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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
DE PAIAIÁ PARA SÃO PAULO
Dia 25 de Janeiro a cidade de São Paulo completa 465 anos e para falar dessa cidade e como ela foi tratada através da música, amanhã, meio-dia, ao vivo, começando a temporada 2019 do programa Paiaiá na Conectados, eu estarei no programa para falar de músicas que homenageiam a cidade de São Paulo .
Acesse: www.radioconectados.com.br ou pelo nosso aplicativo https://goo.gl/beZewi.
WhatsApp: 01120616257
Apresentação: Carlos Sílvio. Saiba quem é Carlos Sílvio clicando nesse link:
http://assisangelo.blogspot.com/2019/01/de-paiaia-para-o-mundo.html
Reprise, domingo, 19h00
Não percam.
Rádio web Conectados, a maior web rádio do Brasil.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
HOMENS DE SAIA, E DAÍ?
Dia desse, ontem ou anteontem, a querida Cris Alves trouxe-me um Whiskão proveniente da Escócia. Tomara que goste, ela disse. Esse Whisky é d e uma terra tradicional de homens de saia. Pensei: aí vem coisa. E veio. Perguntou-me sem mais delongas: "Você sabe por que o escocês usa saia?". Pensei: poxa...E lá fui eu arrancando pensamentos, conhecimentos, história.
O homem nasceu nu e assim continua nascendo. Mas houve um tempo em que o homem nu passou a vestir o que hoje é considerado saia. Os escoceses usam saia há menos tempo do que se imagina. Os guerreiros romanos, gladiadores, usavam saia para ter movimentos livres nas pernas.
Calça amarra, limita movimentos. E é aí onde o homem macho se acha e se perde.
Por não querer se achar, o homem se perde em jeans.
Caetano Veloso de saia vi outro dia, não pegou bem: pernas magrelas, sorriso oco e tudo sem cor. Não pegou bem porque ficou feio prá danar.
E de saia editores como Cortez, hein? José Xavier Cortez com seus já 81 anos de idade ficaria bem com uma sainha. Mas o diabo é o tal do preconceito, da discriminação...
Que tal minha gente saber, conhecer a história? A história do mundo, claro. Em 1979, o Trio Nordestino gravou e a Copacabana, extinta, lançou o LP Trio Nordestino e o Homem de Saia. A música Homem de Saia é a terceira do lado A desse LP. O homem de saia fotografado na capa do disco é Ribinha, cearense. O autor da música, Enéas. Ouçam:
CHORINHO
Amanhã, 15, depois do Jornal da Cultura estrei mais uma vez dizendo mais uma coisinha sobre choro e chorões no programa de 13 capítulos O Brasil Toca Choro. Enquanto o amanhã não chega, cliquem:
SÃO PAULO EM PAUTA
sábado, 12 de janeiro de 2019
Dia de festa
O dia 12, como todos os dias, historicamente é um dia bonito.
Hoje, 12 de janeiro de 2019, vai ficar pra história, como o dia em que meu peito bateu mais depressa, por ter recebido, pessoas que a tempo o meu peito queia ver, brincar, se divertir, etc.
Sou paraibano de João Pessoa, como muita gente sabe.
João Pessoa de Albuquerque era governador/presidente da Paraíba, quando aceitou ser forte na chapa presidencial que punha o gaúcho Getúlio Vargas, como o homem que dirigiria, como dirigiu, o destino do nosso País até quando foi possível...
A minha casa, hoje, acendeu-se toda de alegria.
A capital da Paraíba recebeu o nome de João Pessoa em 1930. Mas, essa é outra história...
Eu e a minha casa, incluindo a minha mente e o meu coração, encheram-se de alegria, com a presença de Dirceu e Andréa Noronha e seus filhos incríveis Maria Clara e Emanuel. E como se não bastasse, neste mesmo ambiente e tempo, estiveram meus amores queridos, meninas joíssimas, Ana e Cla.
Dia 12 de janeiro...
LINDUARTE NORONHA
como não bastasse, de tão grande que foi este meu dia, veio a mim e a todos que comigo estiveram, o nome mágico do grande pernambucano da Paraíba, Linduarte Noronha. Linduarte foi tão grande quanto Deus. Detalhe: Deus não filmava e nem nunca quis ser cineasta, Linduarte não quis ser Deus, mas quis ser cineasta. Deus criou o mundo e Linduarte, o cinema brasileiro. E o detalhe, um detalhinho bobo: a obra do genial Linduarte está interditada. Que pena! O Brasil precisa beber da obra de gênios, como Linduarte. E eu estou falando tudo isso agora com a alegria de quem me dá estas informações: Dirceu Noronha de Oliveira Filho, o sobrinho. Amigos, amigas, procurem Linduarte Noronha nesta história louca em que está se transformando o YouTube, procurem aí, no YouTube, Linduarte Noronha (1930-2012).
