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domingo, 27 de junho de 2021

FOLHETO EM PROSA E VERSO

A expressão popularizou-se como "literatura de cordel".
Literatura de Cordel é literatura de cordel. Pode ser poesia ou prosa, pois a expressão é ampla.
Se fosse poesia de cordel, tudo bem. Mas a expressão repito é ampla: literatura de cordel pode ser também entendida como literatura popular.
Literatura popular pode ser um conto, um causo ou poesia em quadra, em seis, em sete, em oito (quadra dobrada), dez ou mais versos por modalidades: Sextilhas, Septilhas, Décimas...
Num folheto cabem poemas e prosas, causos e cousas. Até os difíceis e belos Alexandrinos.
Antes os folhetos como tal conhecemos eram chamados de "folhetos de feiras", "folhetos de cegos" ou "rumances", que eram folhetos de 64 páginas com histórias continuadas.
Nos arquivos do Instituto Memória Brasil, IMB, há milhares de folhetos em versos e alguns em prosa ou textos corridos, como também podem ser ditos ou classificados os folhetos que acolhem esses gêneros da literatura.
Até o poeta parnasiano Olavo Bilac (1865-1918), admirado sobremaneira pelo jornalista João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (João do Rio), deixou-se embalar nas ondas do folheto ao permitir que publicasse um texto seu nesse formato.
João do Rio, a propósito, não deixou escapar o tema (folheto) no livro A Alma Encantadora das Ruas (1808).
Até eu cheguei a publicar um folheto com texto corrido, em 2003: Uma Breve História do Cordel.
Fica aqui a informação sobre conteúdos de folhetos. 
Detalhe: a palavra Cordel surgiu impressa pela primeira vez no dicionário Aulete (1881). 
Nesse mesmo 81 nasceu João do Rio.
Cordel é cordão e sobre esse cordão eram postos folhetos à venda em bancas de feira, por exemplo.
É isso.

sábado, 26 de junho de 2021

DE NOVO, ESAÚ E JACÓ

 Deus nasceu há 15 bilhões de ano, de uma explosão(Big bang) e muito tempo depois nasceram Adão e Eva, que foram expulsos do Édem por pecarem.

Adão e Eva geraram Caim e Abel.

Essa história se acha no Velho Testamento. Ou Antigo, como queiram.

Caim matou Abel, por inveja.

Em Gêneses tem a história de Esaú e Jacó. Dois irmãos. Brigavam que só, desde a barriga da mãe Rebeca.

Não terminou bem a história de Esaú e Jacó. 

A história, essa história caiu na pena do nosso Machado de Assis, pouco antes ou pouco depois do fim da Monarquia, no Brasil.

Por que conto isso?

Ontem 25 as atenções do Brasil voltaram-se à CPI da Covid do Senado. Lá estavam os irmãos Miranda, Luís e Luís.

O primeiro servidor público Federal e o segundo, deputado.

O servidor, irmão do deputado, foi à CPI dizer que estava sendo pressionado por figuras importantes da iniciativa privada e do serviço público. Entre esses, denunciou seus dois principais superiores hierárquicos. 

A pressão tinha a ver com uma assinatura que liberaria a bagatela de 45 milhões de dólares do cofre público tupiniquim para as mãos de sabe-se lá quem, no exterior.

Há ver com a tal vacina Covaxim. E por não ter a quem mais reclamar, já que os superiores etc, foi ao Presidente da República junto com o irmão.

O deputado irmão do servidor é bolsonarista de primeira hora. Era, né?

O assunto é muito sério. 

Se confirmado o que foi dito pelos irmãos ontem 25 à CPI, o presidente estará em maus lençóis. Isso porque poderá ser enquadrado na Lei que pune a Prevaricação.

Ruim para Bolsonaro, ruim para o Brasil.

Bolsonaro está nas mãos do Centrão, desde que tomou o Centrão pra si.

Por muito menos, Collor e Dilma caíram.

É triste, muito triste o momento que vivemos.

O Esaú e Jacó de Machado ganharam no romance homônimo(1904) os nomes de Pedro e Paulo.

Pedro era médico e deputado monarquista. E Paulo, advogado e deputado republicano.

Como os personagens bíblicos, Pedro e Paulo, também bíblicos, não se davam. Mas pelo jeito, Luís e Luís estão se dando bem, para o bem do Brasil.

Deus nasceu há 15 bilhões de ano.

Leia mais:

http://assisangelo.blogspot.com/2021/02/bolsonaro-nas-maos-do-centrao.html


HÁ 35 ANOS ACABAVA TV MULHER

O 7 de abril de 1831 foi um dia importante, importantíssimo para a história do Brasil.
Foi nesse dia que o imperador Pedro I abdicou a favor do filho Pedro II, à época com cinco anos de idade.
Os historiadores dizem que esse dia foi o dia da independência do Brasil, e não o 7 de setembro de 9 anos antes.
O 7 de abril de 1980 foi um dia muito importante, importantíssimo para a TV brasileira; para a Globo, especialmente.
Na manhã daquele dia, os telespectadores de São Paulo e Rio recebiam na telinha o programa TV Mulher, apresentado pela campineira Marília Gabriela e dirigido por Nilton Travesso. Sucesso imediato. O programa falava de sexo, feminismo e outros temas do dia.
Questões relacionados a sexo eram abordadas pela sexóloga Martha Suplicy, que anos depois ocuparia a cadeira de prefeita da Capital paulista.
O costureiro Clodovil (1937-2009) tornou-se uma figura polêmica, no programa do qual também participava o cartunista Henfil (1944-1988). Tanto que Luiz Gonzaga chegou a citá-lo em uma música: Deixa a Tanga Voar.
O TV Mulher também cuidava de questões jurídicas das telespectadoras. E quem respondia por isso era o jornalista e radialista Ney Gonçalves Dias.
Marília Gabriela é uma jornalista de grande prestígio, também cantora e atriz.
Entre 1982 e 1990, Marília gravou 3 LPs. Num deles, ela interpreta com segurança a canção Sampa, do baiano Caetano.
Faz 35 anos que o TV Mulher saiu do ar.
O programa durou exatos 6 anos, 2 meses e 20 dias.
Depois de entrevistar Fidel Castro, Yasser Arafat e tantos e tantos personagens marcantes do cotidiano brasileiro e mundial, Marília integrou a programação do SBT e outras emissoras.
Na TV de Silvio Santos, chegou a apresentar o SBT Repórter. Numas das edições, ela trata da história do Rei do Baião. Participo desse programa.
Curiosidade: Clodovil e Marília Gabriela não se davam bem no programa. Eram tipo cão e gato. Mas o tempo se incubiu de reaproximá-los. Confiram nessa excepcional entrevista: DE FRENTE COM GABI - CLODOVIL
Dom Pedro II assumiu as rédeas do Império no dia 23 de julho de 1840.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

