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quarta-feira, 27 de setembro de 2023
CLIMA EM BRASA EM BRASÍLIA
terça-feira, 26 de setembro de 2023
DIA DO RÁDIO É TODO DIA
ONHONHA PARA DIAS TOFFOLI
"Eu fiz uma crítica muito dura sim à Justiça Eleitoral e especificamente ao corpo técnico da Justiça Eleitoral, que reiteradamente não se atém aos aspectos técnicos da prestação de contas. Coloca a vontade, faz interpretações e fere jurisprudências"
"Por que que eu digo que o país e a nação brasileira teve a graça de ter Antonio Augusto Brandão de Aras? Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de sua Excelência, Augusto Aras, talvez nós não estivéssemos aqui, nós não teríamos, talvez, democracia"
JULIO LANCELOTT
segunda-feira, 25 de setembro de 2023
ONHONHA PRA GLEISI HOFFMANN!
Ouvi há pouco a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, desqualificar alto e bom som o trabalho fantástico e necessário pró-Democracia que o nosso Tribunal Superior Eleitoral, à frente o ministro Alexandre de Moraes, tem desenvolvido.
Se o TSE não tivesse enfrentado com rigor e determinação a fúria bolsonarista, que culminou no inacreditável quebra-quebra do 8 de janeiro de 2023 em Brasília, neste momento nós maioria dos brasileiros estaríamos engolindo o cuspe e a ira do Capeta.
A Gleisi, numa tentativa inimaginável de aliar-se à Direita, disse que "Os valores ditos aqui, R$ 750 milhões, R$ 23 bilhões... Gente, isso não é multa exequível. Não tem como pagar. Nós não temos dinheiro. Elas não se referem apenas à aplicação dos recursos para cota. Elas trazem taxas, taxas de juros, taxas de correção". Como se não bastasse, foi falando: "As multas trazem a visão subjetiva da equipe técnica do tribunal que, sistematicamente, entra na vida dos partidos políticos querendo dar orientação, interpretando a vontade de dirigentes, a vontade de candidatos, ou seja, são multas que inviabilizam os partidos".
Falando o tempo todo de modo irresponsável numa reunião que debatia a possível aprovação de mais uma Proposta de Emenda à Constituição, PEC, dessa vez da Anistia, Gleisi defendeu com unhas e dentes as safadezas cometidas pelos partidos. O partido mais penalizado com multas pelo TSE foi, até agora, o PL de Bolsonaro. No seu desvariu, ainda disse: "Não pode ter uma Justiça Eleitoral que, aliás, é uma das únicas do mundo! Um dos únicos lugares do mundo que tem Justiça Eleitoral é no Brasil. O que já é um absurdo. E custa três vezes o que custa o financiamento de campanha para disputa eleitoral. Tem alguma coisa errada nisso! Talvez a gente devesse começar a olhar aí para ver o que que a gente pode mudar".
Demais, não é!?
Com a tranquilidade que tem sido sua marca, o presidente do TSE Alexandre de Moraes quebrou o silêncio com essa nota:
O Tribunal Superior Eleitoral repudia afirmações errôneas e falsas realizadas no intuito de tentar impedir ou diminuir o necessário controle dos gastos de recursos públicos realizados pelos partidos políticos, em especial aqueles constitucional e legalmente destinados às candidaturas de mulheres e negros.Pra trazê-la de volta para a realidade, Gleisi merece ingerir um mar de onhonha.
Lamentavelmente, a própria existência da Justiça Eleitoral foi contestada por presidente de partido político, fruto do total desconhecimento sobre sua importância, estrutura, organização e funcionamento.
O Tribunal Superior Eleitoral atua em conjunto com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais, com 2637 juízes eleitorais e o mesmo número de promotores eleitorais, com aproximadamente 22 mil servidores e 2,2 milhões de mesários, verdadeiros agentes da cidadania.
A Justiça Eleitoral não tem como única função a fiscalização da utilização de dinheiro público pelos partidos políticos, competindo-lhe, principalmente, o cadastramento – inclusive biométrico – e constantes atualizações de nossos 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores, a organização e realização das eleições e o processo e julgamento de todas as causas eleitorais.
