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| Fotos de Jorge Araújo |
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| Encontro entre Assis, Ana Maria, Mariana e Vanira |
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| Assis Ângelo e Elifas Andreato |
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| Fotos de Jorge Araújo |
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| Encontro entre Assis, Ana Maria, Mariana e Vanira |
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| Assis Ângelo e Elifas Andreato |
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| Fotos de Jorge Araújo |
O consumismo desenfreado enlouquece qualquer sociedade, a nossa inclusive
Nesses tempos loucos, completamente louco, em que o material se sobrepõe sobre o espiritual, caminho não há, a não ser o da tragédia coletiva: o fim sem começo.
A morte é parte inseparável da vida.
A vida faz parte da morte e vice e versa.
É simples entender isso, só não entende quem não quer.
Milhões de pessoas morrem e nascem todos os dias. Nascem mais do que morrem.
Hoje 24 faz um mês que a morte levou a vida de dois amigos queridos: o jornalista José Antônio Severo e o editor de livros José Xavier Cortez.
A madrugada daquela fatídica sexta de setembro nos deixou a todos tristes.
Severo, gaúcho, foi editor e diretor de jornais e revistas em São Paulo, principalmente.
Sob a batuta de Severo, o jornal Gazeta Mercantil, já extinto, fez história no seu tempo. E história também fez na também revista Realidade.
Muita coisa o Severo fez no campo do jornalismo.
Cortez, nordestino de Currais Novos, RN, foi agricultor e marinheiro cassado pelos milicos em 1964.
Esse nordestino arretado foi amigo do revolucionário do Barão do Mar. Mas essa é outra história...
Cortez deixou uma editora com seu nome. Famosa. Cortez, aliás, dá nome a uma escola na zona sul de São Paulo.
Os dois, Severo e Cortez foram sábios.
Era muito bom falar com Severo. Aprendíamos.
Poucos meses antes de partir "praquela" viagem sem volta, Cortez distribuiu o que tinha de objeto pessoais, roupas inclusive, a quem precisava. E era muita coisa. E de grife, que não usava.
Isso fez-me lembrar de Cornélio Pires(1884-1958).
Cornélio era paulista de Tietê. Foi um dos maiores brasileiros que marcou presença fortíssima no campo da cultura popular.
Entre 1929 e 1931, Cornélio produziu e gravou 52 discos de uma série da extinta gravado Colúmbia com seu nome.
Essa história de vida de morte tem que ser encarada com naturalidade, discutida até.
Tudo na vida (e na morte) é normal. A morte é a única certeza da vida.
Pois é, só não ver quem não quer ver.
Clique: https://www.youtube.com/watch?v=MlDIfRoU8x8&t=105s
Não é raro, mas é curioso: um paraibano nascer em Minas Gerais, crescer e
correr mundo como se tal fato não houvesse ocorrido.
Esse é exatamente o
caso do cantor, compositor e instrumentista Jarbas Mariz. “Eu nasci num lugar
chamado Aimorés, em Minas, mas com poucos meses de vida fui levado para a
Paraíba. Meus pais são sertanejos, mas eu me criei em João Pessoa”, diz rindo
o inquieto artista que há mais de 30 anos acompanha mundo afora o músico
baiano Tom Zé. “A primeira vez que nos encontramos, eu e Tom, foi na Funarte,
em Sampa. Foi uma ótima conversa e logo estava ele a me dirigir num palco”,
relembra o artista.
Além da curiosidade de ter nascido no interior de
Minas, Jarbas conta que há várias outras curiosidades na sua vida: “Comecei
tocando coisas da jovem guarda, até definir o que eu de fato queria”.
A
trajetória artística de Jarbas Mariz começa a ganhar força no começo dos anos
de 1970, quando Lula Côrtes (1949-2011) e Zé Ramalho bateram a sua porta. “A
partir daí, o papo fluiu fácil e logo viramos amigos”, é Jarbas falando.
Não
demorou e logo os dois passaram a ensaiar, com outros músicos, o repertório
para um álbum duplo sob o título de
Paêbirú.
Desse
disco participaram vários artistas iniciantes à época, como Alceu Valença,
Geraldo Azevedo e Zé da Flauta. Curiosidade: uma enchente carregou Capibaribe
abaixo mais de 1.000 cópias de Paêbirú. Sobraram uns 300. Hoje, cada exemplar
desse disco está cotado no mercado pela bagatela de 10.000 reais.