ATENÇÃO, BOLSONARO: LULA VEM AÍ!

Bolsonaro é um desequilibrado...
Bom, isso todo mundo sabe. Pelo menos as pessoas lúcidas, aquelas que sabem distinguir o bem do mal. 
No nordeste quando alguém diz o que não deve, destemperadamente, inopinadamente, sem medir consequências, diz-se: "Fulano perdeu as estribeiras".
Bolsonaro perdeu as estribeiras. E estribo é um apetrecho próprio de burros, cavalos etc. 
Bolsonaro está perdendo as estribeiras todos os dias, em todo canto. 
Ontem 24, no interior do Rio Grande do Norte, RN, ele foi recebido pela população como deveria ser: daquele jeito, sem mimimi. Num dos cartazes espalhados pelas ruas, lia-se: "Vacina salva, máscara protege e Bolsonaro mata!". 
Ele fez que não viu, mas viu. E até fez gracinhas contra crianças, tirando suas máscaras. Horror. 
Hoje 25 de manhã em Sorocaba, SP, ele voltou a xingar jornalista com a naturalidade de um quadrúpede. Dessa vez a sua vítima foi a repórter Victória Abel, da CBN, que quis saber se o ministério da Saúde vai cancelar ou não o contrato com a empresa indiana que fabrica a Covaxin. Destrambelhado, sem noção, daquele jeito, louco da cabeça, ele recomendou que a profissional voltasse à faculdade, depois para o ensino médio, em seguida, para o jardim de infância e aí "nascer de novo".  
Como não se bastasse, ele repetiu uma pérola: "Sou incorruptível, sou imbrochável".
Ridículo.  
Meu amigo, minha amiga, você sabe a razão de tal destempero? 
A razão é clara, muito clara: Lula está se aproximando, ele já esta na esquina... 


quinta-feira, 24 de junho de 2021

AINDA JOÃO DO RIO, 100 ANOS

Junho é mês de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Junho é o mês de João do Rio e Eugênia Brandão.
João foi o primeiro repórter das ruas no Brasil. E Eugênia foi a primeira repórter, uma flor.
O dia 1º de junho é o dia da Imprensa. Nesse dia o Newsletter Jornalistas e Cia dedicou uma edição inteira a João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, o João do Rio.
O Jornal Nacional, na sua edição de ontem 23, foi encerrado com uma necessária reportagem sobre o nosso João.
Ontem 23 também o Jornal O Povo, de Fortaleza, CE, dedicou um especial sobre o mesmo João. Participei desse especial com a crônica O Dia de Um Homem de 2021, feita naturalmente de improviso. Leia: 

O DIA DE UM HOMEM EM 2021

Por Assis Ângelo
Outro dia o Olegna perguntou-me por que eu ficava tanto tempo em casa: “Por que não sai para espairecer, ir ao parque, essas coisas?”. O Olegna é um querido amigo, bom papo e tal.
Mas fiquei pensando, cá com os meus botões. Sim, por que não saio?
Ele tem razão, mas o diacho é que esse tal de novo coronavírus está nos impacientando até demais. Esse novo vírus tem o poder de nos pegar pela boca e tal. E daí evolui para um tal de Covid-19. Diachos!
O novo coronavírus é uma praga, mas pragas a humanidade enfrenta desde os tempos de antanho. A primeira vez que a bubônica dizimou boa parte do mundo foi ali pelo século 13, 14, sei lá! Ela chegou, inclusive, ao Brasil, ali pelo século XIX, tempos que os primeiros maquinários de imprensa aportaram no Rio.
Eu gosto do Rio de Janeiro, quem não gosta?
No começo do século XX, o prefeito Pereira Passos chamou o sanitarista paulista Oswaldo Cruz para dar um jeito na onda virótica provocada pela febre amarela, pela varíola. Pois é.
Remexendo nos meus guardados, deparei-me com cartas de amigos cariocas como Paulo Barreto, Pedro Nava, Nelson Rodrigues, Drummond...grande Drummond!
Sim, o Paulo Barreto é aquele neguinho danado de inteligente, chamado por todo mundo de João do Rio. E aqui, nessa carta, ele me diz: “Não está na hora de você nos visitar?”. João do Rio - O dia de um homem em 2020.
Como se não bastasse o Olegna, vem o João me chamar para ir à terra dele. Diachos!
Como eu disse há pouco, gosto do Rio, dos bondes e até dos ricaços exibindo aqueles Ford Bigode.
Essa lembrança traz-me uma imagem que sempre me faz rir: o Olavo (Bilac) dirigindo o primeiro carro que chegou ao Rio de Janeiro. Era do Patrocínio. Figura incrível, o José do Patrocínio! Naquela ocasião, ali pela viradinha do século, o Olavo tascou o carro numa árvore. A árvore ficou incólume, mas o carro, em pandarecos. Os dois escaparam, mas dizem que jamais quiseram saber de aventuras desse tipo.
Traumas à parte, cá estou com o Paulo tomando um choppinho no café da Rua Carioca. Rua histórica, de muitas histórias achadas nos livros do Machado (de Assis).
Pois bem, como se vê: deixei o presente pandêmico de Covid-19, o futuro sempre foi incerto e o passado é o que é.
João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto é, de fato, uma figura inesquecível.
Acordei com um sorriso e o cuco espalhafatoso dando a hora: sete.
Lá fora uma chuva gostosinha batucava na janela.
 
