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| Batendo um rango: Alfredinho, Edson, Dantas do Forró, Fatel e Assis |
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| Assis Angelo, Alfredinho e Fatel Barbosa |
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| Batendo um rango: Alfredinho, Edson, Dantas do Forró, Fatel e Assis |
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| Assis Angelo, Alfredinho e Fatel Barbosa |
Sampa 25 maio.
A noite fria encobria a cidade, fazendo tirintar passantes incautos. Outros mais prevenidos caminhavam enfiados em roupas quentes.
Uma garoinha atrevida punha suas unhinhas pra fora. Uma graça.
O auto de aplicativo parou a poucos metros do portão C do gigante Allianz Parque, ali junto do centenário Parque da Água Branca. Descemos.
Um cartaz anunciava a presença do tenor italiano Andrea Bocelli. Hora marcada: 21.
Pessoas de simpatia contagiante, escaladas para atender o público, nos atenderam.
"Vocês vão assistir a uma apresentação fantástica", disse-nos com sorriso largo uma das pessoas da equipe da estrela italiana.
Uns 30 minutos depois de nos acomodarmos, apareceu no palco um "artista convidado" cantando na língua de Caruso. Nome: Davide Carbone. Palmas, palmas e palmas.
O público presente soltou-se.
Logo depois o mesmo Davide pegou o microfone pra dizer que Bocelli, 64 anos, já estava pronto. Em seguida disse que o show era dedicado ao povo do Rio Grande do Sul, vitimado pelas enxurradas provocadas pelas chuvas intermitentes despachadas pelo céu.
Da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, especialmente convidada para brilhar na noite, saíram notas do nosso caudaloso Hino Nacional. Emocionei-me. Mais: surpreendi-me pela dicção clara e voz segura, quase familiar, de Davide.
Não tardou e o nome mais esperado da noite adentrou ao palco interpretando com sua possante voz a ária La Donna è Mobile da ópera Rigoletto, de Verdi.
Andrea Bocelli, cuja carreira de 30 anos está comemorando agora, trouxe consigo a soprano Cristina Pasaroiu e a violinista Caroline Campbell. Lindas.
Além das duas beldades, talentosíssimas, Bocelli trouxe o seu bambino Matteo, 26 anos. Voz possante.
A principal estrela da noite foi e veio ao microfone umas cinco ou seis vezes, dando desse modo espaço e vez aos seus convidados, incluindo aí um casal de bailarinos que parecia voar.
A surpresa da noite foi a cantora paulistana Sandi que cantou numa língua que não consegui identificar.
Foi uma noite bonita, mas não posso deixar aqui de contar uma gracinha. Ao entrar no carro de volta pra casa, ouvi alguém fazer a seguinte observação: "Cara, o cara canta prá caralho. E é cego!"
Baixa o pano.
COMBATE À CEGUEIRA
Hoje 26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.
O glaucoma é um dos muitíssimos males que atacam, sem dó nem piedade, os olhos humanos. Surge com mais frequência já nos primeiros meses de vida do menino ou da menina. Não tem cura, mas se for identificado logo o sofrimento da vítima será menor.
Fica o registro.
Como observadora da vida cotidiana, Irene escreveu muita coisa na forma de poesia e prosa abordando a temática erótica.
No começo dos anos 1960, ela andou publicando livros de poesia falando do prazer sexual da mulher, negado pelo machismo. Exemplo:
Quero um homem
forte e viril
cobrindo meu corpo todo
penetrando-o num impulso
másculo e voluptuoso
eu quero
não só um beijo
quero muitos de uma vez
pelo meu corpo sedento
torturado e infeliz
pode morder
que importa?
num prelúdio embriagador
eu quero morrer de beijos
eu quero morrer do amor
por que tantos graus de febre
podendo me aliviar?
por que a febre queimando?
e o corpo se maltratar?
porque nesta ocasião
suspirando por amar
viver só alucinada
reclinada em leito frio
sempre desagasalhada
nesse leito tão sombrio
eu quero um homem
quero um homem
não suporto mais sofrer
quero um homem
quero um homem
quero de amor viver...
