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sexta-feira, 13 de setembro de 2024
SEXTA 13 DE SORTE OU AZAR?
quinta-feira, 12 de setembro de 2024
O FOGO TÁ COMENDO TUDO!
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
TÁ TUDO PEGANDO FOGO!
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| Céu de São Paulo nesses dias poluídos |
terça-feira, 10 de setembro de 2024
HÁ 51 ANOS MORRIA O PALHAÇO PIOLIN
Foi lá em Ribeirão que nasceu um dos mais importantes palhaços do Brasil: Piolin.
Piolin, de batizado Abelardo Pinto, caiu nesse nosso mindinho besta no dia 27 de março do distante ano de 1897.
São Paulo ainda tinha lá seus ricos barões do café quando, já nos anos 20, Piolin destacava-se entre os palhaços conhecidos.
Seu sucesso espalhou-se Brasil afora, mas foi entre Rio e São Paulo que ele virou o xodó de intelectuais como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e Tarsila do Amaral.
Entre os fãs desse grande palhaço se achava o último presidente da chamada República Velha: Washington Luiz (1926-1930).
Os tão falados modernistas fizeram uma barulhenta festa no dia de aniversário de Piolin, em 1929.
O ano de 29 foi o ano da quebradeira da Bolsa de Valores de Nova Iorque.
No correr da quebradeira da Bolsa, o presidente golpista Getúlio Vargas mandou queimar milhares e milhares de sacas de café. Isso para o preço subir, mas não subiu. O que subiu, e muito, foi o desespero da baronada.
Abelardo Pinto morreu em casa engasgado com uma bala de caramelo, no dia 4 de setembro de 1973, levando consigo a sua grande criação: Piolin.
Criador e criatura foram sepultados no Cemitério da Quarta Parada, antigo Brás, na zona leste paulistana.
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
LUIZ WILSON PINTA O SETE HÁ 17 ANOS
O rádio encurtou lonjuras, trazendo notícias e músicas de todo o canto.
O presidente do Brasil à época era o paraibano Epitácio Pessoa. Esse Pessoa foi a Paris e de lá voltou presidente. Ora, ora... Que coisa! Mas essa é outra história.
A gente está falando de setembro de 22, não é mesmo?
O primeiro dono de rádio no Brasil foi o cientista Roquete Pinto. Chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Bancou, fez bonito. Depois, no comecinho dos anos 30, Pinto doou a sua rádio ao governo. Vargas. Que deu voz ao Brasil.
Estamos falando de rádio AM, frequência AM e Curtas.
A rádio de frequência FM surgiu entre 52 e 55. Frequência Modulada.
A primeira dessas rádios na tal sintonia foi a Imprensa.
E esse é o ponto.
A rádio Imprensa acolhe rítmos variados do Nordeste. Algumas coisas até boas, outras...
O pernambucano Luiz Wilson estreou nessa rádio em setembro de 2007. Há 17 anos, portanto.
Esse Luiz é um cara que procura sempre estar antenado com o que ocorre no nosso país.
O apresentador do programa Pintando o Sete pinta e borda. Ou seja: canta, compõe, toca violão e improvisa poesia. É bom o cara.
Está na praça um livro contando a história do pernambucano Luiz Wilson. Título: Minha Terra, Minha Gente, Minha Vida, cuja leitura recomendo.
É isso aí, Luiz!
domingo, 8 de setembro de 2024
CEGOS FAZEM BONITOS EM PARIS
ANALFABETISMO
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (128)
Camilo, como Limeira, deixou além de saudade uma obra muito bonita.
A Viagem a São Saruê por exemplo, país inventado por Camilo, começa assim:
…Eu que desde pequenino
sempre ouvia falar
nesse tal São Saruê
destinei-me a viajar
com ordem do pensamento
fui conhecer o lugar.