Somos a única Democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional e não para agressões infundadas.
A vocação pela Democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e aos valores republicanos de respeito à vontade popular permanecem nesses 91 anos de existência da Justiça Eleitoral, como demonstrado nas eleições de 2022.
A Justiça Eleitoral atua com competência e transparência, honrando sua histórica vocação de concretizar a Democracia e a autêntica coragem para lutar contra as forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito e pretendem obstar que atue no sentido de garantir o cumprimento da Constituição Federal e da legislação.
ALEXANDRE DE MORAES
Presidente do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
domingo, 24 de setembro de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (44)
É tudo muito simples
Assis e Tinhorão num ano qualquer dos 80
Mas também é complicado
Viver é um perigo
Pra quem anda descuidado
O casal do Paraíso
Pecou foi castigado...
Adão e Eva Eva e Adão viviam em paz, tranquilos, pulando, se divertindo como ninguém jamais tinha feito. Até porque não havia ninguém, à exceção do casal cá em pauta. Os dois comiam de um tudo: macaxeira, inhame, batata-doce e outros legumes; verduras e frutas de todo tipo. Só uma coisa o Criador, com seus caprichos, pediu que não comessem: uma tal de maçã.
José Ramos Tinhorão, de batismo José Ramos, foi um paulista nascido em Santos no dia 7 de fevereiro de 1928. Estudou Direito e Jornalismo. O tempo o levou a optar pelo Jornalismo. Saiu-se bem. A sua sede pelo conhecimento o levou a devorar todo tipo de livro, incluindo os que tratavam de economia e política. Descobriu Marx muito cedo e cedo virou comunista sem ativismo, pois gostava mesmo era de uma vida calma, do mar e de mulher bonita desfilando por perto. E da boa música popular da nossa terra.
Tinhorão alimentava a certeza de que Marx foi o homem mais importante do mundo. Pra não brigar, aceitava a ideia de que outro homem dividiu sua importância com Marx: Jesus, o Cristo.
Os escritos de Tinhorão seguiam a linha marxista-leninista. Era firme em tudo que dizia da boca pra fora e também nos escritos que produzia para jornais e revistas. Deixou 29 livros publicados, entre os quais um em três volumes (A Música Popular no Romance Brasileiro). Todos imprescindíveis na estante de quem queira descobrir as raízes culturais-musicais do Brasil.
Antes de publicar seus livros, Tinhorão ganhava a vida produzindo textos especiais para periódicos do Rio. Pra valer, como profissional, teve seu primeiro trabalho em Carteira chancelado pelo Diário
Corriam os anos de 58, 59.
Em 1963, José Ramos Tinhorão também assinava textos para revistas como Chuvisco que tinha entre seus editores o gaúcho Tarso de Castro, que na segunda parte dos anos 1970 criaria e editaria o suplemento dominical do paulistano Folha de S.Paulo.
Na revista Chuvisco, Tinhorão publicou um texto que intitulou Gênesis. Já aí mostrava a sua graça refinada com um quê de ironia. Uma das vítimas foi, ninguém mais ninguém menos, Deus. O texto começa assim:
"A história da Criação ainda não está bem explicada. Talvejz devido a pressa (o mundo foi feito em seis dias, apenas) muita coisa custa hoje a ser compreendida, mesmo levando em conta que é muita pretensão do Homem querer julgar a obra de Deus como o Sr. Agripino Grieco julgava a do escritor Ataulfo de Paiva. No entanto, de tanto ouvirmos dizer que os homens foram criados por Deus, por exemplo, uma coisa desde logo não se explica: por que, se o objetivo era criar os homens, o Senhor foi criar também uma mulher?"
Coisa de comunista, não é mesmo?
Não é certo, mas dizem os cristãos que Deus criou todos e tudo mais. Começou num domingo criando o Céu e a Terra. Depois a luz, os mares, peixes e tudo que se bole abaixo e acima de nós. Cometas, estrelas e tal. E nós. Teria dito: "Faça-se o homem". E o homem se fez. Para que nós homens não ficássemos sós, Deus com sua bondade infinita tirou uma das nossas costelas e com ela fez a mulher para nos acompanhar até o Inferno.