A
respeito, até um documentário já foi feito. Título:
Nas paredes da pedra encantada, por Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim
O tempo foi passando e uma
banda foi criada para acompanhar Tom Zé por aí afora. Quer dizer, no Brasil e
Exterior.
Iniciavam-se os anos de 1990.
Um ano antes, Tom havia conhecido na Bahia
o músico norte-americano David Byrne.
Byrne, ex-líder do grupo Talking
Heads, criara um selo musical (Luaka Bop) e nele o encaixaram. “E a partir
daí, começamos a fazer shows e preparar músicas para o primeiro disco
internacional de Tom Zé”, é Jarbas de novo falando.
O primeiro disco
internacional de Tom,
The Hips of Tradition, foi lançado em 1992.
Jornais de várias partes do mundo o aplaudiram,
enaltecendo a qualidade do artista e dos músicos que o acompanharam.
A
partir daí, a agenda de Tom Zé e de Jarbas, por consequência, cresceu que nem
bolo fermentado.
“Nesses 31 anos que estamos juntos, eu e Tom, já nos
apresentamos na Argentina, Chile, Canadá, Estados Unidos e muitos países da
Europa, como Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Suíça,
Holanda e Inglaterra e por último no Japão em 2019”, recapitula Jarbas
Mariz.
Por todo canto que esses dois vão com banda e tudo, e muita
criatividade, recebem cobertura da imprensa. Viraram fregueses do
The New York Times, por exemplo.
Na banda que acompanha Tom Zé, Jarbas canta e toca viola
de 12 cordas, percussão e bandolim.
Pra bandolim, ele criou uma afinação
especial. “Afinação muito própria, personalíssima”, revela orgulhoso e um tom
de satisfação.
Com Tom, Jarbas gravou 15 CDs, 6 DVDs e 2 filmes:
Fabricando Tom Zé e
Tom Zé, Astronauta Libertado.
Nas últimas 3 décadas, pouco antes até, Jarbas Mariz dividiu o palco
com Jackson do Pandeiro, com quem fez 32 shows; Cátia de França, Pedro Osmar,
Quinteto Violado, Paulo Diniz, Anastácia, João do Vale, Alceu Valença,
Orquestra Jovem Tom Jobim, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Bocato, Oswaldinho do
Acordeon, Elba Ramalho e até o grupo paulistano Demônios da Garoa.
Fora a
participação nos palcos, Jarbas já teve músicas gravadas por Marinês, Gilberto
Gil, Chico César, Lula Côrtes, M4J, Renato Lellis, Fúba, Marco Mendes e Eliane
Camargo. Agora mesmo, ele está pondo ponto final no seu 8º disco de carreira.
Título: Jarbas Mariz, com participações de Chico César, Zé Ramalho e Crônica
Mendes.
Seus discos anteriores são Transas do Futuro, Bom Shankar
Bolenath, Vamos lá pra Casa, Forró do Gogó ao Mocotó, Num lugar de La Mancha,
Do Cariri pro Japão e Pare Olhe Escute.
Esses discos se encontram em
todas as plataformas digitais.
Jarbas Mariz está na estrada há 50 anos,
30 dos quais ao lado da companheira Ângela Tamaso. “Ângela cuida de tudo que
faço, sem ela não haveria agenda nem nada”, conclui numa risada esse mineiro
da Paraíba.
INFORME-SE MAIS, CLICANDO: JARBAS MARIZ NA CONECTADOS • HIROSHIMA, MEU AMOR • CORRIDA PARA O NADA
LEIA MAIS:
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| Na ordem: Musique du Nordeste, volumes 1 e 2; Brésil: Cantadores Repentistas, Fête de Rue du Nordeste e Aboio & Embolada. Todos produzidos por Teca |
O famoso monumento a Cristo, instalado no morro do Corcovado, do Rio, foi
inaugurado no dia 12 de outubro de 1931. Mede de altura 30 metros, além do
pedestal. Peso: 1145 toneladas, só a cabeça 30 toneladas.
No dia marcado
da inauguração, o inventor Guglielmo Marconi (1874-1937) fora escolhido para
acionar o sistema que, da Itália, iluminaria o Cristo.