Um dos romances mais provocativos de Irene é O Amor do Reverendo (2009). O reverendo no caso é um padre de nome Abraão, que conhece Maria Luísa durante um acidente. Ele a pega nos braços ferida e ambos se apaixonam. Simples assim.
Na sua dissertação de Pós-Graduação para a Universidade Estadual da Paraíba, a estudante Juliana Karol de Oliveira Falcão escreveu, em 2022:
Os romances de Irene Dias Cavalcanti fazem parte de um período ou de um lugar de revolução não apenas sexual, como também social e cultural ao reivindicar lugares e igualdade entre o homem e a mulher. Destacam-se as suas obras literárias não somente como um discurso de empoderamento sexual, como também um manifesto contra diversas injustiças sociais pelas quais passam grupos desfavorecidos que partem de camadas abastadas contra camadas desfavorecidas, que partem de brancos contra negros, de homens contra mulheres, de igreja contra fiéis, de coronéis contra agricultores, entre outros.
O Amor do Reverendo é prefaciado pelo padre Waldemir Cavalcante Santana.
Irene Dias Cavalcanti, nascida em 1927, passou a infância no município de Campina Grande. É considerada um símbolo da luta feminina contra o machismo imperante até os dias de hoje.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
Fora linda na juventude. E tinha vertigem quando cheirava profundamente uma rosa.
Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.
Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa:
– Quando é que passa?
– Passa o quê, minha senhora?
– A coisa.
– Que coisa?
– A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.
– Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca. Olhou-o espantada.
– Mas eu tenho oitenta e um anos de idade!
– Não importa, minha senhora. É até morrer.
– Mas isso é o inferno!
– É a vida, senhora Raposo.
A vida era isso, então? essa falta de vergonha?
– E o que é que eu faço? ninguém me quer mais… O médico olhou-a com piedade.
– Não há remédio, minha senhora.
– E se eu pagasse?
– Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se lembrar que tem oitenta e um anos de idade.
– E… e se eu me arranjasse sozinha? o senhor entende o que eu quero dizer?
– É, disse o médico. Pode ser um remédio…
Assim, a velha senhora acabou alcançando o Nirvana por meios próprios. Quer dizer: acariciando o próprio corpo como insinuou no palco a cantora estadunidense Madonna em show realizado em abril de 2024, no Rio de Janeiro. À propósito o maestro Júlio Medaglia publicou artigo na Folha de S.Paulo, edição de 9 de maio, em que classifica a apresentação da artista como “um show pornográfico”. Mais: “Pessoas do mesmo sexo se chupando, se esfregando; Madonna de joelhos tendo Pabllo Vittar atrás de si beijando seu traseiro; selvagerias gerais etc”.
O dia 22 de maio de 1946 caiu numa quarta, como hoje. Naquele dia o grupo musical Quatro Ases e um Goringa entrou em estúdio e gravou para a extinta RCA Victor o primeiro baião de toda a historiografia discográfica. Título: Baião, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
O lançamento de baião como ritmo e gênero musical provocou espanto crescente entre produtores e consumidores de discos de 78 RPM, que era o que se tinha pra rodar num fonógrafo e tal.
À medida que o tempo ia passando, multiplicavam-se as gravações do ritmo criado por Gonzaga e Teixeira. Até no exterior o interesse foi indubitável.
Baião foi gravado em diversas línguas, japonesa inclusive.
A curiosidade é que nos dias de hoje o baião já não desperta tanto interesse dos artistas e consumidores de música. Por quê, hein?
Sobre esse assunto já escrevi muito. Não custa averiguar o que digo sapiando nesse blog.
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| James Joyce |
James Joyce, autor do clássico Ulysses, apreciava os puns da mulher, mostrando assim ser um ser normal como outro qualquer. Ele: “É maravilhoso comer uma mulher peidorreira, quando cada estocada arranca um peido de dentro dela. Acho que eu reconheceria um peido da Nora em qualquer lugar. Eu acho que eu saberia qual é o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem feminino, nem um pouco parecido com o peidão molhado que eu espero das esposas gordas. É súbito e seco e sujo como o que uma garota ousada soltaria por diversão, de noite, no dormitório de uma escola. Eu espero que Nora não se prive de peidar na minha cara, para que eu também possa conhecê-los pelo cheiro”. E ainda foi mais longe na mesma carta: “Nora, minha doce putinha, eu fiz como você mandou, sua garotinha safada, e bati duas punhetas enquanto lia a sua carta”.