A história do mundo todo mundo já contou, de todas as maneiras. Incluindo a origem do primeiro pecado. E é aí que vem a história da maçã e a história da serpente.
Foi Eva que hipnotizada pela serpente decidiu dar de presente uma maçã a seu companheiro?
O cartunista Fausto vê nesse ⁶episódio o coitado Adão como culpado. Sobraria pra quem? Pra uma mulher, Eva é claro.
Enfim, o casal acaba sendo expulso do Paraíso e segue a vida trabalhando pra se sustentar. Ordem do Senhor.
Adão e Eva tiveram uma porrada de filhos, entre eles Abel e Caim.
Enquanto a prole do primeiro casal da história crescia com incestos e outras barbaridades, surgiam desavenças, ódio, ciúme, inveja, assassinato, o escambau. É o que se vê hoje, aliás.
São, no mínimo, curiosas as observações de Tinhorão no tocante à criação do homem e da mulher. Lá pras tantas, ele diz:
"...depois de ter feito a luz, o firmamento, as águas, a terra, as árvores, a lua, as estrelas, as aves e os peixes, o Criador verificou que não havia ninguém para acreditar em Deus. Essa teria sido, pois, a verdadeira razão do Senhor ter feito o primeiro homem "ad similitudinem suam", isto é, tão a sua semelhança, que em pouco tempo os seus descendentes sairiam criando deuses com a mesma facilidade com que Ele havia criado os homens".Cá pra nós: sempre achei que Tinhorão via muito além do próprio nariz com graça e algo mais.
Quem poderia imaginar que este nosso mundinho um dia iria se complicar mais e mais com a presença do homem e da mulher?
sábado, 23 de setembro de 2023
PRIMAVERA, CALOR E CORRIDA
A Primavera de 2023 acaba de chegar. Chegou exatamente às 3:50h desta manhã. Um calor danado. A quentura do Inverno que acaba de se ir parece aumentar a cada segundo.
Os termômetros em São Paulo devem chegar hoje à marca dos 41 graus.
Os termômetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem chegar aos 46 graus, fora a sensação térmica que não sei de quanto será. Mas, independentemente disso, é preciso brincar e rir enquanto é tempo.
Hoje 23 faz um mês que curti uma minitemporada no A.C.Camargo, ali no bairro paulistano da Bela Vista.
Fazia tempo que eu desejava conhecer as entravas de um hospital. E lá fui eu. A minha espera um robô de movimentos esquisitos e cheio de braços controlado por uma equipe médica liderada pelo Dr. Lucas Fornaziere.
Depois de cair num sono induzido que durou pelo menos quatro horas, levantei-me de onde estava e saí cantarolando a ária d'O Guarani.
Creio que sabedores do que aqui estou a dizer, acrescento à guisa de recomendação: machos covardes tomem coragem e deixem-se tocar pelo médico.
Antes de deixar o bem-bom do A.C.Camargo, perguntei ao Dr. Lucas quantos novos diagnósticos de câncer na próstata são feitos anualmente no Brasil. E ele: "65 mil".
Diante disso tudo, lamento apenas não poder correr a São Silvestre no próximo dezembro.
Se confirmada a temperatura esperada, o Brasil terá quebrado todos os recordes referentes à questão calor.
Rio 40° já era!
Vamos de marchinha?
sexta-feira, 22 de setembro de 2023
A "BANANIZAÇÃO" DA CULTURA POPULAR
Ouvi em algum lugar que hoje 22 é o Dia da Banana. Nacional ou mundial, não sei. Mas o barato é que hoje é o Dia da Banana. E como uma coisa puxa outra, vamos lá: a cultura popular, especialmente a música popular brasileira, está se bananizando com a rapidez de um raio.
Pois, pois.
A nossa música popular começa a ganhar forma na segunda parte do século 19, com os primeiros acordes que identificariam o que passaria a se chamar de choro ou chorinho. O avô dessa história foi o funcionário público Joaquim da Silva Antônio Callado e o pai, muito anos depois, Pixinguinha.
