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O mundo está pegando fogo. Está não, sempre esteve.
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Melhor do que um dia atrás do outro, é viver.
Viver é o melhor que Deus nos dá.
Viver, porém, é uma escolha de cada um de nós: pelo bem ou pelo mal.
Eu sou da safra de 52. Nasci bebendo pimenta na mamadeira que a minha mãe Maria me dava, pra não chorar.
Chupeta?
Nunca chupei chupeta, até porque nunca gostei de tamanduá.
Esse besteirol todo até aqui dito e escrito, faço porque quero mandar de coração um abraço querido para uma figurinha fantástica chamada Magrão, que nesse amanhã, 27 de dezembro, completa meia oito de história.
Magrão, de batismo Paulo Garfunkel, é um cara da maior sensibilidade do mundo. Vive pra nos ensinar, ao lado do compadre Drauzio Varella.
Querido Magrão, viva!
Eu estou ditando essas palavras saídas do meu coração para o amigo queridíssimo, compositor, cantor e batuqueiro de pandeiro, Cadu.
Cadu, paulistano, cujo nome completo de batismo é Carlos Eduardo Ribeiro Junior, não só faz do Brasil samba. Ele e o seu grupo, Gato com Fome, fazem e cantam o melhor samba do Brasil.
Neste doido mundo, o que me faz bem e viver bem, é ter ao meu redor gente talentosíssima e de bem.
O Cadu aqui, referência grandiosa que fazia muito bem ao meu querido Rolando Boldrin, pergunta se eu conheço Edson Cordeiro.
A minha resposta é simples: de nome, sim; de música, também.
Eu já disse muitas vezes que quando pessoas queridas chegam aqui, no lugar onde vivo, casinha simples e tal, eu fico é todo ancho!
E Cadu, ora aqui, chega chegando, dizendo que tem um monte de música dele sendo gravada por um monte de gente bonita. Entre esse monte de gente bonita, a mais nova: Graça Braga.
Clique e ouça:
https://www.youtube.com/watch?v=fGyCPFJv3So
O texto aí é de autoria do amigo e colega JORNALISTA PAULISTANO MARCO ANTONIO ZANFRA, publicado no NEWS LETTER JORNALISTA E CIA do dia 18 deste mês de dezembro. Clic e leia:
https://www.jornalistasecia.com.br/Jornalistasecia2025/1543/
Meu coração bimbalha toda vez que percebe a chegada de um amigo ou amiga cá no meu refúgio, por muita gente já conhecido como espaço guardião do acervo cultural que construí ao longo dos anos desde o meu querido torrão natal João Pessoa, PB. Foi isso que sucedeu ora há pouco, quando o telefone tocou anunciando a visita de Alcides Campos.
Alcides, para quem ainda não sabe, é paulistano do bairro da Lapa. É cidadão dos bons. Vive a vida com firmeza e sobriedade, procurando inteirar-se sempre do cotidiano em que se vê naturalmente envolvido..
À guisa de provocação, lembrei ao Alcides que a Lapa foi num tempo já de antigamente o reduto eleitoral do ex-presidente da República ,governador e prefeito de São Paulo ,Jânio Quadros.
"Jânio foi o diabo a quatro. Como político, ocupou todos os espaços que quis" , Diz numa risada o amigo Alcides acrescentando : "Mas no Brasil, já houve cabra mais esperto do que o marido de Dna, Eloá. Para o bem ou para o mal abaixo de Deus, temos na política brasileira, o pernambucano Lula."
A propósito, o velho e bom oitentão Lula andou e ainda anda defendendo o que de melhor há de melhor no Brasil. Além da nossa terrinha, nós o povo.
Todos nós somos políticos de uma forma ou de outra.
Alías, foi o compositor e maestro Tom Jobim quem disse uma vez que "O Brasil não é para amador",
Nesse ponto, não deixei de perguntar ao Alcides o que ele acha hoje da música brasileira. E ele : "A arte musical é uma bela arte, seja popular ou erudita. para mim nossa música popular hoje está andando para trás, sem que seus autores e interpretes se preocupem em lhe darem o brilho necessário,colocando desse jeito a política em primeiro plano".
O Alcides é um cara que diz sempre o que lhe vem à mente. Bom papo. Ele é o motor que move o trem das músicas de todos os tempos. Foi ele quem criou Ventania,Discos , espaço que acolhia boas conversas, diálogos com gente da cantoria ,colecionadores de discos e tudo mais.
Que tal um papo com ele hein?
site : www.ventania.com.br
whatsapp 11 97367-2305
Pois bem, o romance Esaú e Jacó foi publicado em 1904. Antes disso, o nosso Machado publicara Dom Casmurro (1899).
Sem dúvida, Esaú e Jacó transformou-se num dos dez romances clássicos do bruxo do Cosme Velho.
Depois de publicar Esaú e tal, Machado deixou-se publicar o seu último livro: Memorial de Aires.