Iniciei a viagem
as quatro da madrugada
tomei o carro da brisa
passei pela alvorada
junto do quebrar da barra
eu vi a aurora abismada…
E lá pras tantas, segue dizendo o poeta:
…Lá os tijolos das casas
são de cristal e marfim
as portas barras de prata
fechaduras de “rubim”
as telhas folhas de ouro
e o piso de sitim.
Lá eu vi rios de leite
barreiras de carne assada
lagoas de mel de abelha
atoleiros de coalhada
açudes de vinho do porto
montes de carne guisada…
Na terra de São Saruê há de um tudo. Lá ninguém passa fome, porque lá tudo tem e tudo dá sem sequer precisar plantar. É tudo frouxo e legal.
Quase no fim dessa história, diz o cordelista sobre amor e felicidade:
Tudo lá é festa e harmonia
amor, paz, benquerer, felicidade
descanso, sossego e amizade
prazer, tranquilidade e alegria;...
Pois é, amigos e amigas, esse cara, Camilo, deixou um monte de coisas bonitas.
Eu o entrevistei e publiquei nossa conversa no extinto diário paulistano Jornal da Tarde.
Foto e ilustrações por Flor Maria e Anna da Hora.
sábado, 7 de setembro de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (127)
Baixinho, gordinho, feinho… Tinha uma inteligência invulgar.
Suas reportagens chamavam atenção do grande público. Eram feitas nos morros, puteiros, casas de umbanda. Por aí. O submundo era, de certo modo, o seu mundo. Simples e muito inteligente, era admirado e respeitado pela plebe e pela elite. Tinha sempre o que dizer. E ainda encontrava tempo para bebericar com amigos, brincar o Carnaval e outras festas do povo. Também para escrever e enviar cartas às pessoas de que gostava, como o português João de Barros.
Para Barros, João do Rio escreveu uma carta em que fala de orgia. Curiosa e cheia de fofoca. Deve ter sido enviada a seu amigo, um ex-ministro português, em fevereiro de 1912.

A Ema aí referida na carta era uma atriz bastante conhecida à época.
Ainda naquele ano de 1912, sempre no tom de fofoca, João escreveu ao seu velho xará português:
João, queridíssimo,Tenho uma coisa impagável. Lembras-te do Amaral França, o elegante senhor do Paiz? Era o amante da madame Camacho! O marido, aquele cretino com ares de boneco de alfaiate barato – soube! Soube e teve ciúme. Então mandou cinco, nota bem, cinco amigos seguirem a feia Camacho e quando a bela Camacho (digo bela agora porque não se compreende uma adúltera feia) palpitava nos braços do Amaral, na sua garçonnière do Russell, deu-se o flagrante delito mais escandaloso do Rio de Janeiro. O divórcio é amigável. Camacho chora (isto é, Camacho fêmea) enquanto Camacho de barba olha o céu pensando ver o chifre. Isso causou na bande a impressão do raio. O nosso incorrigível ingênuo Sampaio ficou prostrado, e assegurou-me que felizmente a Marguett era angélica…
João não morreu pobre nem rico. Viveu e deixou dúzia e meia de livros pra quem quiser saber de histórias reais e inventadas que trazem a assinatura do famoso repórter.
No seu último livro A Mulher e os Espelhos (1919), João do Rio conta histórias curtas do cotidiano carioca. Nessas histórias, os personagens mais frequentes são mulheres com seus dramas pessoais; amor, sexo, adultério e violência. São textos limpos, claros, atualíssimos.
Síntese era a marca desse João.
sexta-feira, 6 de setembro de 2024
QUEM MATOU O PAI DE PEDRO I?
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| The Guardian: The beautiful anthem |
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
CEGOS EM CAMPO
Graça e categoria
Nossos cegos na França
Fazem o que Deus faria
Com guizos e bola nos pés
Da noite criam o dia
No campo esportivo, atletas não têm, nem deveriam ter, inimigos. Adversários, sim. Salutar, até porque uma coisa é diferente da outra.