A edição completa do jornal O Povo pode ser acessada somente por assinantes. E é fácil fazer isso, né não? Clique: Cem anos sem a alma encantadora de João do Rio

SÃO JOÃO DA PANDEMIA

Santo Antônio, diz a lenda, viveu pouco e morreu solteiro. 
São João é um santo dorminhoco, diz a lenda: dorme que só!
E São Pedro?
Santo Antônio é 13 de junho, São João é 24 de junho e São Pedro é 29 de junho, junto com São Paulo.
São Paulo é um santo meio desgarrado, meio desconhecido, mas de muita importância para a religião Católica.
São Paulo tinha, de origem, o nome de Saulo.
Saulo era guerreiro de posses, inteligentíssimo.
Bom, São João é São João.
Foi São João quem batizou Jesus Cristo, nas águas do rio Jordão.
Num tempo lá atrás, bem atrás, não havia festa junina que tinha os santos citados como homenageados.
Mas há muito santo no calendário cristão.
É longa a história.
Eu cresci dançando quadrilha, comendo milho assado na fogueira e canjica e pamonhas fartas à mesa.
Lembro das bandeirinhas de São João penduradas nos cordéis, nos quintais e arraiais. 
Nestes tempos bicudos de pandemia, não dá pra trazer à prática as brincadeiras juninas de ontem.
Agora é tudo via internet, lives.
Hoje 24 tem live com Fafá de Belém, suas filhas e convidados, como Cajú e Castanha. A partir das 20h, pelo Youtube.
A história de São João eu conto no programa abaixo. Clique:

 
LEIA MAIS:

LEI É LEI E BOLSONARO, PASSAGEIRO

Figurativamente: Bolsonaro é um calango pulando numa frigideira quente, sem óleo.
Não figurativamente: Bolsonaro é um idiota, expressão por ele usada o tempo todo para definir jornalistas.
O incendiário do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu o chapéu a mando das forças que mandam no Bolsonaro.    
O pistoleiro da palavra Onyx Num-sei-o-quê, reuniu a imprensa pra dizer que o governo vai investigar a vida pregressa do servidor que acaba de denunciar o contrato irregular pra trazer a Covaxin.
As mumunhas continuam no império insustentável do Bolsonaro. E mais uma vez, hoje 24, ele disse: "Só quem me tira daqui é Deus".
Hmmmm...

Significado de Deus

substantivo masculino

O ser que está acima de todas as coisas; o criador do universo; ser absoluto, incontestável e perfeito.
[Religião] Nas religiões monoteístas, uma só divindade suprema, o ser que criou o universo e todas as coisas que nele existem.
[Figurado] Aquilo que é alvo de veneração; ídolo.
[Figurado] Sujeito que está acima dos demais em conhecimento, beleza.
[Religião] Ente eterno e sobrenatural cuja existência se dá por si mesmo; a razão necessária e o fim de tudo aquilo que existe.
[Religião] Cristianismo. Designação da santíssima trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
[Religião] Nas religiões politeístas, mais de uma divindade superior, a divindade masculina. Etimologia (origem da palavra deus). Do latim deus.dei.

(https://www.dicio.com.br/deus/)

Pois é, Deus é Lei.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

A MENTIRA COMO VERDADE

Nunca na história brasileira um presidente da República mentiu tanto, como Bolsonaro.
Bolsonaro mente, mente, mente, com maior cara de pau do mundo, sem enrubecer. O mesmo fazem seus filhotes, amigos e integrantes do seu desgoverno.
Ouvir os integrantes do desgoverno Bolsonaro na CPI da Covid é uma tarefa, um exercício, chato e cansativo.
Quem não se lembra do bla, bla, bla do Pazzuelo, Maíra (Capitã Cloroquina), Nise, Ernesto (Exterior), Wajngarten e Osmar Terra?
E das últimas do Bolsonaro, heim?
1. “Em nenhum momento o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus quanto para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome";
2. “O quinto país (Brasil) que mais vacinou no mundo”;
3. “Que compraríamos qualquer vacina desde que aprovada pela [agência de vigilância sanitária] Anvisa";
4. ”Intercedi pessoalmente com a fabricante Pfizer para a compra de mais doses”;
Bolsonaro tem se vangloriado de não haver corruptos no seu desgoverno.
Humm...

"cor·rup·ção
(latim corruptio, -onis, deterioração, sedução, depravação)
substantivo feminino
1. Ato ou efeito de corromper ou de se corromper.
2. [Antigo] Deterioração física de uma substância ou de matéria orgânica, por apodrecimento ou oxidação (ex.: após vários meses no mar, a corrupção dos mantimentos era inevitável). = DECOMPOSIÇÃO, PUTREFAÇÃO, PUTRESCÊNCIA
3. Alteração do estado ou das características originais de algo. = ADULTERAÇÃO
4. Comportamento desonesto, fraudulento ou ilegal que implica a troca de dinheiro, valores ou serviços em proveito próprio (ex.: os suspeitos foram detidos por alegada corrupção e desvio de fundos).
5. [Figurado] Degradação moral (ex.: corrupção de valores). = DEPRAVAÇÃO, PERVERSÃO
6. Sedução (ex.: o réu foi condenado pela corrupção de pessoa menor de 14 anos)."

