrota do Paraguai. Que se lascou por inteiro, depois de invadir o Mato Grosso. Daí surgiu a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai.
A Covid-19 já matou mais do que o dobro de brasileiros no Paraguai. 
Por que eu falo isso?
Ora, porque é setembro e setembro é o mês em que os militares exibem ao povo a sua força, em desfiles etc. 
Este ano é o primeiro em que os desfiles militares são cancelados. Motivo: Covid-19. 
Os desfiles militares foram iniciados em 1949, por decisão chancelada pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. 
Dutra era Marechal, eleito pelas urnas. 
Antes de 1949, o dia 7 de Setembro não era feriado nacional, mas havia festa promovida pelos estabelecimentos de ensino, principalmente os ligados à Igreja Católica. 
A igreja, como muita gente sabe, foi descartada pelo governo republicana em 1890, após o golpe militar que pôs fim ao Império. 
Eu mesmo cheguei a desfilar como estudante, em João Pessoa, PB. Eu não gostava, mas era praxe. Obrigatório.  
Os desfiles escolares, de colegiais, tiveram início em 1916. O presidente era Venceslau Brás, que governou o País entre 1914 e 1918.
Essa é a história. 
Devo terminar este texto dizendo que tenho muito respeito pelas Forças Armadas. Aliás, em setembro de 2012, fui convidado pelo Exército à proferir palestra sobre a importância da cultura popular na formação das pessoas (Acima). Aceitei. A CULTURA POPULAR CHEGA AO EXÉRCITO
No começo só havia Exército e Marinha.
A Guerra do Paraguai terminou no ano em que nasceu o autor da letra do Hino Nacional Brasileiro, Joaquim Osório Duque Estrada. A nossa Fafá de Belém fez uma gravação muito bonita desse hino. Clique:



JORGE MELLO

Dia 5 passado o compositor e instrumentista Jorge Mello concedeu reveladora entrevista ao pessoal da Rádio Usp. Jorge é um artista muito criativo. Deus que se cuide. Brincadeirinha... Acompanhe. Clique: https://www.facebook.com/projetosonsdobrasil/videos/1194404610919969/
Uma das músicas que mais o revelam, espécie de autobiografia, é Canção de Gesta composta em parceria com Belchior. Ouça:


HERÓIS DA PÁTRIA

O que é que tem na cabeça o atual secretário da Cultura? 
O  titular dessa pasta, que um dia foi ministério, está indo às redes dizendo pretender homenagear heróis anônimos da nossa Pátria. Poxa!
Heróis por heróis, somos todos heróis, pois quando não desempregados ganhamos merreca.

domingo, 6 de setembro de 2020

HÁ 150 NASCIA O AUTOR DO HINO NACIONAL

Hoje é 6 de setembro de 2020.
Pois bem, há exatos 98 anos o presidente  Epitácio Pessoa assinava documento conferindo ao Estado a propriedade do Hino Nacional Brasileiro.
A melodia desse hino, de autoria de Francisco Manuel da Silva (1795-1865), foi executado pela primeira vez em 1831.
Houve 3 versões dessa melodia antes de o poeta e crítica musical Joaquim Osório Duque-Estrada (1870-1927) "letrá-lo".
O letrista Joaquim Manuel inseriu 50 versos distribuídos em duas partes. No rigor, a poética do hino segue a escola parnasiana. Mas essa é outra história.
Detalhe: antes de dar por findo o poema, o letrista fez uma dezenas de versões. E o resultado é o que se ouve. Lindo.
Epitácio Pessoa, paraibano de Umbuzeiro, perdeu os pais muito cedo.
Nascido em 1865, Epitácio perdeu os pais quando tinha 7 anos de idade.
Os pais de Epitácio foram vítimas da Varíola.
Este é o ano sesquicentenário de Joaquim Osório Duque-Estrada.
Joaquim nasceu no dia vinte e nove de abril de mil oitocentos e setenta, em Vassouras.
Vassouras é um município fluminense e chegou a inspirar Luiz Gonzaga, o rei do baião, a compor uma música homônima.
Ah, sim. O hino Nacional Brasileiro custou aos cofres públicos 5 mil réis, equivalente a algo em torno de 6, 7 mil reais.
E o tenor Vicente Celestino foi o primeiro a gravá-lo em disco.
Leia mais:

https://assisangelo.blogspot.com/2010/09/o-nosso-hino-e-cultura-popular.html

https://assisangelo.blogspot.com/2009/09/de-vanusa-e-hino-nacional-brasileiro.html

