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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

ZÉ...



Em 1968 José Hamilton Ribeiro era repórter da Revista Realidade que não existe mais e, de bate pronto, aceitou o desafio de cobrir a guerra no Vietnã, travada entre vietnamitas e norte-americanos. Já em campo de batalha, pisou numa mina doida e foi aos ares. Ao recobrar os sentidos, notou que no seu corpo faltavam partes. Mas não ligou. Chegou até a dizer que o que perdeu não lhe fez falta. José Hamilton Ribeiro, paulista de Santa Rosa de Viterbo, nasceu no dia 29 de agosto de 1935. Ele é um jornalista que a todos nos faz bem. É criativo, é decidido, é humano no sentido mais amplo do termo. Zé tem 17 livros publicados sobre meio ambiente, jornalismo e música caipira. Prá mim, ele merece o Prêmio Nobel de literatura, jornalismo ou da paz. Ou os três juntos. Viva Zé! Ah, ia me esquecendo: o poema abaixo eu o fiz ontem, 29,  em sua homenagem, em nossa homenagem. Chama-se ZÉ..., este:


O mundo anda perdido
Que nem galo sem terreiro
Que nem um cego sem guia
Ou barco sem timoneiro
Mas ainda bem que tem
José Hamilton Ribeiro

 Repórter de boa cepa
Ouro puro, verdadeiro
É um galo bom de briga
Doido por galinheiro
Hoje seu nome é marca
Do jornalismo brasileiro

Na pauta desse José
Tem sanfona, tem pandeiro
Tem cantiga de Matuto
E prosa de marrueiro
Fora isso ainda tem
Verso, viola e violeiro

Ele foi a todo o canto
Foi até o estrangeiro
Foi à luta, foi à guerra
Lutou foi bom guerreiro
Caiu mas levantou-se
De modo muito ligeiro

Incansável segue firme
Livre, leve e faceiro
Redescobrindo na vida
O prazer aventureiro
De fazer mais reportagens
Com o carimbo Zé Ribeiro

Novas guerras continuam
No Brasil, no mundo inteiro
É gente matando gente
Por nada, só por dinheiro
Mas nem a morte mata
José Hamilton Ribeiro






GLOBO JORNALISMO

Nesses dias o Jornal Nacional tem levado ao ar entrevistas com candidatos à Presidência da República. Ciro foi o primeiro, o segundo foi Bolsonaro. O terceiro foi aquele que a Tereza deu a mão Pois é, Alckmin foi encurralado por Boner e Renata Vasconcelos. Foi encurralado como os dois candidatos anteriores. A audiência da Globo deve ter ido lá em cima. Mas de que estão servindo estas entrevistas? As perguntas feitas foram óbvias e as respostas já amplamente conhecidas. Acho que está faltando coisa nessas entrevistas, a gente vê e escuta o óbvio ululante de que falava o mestre pernambucano Nelson Rodrigues. Questionar entrevistado é mesmo tarefa do bom jornalismo. Sinto que está faltando algo nestas entrevistas, na forma em que são feitas. Repórter pergunta e deixa o perguntado responder. Não é o que está acontecendo nesta série de entrevistas levadas ao ar pela Globo.




terça-feira, 28 de agosto de 2018

PAIXÃO CÔRTES VIRA ESTRELA NO CÉU


Ontem, 27, fez um mês que a cantora, compositora e instrumentista Maria da Paz trocou a terra pelo céu. Ela era uma das frequentadoras de programas que apresentei na rádio Capital e na All TV (aí acima).
Há pouco Célia, da dupla mineira Célia e Celma, telefona prá dizer que o gaúcho João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes acabara de encantar-se. O encantamento deu-se ontem, 27, deixando meio mundo triste. Muita gente, aspas, Geraldo Alckmin estava por lá e não deu bola. Aliás, políticos não dão bola à cultura popular e a quem estuda o assunto.
Paixão Côrtes, que nasceu em 1927, deixou uma história incrível. Foi ele quem criou o Centro de Tradições Gaúchas, CTG, que espalhou-se em unidades Brasil afora.
Os gaúchos têm uma história de briga e valentia exemplar, como, de resto, o Nordeste, o Sudeste, o Norte...
O Brasil é um país cheio de histórias. Histórias do arco da velha.
Mais do que falar de Paixão Côrtes, melhor ouvir a entrevista que fiz com ele há alguns anos, para o programa que eu apresentava na rádio Trianon:


