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sábado, 11 de setembro de 2021
O 11 DE SETEMBRO EM CORDEL
Naquela manhã de setembro de 2001, eu acabara de tomar café e já me preparava pra sair. Da televisão ligada, ouvir o apresentador Carlos Nascimento(GLOBO) narrar algo que a mim pareceu de momento um terrível pesadelo ou sei lá!
Naquela manhã de setembro de 2001, o mundo registrava nas páginas da história o mais violente ataque de aviões a dois arranha-ceus da cidade de Nova York.
Terror.
O ataque dos terroristas da Al Qaeda deixou quase 3 mil mortos e uma montanha de ferro retorcidos.
Eu vi, naquele tempo os meus olhos ainda viam. Hoje, vejo com a memória.
As cenas que os meus olhos viram estão todas guardadas na memória.
Dói constatar o ódio que aflora nas pessoas. Meu Deus!
Todas essas histórias tristes e de tragédias ocorridas no decorrer do tempo, ficam registradas também em folhetos de cordel.
O ataque às Torres Gêmeas foi registrado em folhetos, livros, cinema e tal.
Muitos folhetos de cordel foram escritos e publicados no Brasil. O primeiro dele foi, provavelmente, feito na capital paulista pelo cearense Klévisson Vianna e o mineiro Téo Azevedo. O assunto renderia outro folheto de Klévisson(ao lado), escrito com o irmão Ariovaldo Vianna(1968-2020).
LEIA MAIS: TRAGÉDIAS INSPIRAM ARTISTAS
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
FORRÓ PARA ANASTÁCIA
Flores em vida, já dizia Nelson Cavaquinho (1911-1986) no samba
Quando Eu Me chamar Saudade.
Há muitos brasileiros e brasileiras talentosos. Carlos Gomes
(1836-1896), o maestro, foi o primeiro grande compositor operístico das
Américas. Era de Campinas, SP.
Muitos artistas, professores e
cientistas nascidos no nosso País não receberam as devidas homenagens em vida.
Isso precisa mudar.
Sempre fui a favor de palmas em vida.
Já
compus com parceiros músicas ressaltando o valor e a criatividade de grandes
brasileiros como Luiz Gonzaga (1913-1989), Geraldo Vandré, Rosil Cavalcanti
(1915-1968), Inezita Barroso (1925-2015) e agora Anastácia.
Há pouco, Jorge Ribbas e eu compusemos Forró para Anastácia. Até aqui, ninguém havia composto obra especialmente em homenagem a essa artista. Tomara que ela goste do que fizemos. A música consta de um EP que já se acha em todas as plataformas. Jorge explica: "'Mantendo a chama' possui uma música minha em parceria com Assis (Forró para Anastácia). A criança da capa (minha neta) remete à esperança da tradição como polo de sustentação de identidade e pertencimento a um lugar, representada pela roupa e pelo chuveirinho (fogos de artifício) típicos dessa época. Essa caracterização introduz ao áudio do forró pé-de-serra bem tradicional, identificado pelos ritmos do xote e do baião". Ouça:
FESTIVAL MEC
Jorge Ribbas, doutor em música pela Universidade da Paraibana, está participando do festival da Rádio MEC. A música inscrita e classificada é Pentagonia. Diz Jorge: "'Pentagonia' compus em homenagem à influência do filósofo grego Pitágoras na música e na cultura ocidental".
O resultado do festival da Rádio MEC sairá no próximo 23/9. Ouça: PENTAGONIA
LEIA MAIS: ANASTÁCIA, PRINCESA OU RAINHA? • ANASTÁCIA CHEIA DE GRAÇA • HOJE É DIA DA BRASILEIRA ANASTÁCIA • O ROCK TEM CRONISTA: JORGE RIBBAS • ROSIL CAVALCANTI PARA BONS OUVIDOS • JORGE RIBBAS, UMA HISTÓRIA CIDADÃ
SÓ BOBO ACREDITA NA CARTA DE BOLSONARO
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil
Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas
Praga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer
Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente
O Brasil está morrendo
Nas garras do presidente...
