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| Na ordem: Musique du Nordeste, volumes 1 e 2; Brésil: Cantadores Repentistas, Fête de Rue du Nordeste e Aboio & Embolada. Todos produzidos por Teca |
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021
VIVA TECA CALAZANS!
terça-feira, 19 de outubro de 2021
TODO DIA É DIA DE CUIDAR DOS OLHOS
São milhões de pessoas que enxergam a vida além dos olhos. O mês de outubro é o mês da Visão Mundial.
Esse mês é, portanto, para nos lembrar da necessidade e importância de olharmos para os nossos próprios olhos.
É preciso cuidar dos olhos.
Ficar cego dos olhos, como fiquei, não é legal. Pensem nisso.
Foi no dia 17 de fevereiro de 2013 que médicos do HC entregaram um documento no qual afirmam terem feito tudo para que eu recuperasse a luz dos meus olhos. Não foi possível. Chorei muito. Desesperei-me.
Perdi os olhos, a luz dos olhos, o brilho dos olhos, mas não perdi a memória e a vontade enorme de cada dia viver mais.
Ainda quero apresentar programas de rádio e TV.
Ainda quero publicar livros...
Hoje eu dito meus textos e quem os digita é uma pessoa de extrema importância: Anna.
A vida é sempre um desafio, mas temos de pensar que a vida é uma chegada, um passeio, uma partida.
Faço ginástica na tentativa de assim fazendo estar cuidando do meu corpo e da minha mente.
sábado, 16 de outubro de 2021
162 ANOS ATRÁS UM PADRE PENSOU NO CRISTO
O famoso monumento a Cristo, instalado no morro do Corcovado, do Rio, foi
inaugurado no dia 12 de outubro de 1931. Mede de altura 30 metros, além do
pedestal. Peso: 1145 toneladas, só a cabeça 30 toneladas.
No dia marcado
da inauguração, o inventor Guglielmo Marconi (1874-1937) fora escolhido para
acionar o sistema que, da Itália, iluminaria o Cristo.
Do Brasil, O
magnata da imprensa brasileira, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de
Mello (1892-1968), saudando Guglielmo escreveu na revista O Cruzeiro: “No
instante em que iluminais o monumento de Jesus Cristo, os católicos
brasileiros saúdam em vós a faísca do gênio latino que descobriu e construiu o
novo mundo”.
Mas o sistema que Guglielmo acionaria para iluminar o
Cristo não deu certo.
A postos, no Rio, estava Rinaldo Franco da equipe
do engenheiro Gustavo Corção. E aí deu tudo certo. Tudo iluminado. Uma
maravilha!
A ideia de construir o Cristo Redentor foi de um padre francês
chamado Pierre-Marie Boss, de quem pouco se sabe. Esse padre escreveu um poema
no qual expõe a ideia de construir o monumento:
“Oh Corcovado! Lá
se ergue o gigante de pedra, alcantilado, altaneiro e triste, como
interrogando o horizonte imenso... Quando virá?... Há quantos séculos
espero!... Sim, aqui está o pedestal único no mundo! Quando virá a estátua,
como eu colossal, imagem de quem me fez? Ai, Brasil amado!... Acorda depressa,
levanta naquele cume sublime a imagem de Jesus Salvador…”
A ideia
de construção de Cristo, no Corcovado, começou a ganhar forma em 1921. O
presidente da época era o paraibano Epitácio Pessoa (1919-1922).
Campanhas
para arrecadar dinheiro para a construção do Cristo foram promovidas pela
Igreja. Ao fim, foram arrecadados cerca de 2,5 contos de réis.
Em moeda
de hoje, os 2,5 contos de réis equivalem a 9,5 milhões de reais.
Os
responsáveis pela obra foram o desenhista Carlos Oswald, Heitor da Silva Costa
e Paul Landowsky.
O monumento ao Cristo tem inspirado poetas,
romancistas, cineastas, cantores e compositores da música popular como Billy
Blanco,
Tonico e Tinoco,
Trio Nordestino,
Alcione, Ivete Sangalo, Capital Inicial…
Zélia Duncan cantou, a seu modo,
o Cristo:
Você sabia, meu amor
Que da minha janela
Eu vejo o Cristo
Redentor?
Ele tá sempre lá em cima
Até parece um imenso
imã
Colado nas noites e manhãs
Será que de lá
Ele aqui me
vê
De braços abertos
Cantando pra você?