"corrupção", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/corrup%C3%A7%C3%A3o [consultado em 23-06-2021].

Não faz tempo que Bolsonaro deu de garra no telefone e ligou para o primeiro ministro indiano, pedindo que interferisse numa negociata denunciada pelos jornais brasileiros.
Superfaturamento de vacina?
O jornal O Estado de S.Paulo traz hoje notícia dando conta de uma fatura de 1000% em relação à Pfizer.
O personagem Pinóquio ficaria envergonhado ao tomar conhecimento dessas mumunhas.
Questionar é preciso: será que a Covaxin é o Fiat Elba de Bolsonaro? 
O TCU e a CPI da Covid estão investigando o caso.  

LEIA MAIS: LEMBRANDO A ZEBRA DE 64 E O 1º DE ABRIL


terça-feira, 22 de junho de 2021

HÁ 100 ANOS MORRIA JOÃO DO RIO



"Ela é uma quadrúpede (..."não por acaso ela foi eleitora no passado de outra do mesmo gênero".
O conteúdo das aspas acima foi exposto pelo presidente Bolsonaro, no último dia 2. O alvo foi a repórter Daniela Lima (CNN).
Antes, no último dia 6 de janeiro, o mesmo Bolsonaro partiu com unhas e dentes pra cima da jornalista e escritora nikkei Thays Oyama. 
Thays é autora do livro "Tormenta", sobre o atual governo. Aos berros, o triste personagem desacatou a profissional dizendo que ela não teria futuro no Japão. 
Antes, bem antes, no dia 18 de fevereiro de 2020o mesmo Bolsonaro atirou a sua ira na repórter Patrícia Campos Melo (Folha). Com sarcasmo, disse: "Ela quer o furo. Ela quer dar o furo".
Huum...
"mi·só·gi·no
(grego misogúnes, -ou)
adjetivo e substantivo masculino
Que ou aquele que revela aversão ou desprezo pelas mulheres (ex.: chocou a audiência com os seus comentários misóginos; não gostava que dissessem que ele era um misógino)."
O trabalho da Imprensa tem sido de suma importância, desde sempre. 
Se não fosse os repórteres, certamente a vida seria bem pior. 
Se o repórter João Paulo Emílio Cristóvão Coelho Barreto existisse nos dias atuais seria atacado por Bolsonaro, contumaz assassino da verdade.
João Paulo, ou Paulo Barreto, ficou conhecido pelo pseudônimo João do Rio. 
João do Rio foi o criador da reportagem como hoje conhecemos. 
Ele foi importantíssimo, para todos nós. 
João do Rio publicou, no jornal Gazeta de Notícias, uma série de reportagens sobre a vida do povo. 
João morreu no dia 23 de junho de 1921.
Entre os textos que publicou, o intitulado a Fome Negra. Leia. 
O texto aí integra o livro A Alma Encantadora das Ruas (1908). 



segunda-feira, 21 de junho de 2021

SÃO PAULO E SEUS PROBLEMAS

 

São Pualo não tem solução, pelo menos a curto prazo.

A afirmação é de um dos fundadores do Metrô paulistano, Peter Alouche, e foi dada em entrevista ao radialista Carlos Sílvio.

A declaração veio a propósito do momento caótico que vive São Paulo, especialmentte no tocante à mobilidade dos paulistanos. Da casa para o trabalho e  Do trabalaho para casa.

No decorrer da entrevista, Peter disse que o transporte público carece de investimento. VLT não é solução e Metrô é muito caro.

“Peter é uma pessoa rápida no raciocínio, brincalhona e encatadora”, diz o apresentador Carlos Sílvio.

E eu acrescentaria: “Peter ver problomas onde o olhar comum não vê”. Sabe aquela música Existe Amor Em SP? O povo sofre em SP. O caos urbano leva a isso.

Peter é do balacobaco!

Assista a íntegra da entrevista de Peter.

Clique:

BOLSONARO VOLTA A ATACAR A IMPRENSA. COM RAIVA

Quinhentos mil brasileiros mortos pela Covid-19 no Brasil, até agora.
Quantas dessas mortes serão debitadas à irresponsabilidade do presidente Bolsonaro?
Bolsonaro, com seu temperamento ridículo e idiota, continua matando brasileiros de todas as idades e cor.
O diário paulistano Folha de S.Paulo foi às bancas ontem 20 com a 1ª página em branco trazendo a pergunta: VAMOS MORRER ATÉ QUANDO?
Hoje 21 Bolsonaro voltou a atacar repórteres, em Guaratinguetá, SP, que lhe perguntaram sobre a razão de insistir de não usar máscara contra o Coronavírus. E ele: 

"Parem de tocar no assunto. [Presidente tira a máscara] Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são canalhas. Fazem um jornalismo canalha, vocês fazem. Canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Destroem a religião brasileira. Vocês não prestam. A Rede Globo não presta. É uma péssima [sic] órgão de informação"

Como rebater isso, hein?
Hmmmmm...

Significado de Psicopata

substantivo masculino e feminino  

Pessoa que sofre de um distúrbio mental, definido por comportamentos antissociais, pela falta de moral, arrependimento ou remorso, sendo incapaz de criar laços afetivos ou de sentir amor pelo próximo.Indivíduo acometido por psicopatia, por esse distúrbio mental.Designação genérica para quem expressa qualquer tipo de patologia mental.

adjetivo  

Diz-se dessa pessoa: o criminoso psicopata confessou seus crimes.

