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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
E EVA E ADÃO, HEIN?
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
LEMBRANÇAS DO TEMPO DE ONTEM
O texto aí é de autoria do amigo e colega JORNALISTA PAULISTANO MARCO ANTONIO ZANFRA, publicado no NEWS LETTER JORNALISTA E CIA do dia 18 deste mês de dezembro. Clic e leia:
https://www.jornalistasecia.com.br/Jornalistasecia2025/1543/
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
MÚSICA SEM GRAÇA NESTES NOVOS TEMPOS
Meu coração bimbalha toda vez que percebe a chegada de um amigo ou amiga cá no meu refúgio, por muita gente já conhecido como espaço guardião do acervo cultural que construí ao longo dos anos desde o meu querido torrão natal João Pessoa, PB. Foi isso que sucedeu ora há pouco, quando o telefone tocou anunciando a visita de Alcides Campos.
Alcides, para quem ainda não sabe, é paulistano do bairro da Lapa. É cidadão dos bons. Vive a vida com firmeza e sobriedade, procurando inteirar-se sempre do cotidiano em que se vê naturalmente envolvido..
À guisa de provocação, lembrei ao Alcides que a Lapa foi num tempo já de antigamente o reduto eleitoral do ex-presidente da República ,governador e prefeito de São Paulo ,Jânio Quadros.
"Jânio foi o diabo a quatro. Como político, ocupou todos os espaços que quis" , Diz numa risada o amigo Alcides acrescentando : "Mas no Brasil, já houve cabra mais esperto do que o marido de Dna, Eloá. Para o bem ou para o mal abaixo de Deus, temos na política brasileira, o pernambucano Lula."
A propósito, o velho e bom oitentão Lula andou e ainda anda defendendo o que de melhor há de melhor no Brasil. Além da nossa terrinha, nós o povo.
Todos nós somos políticos de uma forma ou de outra.
Alías, foi o compositor e maestro Tom Jobim quem disse uma vez que "O Brasil não é para amador",
Nesse ponto, não deixei de perguntar ao Alcides o que ele acha hoje da música brasileira. E ele : "A arte musical é uma bela arte, seja popular ou erudita. para mim nossa música popular hoje está andando para trás, sem que seus autores e interpretes se preocupem em lhe darem o brilho necessário,colocando desse jeito a política em primeiro plano".
O Alcides é um cara que diz sempre o que lhe vem à mente. Bom papo. Ele é o motor que move o trem das músicas de todos os tempos. Foi ele quem criou Ventania,Discos , espaço que acolhia boas conversas, diálogos com gente da cantoria ,colecionadores de discos e tudo mais.
Que tal um papo com ele hein?
site : www.ventania.com.br
whatsapp 11 97367-2305
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
SP: MAIS FAVELAS DO QUE NO RIO
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
FAVELA: CHEGA DE BALA!
terça-feira, 28 de outubro de 2025
EU E MEUS BOTÕES (94)
sábado, 25 de outubro de 2025
HERZOG FOI MORTO HÁ 50 ANOS
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
O CEGO NA HISTÓRIA (10)
sábado, 18 de outubro de 2025
O CEGO NA HISTÓRIA (9)
domingo, 21 de setembro de 2025
BRASIL LIVRE, SEM POLÍTICOS CANALHAS!
sábado, 20 de setembro de 2025
A NOSSA LIBERDADE AMEAÇADA
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
O CEGO NA HISTÓRIA (8)
terça-feira, 16 de setembro de 2025
EU E MEUS BOTÕES (93)
terça-feira, 9 de setembro de 2025
PAPUDA PARA O IMBROCHÁVEL
domingo, 7 de setembro de 2025
INDEPENDÊNCIA E MAIS ESTADOS
sábado, 30 de agosto de 2025
EITA, BRASIL SEM GRAÇA!
domingo, 24 de agosto de 2025
O HUMOR ESTÁ SEM GRAÇA
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
SAFADEZA AMERICANA
terça-feira, 12 de agosto de 2025
O CEGO NA HISTÓRIA (7)
Pois bem, o romance Esaú e Jacó foi publicado em 1904. Antes disso, o nosso Machado publicara Dom Casmurro (1899).
Sem dúvida, Esaú e Jacó transformou-se num dos dez romances clássicos do bruxo do Cosme Velho.
Depois de publicar Esaú e tal, Machado deixou-se publicar o seu último livro: Memorial de Aires.
Machado era fluminense, como se deve saber.
Machado morreu em casa na madrugada de 29 de setembro de 1908. Nesse mesmo dia, madrugada, mês e ano nascia na terra mineira um cara que o futuro haveria de aplaudir: João Guimaraes Rosa.