Tom Jobim, que junto com Billy Blanco escreveu Sinfonia do Rio de
Janeiro, compôs também, sozinho, Corcovado. Essa música, de estilo
bossanovista, foi gravada em vários idiomas: inglês (Frank Sinatra
e Sarah Vaughan),
italiano (Andrea Bocelli)...
Em 1956, o mexicano trio Los Panchos gravou o bolero
Cristo Del Rio, de
autoria de Chucho Navarro. Letra:
Com a cadência do teu ritmo brasileiro,
Com o arrulho da tua brisa
tropical,
Com o encanto do teu Rio de Janeiro
Brasil precioso, tua
beleza é sem igual,
pois além das tuas mulheres tão formosas
e dos
teus cantos que são hinos ao amor,
tu tens a fé que te faz boa e
generosa,
a fé preciosa do teu Cristo Redentor.
Cristo do
Rio, Cristo do Rio,
Permite-me que eu pague teu amor com o meu.
Cristo
do Rio do Corcovado,
por ti, Brasil precioso, estou apaixonado.
Permite
pois, Brasil precioso, que eu te cante,
com tua São Paulo que é
progresso e esplendor,
Belo Horizonte com Recife e com Bahia
estão
unidos pela fé do Redentor,
porque na terra mexicana que te canta,
Brasil
precioso de beleza sem igual,
há uma fé de nossa Virgem soberana,
guadalupana
que nasceu no Tepeyac.
Cristo do Rio, Cristo do Rio,
Permite-me
que eu pague o teu amor com o meu.
Cristo do Rio do Corcovado,
por
ti, Brasil precioso, estou apaixonado.
Em 2007, a fundação Suíça New 7 Wonders promoveu um concurso que
elegeu o Cristo Redentor uma das 7 maravilhas do mundo. As outras 6 são
O monumento ao padim Ciço, em Juazeiro do Norte, CE, tem 27 metros de
altura. Mas é essa é outra história…
OUÇA:
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
O NEGRO NA LITERATURA BRASILEIRA
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
O BRASIL PRECISA DE MAIS JORGES!
PINTO DE MONTEIRO, SAUDADE...
PINTO EM DISCOS
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
PINTO NOVO QUER BRIGAR
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| Nêumanne num de livro do Assis |
José Nêumanne Pinto é um jornalista paraibano. Dos melhores.
Além de jornalista, esse Zé é poeta. Dos bons.
Esse Zé também é poliglota, pois tem a boca cheia de línguas.
Um dia uma repórter da BBC de Londres, cujo o nome ora me escapa, pediu-me uma entrevista em inglês sobre cultura popular. E eu, ai, ai. Disse-lhe que falo mal até na minha língua, mas que eu tinha/tenho um amigo craque na língua de Bush. Dei-lhe o nome. E lá foi o querido Zé, esse aí Nêumanne, atender a colega jornalista. E falou bonito.
Nêumanne tem muitos livros.
Nêumanne é cheio de graça e com graça acabo de fazer uns versos dedicados a ele.
São versos graciosos, de bom duplo sentido. Confiram:
É poeta esse Pinto
Como o Pinto de Monteiro
Com viola ou sem
viola
Com rabeca ou sem pandeiro
Esse Pinto quando pinta
Faz
bagunça no terreiro
É metido esse Pinto
Em todo canto quer
estar
Mexe daqui, mexe dali
Já marcando o seu lugar
Esse
Pinto não é mole
Nem cresceu, já quer brigar
Esse Pinto já
tem pinta
Pra com ele vadear
Vadeando ele vai
Todo ancho a
rebolar
Ai, ai, ai, que Pinto besta!
A onde ele quer chegar?
Há uns anos, fins do século passado, gravei um CD declamando coisas minhas e
de outros (capa ao lado). Entre esses outros, o Nêumanne.
O CD com o poema do Nêumanne saiu pelo selo/gravadora El Dorado. E o poema é
esse aí, que declamo com Zé Ramalho:
O BRASIL ESTÁ QUEBRADO COM UMA BESTA NO COMANDO
"Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira...".
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil
Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas
Praga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer
Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente
O Brasil está morrendo
Nas garras do presidente
Presidente também morre
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
terça-feira, 12 de outubro de 2021
DIA DE SANTA E CRIANÇA
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| Capa do livro Carlotinha, ilustrado pelo cartunista Fausto |
"A personagem Carlotinha foi criada em 2013, em forma de tira diária e depois virou um álbum.
Trata-se de uma personagem infantil ( uma menina de 9 anos ) com seu gatinho Maio!