Machado era fluminense, como se deve saber.
Machado morreu em casa na madrugada de 29 de setembro de 1908. Nesse mesmo dia, madrugada, mês e ano nascia na terra mineira um cara que o futuro haveria de aplaudir: João Guimaraes Rosa.
Rosa, como Machado, inovou a literatura brasileira.
Muitos outros autores do nosso patropi fizeram-se importantes. E não são poucos.
Em 1892 nascia, em Alagoas, um menino que ganharia fama como escritor: Graciliano Ramos de Oliveira.
Leitor amigo, você saberia dizer os pontos de identificação entre Machado de Assis e Graciliano Ramos?
Bom, houve um momento na vida de Machado em que a visão lhe falhou completamente.
Houve um momento na vida de Graciliano em que seus olhos lhe negaram visão. Foi na infância, mas o problema minimizado o acompanhou no decorrer dos seus 60 anos de vida.
Como se não bastasse, há outros pontos em comum entre Machado e Graciliano.
Machado era poeta no começo da vida literária.
Graciliano também foi poeta, embora tenha iniciado a carreira como prosador. Seu primeiro conto teve por título O Pequeno Pedinte, publicado num jornalzinho da sua infância. Detalhe: tinha o futuro autor a idade de 12 anos.
Além de poeta, Machado foi quem todos nós sabemos.
Graciliano, por sua vez, foi quem todos nós sabemos.
A história de Machado de Assis e de Graciliano Ramos se cruzam em vários momentos.
Machado nasceu pobre de marré marré e aleluia!
Graciliano não nasceu em berço de ouro. O pai, um brutamontes, o castigava aos gritos e chicotadas. A mãe o humilhava de todas as formas, chamando-o de "bezerro encourado" e/ou "cabra-cega".
Bezerro encourado significava, lá no passado nordestino, pessoa enjeitada pela mãe, humana ou vaca de rebanho.
A expressão cabra-cega tem origem antiquíssima. Data de muito antes da Idade Média. Surgiu como brincadeira infantil e como brincadeira acabou. A base era vendar os olhos de uma criança, pois brincadeira de criança era e fazer com que a vendada conseguisse segurar outra criança a quem passasse a venda.
No Nordeste essa brincadeira tinha outra versão: uma criança tinha os olhos vendados e de vara em punho tentava quebrar uma panela ou pote de barro pendurada em algum lugar. Tal panela estava recheada de balas e outras guloseimas. Era uma festa.
Na obra de Machado de Assis há referências à cegueira. Na obra de Graciliano também.
Em 1938 o famoso alagoano levaria às livrarias o livro São Bernardo.
Em São Bernardo, o narrador é um ex-guia de cego.
Órfão de pai e mãe, Paulo Honório foi adotado por uma mulher chamada Margarida, que compatilhava a vida com um cego.
O tempo passou e Paulo, que nunca tirou da cabeça a ideia de ficar rico custasse o que custasse, levou a sua mãe para morar consigo na fazenda que comprou por meios questionáveis.
É uma história fortíssima a que se lê em São Bernardo.
Por questões de ciúme por uma jovem com quem teve a primeira vez na cama, Paulo é preso e condenado a três anos, nove meses e 15 dias depois de esfaquear um rival. Alfabetizou-se na cadeia, graças a um sapateiro com quem dividia a cela.
E fiquemos por aqui.
Os Estados Unidos da América, EUA, formam um país que carrega na sua história presidentes escravocratas.
Presidentes houve nos EUA que presidiram o país de dentro da própria casa para fora.
Isso aí dito, é história do começo do século 20. Procurem ler mais a respeito.
Sem falar nas putarias, nas loucuras de Carter e de Clinton.
Meus amigos, minhas amigas, vocês já leram o romance O Presidente Cego (1977), de William Safire.
Este arrodeio todo que eu estou a fazer tem a ver com um pateta troglodita chamado... Como é mesmo o nome dele?
Outro dia uma repórter da TV Globo em Washington perguntou ao atual ocupante da Casa Branca se conversaria com o presidente do Brasil, Lula.
A resposta, escrota, do ocupante da Casa Branca foi: "Se ele me ligar, eu atendo a qualquer momento".
Esse cara que hoje ocupa a principal casa de Washington nasceu para menosprezar o ser humano. Quer dizer: sente prazer em humilhar, achando-se o dono do mundo.
Amigos e amigas, se ainda não viram, vejam o filme O Grande Ditador (1940), de Charles Chaplin.
Brasil, brasileiros de bom senso, é preciso não perdermos de vista as manobras infernais que ora estão sendo arquitetadas por um bruxo do "reality show".
As manobras desse tal podem prejudicar imensamente o nosso País.
No dia 4 de dezembro de 1893, o paulistano Eduardo Prado lançou em São Paulo o livro A Ilusão Americana. O lançamento teve a obra toda esgotada em menos de uma hora. A polícia de Floriano Peixoto partiu pra cima e arrebentou.