(https://www.dicio.com.br/psicopata/)

Já não quinhentas mortes
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil

Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas

Braga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer

Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente 
O Brasil está morrendo 
Nas garras do presidente

Presidente também morre
De morte morrida ou não
Lugar de quem não presta 
É no beleléu ou prisão!
 

 

domingo, 20 de junho de 2021

LÁZARO, O FILME!

Dizem que Lázaro agora foi visto tomando cerveja no boteco de  Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo.
Vai ser difícil pegar esse Lázaro.
Agora há pouco uma amiga telefona perguntando se "ele" já foi pego. Respondo que não, que as tropas legais e milicianas continuam no seu encalço. E ela: ninguém pode ficar por aí dizendo e fazendo coisa sem antes tomar vacinar.
A propósito, já passa de 500 mil o número de mortes provocadas pela Covid-19.
Agora pouco também ouvir o menino Murilo, do auto dos seus 12 anos, dizer que o "cara ainda não foi preso porque não é bobo: ele anda pra frente como se fosse pra trás, como Curupira".
Pois é, o Curupira é uma personagem do folclore brasileiro que anda pra frente como se fosse pra trás. E aí engana todo mundo, desorientando perseguidores.
Dizem que Lampião fazia isso: andava pra trás, mas ia pra frente.
Nos relatos que tenho ouvido, esse Lázaro é invisível e tem o corpo fechado.
Já dizem até que dorme pendurado nas árvores, entre cipós. E que se esconde em todo canto, até nas sombras daqueles que o perseguem.
Se brincar o caboco aí inté avoa que nem macaco das Alagoa.
Lázaro já tá virando mito. Hummmmm...
Eu disse e repito: a história mostra que bandido perseguido por bandos de policias, forças como dizem, acabam virando temas de música, peça de teatro, filme de cinema e tudo mais.
O pai biológico de Lázaro de nome Edenaldo, disse que o filho "é um monstro". Edenaldo é separado e o filho foi criado por outro homem que também é um monstro, um bandido", acrescentou.
É quando lembro de José Gomes, não Jackson do Pandeiro.
O José Gomes de quem lembro é o Cabeleira.
Cabeleira pôs em polvorosa pernambucanos do século 18. Atirava e matava que só.
A maldade de que era portador cabeleira aprendeu com o pai, Joaquim.
Joaquim Gomes ensinava, desde cedo, o filho a matar passarinho e outras aves. Depois ensinou-o a manejar facas e armas de fogo. E aí não custou a Cabeleira sair por aí atirando e matando gente.
Pois é, coisa igual anda fazendo o Lázaro. Agora só falta virar filme. Aliás, essa história já nsceu com roteiro pronto.
Recomendo que assista o filme O Cabeleira, que chegou a ganhar versão italiana(cartaz ao lado).
Clique:
 

sábado, 19 de junho de 2021

PETER ALOUCHE É PAPO COM CARLOS SÍLVIO


Meu amigo, minha amiga, você já ouvi falar em Peter Alouche. Peter Alouche nasceu num ponto qualquer das Arábias, entre várias línguas assumiu a francesa e a portuguesa brasileira quando por nossas plagas aportou. 

Engenheiro, ex-professor do Mackienze e da FAAP, Peter construiu um currículo pessoal admirável.
Um dos fundadores do metrô paulistano, Peter tem por hábito ensinar os dois lados da vida: o bom e o não bom.
O lado bom da vida, segundo Peter é ser amigo de todo mundo. 
O lado não bom da vida, segundo Peter, é não se amigo de todo mundo.
Letrista de belas canções como São Paulo de Todos Nós e cordelista apaixonado (Encontro no Metrô), Peter é daquelas pessoas que sozinhas são capazes de animar qualquer plateia. 
Peter é um cara cheio de graça e de saber. Conheça esse rico personagem na entrevista que irá ao ar logo mais (19h) no Instagram @cspaiaia.
O desassombrado Carlos Sílvio é quem entrevistará o Peter. Não perca, é papo bom.





COVID JÁ MATOU MEIO MILHÃO, NO BRASIL

No Brasil há 49 municípios com 500 mil ou mais habitantes. Desses, vinte e três são capitais.
Dentre todas as capitais, apenas quatro tem menos de 500 mil habitantes: Vitória(ES), Palmas(TO), Rio Branco(AC) e Boa Vista (RR).
Pois bem, é como si pelos menos uma dessas capitais tivesse amanhecido hoje 19 vazia. Totalmente vazia, sem nenhum habitante.
É como também se de repente a segunda maior cidade da Paraíba, Capina Grande, amanhecesse sem viv'alma. 
Pois é, acabo de ouvir no rádio que o Brasil acaba de atingir a marca macabra de 502 mil pessoas mortas pela Covid-19. E não custa lembrar: a primeira morte pela Covid ocorreu no dia 17 de março de 2020, em São Paulo.
E aí escrevi:

Já não quinhentas mortes
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil

Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas

Braga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer

Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente 
O Brasil está morrendo 
Nas garras do presidente

Presidente também morre
De morte morrida ou não
Lugar de quem não presta 
É no beleléu ou prisão!

REALIDADE E CORDEL

 A figura parece que saiu do oco dos infernos. Ou das mais imaginosas páginas da literatura de cordel. 

É baixinho, atarracado, olhos castanhos e cabelos ondulados se derramando pelos olhos.

Ora é visto em Goiás, Paraíba, Pernambuco e até nas alagoas, onde a crença diz que macaco avoa.

Dizem que Lázaro se não for o Capeta é o filho do Capeta.

Pessoas assustadas juram tê-lo visto nu, de calças curtas e até de terno e gravata.

Também há quem jure de pé juntos que o tal tem rabo e até um par de chifres lustrosos. Pequenos, mas lustrosos.