Em 1902 Manoel Pedro dos Santos, o Bahiano, gravaria em disco o lundu Isto é Bom. Foi a primeira música gravada em disco no Brasil e Bahiano desde então faria história como o primeiro cantor profissional do País.
O tempo passou e muitos outros ritmos e gêneros enriqueceram a discografia brasileira. Além do chorinho, vieram o lundu, o maxixe, o samba, o samba-canção, as marchinhas de Carnaval e junina, baião, xote e forró.
O maracatú e as folias de rei deram cor especial aos propriamente tidos folguedos populares.
As festas de São João marcaram época e agora se acham praticamente no limbo, invadidas que foram pelos sertanojos da vida e outras besteiras que degradam a sensibilidade de quem tem o mínimo de bom gosto.
Pois bem, hoje é o Dia da Banana.
A banana foi primeiramente cultivada lá pelos lados da Ásia, séculos antes do nascimento de Cristo.
A história conta que até Alexandre, O Grande, gostava de banana que só, dava tudo por uma banana. A propósito, a banana está de certo modo vinculada a questões pejorativas, de safadeza. Exemplo: "Fulano sentou-se na banana de beltrano". Ou: "Aqui pro'cê ó!". Essa expressão substitui um palavrão.
O gesto chega a ser obsceno. Agressivo. É possível que tenha origem no esticar do dedo, representado como símbolo fálico. Por que digo isso?
Banana é uma palavra de origem árabe e significa, grosso modo, dedo.
Além de ser associada a termos pejorativos, a banana também está aliada a países subdesenvolvidos e corruptos. Não à toa, foi não foi ouve-se ou lê-se aqui e acolá que "o Brasil é um país de bananas", ou "República de bananas".
No começo do século passado, ali pela primeira década, um escritor norte-americano chamado Willian
Sydney Porter (O. Henry) escreveu e publicou o livro Cabbages and Kings. Nesse livro o autor cria a expressão "República das bananas". Fazia referência à população de um país fictício na América Central que era explorada por um governo ditatorial e corrupto. A expressão corre mundo até hoje.
Meu amigo, minha amiga, você sabia que o Estado que mais produz banana é brasileiro? E que esse Estado é São Paulo?
Pois bem. Os municípios paulistas que mais produzem bananas são Registro, Itariri, Eldorado, Miracatú, Sete Barras, Cajati, Pedro de Toledo e Jacupiranga.
São centenas, quase um milhar, os tipos de bananas que se plantam e se colhem no Brasil e mundo afora.
Você sabia também que existe até o Museu da Banana? Esse museu fica em Corupá, SC e foi inaugurado em 2019, meses antes da pandemia provocada pela Covid-19.
A banana tem até dia em São Vicente Ferrer (PE), Jaíba (MG) e Cubatão (SP).
Já foi o tempo em que dava gosto dançar e ouvir música popular.
Em 1937, Braguinha compôs a marchinha Yes, Nós Temos Bananas, gravada por muita gente. Ouça com Almirante:
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
A VIDA SEGUE
EU E MEUS BOTÕES (69)
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
EU E MEUS BOTÕES (68)
terça-feira, 19 de setembro de 2023
NO TEATRO A VIDA SE REPETE
Hoje é o Dia Nacional do Teatro.
O teatro é uma das mais belas invenções que o homem já criou. É ele representando a si e a outros. Algo como um espelho em que tudo se reflete, de modo claro ou retorcido.
O teatro existe desde que o homem, grosso modo, desceu da árvore e passou a seguir ou a inventar os próprios passos.
No Brasil, o teatro passou a ganhar forma no dia 30 de dezembro de 1508. Foi nessa data que em Salvador, BA, que quem pôde viu atores interpretando personagens da peça Auto da Visitação, do português Gil Vicente.
Eu, se fosse você, iria procurar esse Auto entre tantos outros do criativo Vicente.
É no teatro que as histórias se repetem, verdadeiras ou não.
CRIAÇÃO LIMITADA
OUÇA MAIS: A TRISTE PARTIDA • FAROESTE CABOCLO • CONSTRUÇÃO • CARINHOSO • PRETA PRETINHA • AVÔHAI • MULHER NOVA, BONITA E CARINHOSA FAZ O HOMEM GEMER SEM SENTIR DOR • DETALHES
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
O QUE COMEMORAR NO DIA DA TV?