A CEGUEIRA EM DISCUSSÃO

São muitos milhões, uns 40, de pessoas cegas ou que perdem a visão em algum momento da vida. Isso no mundo todo, segundo a organização Mundial da saúde,OMS.
A foma e a sede são males que provocam cegueira.
É lá nas banda do continente africano que ocorre o registro do maior número de crianças e adolescente que vivem na escuridão.
No Brasil, o número de cegos também é muito grande.
Há mais cegos no Rio Grande do Sul. Bom...em Brasília também.
A burrice também costuma gera cegueira. Nos outros.
esse é um assunto pra discussão. Clique:

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

CEGO TAMBÉM VÊ

Cegos e demais pessoas portadoras de deficiência, seja ela qual for, come o pão que o diabo amassou. Diariamente. SER CEGO É UMA MERDA!
Não é fácil ser cego.
Cego é a pessoa que não vê com os olhos, certo?
Pois bem, dizem que eu sou cego porque não vejo com os olhos. Mas eu vejo com a memória, eu vejo com os olhos de amigos e de amigas. Com a intuição, até.
Não, não estou falando do que não sei.
Cego é um ser fora do contexto, fora de programa, fora de tudo. Dói.
A exclusão cai-nos como uma condenação. É uma condenação. Pagamos por crimes e pecados que não cometemos.
A questão da inclusão é questão pra ser levada à sério, à discussão, às escolas.
Eu nem ia falar sobre o que estou falando, mas a cedulazinha de 200 mangos, que começa a circular entre os mais abastardos, fez-me falar o que estou falando.
Confesso que ainda tenho dificuldade em identificar cédulas. Mas ouço dizer que a nova cédula é bem parecida, em tamanho e textura com a notinha de 20 paus.
Por que isso, é pra complicar ainda mais a vida cega dos cegos?
Por que o Banco Central não fez uma cédula diferenciada das demais em circulação?
Melhor: Por que quem tem olhos não nos vêem?
Estou louco para trabalhar, para voltar a radio, a televisão. Louco pra publicar livros, dar palestras, cantar, tocar e dizer ao mundo que cego também vê.

 

NAS ONDAS DO RÁDIO (1)

O mês de setembro é um mês cheio de coisas bonitas. E de gente boa, inteligente.
Muita gente gabaritada nasceu e morreu nesse mês de chuvas e flores.
Vandré nasceu no dia 12 de setembro de 1935. Eu e o Manézinho Araújo nascemos no dia 27. Ele em 1910, eu em 1952.
Em 1952, na madrugada de 27, morreu na Dutra o cantor Chico Alves. Chico era chamado o Rei da Voz. Muito querido. Sua morte enlutou o Páis, de norte a sul.
Foi no dia 18 de setembro de 1950 que o paraibano Assis Chateaubriand (1892 - 1968) inaugurou no Brasil, mais precisamente em São Paulo, a televisão, essa maquininha de fazer doido, como dizia Stanislau Ponte Preta.
Chamou-se Tupi a primeira TV brasileira, que anos depois seria comprada pelo animador Sílvio Santos e incorporada ao SBT. E o rádio, hein?
O dia do rádio é comemorado no dia 25 de setembro. Isso porque foi nesse dia e mês que nasceu lá em 1884, o cientista Roquette Pinto.
Foi Roquette o criador da primeira emissora de rádio do país, que chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Nesta e nas outras sextas setembrinas, postaremos programas de rádio que andei apresentando. O primeiro, esse aí, no link abaixo, traz conversas saborosas que fiz com Antônio Rago, Élio Sindô, Lea Freire, Heraldo do Monte, Aquiles Reis (MPB4), Arismar o Espirito Santo, Antônio Nóbrega, Eduardo Valbueno, Sebastião Martinho, Luzivam Pereira, Benito de Paula, Maria da Paz, Jackson Antunes, Luiz Vieira, Dorival Caymmi, Fagner (foto acima), Jair Rodrigues e entre outros da nossa música popular.
Rago (e seu Regional) foi o último instrumentista a acompanhar o cantor Chico Alves, na última apresentação que fez pouco antes de morrer na Dutra. No programa, ele conta essa história.
Fagner, na ocasião em que o entrevistei no programa São Paulo Capital Nordeste, conta um pouco da canção Três Irmãos, da tradição francesa. Tem a narrativa da literatura de cordel. Fala da violência do século XVI e dos dias atuais. Bom, tomara que vocês gostem.