O fato é que na história do nosso Patropi nunca tantos policias, da Guarda Nacional inclusive, saíram em bandos armados até os dentes à procura de um bicho, de um homem ou seja lá o que for. O tal Lázaro, de 32 anos, nasceu na Bahia. 

Na Bahia também nasceram o Diabo Loiro, do bando de Lampião e Antônio Carlos Magalhães. O tal em pauta matou num sei quantas pessoas. Até famílias inteiras, dizem.

Essa históia não vai acabar bem.

História de bandoleiro da pesada nunca acaba bem. Mas tem um detalhe: todos viram lenda, como cabeleira e tantos e tantos.

Até música viram, como Mineirinho.

Ouça:

sexta-feira, 18 de junho de 2021

LÁZARO, O CÃO EM PESSOA

Lázaro não é gente, é o Cão. Melhor: filho do Cão.
Como filho do Cão, Lázaro tem irmãos, o mais novo Bolsonaro. O mais velho, Nero. Alguns outros são: Cabeleira, Lampião, Mineirinho, Cara de Cavalo...
Cara de Cavalo, de batismo Manoel Moreira, tinha 23 anos de idade quando a polícia do Rio o abateu com 52 tiros.
A morte de Cara de Cavalo gerou o Esquadrão da Morte. Isso porque Cavalo, que protegia bancas e bicheiros, matou Le Cocq.
Le Cocq, como tantos e tantos milicianos, adorava pegar grana de quem tinha grana e agia na impunidade. Como hoje.
O lema do Esquadrão era: um tiro para matar, outro pra confirmar e outros pra comemorar.
Não há registro na história de uma caçada humana tão intensa a um homem só, como a que ora ocorre lá pelas bandas de Goiás, GO.
O caçado é Lázaro Barbosa, de 32 anos. 
A caçada começou há 10 dias.
A Imprensa fala de 270, 300, 400 e até 500 homens no encalço a Lázaro.
Lázaro não será capturado, Lázaro será assinado. Talvez com 52 tiros.
Dizem que Lázaro matou 4 pessoas de uma mesma família e feriu, à bala, outras três integrantes das equipes que o caçam.
Fico pensando: esse cara é mesmo o Cão. E como o tal, capaz de driblar todo mundo. Até quando?
O Cão não morre, o Cão se transforma. Metamorfoseia-se.
Será que Lázaro e Bolsonaro são a mesma pessoa?
Não, não. Bolsonaro já matou muito mais que esse Lázaro dos infernos.
Cabeleira, o Cabeleira, era filho de um José.
O José pai de Cabeleira, era filho do Cão.
Foi esse José quem ensinou Cabeleira a matar, a matar, a matar.
Isso é história.
Quem ensinou Bolsonaro a matar, hein?

 
SOBRE PERSONAGENS E VIOLÊNCIA DA CENA BRASILEIRA, LEIA:

quinta-feira, 17 de junho de 2021

CACÁ LOPES UM CRAQUE DA BOA MÚSICA

O cantor, compositor e violonista pernambucano Cacá Lopes é um craque. Ele faz da arte, sua vida. Com graça, sem traumas.
Cacá mora em São Paulo há muitos anos e sobre ele já falei muita coisa. Confira: UM BRAÇO, UM VIOLÃO. VIVA CACÁ LOPES!
Cacá tem mulher e filhas, para quem compôs músicas no correr dessa louca pandemia em que vivemos. Títulos: Deixa O Sol Brilhar Você, Fartura, Guerreiras, Três Sorrisos Três Meninas, Vem Cá Bonita, Meu Romance De Cordel e A Grande Rede Do Bem.
Ao contrário de muitos artistas, Cacá Lopes considera-se uma antena capaz de captar a história e as mazelas do povo. E é. Sem papas na língua. Ele:
“O Brasil no momento é um trem desgovernado. Um país tão rico está à deriva. A situação é caótica com a fome batendo na porta do nosso povo, a pele negra sendo massacrada, a Amazônia devastada e indígenas na mira do extermínio. A pandemia não provocou, apenas escancarou ainda mais as desigualdades motivadas pelo desmonte governamental. O racismo estrutural, a desinformação (Fake News) e o negacionismo são alguns dos pilares que regem o governo atual!
O Brasil virou chacota no cenário internacional.
É certo que há formas de enfrentarmos este caos - valorizar a ciência, a educação, a cultura, o meio ambiente, os povos e a diversidade são meios mais seguros para superarmos este momento triste da nossa história.
Acabo de compor uma música que fala disso tudo: A Grande Rede do Bem”.
Com vários folhetos de cordéis (32) e discos gravados lançados à praça, Cacá carrega consigo muitas boas histórias para contar. A vez em que conheceu o rei do baião Luiz Gonzaga, por exemplo. Lembra:
“Fui a Exú-PE para o penúltimo aniversário de Gonzagão. Ao ser apresentado a ele, dei meu segundo compacto autografado. Gonzaga enfiou a mão no bolso e tentou me pagar, perguntando qual o preço do disco. Falei que não precisava, agradeceu-me e convidou-me para cantar com ele no palco”.
Essa foi para Cacá uma história marcante. Outra ocorreu quando esteve pela última vez com o poeta Patativa do Assaré. Cacá:
“Estive algumas vezes com Patativa do Assaré, em sua casa. Ele sempre me pedia pra buscar meu violão no carro e tocar uma coisinha pra ele, era assim que ele falava. Eu tocava sempre Assum Preto do repertório de Gonzagão, uma de suas prediletas”.
Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré foram artistas cujas obras marcaram profundamente a vida nordestina. Sobre Gonzaga, Patativa fez até poemas. E de Patativa, Gonzaga gravou a toada A Triste Partida (1964).
Curiosidade: ainda em 64, o Rei do Baião gravou O Fole Gemedor. Essa música fala pela primeira vez do município em que nasceu Cacá Lopes, Araripina.
Estamos no mês de junho, mês de São João. Na extensa discografia de Luiz Gonzaga, há dezenas de músicas sobre as festas dos três santos: Antônio, João e Pedro. E não custa lembrar: é de Cacá a biografia de Luiz Gonzaga em versos, a mais completa: 368 estrofes em sexilhas.