Pessoalmente, acho bonito quando adversários se abraçam amigavelmente após perder uma disputa. Seja qual for.
A Paralimpíada ora em andamento na França tem sido aos meus olhos algo incrível.
O Brasil lá na França, ora ocupa o 3° ou 4° lugar. Isso não é pouco.
Com os meus olhos cegos vejo o mundo.
Ser cego, nascido assim ou não, acho que não é o fim do mundo.
Fim do mundo é ficar de braços cruzados esperando o. bem bom que do céu não vem.
E aí?
A tudo nos adaptamos. Mas não é de mim que aqui quero falar.
Neste momento está começando o jogo entre a seleção de futebol de cegos do Brasil e a seleção de futebol de cegos da Argentina. É lá em Paris, pelas semifinais.
Bom, vamos ganhar. E se não ganharmos a culpa é minha, simplesmente porque recusei-me a entrar em campo para participar da disputa. Porém, estou torcendo por nossa vitória.
Vamos lá: fé em Deus e pé na bola!
quarta-feira, 4 de setembro de 2024
POR QUE ESQUECEMOS NOSSOS ARTISTAS?
terça-feira, 3 de setembro de 2024
BOULOS NELES!
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| Boulos e Assis |
domingo, 1 de setembro de 2024
BOULOS GANHA DEBATE NA TV GAZETA
Pois é, o crime organizado continua mais organizado do que nunca. As pessoas do bem que se cuidem!
Há minutos findou o debate na TV Gazeta com os cinco dos dez candidatos a prefeito da maior cidade do Brasil e da América Latina: São Paulo.
O debate começou pontualmente às 18h.
O debate mediado pela jornalista Denise Campos Toledo, começou com um cara chamado Pau, Paulo, Plabo ou Plablito sei lá!
Pois, pois, não entendi. Nomezinho esquisito. Escroto, pois grosseiríssimo. Parece que é cabeçona, porém oca. E dizendo essa cabeça oca coisas ininteligíveis.
O papo na Gazeta durou, mais ou menos, umas duas horas. Na real, pouquíssimas propostas foram apresentadas aos telespectadores/eleitores.
Meus amigos, minhas amigas vou lhes dizer uma coisa: o nosso cidadão de categoria invulgar, Guilherme Boulos, entrou no debate inteiríssimo e dele inteiríssimo saiu. Apresentou poucas propostas, mas apresentou algumas como o que pretende fazer, se eleito, no campo da saúde em Sampa.
O Boulos vai para o segundo turno e indo para o segundo turno terá, é certo, o apoio dessa mulher incrível chamada Tábata.
Se Tábata for para o segundo turno, tenho certeza de que o Boulos a apoiará.
O bem comum tem de andar de mãos dadas. Sempre.
Quando eu digo que o Brasil corre risco é porque o Brasil corre risco.
Vocês sabem o que é isso?
Estou em São Paulo há 48 anos, uma semana e três dias. Cheguei em 1976, no dia 22 de agosto de 1976. Pois, pois.
Quando eu digo que o Brasil corre risco é porque entendo perfeitamente que o nazifascismo está tentando pôr de volta suas garras assassinas.
Hitler...
Imaginemos a direita se articulando no mundo todo... E aí tem o nosso binóculo identificando perigos como Pau, Paulo, Plabo ou Plablito... Se assim for, cuidemo-nos! Cuidemo-nos!
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (126)
Num tempo não muito distante era comum escritores morrerem vitimados pela tuberculose.