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
ELIS, MINISSÉRIE DA GLOBO
Eça nasceu em 1845. Cem anos depois nascia no Rio Grande do Sul a brasileira Elis Regina. Elis nasceu em Janeiro de 1945, Eça em março.
O que tem a ver Eça com Elis? Simples: Eça foi um grande escritor e Elis uma grande intérprete da nossa música popular.
Mais tarde, depois do Jornal Nacional e da novela que vem em seguida, estréia na telinha da Plin Plin, a série em 4 capítulos: Elis - Viver é Melhor Que Sonhar, com a atriz Andréia Horta.
Eu vou seguir essa história.
Conheci Elis em 1978, acho.
O Primo Basílio foi escrito em 1878.
DOMINGO NO PARQUE
Mais de 12 milhões de brasileiros se acham completamente desempregados. Acrescente-se a esses números mais um tanto enorme de brasileiros sem emprego nenhum, mas fazendo bicos. E mais não sei quantos de desempregados completamente desiludidos, cabisbaixos, pessimistas, desistentes de seguir a busca por um emprego com carteira assinada.
Deus do céu, até quando essa situação persistirá?
Ouvi não sei onde alguém dizer que os milionários, bilionários, trilionários brasileiros situam-se entre 8 a 10 % da população calculada pelo IBGE em mais de 200 milhões de habitantes. Trabalhar faz bem, não trabalhar é um horror. Horror maior, porém é não fazer nada.
No começo de tudo, diz a história bíblica, que Deus criou o mundo e tudo o mais, incluindo Adão e Eva, únicos seres pensantes do Éden. Mas um dia, cansados de nada fazer, esses dois puseram os pés pelas mãos e deu no que deu: expulsos do bem bom, pelo Criador.
Eu já trabalhei muito, muito mesmo. Parei, endoidei e agora estou voltando à naturalidade da vida, que é ir e vir.
Fiquei cego dos olhos, pirei um pouco e acudido por anjos à minha volta cá estou, vendo com os olhos das pessoas que amo. Por que digo tudo isso? Hoje até o começo da tarde fez um calor dos diabos. Ontem, também. Anteontem fui ao parque. Foi bom. Peguei sol e o sol me pegou. Caminhei, passeei e até ensaiei uma corrida na pista do Parque da Aclimação, cá em Sampa. Essa pista mede 998 metros. Dei 3 voltas. Depois fui levado à relva onde escutei leitura feita pela namorada Lúcia, e o registro está aí em cima.
Viva a vida!
ESTOU ME MODERNIZANDO
domingo, 6 de janeiro de 2019
BOLSONARO, EDUCAÇÃO E PAULO FREIRE
Paulo Freire, que conheci de perto, deixou uma obra monumental. O seu método de ensino foi e é um método revolucionário. Claro que os poderosos da chamada direita política e intelectual o abominam até hoje e certamente o abominarão para sempre.
Bolsonaro, o novo presidente eleito pela maioria dos brasileiros, também abomina o método Paulo freiriano. Portanto, tirar o seu método educativo da escola chega a ser até compreensível, embora lamentável.
Escola com partido ou sem partido?
Nos anos de 1970 o carioca Augusto Boal (1931-2009) adotou o método freiriano, levando-o para aplicação no Peru. Não deu certo.
Escola não tem que ter partido político. Escola tem que ter professor preparado e bem preparado para transmitir história e ensinamentos. Tem que ensinar matemática, et cetera. E para ter professor assim tem que apostar na educação, tem que apostar no futuro do país, como faz o governo da Coréia do Sul. Fui longe?
Acabaram-se os curso Primário, Ginasial e Científico. Agora temos o ensino fundamental ministrado no correr de 9 anos. O resultado final dessa história toda é que há cerca de 30 milhões de brasileiros denominados de analfabetos funcionais. Um crime, não é? Fora esses, há ainda, mais uns 12 milhões de brasileiros que não sabem distinguir um "o" de uma roda de caminhão. É duro, mas é isso que ocorre. E grosso modo, acrescento: atualmente professor finge que ensina e aluno finge que aprende, quando não isso ocorre o pau canta nas salas de aula. Os registros policiais confirmam isso. E o professor ganha uma titica de nada.