Rosa, como Machado, inovou a literatura brasileira.
Muitos outros autores do nosso patropi fizeram-se importantes. E não são poucos.
Em 1892 nascia, em Alagoas, um menino que ganharia fama como escritor: Graciliano Ramos de Oliveira.
Leitor amigo, você saberia dizer os pontos de identificação entre Machado de Assis e Graciliano Ramos?
Bom, houve um momento na vida de Machado em que a visão lhe falhou completamente.
Houve um momento na vida de Graciliano em que seus olhos lhe negaram visão. Foi na infância, mas o problema minimizado o acompanhou no decorrer dos seus 60 anos de vida.
Como se não bastasse, há outros pontos em comum entre Machado e Graciliano.
Machado era poeta no começo da vida literária.
Graciliano também foi poeta, embora tenha iniciado a carreira como prosador. Seu primeiro conto teve por título O Pequeno Pedinte, publicado num jornalzinho da sua infância. Detalhe: tinha o futuro autor a idade de 12 anos.
Além de poeta, Machado foi quem todos nós sabemos.
Graciliano, por sua vez, foi quem todos nós sabemos.
A história de Machado de Assis e de Graciliano Ramos se cruzam em vários momentos.
Machado nasceu pobre de marré marré e aleluia!
Graciliano não nasceu em berço de ouro. O pai, um brutamontes, o castigava aos gritos e chicotadas. A mãe o humilhava de todas as formas, chamando-o de "bezerro encourado" e/ou "cabra-cega".
Bezerro encourado significava, lá no passado nordestino, pessoa enjeitada pela mãe, humana ou vaca de rebanho.
A expressão cabra-cega tem origem antiquíssima. Data de muito antes da Idade Média. Surgiu como brincadeira infantil e como brincadeira acabou. A base era vendar os olhos de uma criança, pois brincadeira de criança era e fazer com que a vendada conseguisse segurar outra criança a quem passasse a venda.
No Nordeste essa brincadeira tinha outra versão: uma criança tinha os olhos vendados e de vara em punho tentava quebrar uma panela ou pote de barro pendurada em algum lugar. Tal panela estava recheada de balas e outras guloseimas. Era uma festa.
Na obra de Machado de Assis há referências à cegueira. Na obra de Graciliano também.
Em 1938 o famoso alagoano levaria às livrarias o livro São Bernardo.
Em São Bernardo, o narrador é um ex-guia de cego.
Órfão de pai e mãe, Paulo Honório foi adotado por uma mulher chamada Margarida, que compatilhava a vida com um cego.
O tempo passou e Paulo, que nunca tirou da cabeça a ideia de ficar rico custasse o que custasse, levou a sua mãe para morar consigo na fazenda que comprou por meios questionáveis.
É uma história fortíssima a que se lê em São Bernardo.
Por questões de ciúme por uma jovem com quem teve a primeira vez na cama, Paulo é preso e condenado a três anos, nove meses e 15 dias depois de esfaquear um rival. Alfabetizou-se na cadeia, graças a um sapateiro com quem dividia a cela.
E fiquemos por aqui.
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
ATENÇÃO: OS EUA NÃO SÃO FLORES QUE SE CHEIRE
Os Estados Unidos da América, EUA, formam um país que carrega na sua história presidentes escravocratas.
Presidentes houve nos EUA que presidiram o país de dentro da própria casa para fora.
Isso aí dito, é história do começo do século 20. Procurem ler mais a respeito.
Sem falar nas putarias, nas loucuras de Carter e de Clinton.
Meus amigos, minhas amigas, vocês já leram o romance O Presidente Cego (1977), de William Safire.
Este arrodeio todo que eu estou a fazer tem a ver com um pateta troglodita chamado... Como é mesmo o nome dele?
Outro dia uma repórter da TV Globo em Washington perguntou ao atual ocupante da Casa Branca se conversaria com o presidente do Brasil, Lula.
A resposta, escrota, do ocupante da Casa Branca foi: "Se ele me ligar, eu atendo a qualquer momento".
Esse cara que hoje ocupa a principal casa de Washington nasceu para menosprezar o ser humano. Quer dizer: sente prazer em humilhar, achando-se o dono do mundo.
Amigos e amigas, se ainda não viram, vejam o filme O Grande Ditador (1940), de Charles Chaplin.
Brasil, brasileiros de bom senso, é preciso não perdermos de vista as manobras infernais que ora estão sendo arquitetadas por um bruxo do "reality show".
As manobras desse tal podem prejudicar imensamente o nosso País.