LEIA MAIS: NAS ONDAS DO RÁDIO (1) • TV 60 ANOS: HÁ RAZÂO PARA COMEMORAÇÃO? • E DEPOIS DA INTERNET, HEIN?
sábado, 16 de setembro de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (43)
O sexo é uma obviedade latente e indiscutível. Está em todos nós, em todos os animais. Como animais somos esquisitos, ignorantes, hipócritas principalmente.
O assunto é longo, histórico e polêmico.
Muito já se falou e ainda se falará a respeito de sexo, erotismo e coisa e tal.
Ouço desde sempre que a profissão mais antiga do mundo é a de prostituta.
Muita loucura já foi feita por sexo e em torno do sexo. Isso tem a ver com namoro, casamento, infidelidade e tudo mais que existe no mundo real e no mundo da fantasia envolvendo mulher com homem, mulher com mulher, homem com homem e variantes identificadas na sigla LGBTQIAPN+.
Tudo isso se acha nas Escrituras Sagradas. É só ler.As religiões já nem discutem a questão: proíbem.
A Igreja Católica sequer aceita a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
Grandes poetas e romancistas do Brasil e de todo canto têm se debruçado sobre tão instigante tema. Destaque para Gregório de Matos, Olavo Bilac, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Hilda Hilst, Adelaide Carraro, Cassandra Rios, Rubem Fonseca, Dalton Trevisan, Nelson Rodrigues; Pietro Aretino, Oscar Wilde, Henry Miller, Jean Genet, Anaïs Nin, Boccaccio, Sade, Masoch...
E não só esses e outros autores que falam explicitamente de sexo. Há autores, como José Saramago que aqui e acolá encontram tempo pessoal e espaço na sua obra para densa ou levemente desenvolver o assunto. No caso de Saramago considero inadiável a leitura do seu envolvente e fustigante Caim.
Não é só em livros de autores consagrados que o sexo e suas variantes são tão frequentemente abordados, discutidos, polarizados, polemizados.
Até aqui abordamos o sexo nas suas diversas facetas. No escracho, no implícito e no explícito, por aí.
Os folhetos de cordel são pródigos na questão sexo que envolve tudo, inclusive infidelidade. Exemplos: Dicionário dos Cornos, O Encontro de Falcão com um ET Corno, A Desventura de um Corno Ganancioso, A diferença entre o Corno Rico e o Corno Pobre, Relação dos Cornos Brasileiros.
O sexo também se acha, e já falamos disso, nas revistas de quadrinhos como as que fazia o famoso Carlos Zéfiro.
De modo natural e implícito cantoras e bailarinas fazem o diabo nos palcos, nas TVs e nos ambientes da Internet.O diretor e ator Celso Martinez Corrêa fez estátuas corarem com suas diabruras nos teatros da vida.
Pois é, a coisa é antiga.
Dizem que Cleópatra traía seus machos a torto e a direito. Essa foi a forma que ela encontrou para completar-se no panteão do Poder de seu tempo.
A história registra loucuras ditas e praticadas por Calígula e tantos outros doidos.
No Egito, na Pérsia, na Síria, na Grécia e Roma Antigas cultivavam-se o falo como símbolo da força masculina e da natureza. Pois é, já naquele tempo a mulher ficava em segundo plano. Voltaremos ao assunto.
Bom, macho é o cavalo-marinho que pare.
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
EU E MEUS BOTÕES (67)
Bom dia pessoal, eu disse. O dia ontem foi quente em Brasília. Aqui em São Paulo fez calor e fez frio. No fim de semana vai dar praia.
"Hmmm, que conversa!", estranhou Zóião. Biu completou: "Acho que o chefe está provocando. Vem ele aí com essa conversa mole somente para nos testar".
Eu ri.
Barrica: "Ontem houve notícia de tudo quanto é canto, de Brasília principalmente. Tudo coisa ruim. Em Minas a polícia pegou mandantes de um crime horroroso ocorrido há 19 anos. Estavam soltos". E Biu: "No Rio a criancinha de 3 anos que levou um tiro continua em estado grave".