Voltaremos ao assunto.
"Dona Flor...", começou Zé: "A senhora acredita na vida depois daqui?".
Hummmm...
"Dona Flor, a vida é muito bonita, rápida e eu nem sei como lhe fazer perguntas", continuou Zé.
Mané, quieto o tempo como quase sempre fica Zé, perguntou: "Eu não sei como fazer, mas procuro ser uma pessoa de bem com todo mundo. Faço isso naturalmente, sem esperar qualquer tipo de compensação vinda de onde vier".
Hummmm... Vocês estão impressionantemente incontroláveis!
"Dona Flor, depois que a senhora pintou por cá a nossa vida mudou. A senhora abriu nossos olhos para o Conhecimento", disse em tom solene o poeta Zilidoro.
Zé a tudo observava, sem se mexer. De repente, perguntou: "Dona Flor, a senhora é de uma grandeza impressionante. De onde a senhora veio?".
Hummmm...
De repente, não mais do que de repente, os irmãos Biu e Barrica se levantam já quase gritando: "Seu Assis! Seu Assis!".
Vocês endoidaram?
Risada geral.
"Seu Assis...", começou Zoião: "A vontade da gente hoje era saber se dona Flor acredita na vida depois daqui, exatamente como o nosso Zé puxou a conversa.
Pois então, essa história é interessante. Amigos, eu não sei se tem vida depois da morte. O assunto me interessa. Vamos conversar a respeito no nosso próximo papo?
"Seu Assis!", dá o ar da graça o Fuinha: "Seu Assis, eu tenho uma coisa pra lhe contar. Tem a ver com Olavim".
Olhei fundo no olhos de Olavim e ele fez que não viu. Fuinha sugeriu, puxando minha orelha: "Vamos lá para o boteco e lá lhe contarei algumas coisas que têm a ver com Olavim".
A cegueira de três dias do caçador de cristão Saulo, sempre rendeu e ainda rende inspiração para textos literários e religiosos.
Não são poucos os fanáticos de rua, Bíblia em punho, a ressaltar as proezas divinas.
O nosso bruxo Machado, cuja obra continua viva entre nós, usou e abusou de personagens bíblicos nos seus contos e livros como Esaú e Jacó (1904). Ali atrás, lembramos O Caminho de Damasco. Pérola.
Sem Olhos é um conto de Machado publicado originalmente em novembro de 1876, no Jornal das Famílias. Começa com um certo casal Vasconcelos recebendo em casa um grupo de amigos: Maria do Céu e o marido Bento Soares, o bacharel Antunes e o desembargador Cruz.
O encontro tinha por finalidade a lembrança de tempos idos.
Papo vai, papo vem, de repente histórias do outro mundo caem da boca pra fora ali naquele ambiente. Medo de fantasmas?
O além é terreno desconhecido por todos, na casa dos Vasconcelos e alhures.
Um suspiro aqui, outro ali, Cruz é provocado a contar sobre o assunto. Tentou sair de fininho, mas não deu. E contou, então, um caso que se passara com ele nos seus tempos de estudante.
Enquanto Dr.Cruz falava, o jovem bacharel Antunes esticava os olhos nos olhos tímidos da mulher do Soares.
A história narrada pelo desembargador dava conta de que no passado conheceu um cara chamado Damasceno. Era meio aluado. Ora dizia coisa com coisa, ora sem coisa dizia.
Uma hora, Damasceno quis saber se Cruz sabia falar hebraico. Não sabia, mas quis saber a razão da pergunta. Ouviu de Damasceno explicação que remetia ao profeta Jonas, herói da Bíblia hebraica. Segundo o tal, discípulo preferido de Deus, havia uma cidade lá pras bandas do Oriente com 120 mil pessoas que não sabiam distinguir a mão direita da mão esquerda.
Era figura curiosa Damasceno.
Noutra ocasião, o mesmo Damasceno contou ao estudante que estava desenvolvendo uma tese sobre a Lua. Pra ele, a Lua nunca existiu. O que víamos era uma ilusão de ótica. Coisa da retina...
O mais estava por vir. Damasceno caiu de cama. Foi quando confessou um segredo que trazia consigo há anos.
Que segredo seria esse, hein?
Tal segredo tinha a ver com uma linda mulher de nome Lucinda, que teria casado com um sujeito pra lá de ciumento. Ele suspeitava que a mulher o traíra e a vingança veio logo, a galope: o enciumado sujeito puniu a mulher arrancando-lhe os olhos.
E mais não digo, porém peço ao leitor que não esqueça do bacharel Antunes.
A obra de Machado de Assis é toda recheada de movimentos idílicos, paixões, amores proibidos e tragédias provocadas por adultérios.
Autores de sempre e do mundo todo, abordaram tal temática.