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

FALAS TRUNCADAS


A fala do vice-presidente Mourão, "traduzindo" o que seu chefe disse segunda-feira 31 à uma tresloucada fã, remeteu-me à ilha de Java, Indonésia. De tabela à personagem do conto O Homem Que Sabia Javanês, do jornalista e escritor Lima Berreto.
A personagem de Barreto passa a perna numa vítima ao convencê-la de que dominava o Javanês. Não dominava, mas saiu-se bem no seu criminoso propósito. No fundo, no fundo, crítica social. É sempre bom ler barreto: O BRASIL SEM POLICARPO QUARESMA
Eu sempre achei que o atual presidente, como a ex Dilma, fala uma língua atravessada, esquisita, tipo sei-lá-o-que! A Dilma era engraçada, pelo menos.
A fala de Bolsonaro sempre carece de tradução. Foi o que fez o Mourão. 
Vocês lembram, não é?
A diaba da mulher quase implorou a Bolsonaro que proibisse a aplicação de vacina contra o novo Coronavírus. E a resposta foi: "ninguém pode obrigar ninguém". E seu tradutor especial, o vice-presidente, traduziu:
"Acho que você pode encontrar gente que não quer tomar a vacina. É o que eu te digo: você vai agarrar à força? Foi isso que ele quis dizer"
Vocês aí já ouviram falar da revolta da vacina?
Muita gente morreu por recusar-se a tomar a vacina contra varíola. Foi em 1904, no correr do governo Rodrigues Alves, que morreu ao pegar a Gripe Espanhola em 1918.
Entra em circulação nota de 200 reaisO Brasil todo anda de cabeça pra baixo. Uma loucura.
Bolsonaro continua em campanha política dando aos necessitados o dinheiro que não tem. Isso está fazendo com que cresça a sua popularidade. Vamos pagar caro.
Está chegando à praça a nota de 200 paus. Tem a cara de um guará. Meio assustado o bichinho sabe que não vai frequentar o bolso do povo.
O cartunista Fausto, que não deixa barato situações como esta, puxou da memória a música Dezessete  e Setecentos, uma beleza tornada clássico por Luiz Gonzaga. É aquela que diz:

"Eu lhe dei vinte mil réis
Pra pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos
Dezessete e setecentos
Dezesseis e setecentos..."
[DEZESSETE E SETECENTOS, Luiz Gonzaga]

O Fausto é um cara incrível. É dele a charge que abre este texto, com Gonzaga na boca do caixa.

UM ANO SEM BAEZ NO PALCO


Setembro de 2019 chegou sem trazer aos palcos a cantora nova-iorquina Joan Baez.
O anúncio dessa despedida foi feito pela própria artista, num teatro da Espanha. Um mês antes.
Conheci Baez logo depois que Deus me levou os olhos em 2014.
Ela ficaria muito feliz ao conhecer Vandré, que tanto queria conhecer.
Alegre e simpática, sorriso na cara, mulher.
Mandou-me um email agradecendo por te-la apresentado a Vandré.
Dizia no email que depois de se afastar da música (a voz não é eterna) iria dedicar-se às artes plásticas. Passatempo.
Baez nasceu em 1941 e antes de se tornar alguém incrível, assistiu uma palestra de um negro famoso falando das injustiças cometidas por brancos, na sua escola. Tinha 13 anos de idade. Revoltou-se.
O tempo parece que não passa e quando passa parece trazer só o passado.
Decidida a virar artista, a menina botou pra fora sua bela voz e em 1959 já era admirada por muita gente.
Livre como um pássaro e objetiva como um voo razante dado por um falcão, com olhos de lince, rapidamente identificou no garoto Robert Allen Zimmerman o artista que viria a ser com o nome de Bob Dylan.
Foi ela quem o descobriu para o mundo da música.
Baez e Dylan tiveram um caso, sem filhos.
O caso que ambos tiveram foi um caso de identificação mútua, e forte, com todos os jovens do mundo.
Joan Baez transformou-se na mais importante intérprete da música folclórica e de protesto no mundo, em todos os tempos.
Foi contra todos os tiranos e a favor de todas as liberdades.
Na primeira vez em que Baez chegou ao Brasil não pode cantar em público, mas cantou num camarim em dueto com o paraibano Zé Ramalho.
Ramalho deu-me uma cópia da gravação que ele e ela fizeram em 1981, no Rio.
O tempo passou e por razões inexplicáveis Vandré telefona pra mim perguntando se eu conhecia Joan Baez...
Eu apresentei Joan Baez a Geraldo Vandré. Essa história é longa. Cliquem:

VERÍSSIMO, VIETNÃ: O PRISIONEIRO
HÁ 54 ANOS VANDRÉ LANÇAVA PRIMEIRO LP
O NOBEL E A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS:
VANDRÉ, DITADURA E JOAN BAEZ
JOAN BAEZ E VANDRÉ, O ENCONTRO


No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, é possível achar todos os discos de Vandré e quase todos os discos da Baez.
Ah, sim: Vandré renunciou a carreira artística em dezembro de 1968, quando tinha 33 anos de idade e 4 LPs.
Joan Baez abandonou a carreira deixando mais de 30 LPs.
Com a sua despedida, também levou um depoimento meu e do Vandré.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A HISTÓRIA PELOS OLHOS DO FOTÓGRAFO


Há exatos 75 anos, o Exército japonês entregava os pontos na Segunda Guerra. Rendido.
Agora há pouco ouvi no jornal notícia dando conta de que o Governo está lançando a nota de 200 paus, a sétima da série Real.
Antes ouvi no rádio informação sobre a recuperação do que sobrou do Museu Nacional, incendiado acidentalmente há exatos 2 anos.
Pois é, estamos nesse 2 de setembro.
Uma perguntinha eu faço a você meu amigo, minha amiga: você sabe o que é foto-jornalismo?
Há uma diferença enorme entre foto foto, e foto-jornalística.
A foto foto é a foto caseira, aquela feita no ambiente familiar, tranquilo, de passeio. Foto para lembrança futura. Foto que fica para trazer de volta momentos bonitos que tivemos ou que teremos na convivência familiar, domestica.
A foto jornalística é diferente da foto que acabo de descrever.
A foto jornalística tem por “natureza” reunir o máximo possível de informação. Isso porque esse tipo de foto é para publicação imediata em jornais, em revistas. É como uma filmagem instantânea que registra fatos.
Flagrantes registram os repórteres fotográficos.
A foto para jornal e revista, do tipo que ora descrevo, existe desde que a fotografia foi criada, ali pelos meios do século 19.
As primeiras fotos jornalísticas registraram momentos da Guerra da Crimeia (1853-56).
Tornou-se famosa a frase: “uma foto vale mais que mil palavras”.
Não sei de quem é essa frase, mas a frase é definitiva para o reconhecimento de uma foto-jornalística.
Comparei há pouco a importância de uma foto e de uma filmagem.
Cinco séculos antes de Cristo, o filósofo Chinês Confúcio já dizia que “uma imagem vale mais que mil palavras”.
Pois é, aí está o pensador que inspirou a frase.
No correr da minha vida profissional de jornalista, tive a oportunidade de assinar reportagens com repórteres fotográficos do naipe de Gil Passarelli e Jorge Araújo.
Gil está no céu e Jorge aqui, ainda pagando pecados.
É de Jorge a bela foto da pomba sobre uma faixa do movimento Diretas Já. Essa aí, acima.
De Gil Passarelli é a foto (abaixo) da “guerra” entre estudantes do Mackenzie e USP, em 1967. Nessa foto dá pra ver, inclusive, o repórter Audálio Dantas cobrindo o pau que àquela hora cantava.
Hoje 2 de setembro, é o dia do repórter-fotográfico.