Fora o mal que atacou seus pulmões, Kafka era de pouca conversa, de pouco namoro e tal. Seus relacionamentos amorosos eram raros. Preferia frequentar bordéis a manter relações duradouras com mulheres. “Tenho tanta necessidade de alguém para ter um contato unicamente amigável, que ontem voltei para o hotel com uma prostituta. Ela é velha demais para ser melancólica, ela somente se lamenta; tanto que não fica espantada que não sejamos tão gentis com uma prostituta como com uma amante. Eu não a consolei, pois ela também não me consolou”, isso ele disse em carta para seu amigo e editor Max Brod. Diante disso tudo, da fala que ele dá nessa carta, houve uma jovem que lhe despertou atenção. Com essa jovem, uma burguesa de Praga chamada Milena Jesenská (1896-1944), ele manteve uma longa correspondência que acabaria por virar um livro: Cartas a Milena (1952).
Porém, porém de novo, com ela ele nunca manteve relações sexuais, físicas. Tipo amor platônico. Ele foi, partiu para a Eternidade, antes dela.
No Brasil teve um escritor que foi o tempo todo comparado a Kafka. Seu nome Murilo Rubião (1916-1991). Era bom, mas não era tudo isso. Pelo menos no que se refere à Kafka.
Murilo Rubião estudou e fez um monte de coisas, como um ser inteligente que era. Foi jornalista, antes disso advogado, contista e tal.
A obra literária do mineiro Rubião é pequena, mas densa. Deixou 30 e poucos contos espalhados em um, dois, três… quatro… Talvez cinco ou seis livros. Coisa pouca, como se vê!
Foi bom?
Murilo foi ótimo.
Antes de Murilo Rubião, houve outros autores que tentaram navegar nas ondas de Kafka, mas não conseguiram. E talvez até nem quisessem, como o bom João do Rio.
O João foi o primeiro grande repórter da imprensa brasileira. Mais: como repórter ele retratava a realidade que via na sua cidade do Rio. Ou seja, fazia o que todo bom repórter deve fazer.
Esse João deixou histórias escritas no mundo real e irreal.
João foi grandão.
Foto e ilustrações por Flor Maria e Anna da Hora.
sábado, 31 de agosto de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (125)
Safado, gozador, brincalhão e um tanto puto Limeira raramente titubeava pra pôr sua viola no peito e dela tirar som com versos assim:
O véio Thomé de Souza,
Governador da Bahia,
Casou-se e no mesmo dia
Passou a pica na esposa...
Ele fez que nem raposa:
Cumeu na frente e atrás,
Chegou na beira do cais,
Onde o navio trefega,
Cumeu o Padre Nobréga,
Os tempos não voltam mais.
Absurdo é o irreal, o que não se vê, coisa ou algo que não se vê.
Na literatura é comum classificar tal gênero como “realismo fantástico” ou “mágico”.
Nessa classificação entra claramente o tcheco Franz Kafka (1883-1924).
Kafka, segundo o austríaco Otto Maria Carpeaux (1900-1978), era “um rapaz franzino, magro, pálido, taciturno. Eu não podia saber que a tuberculose da laringe, que o mataria três anos mais tarde, já lhe tinha embargado a voz”.
Assim trouxe Carpeaux suas reminiscências com Kafka.
E o mesmo Otto Carpeaux lembra como conheceu o autor de Metamorfose (1915):
“Kauka.”
“Como é o nome?”
“KAUKA!”
“Muito prazer.”
Esse diálogo, que certamente não é dos mais espirituosos, foi meu primeiro encontro com Franz Kafka. Ao ser apresentado a ele, não entendi o nome. Entendi Kauka em vez de Kafka. Foi um equívoco.
Hoje, o “Kauka” daquele distante ano de 1921 é um dos escritores mais lidos, mais estudados e – infelizmente – mais imitados do mundo.
Era do caralho!
sexta-feira, 30 de agosto de 2024
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (124)
Leu muitos folhetos e inteirou-se da vida e da obra do poeta repentista Zé Limeira (1896-1954).
