Apocalipticamente
Devastando nosso mundo
O nosso mundo presente
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Vocês conseguem entender a complexidade que é viver numa favela?
— Rene Silva 🌵⭐️🌎 (@eurenesilva) March 22, 2021
As crianças no corredor pra se proteger dos tiros. A professora preocupada com o distanciamento por causa da Covid... É isso, a realidade da desigualdade social!!! pic.twitter.com/6uIakxsqmc
O mês de março foi um dos meses mais importantes na vida do pernambucano Luiz Gonzaga. Talvez o mais importante.
No dia 14 de março de 1941, Gonzaga gravou dois discos de 78 RPM. Pela Victor.
Era o começo de sua carreira artística, profissional.
Foi também em março, dia 3, que o futuro Rei do Baião lançou ao mundo a toada Asa Branca, assinada por ele e pelo cearense Humberto Teixeira.
Asa Branca é um tema do Folclore pernambucano. Leia: ASA BRANCA, 70 ANOS • AINDA ASA BRANCA, 70 ANOS
Sobre a vida e obra de Gonzaga existem quase uma centena de livros e mais de 300 folhetos de cordel.
O primeiro folheto de cordel sobre Luiz Gonzaga, lançado em formato de livro, foi feito pelo poeta paraibano Zé Praxédi.
Admiradores da obra Gonzaguiana se multiplicam pelo Brasil. Um dos mais férteis é o piauiense de Teresina Wilson Seraine.
Seraine, nascido em abril de 1966, formou-se em Física pela Universidade Federal do Piauí e fez Mestrado em Matemática e Ciências pela Universidade Luterana do Brasil, RS. Vai vendo...
Eu costumo dizer que Wilson Seraine é um professor perigoso, bombástico. Até porque está em vias de fazer mestrado em Energia Nuclear pela USP.
O cabra é cabeção, parece doido; meio doido.
É assim que é o meu Nordeste, cheia de gente sabida, curiosa, pretensiosa, por que não?
São mais de 400 músicas compostas e gravadas em homenagem a Luiz Gonzaga.
Até o nosso Chico, de Construção, enalteceu Gonzaga.
Luiz Gonzaga há muito faz parte do Folclore brasileiro, a partir do Nordeste.
O Folclore é a Ciência que identifica e esclarece a importância da cultura popular.
Além de admirador e estudioso da obra do Rei do Baião, o professor Wilson Seraine não esconde a preocupação que tem pela preservação da nossa cultura popular.
Entre fins do ano que passou e começo deste 2021, Seraine já levou à praça dois livros: A Radioatividade da Literatura de Cordel e Leriado Piauiense (foto ao lado).
Leriado é fala pra pegar bobo, na gíria piauiense.
Antes disso, ele produziu um CD muito bonito com um religioso cantando músicas de Luiz Gonzaga na língua alemã. A história desta gravação é contada aqui:
Ciência e Folclore tem tudo a ver com Wilson Seraine.
Ia-me esquecendo: Seraine é o criador da Procissão das Sanfonas, em homenagem ao Rei do Baião. Confira: 10 ANOS DA PROCISSÃO DAS SANFONAS
Um dia alguém perguntou a Almodóvar por que nunca fez referência nominal ao ditador Franco, da Espanha. E ele respondeu mais ou menos assim: Pra não ficar com ele na cabeça.
O nome Bolsonaro escrevo para que nunca ninguém se esqueça da horrorosa pessoa que ele é. É ruim.
O Brasil teve dois reis e doze presidentes antes Segunda República, inaugurada em 1930.
O primeiro presidente, Deodoro, derrubou o Império e depois fechou o Congresso, antes de renunciar.
O segundo presidente, Floriano, foi ao todo o segundo golpe de Estado, ao se recusar a convocar eleições para substituir Deodoro, que era Marechal que nem Floriano.
O terceiro presidente, o civil Prudente de Morais, botou pra quebrar. Isto é, mandou o exército acabar com o povo de Canudos. Não ficou pedra sobre pedra.
E assim foi, e assim vamos.
Foi não foi, Bolsonaro fala em Estado de Sítio.
Esse é um Estado extremoso.
Nove dos 12 presidentes da Primeira República fizeram uso deste instrumento.
O Estado de Sítio é uma porta para a ditadura. E disso se aproveitou Getúlio Vargas (1930-45).
Negacionista até a medula, contraditório nas suas contradições, Bolsonaro acaba de entrar com ação no STF contra os governadores da Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Bolsonaro acha que a sua autoridade de presidente está sendo minada pelos governadores.
O que dizer desse cidadão?
A lata de lixo da história o espera.
Almodóvar, Pedro Almodóvar, é um dos mais importantes atores, diretores e roteiristas do cinema mundial.
| José Álvares de Azevedo |
Histórias de príncipes e princesas, de fadas e bruxas, de bichos que falam e de castelos e tal, pensei que haviam se acabado.
Agora mesmo a Família Real da Inglaterra está em povolrosa com as falas tonitruantes de Harry e Meghan.
A parte periclitante desse folhetim diz respeito à gestação de Meghan. Alguém próxima à Rainha teria demonstrado preocupação com a cor do bebê que vem aí.
Ora, ora.
Num lugar qualquer de Dubai uma princesa pede socorro. É Latifa.