JORGE MELLO E OS "CACOS" DA VIDA


Faz tempo, muito tempo, que não falo com antigos professores de arte e história da arte. Entre esses professores, Celene Sintônio, João Câmara Filho e Raul Córdula. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2014/05/utopia-do-olhar-ganha-milliet.html/ https://assisangelo.blogspot.com/2012/07/miguel-dos-santos-um-totem-do-brasil.html
Desses todos sinto saudade.
Saudade também sinto dos colegas Miguel dos Santos, Juarez Carvalho e Unhadejara.
Com Miguel falei mês passado. Ele é pernambucano de Caruaru, cidade-berço de mestre Vitalino.
Ontem 1 conversei longamente com o compositor, cantor e instrumentista piauiense Jorge Mello (foto acima).
Jorge tem um caminhão de músicas compostas e gravadas por muita gente boa, como Belchior.
O pernambucano Reginaldo Rossi também gravou Jorge, que confessa ter criado canções para as interpretações especiais e próprias de Rossi. "Ele me pedia e eu criava pra ele canções escritas em parcerias com ele", lembra Jorge, que gosta de fazer parcerias com poetas clássicos do passado, como Olavo Bilac, Raimundo Correia, Hermes Fontes, Cupertino de Menezes e Mário de Andrade. https://www.youtube.com/watch?v=5PPRZQeVjhQ
Jorge Mello é da safra de 1948 e, ao trocar sua cidade Piripiri por Fortaleza, findou por integrar o grupo Pessoal do Ceará. Esse grupo tinha entre seus integrantes Ednardo, autor do clássico popular, Pavão Misterioso.
Amigo de Belchior e Fagner, Jorge conserva um acervo de grande importância para a cultura musical dos últimos 50, 60 anos.
A música brasileira anda esquecida e mal feita.
É raro em rádio tocar uma música boa de artistas como o próprio Jorge Mello.
E as cantoras de belíssimos graves e agudos,por onde andam?
Dalva de Oliveira, Nalva Aguiar, Elis Regina...
A pimentinha Elis cantava que era uma beleza, mas gostava de enfiar uns "cacos" nas composições que gravava.
Em Mucuripe, primeiro sucesso de Fagner e Belchior, Elis troca "aquela estrela é dela" por "aquela estrela é dele". Pegou mal: https://www.youtube.com/watch?v=mWtb8CQ3Ceo
Em Como Nossos Pais, ela também não se contém e troca "contando os seus metais" por "contando o vil metal", também não foi bem: https://www.youtube.com/watch?v=2qqN4cEpPCw
Jorge Mello anda às voltas, atualmente, ocupado em mostrar ao mundo toda a sua produção musical. Isso, via plataformas digitais. São quase trezentas músicas.
E por falar do Jorge, lembro do bruxo Hermeto Pascoal.
Hermeto disponibilizou gratuitamente todas as suas músicas. Está tudo na internet. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2016/06/semana-tumultuada-e-viva-hermeto-pascoal.html
Contei isso ao Jorge, e o Jorge disse, "Muito bom". Ao dizer isso acrescentou que ele próprio faz isso, "disponibiliza musicas suas, gratuitamente, a artistas que não tem grana pra pagar direitos".
Além de cantor, compositor e instrumentista, Jorge Mello é advogado especializado em direitos autorais.
Também cordelista e poeta do improviso, Jorge entusiasmou Jô Soares ao responde as perguntas de modo rimado. Clique:




CAVALOS DO CÃO


Alguém aí lembra de um cearense chamado Armando Falcão (1919-2010)?
Esse Armando foi ministro da justiça no tempo da ditadura militar. Ficou famoso pelo jargão “Nada a declarar”.
E da Lei Falcão, alguém aí se lembra?
A Lei Falcão, de número 6339/76, foi criada pelo referido cidadão no tempo que ocupou a pasta da Justiça.
A finalidade da Lei Falcão era limitar a propaganda eleitoral, no rádio e televisão.
Corriam os tempos em que existiam no País apenas dois partidos políticos, a Arena e o MDB.
Hoje há 35 partidos ocupando cadeiras na câmara e no Senado...
O ministro Armando Falcão detestava jornalistas. Detestava mas não os agredia, como faz hoje o presidente da República.
Pois bem, lembrei-me de Falcão após ouvir estarrecido a notícia que dá conta de um grupo de funcionários públicos municipais impedindo o desempenho de jornalistas profissionais que cobrem a área da saúde no Rio de Janeiro.
Esses funcionários, pagos naturalmente com dinheiro procedente de impostos, foram treinados e distribuídos em grupos para “defender” o prefeito do Rio de Janeiro. São chamados de “Guardiões do Crivella”.
Isso não pode, de maneira alguma acontecer.
Esses funcionários agem como verdadeiros milicianos, paus pra toda obra. São cavalos do Cão, poderia eu resumir.
Esses cavalos do Cão são todos bolsonaristas declarados, como o prefeito Crivella.
O Brasil e os brasileiros de bem precisam estar atentos às investidas desses grupos preparados para minar a democracia.
Justiça neles!