ZÉ BÉTTIO

Quem partiu ontem desta para melhor, provavelmente, foi o radialista José Béttio. Ele tinha 92 anos. Morreu rápido, em casa, e rapidamente o seu corpo foi incinerado, acho. Como ele queria. Eu o conheci na Rádio Capital, onde por mais de seis anos apresentei o programa líder de audiência São Paulo Capital Nordeste. Ele participou uas ou três vezes do meu programa. Zé era um cara curioso. Era fazendeiro, dono de não sei quantas fazendas. Ele andava armado, com um revólver preso à canela. Foi ele mesmo quem me disse isso. E justificou: "Já matei quem não prestava, recebo ameaças, por isso não quero ser surpreendido por vagabundo".

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

CORDEL NO SESC


Embora ainda haja preconceito sobre a literatura de cordel, devo dizer que a literatura de cordel é um tipo de literatura rica em conteúdo e, por isso mesmo, importantíssima para o Brasil.
A literatura de cordel é coisa antiga.
Os primeiros folhetos contendo história em poesia foram publicados provavelmente em Portugal a partir do começo do século 16. Gil Vicente (1465-1536), quero crer, foi o pioneiro nesse tipo de literatura em Portugal, pelo menos. Seus primeiros textos foram escritos em Espanhol. 
O folheto de cordel também germinou no sul da França e também na Alemanha.
O cordelismo, nos seus primórdios, se fez presente no México, Chile e outros países de língua latina. No Brasil, a literatura de cordel chegou logo depois da chagada da família real em 1808.
O primeiro autor a publicar versos em folheto foi o paraibano Silvino Pirauá de Lima (1848-1913), segundo nos diz mestre Luis da Câmara Cascudo (1898-1986).
O segundo autor a publicar histórias em folhetos foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918).
Silvino e Leandro eram paraibanos, nascidos na Serra do Teixeira.
Agora há pouco falamos sobre isso na unidade do Sesc, ali na 24 de Maio, centro paulistano.
Comigo estiveram o bom baiano Marco Haurélio e o inspirado Moreira de Acopiara (foto acima).
O ponto da conversa era Leandro Gomes de Barros e o Cego Aderaldo, que nasceu em 1878 e partiu para a Eternidade no dia 29 de Junho de 1967.
Aderaldo foi o cego repentista mais importante do Brasil.


ADERALDO CANTADOR


Neste mundo ainda tem
Muito cego apaixonado
Cantando a vida em verso
De modo improvisado
Como o tempo todo fez
O bardo Cego Aderaldo

Aderaldo foi exemplo
De poeta e cidadão
Enxergava muito longe
Sem nos olhos ter visão
E lutava a boa luta
Com as armas do coração

E lutava! E cantava!
Com uma rabeca na mão
Enaltecendo a Natureza
E os filhos da Criação
Como os peixes do mar
E as aves de arribação

Era incomparável
No seu tempo de repente
Estava em todo o canto
Cantando sempre contente
Brincando com a rabeca
E fazendo verso prá gente

E não via com os olhos
Ele via com a mente
Ele era especial
Sensível, inteligente
E mais do que ligeiro
No gatilho do repente

O repente é arte
É alma da Cantoria
É a via que transforma
Tristeza em alegria
E leva todo mundo
Ao mundo da fantasia

Um mundo fabuloso
Bonito, encantado
De violas repentinas
Por poetas habitado
E onde sempre estará
O grande cego Aderaldo!

Bom tocador de rabeca
E doutor em verso rimado
Foi primeiro sem segundo
No verso metrificado
E nunca fugiu à luta
Toda vez que foi chamado

Lutou com Patativa,
Sinfrônio e Oliveira
Rogaciano e Pinto
E também com Zé Limeira
Aderaldo foi um marco
Na porfia brasileira

Ele chegou, ele partiu
Deixando verso plantado
Verso de toda cor
Para um dia ser lembrado
É por isso que eu digo
Viva o cego Aderaldo!





quinta-feira, 16 de agosto de 2018

JORGE MELLO É CARTAZ NA GALERIA OLIDO

De um amigo, acabo de receber o seguinte texto:

Nesse próximo domingo dia 19 de agosto, Jorge Mello  se apresentará no Espaço Cultural OLIDO, na Av. São João 473, centro de São Paulo, ao lado da banda SOCIEDADE KAVERNISTA, para apresentar o repertório de dois de seus álbuns gravados há mais de 40 anos. Interpretará as canções do álbum FELICIDADE GERAL, gravado em 1972 no Rio de Janeiro e também do álbum CORAÇÃO ROCHEDO, gravado em São Paulo em 1978. Quando fez essas gravações Jorge Mello tinha no acompanhamento de seus shows, as bandas com quem gravou. Em FELICIDADE GERAL, gravou com a banda O GRÃO. Banda que depois foi a base do trabalho do Tim Maia. E ao gravar CORAÇÃO ROCHEDO, gravou com a banda PONTE AÉREA. Nesse evento, a banda SOCIEDADE KAVERNISTA, fará a sonoridade daquelas gravações originais, reproduzindo a psicodelia própria daquela época, presente nas gravações. Sonoridade muito  significativa para a música brasileira. Compareça.
Também serão mostradas composições de Belchior, o parceiro mais constante de Jorge Mello, porque criaram mais de duas dezenas de canções que foram gravadas por eles dois e por outros intérpretes. Até la!


CABEDAL QUARTETO


A tevê Brasil apresenta amanhã, 17, às 20:30 hs o Cabedal Quarteto. Será ao vivo e a cores. O Quarteto é formado por Bráu Mendonça (violão e guitarra), João Antonio Galba (violino e bandolim), Gilson Bezerra da Silva (baixo e cavaquinho) e Sandrinho (percussão e bateria). Rosângela Alves é a cantora convidada. Farão músicas autorais e clássicos da MPB durante o programa Fique Ligado - não perca!




PISADA DE BOLA

Um amigo telefona prá dizer que gostou do texto sobre Eça, mas que pisei na bola. A pisada foi o fato de eu dizer que Dom Miguel era o filho mais velho de Dom João VI. Putz! Vamos lá: Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara Antônio Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo. Nasceu  em 1802, quatro anos depois do irmão Pedro, que dirigiu os destinos do Brasil como rei no século 19. Miguel, que também viraria rei em Portugal, chegou ao Brasil junto com os pais em 1808.
Miguel é referência rápida no romance A Cidade e as Serras, que andei comentando aqui.
Miguel não era brinquedo não. Ele derrubou a prima, a rainha Maria II, ficando no seu lugar até 1834, quando Pedro o pôs prá correr no exílio na Itália, Grã Bretanha e Alemanha, onde morreu em 1866.
No livro A Cidade e as Serras, o autor também faz referência a gregos e troianos, entre os quais Platão e Virgílio. Até Schopenhauer sai do bico da caneta de Eça prá garantir a imortalidade. Outro personagem citado é o lisboeta Sebastião, Dom Sebastião, o desejado.
Dom Sebastião virou mito depois de perder a vida em guerra campal em Marrocos. Tinha 24 anos de idade quando isso ocorreu, em 1578. Uma bobagem: Dom Sebastião nasceu 5 dias antes de os jesuítas Nóbrega e Anchieta fundarem a capital de São Paulo.      
Hoje, 16 de agosto, faz exatos 118 anos que o escritor Eça de Queiroz faleceu, provavelmente de tuberculose.                   

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

AINDA EÇA...

No mundo de Jacinto, o filho dileto de Galião, foi feliz o tempo todo em Tormes, o seu lugar. Eu conheci Tormes. Eu fui a Tormes. Depois de Tormes, eu fui a Baião. Antes de Baião e Tormes, tem Régua. História bonita, de caminhos.
Foi em Tormes que o personagem de Eça encontrou vigor e vida. Ele, o amigo fiel Zé Fernandes e o negro Grilo.
O palacete de Jacinto, no 202 de Campos Elísios em Paris, recebia o mundo mais importante da Europa. Esse mundo representado por príncipes etc. Grandes jantares com comidas de tudo quanto era lugar. Coisas caríssimas. 
Tudo que um homem poderia ter, tinha Jacinto. 
E aí a tristeza de ter tudo sem ter nada.
No palacete 202 de Campos Elísios, Jacinto comprava tudo que queria de qualquer canto, dinheiro não lhe faltava.
No 202 tinha telefone, telégrafo, revistas, jornais, incluindo Le Figaro.
Nesses jornais ele se informava sobre tudo. Ele era leitor compulsivo. No seu palacete tinha "de um tudo" de todo canto.
Quando Jacinto, borocoxô que estava, resolve ir a Tormes ele, sem saber estava indo de encontro as suas raízes. E ali ele foi feliz. Ele, a mulher Joaninha e dois pimpolhos...
Jacinto Galião, pai de Jacinto, morreu, se acabou. E aí teve, naquele momento da queda do Galião, Miguel. Miguel I. Dom Miguel I.
Dom Miguel, filho mais velho de Dom João VI e Carlota Joaquina, usurpou a cadeira de Maria II. Maria II era sobrinha.
Miguel foi o cara que acudiu Galião.
No livro A Cidade e as Serras, em que tudo ocorre isto que falamos, tem tudo e muito mais que se possa esperar de uma história de vida, de vidas.
Dom Miguel I, rei usurpador de Portugal foi posto para correr por seu irmão Dom Pedro I; A história é longa e bonita, e curiosa e incrível.
Ler faz bem.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