Zé e Mané, sabe-se lá por quê, não tiravam os olhos de Lampa que, indiferente, danava-se a cutucar as unhas com seu estimado punhalzinho. Mané: "Pois é, no Rio a polícia continua matando. É como se fosse o nordeste de Lampião. Mata-se a torto e a direito".
Jão que a tudo observava, abriu a boca pra dizer que a coisa tá ficando feia pra Bolsonaro. "Ele foi operado e passa bem", disse Mané. "Passa mal, isso sim!", emendou depressa Barrica.
Do seu canto, Zilidoro pediu a palavra pra dizer que "Não é à toa que o cara passa mal, pois se acha em maus lençóis. Ontem o seu ex-ajudante de ordem...".
"Mauro Cid! Mauro Cid!", intrometeu-se Jão. "Pois é, como se não bastasse, esse Cid tão falado abriu o bico pra dizer que ele mesmo foi quem entregou 25.000 dólares nas mãos do seu chefe. E muito mais ainda vai dizer, como seu pai. O Maurão está dizendo à boca pequena que vai remover montanhas, se preciso, pra apresentar provas contra o ex-chefe do filho", completou Zilidoro.
Muito bem, pessoal! Mas pelo jeito vocês não estão sabendo de nada que aconteceu no STF.
"Não senhor, está enganado! Eu acompanhei tudo, tim-tim por tim-tim", protestou Zilidoro passando a mão no rosto e pedindo licença pra tomar um gole d'água. "Eu também, eu também acompanhei tudo!", disseram todos quase ao mesmo tempo.
Sorri.
E já que todos acompanharam tudo no STF...
"O assunto é de grande importância para nós todos", recomeçou Zilidoro. Biu acrescentou: "Pareceu simplesmente um espetáculo a sessão de ontem e anteontem no STF. Teve até uma advogada que chorou por não terem lhe jogado um tapete vermelho para pisar".
Encerrando nosso papo, Zilidoro pediu licença pra enaltecer o "Dr. Google": "Um advogado, no plenário do STF, confundiu O Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry com O Príncipe de Maquiavel. Essa coisa louca ele tirou do Google. Pode? É muita burrice ou não é?".
Inesperadamente, Lampa se levantou olhando pra todo mundo. Batendo palmas, disse: "A burrice também se acha entre os doutores".
Isso foi o suficiente pra o Zilidoro dizer, meio irônico: "Opa! Temos um filósofo aqui!".
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
BRASILEIROS DÃO ADEUS AO BRASIL
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| Assis e Carmélia |
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
FUGITIVO É PEGO NO DIA DA CACHAÇA
terça-feira, 12 de setembro de 2023
VANDRÉ PERTO DOS 100
LEIA MAIS: CANTOS INTERMEDIÁRIOS DO VANDRÉ • Porta estandarte, a primeira vitória de Vandré (5/6/1966) • VANDRÉ EM ENTREVISTA NA BANDEIRANTES • HOJE É DIA DE VANDRÉ, VIVA VANDRÉ!
FUGITIVO É COMPARADO AO CAPETA
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| Fausto em Alcatraz |
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
BANDIDO BRASILEIRO DÁ DOR DE CABEÇA NOS EUA
No dia 17 de setembro de 1963 os telespectadores foram surpreendidos com a estreia de uma série intitulada O Fugitivo. Pois, pois. Produção da CBS, já que a 20th Century Fox não deu bola para o projeto.sábado, 9 de setembro de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (43)
Paulistano do bairro do Brás, da safra de 43, Drauzio Varella estudou na Universidade de São Paulo e lá formou-se em Medicina especializando-se em Oncologia, mas foi combatendo a AIDS entre os presos do Carandiru que ficou nacionalmente conhecido.
Seu trabalho voluntário na Casa de Detenção findou por gerar o livro Estação Carandiru, que virou filme.
E foi para o Carandiru que o Dr. Drauzio Varella levou o Vira Lata, personagem criado pelo roteirista Paulo Garfunkel, Magrão e transposto para a revista desenhada pelo quadrinista Líbero.