'GUARDIÕES DO CRIVELLA': globoplay.globo.com/v/8822333/

terça-feira, 1 de setembro de 2020

UMA CONVERSA PUXA A OUTRA

Na sempre temerosa saída do Presidente do Palácio da Alvorada, uma tresloucada fã pede para que ele proíba a aplicação da futura vacina contra a Covid-19. Resposta do Presidente Bufão: "A vacina não será obrigatória".
Isso fez-me lembrar a Revolta da Vacina, em novembro de 1904.
Naquele ano, os cariocas se rebelaram contra a obrigatoriedade da aplicação da vacina criada para combater a varíola. Até políticos foram contra. E o resultado foi o que se viu: muitos mortos.
A fala da tresloucada mulher remeteu-me à gripe espanhola que dizimou milhares de pessoas no Brasil e milhões mundo afora, em pouquíssimo tempo.
Naquele tempo não havia vacina contra essa gripe, que o presidente certamente classificaria de "gripezinha".
A fala da inoportuna mulher fez-me também lembrar da Segunda Guerra Mundial, desencadeada na manhã de sexta feira 1 de setembro de 1939.
A Grande Guerra começou com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista liderada pelo assassino Adolf Hitler.
Algum leitor desavisado poderá perguntar o que tem a ver isso tudo com a fala daquela mulher ao prepotente Presidente do Brasil.
A gripe espanhola matou mais do que a Segunda Gerra Mundial.
Até agora, a Covid-19 já matou mais de 800 mil pessoas.
Nos tempos de antigamente, não havia vacina e orientação da Medicina ao povo, certo?
Ah sim! Ia-me esquecendo: o Brasil participou da Grande Guerra, enviando cerca de 25 mil pracinhas.
A expressão "pracinha" tem a ver com jovens montando praça, alistando-se no Exército.
Dos 25 mil soldados do nosso brioso Exército, cerca de 1500 não voltaram.
O poeta Guilherme de Almeida (1890 - 1969) e o maestro Spartaco Rossi (1911 - 83) compuseram a bela Canção do Expedicionário, gravada pelo Rei da Voz, Chico Alves (1888 - 1952). Ouçam: 


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

NO BRASIL, O FIM DO MUNDO

A coisa começou em outubro de 18 passado, com os brasileiros putos da vida, grande parte, puseram Bolsonaro no poder.
E foi a partir daí que o País entrou num baixo-astral.
De 18 pra cá, vejam: um monte de coisa errada, muita gente arrependida, muito desemprego, e diretamente da China, tan tan tan tan, o novo Coronavírus!
Bolsonaro, na sua, disse que o vírus era só uma “gripezinha”.
A gripezinha do Bolsonaro matou até aqui 120.000 brasileiros.
Quando chegamos à marca triste, lamentável, de 100.000 mortos, eu disse:


Como se não bastasse tudo isso, o inverno virou verão com geada e neve no sul. No nordeste chuva e sol de rachar, no sudeste calor de mais de 30.
Pois é, e terremoto!
O Brasil já tremeu várias vezes.
A primeira vez que a terra tremeu no Brasil, foi num município potiguá de João Câmara.
E a Bahia tremeu, também.
Foi domingo 30.
O tremor fez tremer corações e rachar casas e até uma igreja, no município de Mutuípe, que fica há muitos quilômetros da capital Salvador.
Ninguém morreu, nem de medo.
O tremor em terras baianas foi sentido também no município do poeta Castro Alves.
Nem cidades com nomes de Santos escaparam: São Miguel das Matas e Santo Antônio de Jesus.
Há um ano e um dia, praias do Nordeste recebiam óleo cru despejado às toneladas por navios fantasmas. Ninguém foi identificado ou punido, até agora.
Minha indignação por tudo isso retrato no poema abaixo:




domingo, 30 de agosto de 2020

HOJE É DE AYRTON MUGNAINI

Hoje faz um ano que navios despejaram óleo no nosso Atlântico. Foi uma tragédia, tragédia que continua sem que sejam identificados e punidos os responsáveis. Irresponsáveis.
Como uma coisa puxa outra, um dia, uma data, lembrei-me da nossa boa música. E de amigos como o jornalista e compositor Ayrton Mugnaini. Ayrton encerra mais uma etapa da vida, hoje.
Ayrton tem muitos livros publicados. Uns 30. Todos sobre música e músicos.
Tudo que ele faz, faz bem. É um doido apaixonado por música e discos dos tempos idos.
Além de mil coisas que faz, Ayrton é tradutor juramentado (inglês) do Estado de SP.
Foi não foi, esse Ayrton dá por cá, suas caras. E sempre me trás discos de ontem, antigos, de 78 rpm, de que gosto muito.
Na foto acima aparecem, pela ordem, da esquerda para a direita: Ayrton Mugnaini Jr., Alcides Campos Filho, Bill Hinchberger, Sara Lee Monroe, Assis Ângelo e Teo Azevedo .o
Parabéns, Ayrton. Pra você, mais uns sessentinha.
Pra relaxar ouçamos uma das peraltices do Ayrton:

POSTAGENS MAIS VISTAS