PANDEMIA É TEMA DE CORDEL

A Covid-19 continua matando gente no brasil e no mundo todo.
Músicas tem sido feitas por ai afora. No Brasil, inclusive. E poemas. Eu mesmo fiz vários. Confira: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/veja-como-a-pandemia-foi-retratada-pela-literatura-de-cordel-desde-marco-de-2020-1.3097486
Folhetos de cordel também tem sido compostos e publicados. Eu mesmo fiz vários (capas acima).
O jornal Diário do Nordeste publicou esta semana uma reportagem de página inteira contando essa história. História de pandemia provocada pelo novo Coronavírus. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2021/04/o-brasil-esta-morrendo.html

quarta-feira, 16 de junho de 2021

HOJE É DIA DE IVAN LINS

Ivan Lins, cantor e compositor considerado um craque do jazz brasileiro nasceu em 1945 num dia como o de hoje.
A obra de Ivan Lins é uma obra muito bonita, iniciada com Madalena (abaixo). 
Ivan Lins é um boa praça, bom caráter, uma figura e tanto.
Conheci Ivan Lins nos tempos em que eu era repórter da Folha. Lembro-me como se fosse hoje: uma entrevista com ele e seu parceiro Vitor Martins. LP novo. Lançamento. Num hotel de no Firenze, na rua Frei Caneca. Ali naquela curvinha, pouco antes do prédio onde morava o compositor e instrumentista Marcus Vinicius. 
Por onde andará o Marcus Vinicius, hein?
Marcus foi diretor do selo CPC/Umes. 
Por esse selo cheguei a gravar um CD (ao lado). 
Mas essa é outra história. 
Uma historinha: certa noite dos anos 70, tomávamos uma aguinha de coco do bar do Miranda, ali de lado da Folha, na Barão de Limeira, SP. Eu, o finado Roberto Jardim e Fernando Paiva. Mais um ou outro. Alguém propõe que fechemos a conta e que partamos ao Rio, pelo aeroporto via Congonhas. 
Era umas sete da noite. Eu disse que não ia. Mas fui. 
O destino era a casa do Ivan.
Eu fui, mas voltei sem ir à casa do Ivan. 
Os amigos ficaram lá, dormiram lá e depois disseram que eu perdi uma belíssima noite. Bobos. 
Todo dia e toda noite é bela quando estamos com que queremos e com quem nos queira. 

ÚLTIMA HORA, 70 ANOS

Antônio José de Azevedo Amaral foi médico e jornalista. Nascido no Rio de Janeiro, defendeu tese do curso de Medicina na França e durante 10 anos foi correspondente do jornal Correio da Manhã, na Inglaterra.
Autor de vários livros, Amaral alinhava-se ao ideário conservador.
Amaral conheceu Samuel Wainer (1910-1980), que conheceu Álvaro Moreyra, Carlos Lacerda, Nelson Werneck Sodré e Graciliano Ramos.
Samuel gostava de se escorar nos intelectuais.
Em 1938, esse pessoal levou à publicação textos inéditos na revista Diretrizes, que tinha como correspondentes estrangeiros Ernest Hemingway e Aldous Huxley.
O forte da revista era política, economia e cultura.
No dia 12 de junho de 1951 Samuel revolucionava a Imprensa brasileira com o lançamento do diário Última Hora.
Antônio José de Azevedo Amaral nasceu em 1881 e morreu cego em 1942 no Rio, quando Diretrizes virara publicação semanal dirigida pelo já polêmico Samuel Wainer.
Samuel estava longe de ser considerado um anjo, mas era amado. E odiado.
Em junho 1953, Última Hora foi alvo da primeira CPI criada para apurar supostas falcatruas na fundação de um jornal. Deu em nada.
Última Hora teve edições em São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais.
O último editor desse jornal foi o paulista Oswaldo Mendes, em 1979. OSWALDO MENDES, UM CARA PORRETA
Nessa história toda, uma pessoa sentiu-se traída: Antônio José de Azevedo Amaral.
Para sua decepção, Samuel Wainer tomou para si em cartório o título da revista Diretrizes. Essa informação veio à tona num artigo assinado e publicado pelo historiador Danilo Wenseslau Ferrari, na Revista do Arquivo do Estado SP, em 2008.

terça-feira, 15 de junho de 2021

DESABAFO CEGO E SEJA O QUE FOR

Pessoas do mundo todo são bombardeadas a cada segundo por informações de origens diversas.
Isso não é diferente no Brasil, onde diariamente temos que engolir Bolsonaro e as Fake News detonadas por sua tropa de paramilitares digitais. 
O Brasil tem cerca de 210 milhões de habitantes, dos quais 46% sofrem algum tipo de deficiência. 
O dados, de 2010, são do IBGE que Bolsonaro quer acabar. 
Bolsonaro é um idiota. Até eu, que sou cego, vejo isso:


Perdi a luz dos meus olhos faz uns oito anos. E sofro com isso. Acho que não me acostumarei com isso, nunca, dure eu o tempo que sei lá!
Vivo cercado de livros, discos, histórias. 
Há muito não leio um livro. Jamais voltarei a ler um livro. Infelizmente. 
Ouvir livros é diferente de ler livros. 
Que diachos!
A internet não me serve pra nada. 
Dizem-me que na internet há tudo, inclusive no que se refere ao campo da arte e cultura. 
Bach, Beethoven, Chopin, Chico, Taiguara, Caetano, Vandré, Gonzaga e Manezinho ajudam-me a chegar ao dia seguinte. 
É isso. 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