Eu pedi e Drauzio não se negou a dar um depoimento sobre a importância do Vira Lata entre os presos. Aproveita pra dizer como conheceu Magrão e Líbero. Leia, vale a pena:
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“Eu conheci o Paulo Garfunkel, o Magrão, através da minha mulher, Regina Braga, que fez uma peça com ele e o Jean Garfunkel, irmão do Magrão. E aí o Vira-Lata caiu nas minhas mãos um dia, era o primeiro número e eu achei muito interessante. Gostei muito do personagem e das ilustrações feitas pelo Líbero Malavoglia. E aí, um dia na cadeia, eu estava no Carandiru nessa época, eu levei uns folhetos de um Congresso Internacional de AIDS e distribui a cadeia. Era bonito, sabe? Um papel de ótima qualidade. Daí conversei com o pessoal da faxina e disse, “como é que o esses folhetos são recebidos aí?” Um deles falou: “ah, doutor... os folhetos são bonitos, mas o pessoal dá uma olhadinha e joga no lixo.
Bom, não é assim que a gente vai atingir essas pessoas. Então, lembrei do Vira-Lata e pensei: quem sabe um gibi? Porque eu via “eles” lendo gibis, especialmente naquelas celas coletivas, naquelas celas do “Amarelo”, por exemplo, para onde iam os marcados para morrer, via o pessoal lendo histórias em quadrinhos. “Pô” quem sabe, essa não é a linguagem pra atingir esse alvo, né? E aí conversei com o Magrão: por que que a gente não faz o Vira-Lata adaptado para a situação de cadeia? Ele gostou muito e conversou com o Líbero e já começou a pensar nas histórias, e a gente definiu quais eram as características principais do herói: ele não usava droga injetável de jeito nenhum, porque na época a cocaína injetável era muito usada nas cadeias e era a principal forma de transmissão do HIV e das hepatites. Segundo lugar, ele era um ex-presidiário, tinha cumprido pena no Carandiru, no passado. De tempos em tempos ele voltava à cadeia para visitar velhos amigos e alguns desses amigos contavam um problema que estavam tendo na rua. E o Vira-Lata saía então, para ajudá-los a resolver esse problema. E aí ele se envolvia em aventuras que tinham basicamente violência e sexo. Só que, e isso era uma característica fundamental do personagem, é que ele não fazia sexo sem preservativo. E na época, o que a gente queria falar na cadeia era exatamente isso, divulgar o preservativo, como parte da vida sexual. E os desenhos eram muito bem-feitos, era um gibi de cenas eróticas fortes.Eu, quando era menino, tinha um gibi, que era feito pelo pelo Carlos Zéfiro que tinha histórias de sexo, era um Gibi de sacanagem, os “catecismos”. E dizem que o Carlos Zéfiro foi o grande educador sexual dos anos 50 e 60. E o Líbero era um desenhista, lógico, mais preparado do que o Carlos Zéfiro, e as cenas do Vira-Lata eram muito bem desenhadas com uma ilustração ótima. Ele ficou muito conhecido na cadeia, né(?), porque foram criados 7 números. A gente distribuía, à noite de cela em cela, juntava um bando de amigos íamos pra a Detenção e fazíamos a distribuição. A cadeia era muito grande tinha mais de 7.000 presos. A gente distribuía o Vira-Lata e imediatamente eles começavam a ler. Eu acho que esse tipo de personagem que foi popular lá no antigo Carandiru, seria popular hoje também nas outras cadeias. Lógico que teria que ser adaptado para os problemas atuais. Hoje droga na veia não é mais problema nas nossas cadeias. Mas o sexo sem preservativo é, então, se nós conseguíssemos adaptar para a situação atual, porque, afinal, já se passaram aí 30 anos, né(?). Mas eu acho que esse personagem poderia fazer sucesso entre a população carcerária se fosse distribuído pelos presídios todos. Eu fico muito feliz de ter participado do Vira-Lata, com toda historia escrita pelo Paulo Garfunkel, o Magrão e o Líbero Malavoglia fazia aqueles desenhos maravilhosos”.
sexta-feira, 8 de setembro de 2023
VIVA A LITERATURA DE CORDEL!