Até os anos de 1980 e meados por ali, a média de caminhada dos brasileiros era de 10 mil passos/dia. Hoje essa média chega apenas a 2,5 mil passos. O que quero dizer com isso? quero dizer que em todas ou quase em todas as áreas da vida cotidiana brasileira estamos regredindo, na educação, inclusive.
Meu amigo, minha amiga, você sabe quantos livros dizem que nós brasileiros lemos por ano? nem vou dizer aqui. Prefiro que façam uma pequena pesquisa nesse "coiso" chamado Google. É de arrepiar.
Estamos nos emburrecendo a passo galopante.
Paulo Freire foi sem dúvida, um grande brasileiro. Seus livros devem ser lidos cada vez mais e as editoras tem a obrigação de incentivar essa leitura. Há caminhos para isso e para tudo e todos os problemas que nos cercam.
Bolsonaro pode ser um problema ou não.
Para o bem ou para o mal, não nos esqueçamos: quem o escolheu foi o povo, através das urnas certo?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
VIVENDO E DESCOBRINDO A VIDA

Antes de mais nada as fotos e o vídeo nesta página apresentadas são de inteira responsabilidade de meu amigo treinador Anderson Gonzaga
Ouvi hoje cedo na CBN o professor de ginástica Marcio Atalla dizer que nos anos de 1980 os brasileiros caminhavam, diariamente, cerca de 7 km. Esses 7 km equivalem a aproximadamente 10 mil passos. Hoje segundo o mesmo especialista, os brasileiros caminham em média 2,5 km. Até nisso estamos regredindo.
Perdi a visão dos meus olhos há quase 5 anos. Nesse período, comi o pão que o diabo amassou. Hoje já como até bolo e tomo umas e outras dando vivas à vida. Mas não basta só isso. É preciso mostrar que a vida é um barato, é uma alegria, é uma dádiva. Por isso temos, também, de exercitar o corpo além da alma. É isso e muito mais o que ando fazendo nos últimos 2 anos. Poesia por exemplo. Acompanhem-me:
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Leiam
Olá, pessoal. É o seguinte: o texto aí abaixo é grandão, é cheio de links. Mas, sugiro que vocês leiam. Tam a ver com brasilidade, cegueria e mals tratos. Claro, falo de tudo isso com categoria. E viva cidadania!
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8155438913674603024#editor/target=post;postID=2426840783862497397;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=1;src=postname
DE PAIAIÁ PARA O MUNDO
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| Assis e Carlos Sílvio (foto:Lúcia Agostini) |
Carlos Silvio é um comunicador nato.E como se diz lá no nosso Nordeste:o cabra é tão bom, tão bom,que se não tivesse nascido outro não nasceria. Mas é assim, como diz José Cortez: "cabra bom já nasce temperado". Caso do Silvio, pois.
Encontrei Carlos Silvio por telefone. Ele telefonou me convidando a participar do programa Paiaiá , levado ao ar todos os sábados pela rádio web Conectados, que fica ali no bairro paulistano do Ipiranga, onde no meio da tarde de 1822, Dom Pedro I desembaiou a espada e berrou: "Independência ou Morte!".
Exageros a parte de Dom Pedro, o fato é que o dito grito entrou para a história como para a história está entrando o bom baiano de Paiaiá Carlos Silvio.
Bom, fui ao programa do Sílvio e falei falei um monte de coisas que me veio à mente.
Carlos Sílvio me surpreendeu como apresentador do Paiaiá na Conectados. Vocês querem ver como me saí na ocasião? Clique:
https://www.youtube.com/watch?v=IB5cxBilm4A&t=10s
Por que estou falando tudo isso?
No próximo dia 19 estarei de volta ao Paiaiá. Dessa vez contando um pouco da história da cidade paulistana através da música que pra ela é composta. Até eu fiz umas coisinhas sobre sampa, com acompanhamento especial e inusitado do Cidadão do Samba, Osvaldinho da Cuíca..Clique:
https://www.youtube.com/watch?v=bn5AtXEMP8s&t=19s
Mas, biograficamente, quem é o cidadão Carlos Sílvio? É ele mesmo quem conta: "meu nome de batismo é Carlos Sílvio Lima Ramos. Nasci em 27 de junho de 1977. Sou filho de Agnelo da Silva Ramos e Maria Neuza; ele ferreiro e ela dona de casa. Ele está vivo. Sou o terceiro de 10 filhos, 5 homens e 5 mulheres. Desses dez, vingaram cinco mulheres e eu. Morei em Paiaiá até 21 anos de idade e migrei para São Paulo no dia 10 de janeiro de 1999. Vim para São Paulo como milhões de nordestinos em busca de uma vida melhor. Todos nós temos sonhos, meu sonho sempre foi trabalhar com comunicação e este sonho está sendo realizado há exatos 2 anos e 7 meses, na Rádio Conectados (www.radioconectados.com.br). Casei em São Paulo. Faz 10 anos. Minha companheira é Gleice Fonseca, com quem tenho um filho Murilo de 9 anos, que Deus nos trouxe e mais um, Enzo, que Deus nos deu por outros caminhos. Adotar é fundamental. No programa Paiaiá já entrevistei mais de uma centena de pessoas, das mais diversas áreas do viver cotidiano, da música a psicanálise. Do jurídico ao esporte.Todos me entusiasmaram, mas alguns mais como: Prof. Geraldo Prado (historiador), Sérgio Martins (jornalista), Dr. Lafayete Lage (ortopedista), Diego Viñas (futebol de várzea), José Erenilson da Silva ( escritor) e tantos mais. Claro, no nosso programa contamos com colaboradores excepcionais como o historiador Darlan Zurc, do povoado da Melancia, assim como Paiaiá, município de Nova Soure.