No dia 4 de dezembro de 1893, o paulistano Eduardo Prado lançou em São Paulo o livro A Ilusão Americana. O lançamento teve a obra toda esgotada em menos de uma hora. A polícia de Floriano Peixoto partiu pra cima e arrebentou.
Voltaremos ao assunto.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
EU E MEUS BOTÕES (92)
"Dona Flor...", começou Zé: "A senhora acredita na vida depois daqui?".
Hummmm...
"Dona Flor, a vida é muito bonita, rápida e eu nem sei como lhe fazer perguntas", continuou Zé.
Mané, quieto o tempo como quase sempre fica Zé, perguntou: "Eu não sei como fazer, mas procuro ser uma pessoa de bem com todo mundo. Faço isso naturalmente, sem esperar qualquer tipo de compensação vinda de onde vier".
Hummmm... Vocês estão impressionantemente incontroláveis!
"Dona Flor, depois que a senhora pintou por cá a nossa vida mudou. A senhora abriu nossos olhos para o Conhecimento", disse em tom solene o poeta Zilidoro.
Zé a tudo observava, sem se mexer. De repente, perguntou: "Dona Flor, a senhora é de uma grandeza impressionante. De onde a senhora veio?".
Hummmm...
De repente, não mais do que de repente, os irmãos Biu e Barrica se levantam já quase gritando: "Seu Assis! Seu Assis!".
Vocês endoidaram?
Risada geral.
"Seu Assis...", começou Zoião: "A vontade da gente hoje era saber se dona Flor acredita na vida depois daqui, exatamente como o nosso Zé puxou a conversa.
Pois então, essa história é interessante. Amigos, eu não sei se tem vida depois da morte. O assunto me interessa. Vamos conversar a respeito no nosso próximo papo?
"Seu Assis!", dá o ar da graça o Fuinha: "Seu Assis, eu tenho uma coisa pra lhe contar. Tem a ver com Olavim".
Olhei fundo no olhos de Olavim e ele fez que não viu. Fuinha sugeriu, puxando minha orelha: "Vamos lá para o boteco e lá lhe contarei algumas coisas que têm a ver com Olavim".
terça-feira, 22 de julho de 2025
O CEGO NA HISTÓRIA (6)
A cegueira de três dias do caçador de cristão Saulo, sempre rendeu e ainda rende inspiração para textos literários e religiosos.
Não são poucos os fanáticos de rua, Bíblia em punho, a ressaltar as proezas divinas.
O nosso bruxo Machado, cuja obra continua viva entre nós, usou e abusou de personagens bíblicos nos seus contos e livros como Esaú e Jacó (1904). Ali atrás, lembramos O Caminho de Damasco. Pérola.
Sem Olhos é um conto de Machado publicado originalmente em novembro de 1876, no Jornal das Famílias. Começa com um certo casal Vasconcelos recebendo em casa um grupo de amigos: Maria do Céu e o marido Bento Soares, o bacharel Antunes e o desembargador Cruz.
O encontro tinha por finalidade a lembrança de tempos idos.
Papo vai, papo vem, de repente histórias do outro mundo caem da boca pra fora ali naquele ambiente. Medo de fantasmas?
O além é terreno desconhecido por todos, na casa dos Vasconcelos e alhures.
Um suspiro aqui, outro ali, Cruz é provocado a contar sobre o assunto. Tentou sair de fininho, mas não deu. E contou, então, um caso que se passara com ele nos seus tempos de estudante.
Enquanto Dr.Cruz falava, o jovem bacharel Antunes esticava os olhos nos olhos tímidos da mulher do Soares.
A história narrada pelo desembargador dava conta de que no passado conheceu um cara chamado Damasceno. Era meio aluado. Ora dizia coisa com coisa, ora sem coisa dizia.
Uma hora, Damasceno quis saber se Cruz sabia falar hebraico. Não sabia, mas quis saber a razão da pergunta. Ouviu de Damasceno explicação que remetia ao profeta Jonas, herói da Bíblia hebraica. Segundo o tal, discípulo preferido de Deus, havia uma cidade lá pras bandas do Oriente com 120 mil pessoas que não sabiam distinguir a mão direita da mão esquerda.
Era figura curiosa Damasceno.
Noutra ocasião, o mesmo Damasceno contou ao estudante que estava desenvolvendo uma tese sobre a Lua. Pra ele, a Lua nunca existiu. O que víamos era uma ilusão de ótica. Coisa da retina...
O mais estava por vir. Damasceno caiu de cama. Foi quando confessou um segredo que trazia consigo há anos.
Que segredo seria esse, hein?