Desses dois concursos participaram centenas de autores, porém somente 40 foram premiados e tiveram suas obras publicadas. Clique na imagem ao lado e saiba quem participou. .jpeg)
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
INTELIGÊNCIA PERIGOSA
Sem rumo ou rédeas, poderosos e idiotas de má índole estão cada vez mais ousados e complicando a nossa vivência neste mundo velho sem porteira. Isso e muito mais o que ora por aí ocorre.
Os crimes e criminosos se multiplicam em piscar d'olhos.
O mundo, este mundinho, já virou um inferno pra lá de Dante.
Este mundinho infernal a que me refiro existe há mais de bilhão de anos e o homem há uns 300 mil anos.
Não aprendemos nada e nos transformamos em seres inimaginavelmente terríveis, raivosos, violentos, criminosos, assassinos de nós mesmos.
A modernagem chegou com a Era Industrial e foi se modernizando, se modernizando, se modernizando e cá estamos num beco explosivo, sem saída.
E chegou a Internet e com ela fomos nos metamorfoseando.
Agora, como se não bastasse, chegamos à catastrófica era da "inteligência artificial". Um horror!
Hoje 7 na Folha ouvi notícia dando conta de que estão tentando destruir a bela imagem do nosso grande Drauzio Varella. Estão imitando até a sua voz e distorcendo seus textos, frases, com o intuito de transformá-lo em garoto propaganda para vender remédios a incautos portadores de tudo quanto é doença.
O paulistano Drauzio Varella é um dos médicos mais respeitados do Brasil. Tem dedicado a vida pelo bem do próximo. Tem sido assim há mais de meio século. E garante, com todas as letras, que "jamais faria propaganda de medicamentos".
Eu conheci o Dr. Drauzio Varella quando fui convidado pelo SESC para mediar um debate sobre a vida e obra do Dr. Paulo Emílio Vanzolini, pra todos que gostam de boa música Paulo Vanzolini, simplesmente. Foi na unidade Pinheiros, há uns dez anos. Na mesa o compositor, cantor e violinista Eduardo Gudin, o produtor de TV Fernando Faro, o próprio Paulo e Drauzio Varella. Por que Drauzio?
O Dr. Drauzio Varella foi aluno de Paulo Vanzolini na Faculdade de Medicina da USP.
No samba Volta por Cima, o autor Paulo Vanzolini ressalta que "Um homem de moral/Não fica no chão...".
Pois é: o Dr. Drauzio Varella é um homem de moral, um brasileiro que nos orgulha sob qualquer aspecto. E fiquemos de olho nessa tal de inteligência artificial.
terça-feira, 5 de setembro de 2023
UM DIA TODO PARA PENSAR NA AMAZÔNIA
LEIA MAIS: O GOVERNO CORRE PRA TRÁS • YANOMAMI: UMA TRAGÉDIA PROGRAMADA • DEU MICO!
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
VANDRÉ AGORA EM HEBRAICO
| Caminhando, na visão do cartunista Fausto |
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Coisas da vida. Zica Bergami, autora da valsinha Lampião de Gás partiu. Tinha 97 anos completados em agosto. O caso se deu ontem por volta d...
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http://www.youtube.com/watch?v=XlfAgl7PcM0 O pernambucano de Olho da Agua, João Leocádio da Silva, um dos mais inspirados compositores...
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Cegos e demais pessoas portadoras de deficiência, seja ela qual for, come o pão que o diabo amassou. Diariamente. SER CEGO É UMA MERDA! Nã...
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Este ano terrível de 2020 está chegando ao fim, sem deixar saudade. Saudade é coisa que machuca, que dói. É uma coisa que Deus botou no mund...
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Escondidinho de carne seca e caldinho de feijão antecederam o tirinete poético travado ao som de violas repentistas ontem à noite, na casa ...
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Intriga, suspense, confusão, mentira, emoção atentado contra a ordem e a lei e otras cositas mas . O cantor, compositor e instrumentista To...