No mais sou São paulino, talvez minha melhor qualidade. O meu programa vai ao ar todos os sábados, das 12 as 13 horas. Meu programa trata de registrar o pensamento de quem se preocupa a levar informação sobre o cotidiano cultural da vida brasileira para o mundo".
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
OS INVISÍVEIS NA POSSE DE BOLSONARO
Foi evento bonito o que levou mais de 100 mil pessoas a prestigiar a posse do novo presidente da República, em Brasília. Bolsonaro falou forte, firme, sem reticências ou meias palavras. Falou de esperança. Diz que o dia de ontem 1 é histórico. Prometeu que não titubeará em destruir os inimigos do Brasil e que lutará por uma sociedade sem divisão. Os corruptos estão na sua mira, como na sua mira estão as organizações criminosas. O povo o aplaudiu, gritou, bateu palmas e em coro improvisado cantou: "o capitão chegou, o capitão chegou".
O hino nacional foi tocado várias vezes em momentos diferentes. Foram tocadas também músicas de repertório nacional, clássicas, como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Saiba mais sobre essa música:
http://assisangelo.blogspot.com/2018/11/hoje-e-dia-de-ary-barroso.html
Ary, o bom mineiro de Ubá foi musicalmente seguidor do nacionalismo. Foi ele também o criador do samba patriótico. Foi grande esse Ary;
Esquerda, direita, ou o quer for não importa. O que importa mesmo é que o Brasil cresça e com ele, nós.
A nação brasileira sofre desde sempre, desde a chegada dos invasores de outras terras. Portugueses, inclusive. Foram muitas, muitas as guerras, os conflitos armados no território nacional. O livro as Batalhas Brasileiras, de Hernani Donato, conta isso. É obra lançada há anos pela Ibrasa, cuja leitura recomendo.
O que mais me impressionou foi o texto de Michele Bolsonaro, lido por Adriana Ramos e interpretado em Libra pela própria autora.
Michele nasceu em Brasília, é jovem e há muito vem se dedicando a um público invisível à sociedade: surdos, etc.
No Brasil 46% da população, sofrem algum tipo de deficiência. |Os dados são do IBGE, colhidos há uma década.
Passa fácil fácil, de 1 milhão o número de cegos no país. Não é mole não.
Dia desse falei a respeito desses números aos presidente da Fundação Padre Anchieta, Marco Mendonça, quando eu lhe disse que sou hoje um desses invisíveis, surpreendeu-se. Foi um bom papo. Falei-lhe do projeto que tenho de apresentar um programa de rádio e TV direcionado a essa gente e ao público em geral. Aparentemente entusiasmou-se.
De cego e cegueira posso falar. Mais de 3 mil tipos de problemas mexem com a visão humana. O meu caso foi descolamento de retina. Comi pão amassado, dormido, mas agora já como até bolo e com sorriso na cara. Se não houvesse a meu redor as poucas pessoas que há.....
Depressão é um mal dos infernos que nos chega de uma hora para outra.
No mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde- OMS, há mais de 300 milhões de pessoas sofrendo desse mal.O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países atingidos pela depressão.
https://www.youtube.com/watch?v=Isyz6nN2Wus&feature=youtu.be
E no caso da cegueira, ainda segundo a OMS, a cada 5 segundos uma pessoa passa a ver tudo escuro.