... Presidente também morre
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
A cadeia te espera
Presidente matador
Quem apanha hoje é caça
Amanhã é caçador
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER VER...
A TERRA AOS DONOS DA TERRA
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
TUDO PELA DEMOCRACIA!
O presidente Bichonaro ou Bolsonaro, sei lá! Continua alimentando seus seguidores abonados a incendiar o país em nome do "povo". Vejam só!
O atual presidente da República, eleito pelas urnas, é uma besta quadrada. Na verdade, um bufão. Um sujeito sem temperança, sem alegria, sem futuro. É o mal em pessoa. Um enviado dos infernos, um piolho do Cramunhão. Mas ele não chegará a canto nenhum, ao contrário: voltará a berda de onde surgiu. Ele e os seus filhotes.
As instituições democráticas estão atentas ao comportamento desse falastrão, idiota e bufão que tanto fala, fala e fala.
Palavras bobas o vento leva e a história registra os horrores na sua lata de lixo.
Bichonaro ou Bolsonaro, sei lá! É politicamente um lixo.
O presidente do STF, Luís Fux, abriu a sessão do tribunal fazendo um belo preâmbulo em torno da Democracia. Lá pras tantas, disse que ninguém "Ninguém, ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor, perseverança e coragem. No exercício de seu papel, o Supremo Tribunal Federal não se cansará de pregar fidelidade à Constituição e, ao assim proceder, esta Corte reafirmará, ao longo de sua perene existência, o seu necessário compromisso com o regime democrático, com os direitos humanos e com o respeito aos poderes e às instituições deste país".
Leia os principais pontos do discurso de Fux:
"Nós, Ministras e Ministros do STF, sabemos que nenhuma nação constrói a sua identidade sem dissenso. A convivência entre visões diferentes sobre o mesmo mundo é pressuposto da democracia, que não sobrevive sem debates sobre o desempenho dos seus governos e de suas instituições.
Nesse contexto, em toda a sua trajetória nesses 130 anos de vida republicana, o Supremo Tribunal Federal jamais se negou – e jamais se negará – ao aprimoramento institucional em prol do nosso amado país.
No entanto, a crítica institucional não se confunde – e nem se adequa – com narrativas de descredibilização do Supremo Tribunal e de seus membros, tal como vem sendo gravemente difundidas pelo Chefe da Nação.
Ofender a honra dos Ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas, ilícitas e intoleráveis, em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumirmos uma cadeira na Corte.
Infelizmente, tem sido cada vez mais comum que alguns movimentos invoquem a democracia como pretexto para a promoção de ideais antidemocráticos. Estejamos atentos a esses falsos profetas do patriotismo, que ignoram que democracias verdadeiras não admitem que se coloque o povo contra o povo, ou o povo contra as suas instituições.
Todos sabemos que quem promove o discurso do “nós contra eles” não propaga democracia, mas a política do caos. Em verdade, a democracia é o discurso do “um por todos e todos por um, respeitadas as nossas diferenças e complexidades”.
Povo brasileiro, não caia na tentação das narrativas fáceis e messiânicas, que criam falsos inimigos da nação. Mais do que nunca, o nosso tempo requer respeito aos poderes constituídos. O verdadeiro patriota não fecha os olhos para os problemas reais e urgentes do país. Pelo contrário, procura enfrentá-los, tal como um incansável artesão, tecendo consensos mínimos entre os grupos que naturalmente pensam diferentes. Só assim é possível pacificar e revigorar uma nação inteira.
Imbuído desse espírito democrático e de vigor institucional, este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções.
Os juízes da Suprema Corte – e todos os mais de 20.000 magistrados do país – têm compromisso com a sua independência, assegurada nesse documento sagrado que é a nossa Constituição, que consagra as aspirações do povo brasileiro e faz jus às lutas por direitos empreendidas pelas gerações que nos antecederam.