Ela mora na Praça do Sorriso e tem uma galerinha de queridos amigos. Adora a escola, os animais e a natureza.
A criação desse personagem foi uma forma de retratar um pouco de minha infância e homenagear todas
as crianças. A Praça do Sorriso aonde mora a Carlotinha, pode ser uma praça em todas as cidades do mundo, com
todas as belezas e os encantos: principalmente para os pequenos!"
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
HOJE É DIA DE CARTOLA
domingo, 10 de outubro de 2021
BREGA: UM ESTILO DESPOJADO DE CANTAR MULHER
Esse modo exagerado de declarar-se ao ser amado surgiu na segunda parte dos anos de 1920.
O primeiro grande representante musical do estilo brega foi o tenor carioca Vicente Celestino (1894-1968). São dele, entre outras, as canções O Ébrio e Coração Materno; a primeira gravada no dia 7 de agosto de 1936, e a segunda lançada há exatos 70 anos.
Depois de Celestino, que morreu em 1968, surgiram outros cantores exagerados no seu modo de cantar. Entre esses o recifense Orlando Dias, de batismo José Adauto Michiles (1923-2001).
Dias alcançou grande sucesso entre o público feminino, a partir dos anos de 1950. Por essa época, e logo depois, ele gravou Tenho Ciúmes de Tudo, Perdoa-me Pelo Bem que te Quero, Com Pedras na Mão e Tu És o Maior Amor da Minha Vida.
Dentre todos os bregas, Orlando Dias foi, talvez, o que mais exageradamente se atirou aos braços da amada. No palco, Dias fazia grandes malabarismos. “Era incrível. Chegava a rolar no chão, como nenhum ator jamais fez”, lembra o cartunista Fausto, segundo ele mesmo “testemunha ocular da história”.
Cantores que se consagraram no estilo interpretado por Orlando Dias, podemos destacar Cauby Peixoto, Teixeirinha, Raul Sampaio, Amado Batista, Waldick Soriano, Odair José, Wando, Bartô Galeno, Alípio Martins, Sidney Magal, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Lindomar Castilho, Fernando Mendes, Reginaldo Rossi e Falcão.
Teixeirinha consagrou-se com Coração de Luto, pejorativamente chamada esta canção de “Churrasquinho de Mãe”. Essa música foi regravada em vários idiomas: alemão, francês, inglês...
Wando marcou seu estilo com Moça.
Fernando Mendes alcançou um sucesso danado com o título Cadeira de Rodas.
Reginaldo Rossi, pernambucano, emplacou um sucesso atrás do outro. O último, Garçom. Essa música, aliás, chegou a ganhar uma “resposta” feita pelo compositor e violeiro mineiro Téo Azevedo.
E Falcão, hein?
Em entrevista exclusiva a este colunista, Falcão definiu a modo próprio o que é o programa de TV que apresenta toda quinta, à noite na TV Ceará, Leruaite. Esse programa, tascou o atual Rei dos Bregas: “É uma tertúlia flácida para conduzir bovinos aos braços de Morfeu”. E caiu numa risada, bem humorado como sempre. E seguiu: “Do meu programa participam dois cegos e um meio cego. Os dois cegos são os irmãos Vanda e Valdecir. Vanda é triangueira e Valdecir, sanfoneiro. E o meio cego tem por nome Bubu, zabumbeiro. Isso mesmo, Bubu”.
Como se não bastasse, o programa com nome em inglês que apresenta, Falcão é também um excelente “versionista”. Lembra Fausto: “A interpretação que Falcão dá a Eu Não Sou Cachorro Não é hilariante”. É mesmo, concordo. Confiram: I'M NOT DOG NO
Falcão, de batismo Marcondes Falcão, disse que os cegos que participam do seu programa formam o Trio Tô Nem Vendo.
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Anna da Hora (assistente de Assis), Falcão e Assis, nos traços de Fausto Bergocce |
O programa Leruaite tem um quadro em que o cego Valdecir apresenta a previsão
do tempo. “E ele jurando, diz: Se for mentira, eu cegui!”, conta o gracioso
cantador de lorotas do Ceará.
Falcão já participou de alguns filmes,
dentre os quais Cine Holiúdy. “Eu interpreto um cego que é doido por cinema e
de cinema sabe tudo. É um barato!”, disse o aplaudido cearense revelando que
está concluindo as gravações de uma nova temporada que estreará em breve na
telinha da Plim, Plim. “Estou gostando dessa brincadeira”.