A padroeira dos cegos é Santa Luzia, uma italiana que comeu o pão que o diabo amassou. Atacada por carrascos, perdeu os olhos e virou estrela. Isso foi há não sei quanto tempo. Pra ela escrevi uns versos:
Assis Ângelo na Rádio Globo
https://www.youtube.com/watch?v=bM9STb620l
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
ENTRE AMIGOS
Peter Alouche é um daqueles caras que ao conhecermos logo viram amigo. Foi assim comigo. Faz uns 30 anos que eu o conheço e como tal, amigos.
Pois bem, após a visão sumir dos meus olhos com ela foram também muitos conhecidos. Peter ficou. E sempre sempre conversamos pessoalmente ou por telefone. No último dia de 2018 ele bateu à porta estendendo os braços e o sorriso e conversamos sobre mil e um assuntos. Aliás também sobre a obra- prima As Mil e Uma Noites, um clássico eterno das Arábias. A propósito, Peter que fala muitas línguas esclareceu que a tradução original do título é As Mil Noite Mais Uma. A primeira tradução de As Mil e Uma Noites, traz a assinatura do imperador Pedro II.
Declamei umas coisinhas para o Peter, entre as quais essa aí do link. Clique:
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
CANGAÇO, ONTEM E HOJE
Em1937 o ditador Vargas anistiou o cangaceiro Antonio Silvino.
O tempo passou, e o mesmo Vargas anistiou Volta Seca.
Volta Seca e outros cangaceiros do bando de lampião foram anistiados pelo presidente gaúcho Getúlio Vargas.
Entrevistei alguns cangaceiros no programa Capital Nordeste.
E a vida foi e a vida vai e continua. E Temer, temendo o próximo governo, pôs a caneta no bolso e não escreveu nada: recusou-se a anistiar, a perdoar, quem está preso sem muita culpa.
Corisco, o cangaceiro maior depois de lampião, recusou-se a dar a sua vida à prisão. Morreu dizendo que não se entregaria.
A GRAÇA DE DEZEMBRO, AGOSTINI
Nesse tempo de dizer oi, amigos queridos a mim vieram brincar no espaço que vivo todos os dias. Papo vem , papo vai, uma viola, um violão, uma cuíca, um dizer sim, um dizer não. Isso é dezembro, é janeiro novo, vivendo oi, dizendo sim e janeiro chegando.
Falar como falei agora há pouco, com Renato Teixeira, aquele da Romaria, dizendo oi dizendo sim, estou aí já já. Fevereiro chegarei para conversar.
Por telefone ouvir tantos amigos como Fausto, o cartunista; Rômulo, Expedito Jorge Leite, da Ibrasa; Vital Farias....
E chegando cá em casa, Tinhorão para dizer oi e tomar um vinho, junto com Kadu, do trio Gato com Fome. E minha namorada, Lúcia, batendo tintim com copo de vinho, vindo das bandas de Taubaté. E veja você: Lúcia é ramo filial do Angelo Agostini, aquele dos traços pioneiros , que deram graça ao dia a dia do Pedro imperial.
sábado, 29 de dezembro de 2018
GERALDO VANDRÉ E VITOR NUZZI
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
O ERRO QUE DÁ SAMBA
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
AI-5 NUNCA MAIS!
29 ANOS SEM O REI DO BAIÃO
Hoje, 13 de dezembro, é o dia em que nasceu o rei do baião, Luiz Gonzaga. Isso foi 1912, em Exu PE. Nesse mesmo dia, só quem 1934 nascia Tião Carreiro.
Sábado próximo estarei dizendo umas coisas sobre Luiz Gonzaga. Minha fala já está gravada e irá ao ar no programa Vira e Mexe, da USP, apresentado por Paulinho Rosa.
http://assisangelo.blogspot.com/search?q=luiz+gonzaga
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
A HORA ESTRELA DE CLARICE LISPECTOR
Acabo de ler A Hora da Estrela, obra prima, em que o real e a fantasia se encontram de modo perfeito, sem tirar nem por. Algo como também acontece no romance Os Capitães da Areia, do velho Jorge.
A criatividade de Clarice no seu mundo real é, sem dúvidas, im pres sio nan te!
Primeiro Clarice inventa um narrador: Rodrigo S. M..
Em seguida o narrador por Clarice inventado inventa Macabéa e seu primeiro e único namorado Olímpico de Jesus Moreira Chaves. O sobrenome, como diz o narrador, pura bobagem.
Macabéa é um ser inventado de uma realidade incrível. Ela vem das Alagoas, terra do Graciliano e do meu amigo Audálio Dantas.
Olímpico é paraibano, que nem eu.
Macabéa, uma jovenzinha minguada de nascimento cheia de fome e sonhos que vem aportar na grande cidade do Rio de Janeiro. É lá que se passa a história. Macabéa tem 19 anos de idade quando chega lá.