O Supremo Tribunal Federal também não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões. Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do Chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar um atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional. Num ambiente político maduro, questionamentos às decisões judiciais devem ser realizados não através da desobediência, não através da desordem, e não através do caos provocado, mas decerto pelos recursos, que as vias processuais oferecem.
Ninguém, ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor, perseverança e coragem. No exercício de seu papel, o Supremo Tribunal Federal não se cansará de pregar fidelidade à Constituição e, ao assim proceder, esta Corte reafirmará, ao longo de sua perene existência, o seu necessário compromisso com o regime democrático, com os direitos humanos e com o respeito aos poderes e às instituições deste país.
Em nome das Ministras e dos Ministros desta Casa, conclamo os líderes do nosso país a que se dediquem aos problemas reais que assolam o nosso povo: a pandemia, que ainda não acabou e já levou 580 mil vidas brasileiras.
Devemos nos preocupar com o desemprego, que conduz o cidadão ao limite da sobrevivência biológica; a inflação, que corrói a renda dos mais pobres; e a crise hídrica, que se avizinha e que ameaça a nossa retomada econômica.
Esperança por dias melhores é o nosso desejo e o desejo de todos. Mas continuamos firmes na exigência de narrativas e comportamentos verdadeiramente democráticas, à altura do que o povo brasileiro almeja e merece.
Não temos mais tempo a perder."
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terça-feira, 7 de setembro de 2021
RODA VIDA OMITE AUDÁLIO DANTAS
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O 7 NA VIDA DA GENTE
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
LIBERDADE DE EXPRESSÃO, UM DIREITO DE TODOS
VIVA O ALFAIATE!
No dia 6 de setembro de 1945, na semana do fim da 2ª Guerra Mundial, o sanfoneiro e cantor Luiz Gonzaga lançava à praça mais um disco de 78 RPM. Nesse disco se achava a gravação da cantiga Cortando o Pano, de Miguel Lima e J. Portela. Essa música registra o cotidiano de um alfaiate.
Peço desculpas pelo meu engano
Sou alfaiate do primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando o pano
Quando ele acerta, a roupa não convém
Quando ele acerta, a roupa não convém
Ficou curtinho, porque houve engano
Sou alfaiate de primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando o pano
Quando ele acerta, a roupa não convém
Quando ele acerta, a roupa não convém
Vai cortando o pano (vou cortando o pano)
E se estragar o pano (vou cortando o pano)
Vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Vai cortando o pano (vou cortando o pano)
E se queimar o pano (vou cortando o pano)
Vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Se chegar o Fulano (vou cortando o pano)
E se chegar o Sicrano (vou cortando o pano)
Mas vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Mas vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Tá me perturbando, peste
Eu sou valentão
Mas faço roupa pra qualquer fulano
Só não acerto quando há engano
Se Deus ajuda, o terno sai bacano
Não faço roupa pra qualquer fulano
Também não corto pra você, baiano
Eu sou valente, sou pernambucano
Aperto o dedo, sai logo o tutano
Sou alfaiate do primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando o pano
E se chegar Seu Mano (vou cortando o pano)
Mas vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Mas vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Vai cortando o pano (vou cortando o pano)
Se chegar o Fulano (vou cortando o pano)
E se chegar o Sicrano (vou cortando o pano)
Mas vai cortando o pano (vou cortando o pano)
sexta-feira, 3 de setembro de 2021
TEMPOS NERVOSOS
O Brasil tem um presidente que só pensa naquilo: reeleição.
Ouço no rádio notícia dando conta de que quadruplicaram as brigas, desacertos, desamores e tudo mais entre as pessoas de todos os sexos, neste País múltiplo.
Cá em casa, o telefone toca e toca e chego a tempo de atender o seu triiiiiimm. É Fausto, o bom Fausto dizendo que gostou do texto que acabo de publicar no newsletter Jornalistas&Cia. Escrevi sobre o número sete na nossa vida. E conversa vai, conversa vem, Fausto diz que está difícil entender as pessoas. "O Bolsonaro tá mexendo com a cabeça de muita gente, loucamente", diz lembrando que alguns amigos parecem ouvi-lo em grego: "Está todo mundo nervoso, irritado, sem paciência sequer para atender os amigos. Até onde vai isso?", pergunta.