Do Brasil, O
magnata da imprensa brasileira, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de
Mello (1892-1968), saudando Guglielmo escreveu na revista O Cruzeiro: “No
instante em que iluminais o monumento de Jesus Cristo, os católicos
brasileiros saúdam em vós a faísca do gênio latino que descobriu e construiu o
novo mundo”.
Mas o sistema que Guglielmo acionaria para iluminar o
Cristo não deu certo.
A postos, no Rio, estava Rinaldo Franco da equipe
do engenheiro Gustavo Corção. E aí deu tudo certo. Tudo iluminado. Uma
maravilha!
A ideia de construir o Cristo Redentor foi de um padre francês
chamado Pierre-Marie Boss, de quem pouco se sabe. Esse padre escreveu um poema
no qual expõe a ideia de construir o monumento:
“Oh Corcovado! Lá
se ergue o gigante de pedra, alcantilado, altaneiro e triste, como
interrogando o horizonte imenso... Quando virá?... Há quantos séculos
espero!... Sim, aqui está o pedestal único no mundo! Quando virá a estátua,
como eu colossal, imagem de quem me fez? Ai, Brasil amado!... Acorda depressa,
levanta naquele cume sublime a imagem de Jesus Salvador…”
A ideia
de construção de Cristo, no Corcovado, começou a ganhar forma em 1921. O
presidente da época era o paraibano Epitácio Pessoa (1919-1922).
Campanhas
para arrecadar dinheiro para a construção do Cristo foram promovidas pela
Igreja. Ao fim, foram arrecadados cerca de 2,5 contos de réis.
Em moeda
de hoje, os 2,5 contos de réis equivalem a 9,5 milhões de reais.
Os
responsáveis pela obra foram o desenhista Carlos Oswald, Heitor da Silva Costa
e Paul Landowsky.
O monumento ao Cristo tem inspirado poetas,
romancistas, cineastas, cantores e compositores da música popular como Billy
Blanco,
Tonico e Tinoco,
Trio Nordestino,
Alcione, Ivete Sangalo, Capital Inicial…
Zélia Duncan cantou, a seu modo,
o Cristo:
Você sabia, meu amor
Que da minha janela
Eu vejo o Cristo
Redentor?
Ele tá sempre lá em cima
Até parece um imenso
imã
Colado nas noites e manhãs
Será que de lá
Ele aqui me
vê
De braços abertos
Cantando pra você?
Tom Jobim, que junto com Billy Blanco escreveu Sinfonia do Rio de
Janeiro, compôs também, sozinho, Corcovado. Essa música, de estilo
bossanovista, foi gravada em vários idiomas: inglês (Frank Sinatra
e Sarah Vaughan),
italiano (Andrea Bocelli)...
Em 1956, o mexicano trio Los Panchos gravou o bolero
Cristo Del Rio, de
autoria de Chucho Navarro. Letra:
Com a cadência do teu ritmo brasileiro,
Com o arrulho da tua brisa
tropical,
Com o encanto do teu Rio de Janeiro
Brasil precioso, tua
beleza é sem igual,
pois além das tuas mulheres tão formosas
e dos
teus cantos que são hinos ao amor,
tu tens a fé que te faz boa e
generosa,
a fé preciosa do teu Cristo Redentor.
Cristo do
Rio, Cristo do Rio,
Permite-me que eu pague teu amor com o meu.
Cristo
do Rio do Corcovado,
por ti, Brasil precioso, estou apaixonado.
Permite
pois, Brasil precioso, que eu te cante,
com tua São Paulo que é
progresso e esplendor,
Belo Horizonte com Recife e com Bahia
estão
unidos pela fé do Redentor,
porque na terra mexicana que te canta,
Brasil
precioso de beleza sem igual,
há uma fé de nossa Virgem soberana,
guadalupana
que nasceu no Tepeyac.
Cristo do Rio, Cristo do Rio,
Permite-me
que eu pague o teu amor com o meu.
Cristo do Rio do Corcovado,
por
ti, Brasil precioso, estou apaixonado.
Em 2007, a fundação Suíça New 7 Wonders promoveu um concurso que
elegeu o Cristo Redentor uma das 7 maravilhas do mundo. As outras 6 são
O monumento ao padim Ciço, em Juazeiro do Norte, CE, tem 27 metros de
altura. Mas é essa é outra história…
OUÇA:
PINTO EM DISCOS
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| Nêumanne num de livro do Assis |
José Nêumanne Pinto é um jornalista paraibano. Dos melhores.