Órfã, com os pais perdidos ali quando tinha uns 2 ou 3 anos, nada sabe de nada, fez o primeiro ou segundo ano primário. Fala mal e escreve pior. A sorte dela foi fazer um curso de datilografia, por iniciativa da tia ranzinza, que foi não foi lhe dava uns cascudos para que se endireitasse na vida.
No Rio, morando nas proximidades da zona do Mangue, de malandros e prostitutas, Macabéa vai vivendo num quarto de pensão dividido por quatro Marias, todas simples como ela. Uma delas lhe empresta um rádio e Macabéa se informa e se ilustra com a cultura descartável que ouve. Ficou sabendo, por exemplo, que o cavalo é o único animal que não abusa do filho. E um dia ela encontra o paraibano personagem Olímpico de jesus etc. Olímpico, também semianalfabeto, sonha alto, quer ser deputado. Olímpico é uma figura real saída da imaginação de Clarice Lispector. O que dizer mais? o óbvio: A Hora da Estrela é uma obra prima, cujo personagem central se confunde com todas as Marias da vida real e irreal, como a Dora do romance Os Capitães da Areia. E nada mais direi.
Viva Clarice Lispector.
A Hora da Estrela virou filme em 1985, oito anos após lançado o livro. Assista:
PALHAÇO
O palhaço Piccolino paulista de Ribeirão Preto morreu no dia em que nasceu Clarice Lispector, 10 de dezembro. Ele tinha 96 anos de idade, completados no dia 07 de novembro passado. A tristeza e a alegria se misturam. Tudo é palhaçada. Clarice entendia isso per fei ta men te. Ela era no mais das vezes de sentimento publicamente triste. Clarice, como Piccolino se completavam nas suas alegrias de viver. Clarice de câncer. Piccolino de falência múltipla dos órgãos. E viva a vida! Aliás, o dia 10 de dezembro é o dia do Palhaço!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
CÃES E GATOS TAMBÉM TÊM DIREITOS "HUMANOS"
O primeiro ponto em comum entre um homem e um cachorro é que ambos são animais, cada qual com sua linguagem.
Ao correr do tempo, ficou conhecida a frase "o cachorro é o melhor amigo do homem". A questão, porém, é a seguinte:e o homem, será que é o melhor amigo do cachorro? No dia 10 de dezembro de 1948, em Paris, uma assembléia geral da Organização das Nações Unidas, ONU, aprovou um documento que identificava os direitos da espécie humana. Esse documento ficou conhecido como Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em 1931, em Florença, Itália, um Congresso que reuniu ecologistas de várias partes do mundo decidiu que os animais, todos, têm direito à vida etc.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é violentada todo dia em todo o canto.
Prendem-se meninos, meninas, mulheres e homens por nada. Pessoas são torturadas e mortas, como aconteceu há poucos dias com um jornalista na Turquia. No Brasil, brasileiros e brasileiras são mortas que nem moscas, enquanto a impunidade persiste nos rincões do território nacional. O mesmo acontece com cachorro, gato, cavalos, jegues...
O Dia Universal dos Direitos Humanos é comemorado ou lembrado todo dia 10 de dezembro desde 1948.
O Dia Mundial dos Direitos dos Animais é comemorado ou lembrado no dia 4 de outubro, desde 1978.
Uma vez o advogado Sobral Pinto ganhou uma causa ao utilizar a Lei de defesa dos animais a favor de um cliente. Quer dizer: gentes e bichos são iguais perante as leis, mas as leis quase sempre são esquecidas ou atiradas ao lixo, simplesmente.
Em 1973, o cantor Baiano Waldick Soriano fez um sucesso dos diabos com a música Eu Não Sou Cachorro Não, ouça:
O cantor e compositor cearense Falcão, todo cheio de graça, arrancou muita risada com Eu e Meu Cachorro, ouça:
E o que dizer dos gatos, hein? Entre cães e gatos, os gatos são minoria no Brasil. Segundo o IBGE, há 52,2 milhões de cachorros no País. O número de gatos é da ordem de 22 milhões. Os cachorros, têm necessidade de sair, de passear com seus donos, os gatos, não.
Um homem bonito, assim como eu, normalmente é chamado de gato. Aliás, Gato é um personagem interessantíssimo do romance Os Capitães da Areia de Jorge Amado, cuja leitura recomendo.