Completando
este ano três décadas de carreira, Falcão lembra que o primeiro disco (LP),
gravou de modo independente, em Fortaleza. “Esse disco,
Bonito, Lindo E Joiado, foi relançado pela extinta Continental. Depois gravei mais dois LPs.
Títulos:
O Dinheiro Não É Tudo, Mas É 100%
e
A Besteira É A Base Da Sabedoria”.
E projetos é o que mais tem. “Se for preciso, a trilha sonora do meu
novo filme será toda minha. Uma das músicas que acabo de compor é Horrível de
Linda”, conclui Falcão alisando o girassol pregado no peito,
espalhafatosamente.
E mais não disse.
Abaixo a abertura da série
Cine Holiúdy, com Falcão e Elba Ramalho. Coisa boa! Confira:
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
VIVA A LIBERDADE! VIVA O JORNALISMO!
- VIDA DE CÃO
- HOJE É O DIA DO JORNALISTA
- JORNALISTAS&CIA FAZ EDIÇÃO HISTÓRICA
- FURO: UMA PRÁTICA SALUTAR DO BOM JORNALISMO
- BOLSONARO VOLTA A ATACAR A IMPRENSA. COM RAIVA
FERNANDA MONTENEGRO
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
O NOBEL E O JOSÉ NÊUMANNE PINTO
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
NA JUSTIÇA, A ETERNA BRIGA DOS HERDEIROS
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| Dominguinhos em uma de suas várias visitas ao programa São Paulo Capital Nordeste |
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
O AMOR SEMPRE SERÁ POSSÍVEL...
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
FURO: UMA PRÁTICA SALUTAR DO BOM JORNALISMO
O atual presidente da República botou o Brasil de pernas pro ar, isto é: de bunda pro mundo, que ri tirando sarro da gente. Pena.
Enquanto isso, pesquisas de opinião indicam que os poderes Legislativo e Judiciário estão em baixa.
O ocupante da cadeira mais disputada do País, aquele, continua com o propósito irresponsável de destruir tudo. As instituições, inclusive.
O presidente mente, mente e mente.
O exército de milicianos a serviço do presidente tem se incumbido de assassinar a verdade, via internet. Todo dia, sistematicamente.
As chamadas fake news são uma praga óbvia.
As fake news corroem os pilares da Democracia. Fato.
Mesmo com todas as dificuldades possíveis, jornais e jornalistas continuam firmes no propósito de bem informar o público leitor.
São muitos os furos de reportagem que a Imprensa tem feio nos últimos dois anos e meio.
A Imprensa não desiste.
Os jornais Folha, Estadão, Globo e Valor Econômico têm trazido à tona verdades escondidas as sete chaves nos gabinetes palacianos.
Talvez nem todos os jornalistas em início de carreira saibam direito o que é um furo jornalístico. Compreensível.
No jornalismo há notícia, notícia de primeira mão, reportagem e reportagem especial.
Notícia é um fato noticiado em poucas linhas.
Notícia de primeira mão é a notícia exclusiva, digamos assim.
Reportagem é o detalhamento de uma notícia.
Reportagem especial é uma reportagem escrita de modo detalhado. Extraído de um fato histórico, por exemplo.
Furo?
Bom, um furo jornalístico é aquele que o repórter dá com exclusividade, detalhadamente.
Não à toa, bons repórteres são geralmente bons furões. Fotógrafos, inclusive, como Gil Passarelli (1917-1999), Milton Soares e Jorge Araújo. De textos, os repórteres: José Hamilton Ribeiro, Caco Barcellos, Ricardo Kotscho, Marcos Sá Correa, Valmir Salaro, Fabiana Moraes, Daniela Arbex, Patrícia Campos Mello…
Patrícia, da Folha, foi recentemente vítima daquele a quem chamo de Cramunhão. E aqui nem vou lembrar da história, pois demais lamentável. Baixaria.
A rádio CBN, a Globo News e a TV Globo também têm apresentado grandes furos, muitos deles oriundos do Ministério da Saúde. Um cancro.
Furo de reportagem é furo de reportagem, existe desde quando a Imprensa ganhou forma e passou a conquistar leitores e ouvintes/telespectadores.
João do Rio, criador da reportagem como tal conhecemos, foi o primeiro a dar furos em jornais do Rio, RJ.
O Repórter Esso, que teve em Heron Domingues (1924-1974) a sua marca, deu belos furos no que podemos chamar de jornalismo radiofônico. A renúncia de Getúlio, por exemplo, no dia 29 de agosto de 1945:
O Repórter Esso, que tinha como slogan “Testemunha Ocular da História”,
estreou no Brasil há 80 anos: 28 de agosto de 1941, na Rádio Nacional.