Tal segredo tinha a ver com uma linda mulher de nome Lucinda, que teria casado com um sujeito pra lá de ciumento. Ele suspeitava que a mulher o traíra e a vingança veio logo, a galope: o enciumado sujeito puniu a mulher arrancando-lhe os olhos.
E mais não digo, porém peço ao leitor que não esqueça do bacharel Antunes.
A obra de Machado de Assis é toda recheada de movimentos idílicos, paixões, amores proibidos e tragédias provocadas por adultérios.
Autores de sempre e do mundo todo, abordaram tal temática.
segunda-feira, 14 de julho de 2025
VIVE LA FRANCE!
Eu não lembro bem quem, mas um cara de apurada inteligência disse certa vez que o ser humano não tem salvação. Quer dizer: Deus, tipo moleque, inventou de inventar Adão e Eva e antes Lilith, deixou-nos todos à própria sorte. Daí todo mundo foi a campo tirar proveito um do outro.
E o resultado é o que se vê por aí.
As guerras estão se multiplicando, como sempre.
Hoje 14 de julho, o mundo livre bate palmas pela decisão firme do povo oprimido da França que foi à rua armado de pau e coragem para acabar com o obscurantismo reinante por lá desde o século 17.
Estamos aqui a falar sobre Revolução Francesa, cuja marca inicial foi a tomada da Bastilha.
Foi na manhã de 14 de julho de 1789 que o povo derrubou a famosa prisão e mandou para o Inferno o déspota Luís 16 e seus apaniguados.
Pela Bastilha passaram, como prisioneiros, intelectuais como o Marquês de Sade.
Quando o mundo livre comemorava os 200 anos da Revolução Francesa, humildemente pedi a Deus que trouxesse para dar paz à Terra uma menina a quem dei o nome de Clarissa.
E findando essa história, deixo aqui o registro de que a França hoje iluminou a Torre Eiffel com as cores do Brasil. Mais: de tabela, a França pôs na Lua, por assim dizer, a maravilhosa cultura popular brasileira.
Quanto à Lilith, é papo pra depois.
sexta-feira, 11 de julho de 2025
EU E MEUS BOTÕES (91)
"Que som é esse que estou ouvindo, Assis?", pergunta-me Flor Maria enquanto subimos a escada que dá direto na sala especial de uma das casas dos botões. Apurei o ouvido e pra nossa surpresa nos deparamos com Lampa tocando viola e cantando. Em silêncio, ouvimos:
"Taxou aqui/A gente taxa lá/É nessa toada/Que agora vou cantá...".
Eu e dona Flor entramos batendo palmas. Ao nos virem, o ambiente ficou mais do que legal.
"Seu Assis, o Lampa não é brinquedo não", disse de pé e entusiasmado o amigo poeta Zilidoro.
"Antes que o senhor diga qualquer coisa, adianto que até o Fuinha e o Olavim se surpreenderam com o canto à viola de Lampa", disse Barrica.
Realmente, pra mim e Flor Maria foi de fato uma grande surpresa ver o Lampa cantando e tocando a viola...
"E de im-pro-vi-so", atalhou o nosso surpreendente cantador dizendo que estava desenvolvendo um "mote" que ouviu de Lula na TV. Explicou: "O presidente estava com a gota serena, e a razão tinha ou tem a ver com o que Trump está ameaçando fazer com o Brasil, taxando tudo".
Canta mais um pouco Lampa. Estamos gostando.
"...E cantando digo/Taxou aqui/A gente taxa lá/Frango, ovo e caqui".
"Caraca, esse Lampa é o cão", diz batendo palmas Zoião, seguido pelos demais botões".
Bom, até outro dia pessoal!
quarta-feira, 9 de julho de 2025
NÃO, "COMPANIA" NÃO!
Sei lá, mas eu fico diacho da vida quando ouço no rádio e TV repórteres, apresentadores e entrevistados engolindo provocativamente o "h" da palavra companhia. Um horror!
Ouço a palavra companhia sendo violentada pela boca de meio mundo e meio.
Companhia é um substantivo feminino usado nas suas origens para identificar pessoas que se juntam ou andam juntas. Ou ainda: pessoas que se juntam para viver a vida. Exemplo: fulano de tal é companheiro de fulana de tal. Quer dizer: fulano é companheiro e faz companhia com fulana ou fulano.
Essa história toda meu amigo, minha amiga, tem tudo a ver com uma coisa: já não se lê tanto nesta vida. E isso não é legal. Legal e ideal seria que todo mundo tivesse o bom vício de ler, de contar histórias...
Ler é aprender brincando de viajar por todos os mundos reais ou não.
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