Uma mulher bonita normalmente é chamada de gata. E por que isso? Porque um gato é um gato e uma gata é uma gata com suas manhas. E por isso cativantes. A foto aí é prova:
DIA DE CLARICE
Clarice Lispector nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, na Ucrânia. Ela chegou ao Brasil com dois meses de vida. Morou em Recife e no Rio de Janeiro e a partir de 1944 passou a ser conhecida no meio literário. Seu livro mais conhecido é A Hora da Estrela, que ela publicou em 1977. Ano da sua morte, aliás, ela morreu um dia antes de completar 57 anos de idade. Clarice era uma mulher incrível. Lembre a escritora no vídeo ao lado.
DOZE ANOS SEM SIVUCA
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
O BRASIL DOS CORONÉIS DE SEMPRE EM ZÉ LINS
Desde 1500, quando oficialmente é chancelada a chegada de Cabral à Costa baiana, vivemos a sofrência indígena, negra etc.
Tempo é tempo. E como tal, parece que tudo continua como antes: os mais fracos, indígenas e negros especialmente, sucumbindo sob o bastão dos poderosos.
Foi aqui, em 1808 que a família real portuguesa, fugida de Napoleão, encontrou guarida.
Antes de 1808 o Brasil era pouco, muito pouco, para Portugal.
O escritor maranhense Aloísio de Azevedo (1857-1913), retratou o que era aquele tempo, seu tempo. O tempo dos negros, o tempo dos pobres, o tempo dos pés no chão.
O Brasil é riquíssimo, eu já disse, até na pobreza com a sua riqueza...
O escritor paraibano José Lins do Rego (1901-1957), estreou no romance realista com Menino de Engenho, o primeiro do Ciclo do Açúcar.
Menino de Engenho trata de uma história, embora realista, fantástica.
Em Menino de Engenho, lançado em 1932, circulam nas suas páginas personagens tocantes. Começa com Major matando a sua mulher, Clarice. A tiros. O menino Carlos, filho do casal, quatro anos, vê a cena chocante que carrega por toda a vida. O pai, assassino, vai prá o Hospício, a mãe pro cemitério e ele, Carlos, Carlinhos, três meses depois da tragédia vai morar no engenho do avô Coronel Zé Paulino. E ali tudo acontece...
Os coronéis dos engenhos sertanejos dão tudo que é possível para os seus descendentes.
Essa realidade ainda ocorre no sertão nordestino, mas está se acabando.
O Sarney, lá do Maranhão, já está vivendo além da conta. Na Bahia, ACM já foi. Nas Alagoas, os Calheiros ainda resistem com todas as putarias possíveis, com apoio do PT. São 26 Estados e um Distrito Federal, capital do Brasil.É como se ainda vivêssemos no tempo das capitanias hereditárias...
Menino de Engenho retrata a vida brasileira do século 19 e começo do 20 e, comparativamente é como se retratasse o 21, este em que vivemos e onde sobrevivem ainda os coronéis engravatados como os deputados federais e senadores, para lembrar o mínimo.
Sinhazinha no romance de José Lins é o cão. Ela bate no Carlinhos sem dó nem piedade, à toa. Ninguém gosta dela. Maria menina, ao contrário é um doce de côco. Judite também. No colo de Judite, Carlinhos começa a pensar besteiras de homem. E com a prima Maria Clara, ele endoidece. E nesse tempo da sua vida, ele tem só 8 anos. Com 12, que é quando termina o romance, ele é mandado para estudar fora do engenho.
Menino de Engenho é um romance fantástico.
Em Menino de Engenho as secas e cheias que machucam violentamente os ricos e os pobres do Nordeste de sempre.
Há um filme e um documentário sobre Menino de Engenho, veja o documentário:
ENCONTRO DE AMIGOS
Os amigos Fausto, Rômulo Nóbrega, Ibes Maceió, o Águia das Alagoas e o craque das ideias Calos Sílvio, estiveram aqui dizendo coisa com coisa. A foto aí mostra esse encontro.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
A REALIDADE EM JORGE AMADO
Pessoas em situação de rua sempre existiram. Diógenes, aquele que morava numa barrica se incluía nessa condição. As narrativas levam a essa conclusão.
No correr de todo o século 19 não era diferente, no Brasil.
No livro A Alma Encantadora das Ruas, que reúne uma trintena de textos impagáveis de João do Rio, essa situação também é explícita. Esse livro foi publicado em 1907/08. Nele o autor mostra que as cadeias já andavam lotadas de homicidas, ladrões etc. Não eram diferentes também os reformatórios, orfanatos e hospícios.