Zé Limeira é uma lenda da cantoria nordestina desenvolvida ao som de viola. Sobre ele o jornalista e também poeta Orlando Tejo (1935-2018) escreveu O Poeta do Absurdo. Esse livro virou clássico do gênero por razões óbvias: Limeira era um destabocado cantador e cantava misérias da vida e do sexo. Exemplo:
Frei Henrique de Coimbra
Sacerdote sem preguiça
Rezou a primeira missa
Perto de uma cacimba
Um índio passou-lhe a pimba
Ele não quis aceitar
E hoje vive a chorar
Embaixo de um pé de jurema
O bom pescador não teme
As profundezas do mar
Pimba, pra quem não sabe, no Nordeste é pênis.
Zé Limeira era absurdamente troncho no verso de metrificação certa e rima torta. Ele:
Pedro Álvares Cabral
inventor do telefone
começou tocar trombone
na Volta de Zé Leal
Mas como tocava mal
arranjou dois instrumento
daí chegou um sargento
querendo enrabar os três
Quem tem razão é o freguês
diz o Novo Testamento
O Zé Leal aqui citado é referência ao famoso jornalista paraibano que assinava coluna no extinto jornal O Norte, PB.
Zé Limeira tinha admiradores em todo canto.
Em São Paulo, um de seus grandes admiradores foi o cientista Paulo Vanzolini (1924-2013), PhD em Harvard e compositor musical, nas horas vagas. É dele o belo samba Ronda, gravado pela cantora Inezita Barroso, em 1953.
Vanzolini também gostava de putaria. É dele:
Eu sou Paulo Vanzolini,
animal de muita fama.
Eu tanto corro no seco.
Como na vargem da lama.
Mas quando o marido chega,
me escondo embaixo da cama.
No correr do tempo foi inventado um mote pra lembrar o destabocado cantador:
Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira
Muitos cantadores já cantaram e ainda cantarão versos com base nesse mote. Ivanildo Vila Nova e Severino Feitosa, por exemplo:
Vila Nova:
Rei Davi foi deputado
Na Assembléia do Acre
Kruschev fez um massacre
Nas traíras de Condado
Jesus Cristo era cunhado
De Romano de Teixeira
Escreveu A bagaceira
Mas se esqueceu do bagaço
Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira
Feitosa:
Confusão foi na Bahia
Pai-de-santo e curandeiro
Anchieta era pedreiro
No farol de Alexandria
Hitler nasceu na Turquia
Vendia manga na feira
A Revolução Praieira
Degolou Torquato Tasso
Eu querendo também faço
Igualzinho a Zé Limeira…
O estudante Pedro Araujo de Oliveira escreveu um estudo científico, para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, intitulado O Poeta Zé Limeira No Imaginário do Cancioneiro Brasileiro – Relações Entre Cultura Letrada e Oral (2022). Lá pras tantas, ele diz: “Zé Limeira, conhecido como o Poeta do Absurdo, a cujas incertas autorias foram atribuídos versos de fantástica imaginação e delírio, sendo por vezes comparados à literatura surrealista”.
A expressão “poeta do absurdo” faz parte do título de um livro sobre Limeira, publicado em 1971 pela gráfica do jornal O Norte, de João Pessoa, PB.
Nas primeiras páginas desse livro escrito por Orlando Tejo, o ex-governador da Paraíba José Américo de Almeida, define Limeira como:
…Alto, forte, sorridente, impressionava pelo físico e maneiras destabocadas.
Andarilho de sete fôlegos, trazia o matulão a tiracolo e não largava a bengala de aroeira, feita um bordão.
Meio carnavalesco, usava roupa de mescla com um lenço encarnado no pescoço. Seus dedos eram grossos de anéis.
Cantando, com uma bonita voz, erguia, desdenhoso o rosto guarnecido de grandes óculos escuros…
Sobre Zé Américo, o cantador Zé Limeira teceu loas. Exemplo:
Eu me chamo Zé Limeira,
Cabra macho do Sertão,
Serrote que serra cedra
No tupete do baião…
Se Zé Américo quisé,
Os home vira muié,
Jurema vira aigodão…
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
O FOLCLORE NA OBRA DE TARSILA
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