JOÃO DO BRASIL

O mundo mudou com a invenção da prensa pelo alemão Gutenberg, no começo da segunda parte do século 15.
O primeiro desafio de Gutenberg foi imprimir a Bíblia. A impressão durou cinco anos, de 1450 a 1455. 
Não se sabe quantos volumes foram impressos, mas essa é outra história. 
O primeiro jornal impresso de que se tem notícia foi o Nieuwe Tijdinghen, lançado em 1602 na Bélgica. 
No Brasil, o primeiro jornal foram dois: Correio Braziliense, editado por Hipólito José da Costa, em Londres; e Gazeta do Rio de Janeiro, editado pelo frei Tibúrcio José da Rocha. 
Esses dois jornais começaram a circular no mesmo ano: 1808. 
Logo após essas publicações, surgiram outras em diversas partes do País. 
Daquele tempo, três jornais ainda sobrevivem: Diário de Pernambuco (1825), O Estado de S. Paulo (1875) e o paraibano A União (1893). 
Choveu impressos no Império, feitos por escritores e políticos. 
Alguns marcaram época, como Diário Mercantil (1824-1827), Jornal do Commercio (1827-2016), Cidade do Rio (1887-1902) e Gazeta de Notícias (1875-1942). 
Escreviam nesses jornais Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Machado de Assis, Franklin Távora, Lima Barreto, Alfonso Guimarães, Olavo Bilac e outros mais, incluindo o autor do livro Os Sertões. 
Os Sertões, de Euclides da Cunha, conta a história da Guerra de Canudos (1896-1897). 
A história é longa. 
Na virada do século 19, surgiu nas páginas do jornal Cidade do Rio aquele que seria considerado o nosso primeiro repórter: João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, que ficaria famoso pelo pseudônimo João do Rio. 
As primeiras reportagens assinadas por esse João apareceram na Gazeta de Notícias. Tema: religiões. João foi um repórter destemido e seus textos, brilhantes, como brilhantes eram os textos de Machado de Assis e Lima Barreto. 
Lima não se dava com João, que nutria grande admiração por Machado. 
Machado mantinha distância de Lima e João. Sem explicação. 
Machado de Assis, Lima Barreto e João do Rio eram negros e de origem humilde. Não tiveram filhos. Esses três brasileiros deixaram uma obra fabulosa. 
Machado foi o primeiro jornalista a cobrir debates no Senado. 
Como Machado e Lima, João contou a história do Rio em formato de reportagem. Pelo avesso. 
Alguns estudos já foram feitos sobre a obra do repórter, que também foi contista. A propósito, leia: O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO 
A importância de João do Rio na cultura brasileira é referida por muita gente, inclusive por Carlos Lacerda (1914-1977) num LP dos anos 1970. 
Viva Gutenberg!

BELA ENTREVISTA DE RUY CASTRO À TV CULTURA

O jornalista mineiro Ruy Castro apareceu ontem 13 no programa Provocações, apresentado por Marcelo Tas.
Foi uma bela entrevista.
Confesso que nunca ouvi Castro falar tão bem e com tanta naturalidade sobre a história do Brasil.
Conheci Ruy Castro no tempo ainda em que eu era repórter do jornal Folha de S.Paulo e colaborador frequente do suplemento dominical Folhetim.
Lembro que eu havia  feito uma entrevista exclusiva com o cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. A primeira depois dele voltar do exílio. Essa entrevista ganhou capa do Folhetim e chamada de 1º página do Folhão, como chamávamos a Folha de S.Paulo.
À época Ruy Castro era editor da revista Playboy, da Abril.
Castro queria que eu escrevesse um artigo sobre Vandré. Eu disse não. E ele não gostou. Aproveitei para sugerir uma entrevista com o menestrel baiano Elomar. E aí ele ficou puto. E bateu o telefone.
Mas tudo passa, como diz a canção do também mineiro Nelson Ned (1947-2014).
Não podemos guardar raiva, mágoa de ninguém.
Parabéns pela entrevista, Ruy Castro.

domingo, 13 de junho de 2021

O FORRÓ EM SÃO PAULO

 
Em 1949, nos fins, Luiz Gonzaga lançou para o mundo um novo ritmo musical: forró.
Forró de Mané Vito foi, pois, o primeiro forró constante da discografia Brasileira.
É muito bom ouvir forró. Vamos lá?
Clique:

VOCÊ SABE QUEM É CACÁ LOPES?

BOLSONARO: IMBROXENTO E INCOMÍVEL

 Não era para tanto, mas arrepiei-me ao ouvir o nosso preclaro presidente definir-se na primeira pessoa: "sou imorrível, imbroxável e incomível".

Ele poderia seguir na linha da auto definição, dizendo: sou idiota, imoral, inútil, irresponsável, imbecil, ignóbil, ignorante...

Sabe o que eu penso?

Bolsonaro foi eleito sem saber da importância do cargo de presidente da República.

E por não saber o que é isso, e pela incapacidade de preparar-se, preferiu botar a faixa no peito e continuar a vidinha de porra-louca que sempre teve entre seus amigos e comparsas. É isso.

Ser presidente da República do Brasil é um cargo altamente importante na vida qualquer pessoa. Seja homem ou mulher.

Comandar um país de mais de 200 milhões de habitantes é um privilégio, mas nem todos percebem isso. Pena.

O Brasil não aguentará mais um mandato Bolsonaro.

Digo isso e digo mais: por essas e por outras, a democracia brasileira corre perigo.

INSÔNIA

Outro dia, para novo espanto meu, ouvir o rádio dizer que Bolsonaro costuma acordar a mulher, coitada, de madrugada. Hummm... Pra quê?

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