Lembro essa questão após a leitura do clássico Capitães da Areia, de Jorge Amado, lançado em 1937. Nesse livro o autor retrata o dia a dia de uma centena de crianças jogadas à rua. Pedro Bala, um loiro com uma cicatriz de navalha na cara, é o líder do grupo. Tem uns quinze anos. Os outros personagens são tão visíveis na trama jorge amadiana quanto as ondas do mar que lambem as praias da Bahia. Gato, bonitão e elegante, anda bamboleando nos cabarés e chamando a atenção das quengas. Uma delas, Dalva, rende-se a seus encantos e termina sendo por ele explorada, sexualmente. O professor é outro personagem incrível. Ele passa a noite lendo a luz de vela. Prá si e prá seus companheiros de aventuras.
Em Capitães da Areia a violência policial é marcante.
O personagem Sem Pernas pode ser comparado a qualquer um aleijado. Naquele tempo não havia essa coisa de cadeirante. Aleijado era aleijado, cego era cego, mudo era mudo.
Sem Pernas era órfão e muito cedo caiu na rua. Ele, na trama de Jorge Amado, é o espião do grupo. Quer dizer, era quem infiltrava-se numa casa de gente rica prá anotar dela os pontos fracos, passíveis de invasão. E aí é quando o leitor é tocado pelos passos de Sem Pernas. Ele é ocasionalmente "adotado" por Dona Ester e seu marido, o advogado Raul. E mais não conto.
O bulling também está presente nesse romance do autor baiano. A pederastia e tudo mais.
É muito bonito esse livro. É um romance realista.
O mais novo integrante do bando de Lampião, Volta Seca, também passeia nas páginas de Capitães de Areia. Há muito o Brasil é como um dos meninos do bando de Pedro Bala: abandonado.
Em São Paulo há entre 20 e 25 mil pessoas em situação de rua. Desse total, 3% são crianças.
A população de São Paulo cresce, anualmente, 0,7%, enquanto a população em situação de rua cresce 4,1% no mesmo período. Quer dizer: os capitães da areia se multiplicam como a miséria no Brasil. A propósito, dados divulgados hoje indicam que o número de pessoas que sobrevivem abaixo da linha da pobreza, no Brasil, anda num crescente.
A mais recente pesquisa do Banco Mundial indica que o número de pobres no Brasil pode chegar a 3,6 milhões até o final deste ano.
QUE NEM GENTE
Foi morta sem razão. Umas porradas desferidas com a violência do mundo levou a morte uma cachorrinha sem nome. O caso ocorreu semana passada, em área própria de um supermercado Carrefour em Osasco, região da grande São Paulo. O assassino ainda não foi preso, mas já está mais do que claro que faz parte do corpo de segurança desse supermercado. Caso seja preso e condenado, o criminoso pode pegar uns 3 anos e cumprir a pena solto, sem tornozeleira. São os absurdos da vida, repetidos no dia a dia de todo canto. Sobre cães leias mais:
domingo, 2 de dezembro de 2018
MÚSICA, LIVRO E FEIJOADA NO JARDIM DE SORAYA

Mais uma vez reencontrei amigos queridos como Elifas Andreato, Sérgio Gomes, o Sérgião;Vanira Kunk e sua filha Mariana, Eduardo Ribeiro, Marco Aurélio, José Roberto e o diretor do hospital Premier, Samir Salman. Foi ontem 1(registro acima) no começo da tarde, no centro cultural jardim de Soraya, localizado na zona sul da Capital paulista. Sobre o palco do jardim apresentou-se o grupo feminino Ilu Obá de Min. Aí abaixo uma pequeníssima mostra da apresentação das mulheres que formam esse grupo.
O pretexto desse reencontro foi o lançamento do livro Empoderadas (Mulheres eternas, corpo a corpo com a vida), do amigo jornalista Palmério Dória.
Esse novo livro de Dória trata, como sugere o título, de mulheres que se destacaram na sociedade do tempo em que viveram no Brasil e fora do Brasil. Entre essas mulheres a compositora e instrumentista Francica Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935) que entrou para a história de nossa música como Chiquinha Gonzada; Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962); a psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999); Maria da Penha; Marielle Franco e até a deputada paraibana, Luiza Erundina, até a cantora Josephine Baker, que chegou a gravar música do mineiro Ary Barroso, se acha lá.
Empoderadas é um livro que se lê de um só fôlego, pois a leitura flui fácil, fácil. Nessa coisa de escrever Palmério Dória é craque.
O reencontro no jardim de Soraya findou com uma belíssima feijoada e caipirinha.
Achei apenas uma falha no livro , a falta de numeração das páginas. Ah, não custa dizer, senti falta de textos sobre Maria dos Reis e a poeta Potiguar, Nízia Floresta. Andei escrevendo sobre ela,confiram:
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