Além de jornalista, esse Zé é poeta. Dos bons.
Esse Zé também é poliglota, pois tem a boca cheia de línguas.
Um dia uma repórter da BBC de Londres, cujo o nome ora me escapa, pediu-me uma entrevista em inglês sobre cultura popular. E eu, ai, ai. Disse-lhe que falo mal até na minha língua, mas que eu tinha/tenho um amigo craque na língua de Bush. Dei-lhe o nome. E lá foi o querido Zé, esse aí Nêumanne, atender a colega jornalista. E falou bonito.
Nêumanne tem muitos livros.
É poeta esse Pinto
Como o Pinto de Monteiro
Com viola ou sem
viola
Com rabeca ou sem pandeiro
Esse Pinto quando pinta
Faz
bagunça no terreiro
É metido esse Pinto
Em todo canto quer
estar
Mexe daqui, mexe dali
Já marcando o seu lugar
Esse
Pinto não é mole
Nem cresceu, já quer brigar
Esse Pinto já
tem pinta
Pra com ele vadear
Vadeando ele vai
Todo ancho a
rebolar
Ai, ai, ai, que Pinto besta!
A onde ele quer chegar?
Há uns anos, fins do século passado, gravei um CD declamando coisas minhas e
de outros (capa ao lado). Entre esses outros, o Nêumanne.
O CD com o poema do Nêumanne saiu pelo selo/gravadora El Dorado. E o poema é
esse aí, que declamo com Zé Ramalho:
"Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira...".
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| Capa do livro Carlotinha, ilustrado pelo cartunista Fausto |
"A personagem Carlotinha foi criada em 2013, em forma de tira diária e depois virou um álbum.
Trata-se de uma personagem infantil ( uma menina de 9 anos ) com seu gatinho Maio!
Ela mora na Praça do Sorriso e tem uma galerinha de queridos amigos. Adora a escola, os animais e a natureza.
A criação desse personagem foi uma forma de retratar um pouco de minha infância e homenagear todas
as crianças. A Praça do Sorriso aonde mora a Carlotinha, pode ser uma praça em todas as cidades do mundo, com
todas as belezas e os encantos: principalmente para os pequenos!"
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Anna da Hora (assistente de Assis), Falcão e Assis, nos traços de Fausto Bergocce |
O programa Leruaite tem um quadro em que o cego Valdecir apresenta a previsão
do tempo. “E ele jurando, diz: Se for mentira, eu cegui!”, conta o gracioso
cantador de lorotas do Ceará.
Falcão já participou de alguns filmes,
dentre os quais Cine Holiúdy. “Eu interpreto um cego que é doido por cinema e
de cinema sabe tudo. É um barato!”, disse o aplaudido cearense revelando que
está concluindo as gravações de uma nova temporada que estreará em breve na
telinha da Plim, Plim. “Estou gostando dessa brincadeira”.
Completando
este ano três décadas de carreira, Falcão lembra que o primeiro disco (LP),
gravou de modo independente, em Fortaleza. “Esse disco,
Bonito, Lindo E Joiado, foi relançado pela extinta Continental. Depois gravei mais dois LPs.
Títulos:
O Dinheiro Não É Tudo, Mas É 100%
e
A Besteira É A Base Da Sabedoria”.
E projetos é o que mais tem. “Se for preciso, a trilha sonora do meu
novo filme será toda minha. Uma das músicas que acabo de compor é Horrível de
Linda”, conclui Falcão alisando o girassol pregado no peito,
espalhafatosamente.
E mais não disse.
Abaixo a abertura da série
Cine Holiúdy, com Falcão e Elba Ramalho. Coisa boa! Confira:
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| Dominguinhos em uma de suas várias visitas ao programa São Paulo Capital Nordeste |
O atual presidente da República botou o Brasil de pernas pro ar, isto é: de bunda pro mundo, que ri tirando sarro da gente. Pena.
O Repórter Esso, que tinha como slogan “Testemunha Ocular da História”,
estreou no Brasil há 80 anos: 28 de agosto de 1941, na Rádio Nacional.
Esse
programa já existia nos EUA desde 1935.
Para melhor ilustrar essa
história, peço licença à quem me acompanha neste espaço para dizer que também
assinei belos furos.