Esse
programa já existia nos EUA desde 1935.
Para melhor ilustrar essa
história, peço licença à quem me acompanha neste espaço para dizer que também
assinei belos furos.
Essa reportagem era pra ser publicada na Folha, mas o editor Bóris Casoy não fez o que deveria fazer: publicá-la.
Em decorrência disso, essa reportagem terminou ganhando capa do semanário Pasquim e mais 6 páginas internas, ilustrada por Nássara e outros bambas do cartum brasileiro.
Choveram ameaças de morte, mas cá estou a contar o que fiz.
No dia 13 de setembro de 1987, o Estadão deu em manchete de primeira página entrevista que fiz com o porta-voz da presidência da República. À época Frota Neto. Entre outras coisas, Neto contou-me que o deputado presidente da Câmara Ulysses Guimarães (1916-1992) não deixava o presidente Sarney governar. A consequência disso foi a queda do porta-voz.
Em 1983, dei “segundo clichê” seguido de reportagem completa sobre um duplo linchamento ocorrido numa região de Ribeirão Pires, SP. Repercutiu no Brasil e no Exterior.
No campo de variedades, não custa lembrar, a primeira entrevista que o cantor e compositor Geraldo Vandré me deu depois de mais de 5 anos fora do Brasil.
Essa entrevista foi publicada no extinto Folhetim, da Folha de S.Paulo.
E dei muitos outros furos, não só na Folha e no Estadão, jornais em que ocupei cargo de chefe de reportagem da editoria de política.
Muitos furos de reportagem chegaram às telas de cinema, como Todos os Homens do Presidente.
Esse filme, de 1976, foi baseado nas reportagens de Bob Woodward e Carl Bernstein, do The Washington Post.
O furo de Woodward e Bernstein levou à renúncia do presidente dos EUA, Richard Nixon.
O resto é história.
Fica o registro.
LEIA TAMBÉM: JORGE RIBBAS VENCE FESTIVAL DE MÚSICA ERUDITA
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
CARINHOSO CORAÇÃO
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
JORGE RIBBAS VENCE FESTIVAL DE MÚSICA ERUDITA
sábado, 25 de setembro de 2021
JOSÉ NÊUMANNE, POETA E JORNALISTA. DOS BONS
O paraibano de Uiraúna José Nêumanne Pinto é dos mais atualizados jornalistas da imprensa brasileira. Comentarista politico, dele nada escapa. Nêumanne começou a careira na Paraíba, mas foi no eixo Rio-São Paulo que ele deslanchou.
Nêumanne foi repórter especial da Folha, editou do Jornal do Brasil e da Editoria de Política do Estadão.
Trabalhei com ele no Estadão, chefiando a reportagem.
Mas José Nêumanne Pinto não é só jornalista. É mais. Muito mais.
Poeta de sensibilidade incomum, José Nêumanne chegou a gravar até um CD (CPC-Umes, 2007), com arranjo do maestro Marcus Vinícius.
Poemas de Nêumanne foram musicados e gravados por artistas do naipe de Téo Azevedo e Zé Ramalho.
Eu mesmo gravei um poema de Nêumanne, intitulado Desafio da Viola Repentina e Guitarra Cética. Essa gravação abre o repertório do CD Assis Ângelo interpreta poetas brasileiros.
Ouvir Nêumanne é um privilégio. Quem o ouve como atenção só tem a aprender. Que o diga o radialista baiano Carlos Sílvio.
Ontem 24 José Nêumanne deu uma belíssima entrevista ao programa Paiaiá na Conectados, apresentado por Sílvio.
Confira:
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
SEVERO É AGORA ESTRELA NO CÉU
ADEUS CORTEZ, ADEUS SEVERO
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José Xavier Cortez e Paulo Freire |
Em 1964, Anísio Teixeira foi exilado pelos poderosos de plantão.
Em 1964, Paulo Freire foi exilado pelos poderosos de plantão.
Os poderosos de plantão são personagens que atuam em movimento contrário ao avanço da sociedade moderna, sempre à espreita.
Um povo analfabeto é um povo cego sem luz, sem graça, sem futuro, que precisa de muleta para existir.
Um povo analfabeto e sem futuro é presa fácil de quaisquer poderosos de plantão, ditadores, prepotentes, obscurantistas.