A Nora aí citada era a futura esposa do escritor e pra ela, noutra carta, ele mandou ver: “... Nora, minha querida e adorada, minha colegial de doces olhos e boca suja, seja minha puta, minha senhora, tanto quanto você quiser (minha pequena e fodida senhora! Minha maldita putinha!) você é sempre minha, minha bela flor selvagem das sebes, minha flor azul escura, encharcada de chuva”.
Será demais dizer que o amor tem segredos claros?
Ao contrário de James Joyce, Ernest Hemingway (1899-1961) teve uma vida pessoal um tanto
atribulada. Pra começar a mãe, Grace, o criou como gêmea da irmã Marcelline até os seis ou sete anos de idade. Cresceu traumatizado, mas publicamente exibia um perfil másculo. Teve quatro esposas e com elas dois meninos e uma menina.A menina, Glória, era trans.
Num dos seus livros, O Jardim do Éden (1986), romance que deixou inacabado, Ernest cria um personagem identificado por muitos como seu alter ego: David. Numa noite de amor pede à mulher que corte seu cabelo a moda feminina e o sodomize sem dó nem piedade.
Ernest Hemingway era, no fundo, uma pessoa melancólica, depressiva.
Detalhe lamentável: o pai de Ernest se suicidou, o irmão e a irmã também se suicidaram; e suicidou-se também a neta de Ernest, depois de ele mesmo tirar a própria vida com um tiro no peito. Isso depois de receber alta de um manicômio.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
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| Victor Hugo |
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| Honoré de Balzac |
No Brasil também há histórias incríveis envolvendo homens, mulheres e todos os sexos.
Dom João VI foi quem foi, com amantes.
O filho de Dom João, Pedro I, foi além do pai, sexualmente falando. Casou-se e teve sei lá quantas amantes!
Historiadores dão conta de que Pedro I sofria de priapismo, coitado! Terrível.
O priapismo e a safadeza que herdou do pai o levaram a pular cerca igual um bode. Dizem seus biógrafos que pôs no mundo 50 rebentos no mínimo.
O filho do primeiro Pedro, o Segundo, também não se satisfazia com uma mulher só. Sua mulher, Teresa, foi arranjada por correspondência e quando a viu, desesperou-se.
Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias não era plasticamente uma mulher bonita. Ele esperneou quando a puseram no colo, dizendo que fora traído.
E a história segue por aí.
Mas voltemos a Dumas.
Machado de Assis escreveu texto crítico sobre a bela história de Dumas publicado na revista O Espelho, RJ, edição de 8 de janeiro de 1860:
A Dama das Camélias é o drama realmente filosófico, verdadeiramente piedoso; resolve uma questão social, ao mesmo passo que se revela uma magnífica obra d'arte. É tocante aquela figura de Margarida, purificada como Eva, pelo arrependimento, cheia de amor e de piedade, martirizada pela doença, prostrada aos pés da sociedade, como Madalena aos pés do Cristo, mas que a sociedade repele e condena.
Não custa lembrar que o pai de Alexandre Dumas foi também um grande escritor, autor dos clássicos juvenis Os Três Mosqueteiros e o Conde de Monte Cristo.
Também é bom que se lembre que foi Alexandre pai quem inaugurou o dito romance de folhetim no Brasil, em 1838, sob o título Capitão Paulo. Mas há controvérsias.
O jornalista e historiador José Ramos Tinhorão, no seu livro Os Romances em Folhetins no Brasil, à pág. 36, diz que antes de 1838, em Recife, PE, já se publicava esse gênero literário: “...começaria a ser publicado a 29 de junho de 1837 o periódico Relator de Novelas, publicação de pequeno formato destinada ‘ao entretenimento de todas aquelas pessoas apaixonadas por ler novelas, com especialidade o belo sexo, de quem espera toda a proteção’”.
Os textos publicados nesse periódico não traziam identificação de autor.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
| Cadu, Assis e Arthur |
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| Lygia Fagundes Telles |
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| Safo |
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| Verlaine e Rimbaud |