Logo depois do Fausto, liga a querida cantora Celma (da dupla Célia e Celma). "E aí moço, por onde andas que não atendes? Já ligamos várias vezes e nada", diz acrescentando: "Estamos com saudade. Célia manda um abraço e o Severo, também".
Nessa mesma linha, o cantor e compositor Jorge Mello telefona perguntando: "E aí macho, não está mais atendendo o telefone?".
É claro que atendo a todos com todo carinho, com toda beleza, com todo respeito e agradecimento.
É bom falar, é muito bom falar.
Essa maldita pandemia que ainda continua provocando mortes em todos os continentes é, certamente, um dos motivos que tem levado as pessoas a se comportarem de modo, digamos, incivilizado.
Outro dia, achei de ligar a uma amiga em Pernambuco. Pessoa ótima. E com saudade, disse: Estou com saudade. Já liguei várias vezes, mas o triiim foi em vão. Para a minha surpresa, ouvi: "Não gosto de cobrança!".
Eu também não gosto de cobrança, portanto procuro não fazer dívidas.
Essa coisa de cobrança é coisa do Capitalismo.
O Capitalismo é um horror, mas sabemos: é o que há, pois o socialismo, o comunismo, nas suas origens, não deu certo. Tanto que Marx (1818-1883) morreu pobre de dar pena.
Aliás, essa história de Marx me lembrou de uma coisa: Marx teve com sua mulher, Jenny, 7 filhos. Quando um deles morreu, Marx não tinha dinheiro nem pra comprar o caixão.
Mas voltemos, saudade é coisa boa.
Essa história de matar saudade eu sou contra. Ouçamos:
domingo, 29 de agosto de 2021
LOUCURAS DO MUNDO
sábado, 28 de agosto de 2021
EU E OS MEUS BOTÕES (11)
"Estou encantado, encantadíssimo, com o desempenho dos brasileiros nos Jogos Paralímpicos", disse com os olhos brilhando num sorriso de canto a canto o jovem Barrica. "O mano tem razão. É tudo muito bonito de se ver", acrescentou Biu.
De fato, os nossos representantes em Tóquio têm nos dados muita alegria e exemplos de vida. Eu disse em voz alta, sem querer. Automaticamente. Batendo palmas, Lampa concordou: "o que a Thalita fez foi brincadeira! Adorei vê-la disputando os 400 metros rasos, ao lado do treinador, confesso que fiquei sem palavras. Fiquei sem ação. Na verdade, chorei foi muito", desabafou Lampa voltando a cutucar as unhas com o seu punhal de estimação.
"E ela é cega, não vê nada. Que menina!", foi a hora de Mané falar.
Zé, por sua vez, pegando carona na fala de Mané disse: "e vocês viram também o desempenho da pernambuquinha Ana Carolina nos 100 metros borboleta e do Wendell Belarmino?".
Claro que todos vimos o belo desempenho desses nossos atletas.
Quieto até então, Zoião, informou: "Até agora, em quatro dias já faturamos 23 medalhas. Seis das quais, de ouro".
"Eu acho que a gente vai faturar umas 50 medalhas. Ou mais", arriscou Jão entusiasmado. "Até o próximo dia 5 muita coisa boa vai acontecer com o pessoal lá em Tóquio", acrescentou.
Claro que tudo isso é muito bom, tudo isso é bom demais, mas o mais importante é estarmos lá. É muita experiência, muita beleza, categoria, força e fé em jogo que os atletas portadores de deficiência estão nos dando.
Abaixo, três dos nossos campeões.
Carolina, Thalita e Wendell:
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
O BRASIL NÃO PRECISA DE SANGUE NAS RUAS
ENQUANTO ISSO...
EU E OS MEUS BOTÕES (10)
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