Uma pessoa alfabetizada reconhece com facilidade o mundo em que vive e nele se movimenta com a graça de quem ama a vida.
Uma vez, há muito tempo, o grego Sócrates à beira da morte teria dito: “Só sei que nada sei”.
No livro A Importância do Ato de Ler, agora na 52ª edição (Cortez Editora), Paulo Freire diz à pág. 66: “Na verdade, para que a afirmação ‘quem sabe ensina a quem não sabe’ se recupere de seu caráter autoritário, é preciso que quem sabe saiba sobretudo que ninguém sabe tudo e que ninguém tudo ignora. O educador, como quem sabe, precisa reconhecer, primeiro, nos educandos em processo de saber mais, os sujeitos, com ele, deste processo e não pacientes acomodados; segundo, reconhecer que o conhecimento não é um dado aí, algo imobilizado, concluído, terminado, a ser transferido por quem o adquiriu a quem não o possui”.
Atualmente, o Brasil tem cerca de 11 milhões de analfabetos completos. Fora isso, é incontável o número de analfabetos funcionais. Esses são aqueles que aprenderam o bê-á-bá mecanicamente, sem raciocinar, na base da decoreba.
O método Paulo Freire é importante, muito importante, por identificar esse caminho errado. Ou seja, não basta decorar o bê-á-bá, é preciso interpretar o bê-á-bá.
“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”, afirma Freire na palestra que proferiu no Congresso Brasileiro de Leitura, realizado no dia 12 de novembro de 1981, em Campinas (SP).
O analfabeto é analfabeto por não saber ler nem escrever, mas não é analfabeto no mundo real em que vive. Pois nesse mundo, o seu mundo, ele distingue facilmente os códigos que o rodeiam. Portanto, nesse caso, o bê-á-bá pouco acrescenta ao sujeito em questão.
Sabe aquela história de o caipira ou o matuto falar errado?
LEIA MAIS:
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
PAULO FREIRE EM CORDEL
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
PRESIDENTE DE MENTIRA
| Charge por João Montanaro |
domingo, 19 de setembro de 2021
TICO TICO NO FUBÁ, 90 ANOS
Não dá pra esquecer: em 1931 foi gravado, pela primeira vez o chorinho Tico Tico no Fubá, do paulista de Passa Quatro, Zequinha de Abreu.
Essa gravação despertou, primeiramente, a atenção da portuguesinha naturalizada Carmem Miranda. E depois dela, o mundo todo tomou conhecimento de Tico Tico no Fubá, que era pra ser chamado de Tico Tico no Farelo.
A Colbaz, cujo nome tem a ver com a extinta gravadora Colúmbia, tinha como líder, o maestro e arranjador Gaó, Odmar Amaral Gurgel(1909-1992).
Zequinha, de batismo José Gomes de Abreu foi um artista que ganhou projeção mundial depois que partiu para a eternidade.
A cidade paulista Santa Rita do Passa Quatro é uma das 12 estâncias climáticas do Estado, localizada a cerca de 250 quilômetros da capital. Foi lá que nasceu no dia 19 de setembro de 1880 o compositor e pianista José Gomes de Abreu, o Zequinha de Abreu, que ganhou notoriedade mundial com o choro Tico-Tico no Fubá, de sua autoria, gravado pela primeira vez no começo de 1931 pela Orquestra Colbaz e, depois, por centenas de intérpretes nacionais e estrangeiros, de Carmen Miranda ao maestro Roberto Inglez (aí ao lado, na reprodução do selo do disco original feito em Londres), Ethel Smith, Alberto Semprini, Georges Henry e, mais recentemente, por uma malaia, JIt San, de seis anos de idade que o interpreta de modo incrível num instrumento chamado Electone. Clique:
http://www.youtube.com/watch?v=X-b7n0_3Ca0POSTAGENS MAIS VISTAS
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Coisas da vida. Zica Bergami, autora da valsinha Lampião de Gás partiu. Tinha 97 anos completados em agosto. O caso se deu ontem por volta d...
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Este ano terrível de 2020 está chegando ao fim, sem deixar saudade. Saudade é coisa que machuca, que dói. É uma coisa que Deus botou no mund...
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Escondidinho de carne seca e caldinho de feijão antecederam o tirinete poético travado ao som de violas repentistas ontem à noite, na casa ...
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Intriga, suspense, confusão, mentira, emoção atentado contra a ordem e a lei e otras cositas mas . O cantor, compositor e instrumentista To...


