EÇA, UM MESTRE DA LITERATURA

É um livro excepcional. Ele começa com o velho Jacinto Galião caindo que nem jaca no chão. Numa fração de segundo Galião é acudido pelo infante Dom Miguel, que reinaria em Portugal e Algarves entre os anos de 1828 e 1834, quando seria posto prá correr pelo irmão Pedro 1º. Mas isso é detalhe. 
O livro A Cidade e as Serras traz um enredo muito bem feito. 
O filho de Galião, Jacinto, mora num luxuoso palacete de dois andares na Paris de fins do século 19, cercado por serviçais e mais de 30 mil livros. Riquíssimo, mas infeliz.
O fiel escudeiro de Jacinto é José Fernandes, o narrador. Narrador e personagem importante junto ao protagonista.
Enfadado, sem saber bem o que fazer, Jacinto recebe notícia que dá conta de uma violenta tempestade que pusera abaixo a Capela e casas da localidade portuguesa chamada Tormes, seu berço. A tempestade espalhou os restos mortais dos seus avós. Isso o deixou preocupadíssimo. E o levou pessoalmente ao lugar. Foi uma viagem atormentada. Com ele viajaram Zé Fernandes e o negro Grilo, pau prá toda obra e fidelíssimo a seu amo.
Jacinto vivia uma vida de nababo no número 202 de um bairro de Campos Elíseos. 
Um dia, ainda em Paris, Zé Fernandes perguntou a Grilo o que poderia justificar a tristeza e infelicidade do seu patrão. Resposta: "Ele sofre de fartura". 
Em suma: a tempestade em Tormes foi altamente benéfica para o restabelecimento de Jacinto que lá, no campo, recobrou o vigor da juventude e a vontade de viver, casando-se com uma sobrinha de Zé Fernandes e tendo com ela 2 filhos, vivendo felizes para sempre.
A Cidade e as Serras é uma obra prima. Foi o primeiro dos onze livros de Eça de Queiroz publicado um ano depois da sua morte em 1901 e o último por ele escrito. No total, o grande Eça escreveu 25 livros, entre os quais os clássicos Os Maias, O Crime do Padre Amaro e O primo Basílio. Uma perguntinha: Meu amigo, minha amiga, você sabia que o pai de Eça, José Maria de Almeida Queiroz, nasceu no Brasil?
Eça de Queiroz morreu com 54 anos de idade, no dia 16 de agosto de 1900.





sexta-feira, 10 de agosto de 2018

GREGO E JAVANÊS NA BAND

Ao longo do debate entre alguns presidenciáveis ontem na Bandeirantes, descobri que Alckmin, Ciro e Marina falam com invulgar fluência o Javanês, de Lima Barreto. Nesse ponto, nota 1000 para o ex governador de São Paulo. A continuar assim, ele findará dançando o tango dançado pelo portador de kock do poema de Bandeira. 
O que se ouviu no correr de mais de 3 horas de lero lero, foi lero lero em Javanês, ou grego, como queiram.
Não entendi nada, quase nada. O que eu entendi foi uma total falta de ideias de homens aparentemente lustrados.
Álvaro Dias, de quem se esperava mais, foi de um oportunismo surpreendente. Se presidente, pasmem, ele convocará às fileiras o Juiz Moro para o Ministério da Justiça. Dias tá doido ou não tá doido?
Boulos, aquele do PSOL, que carrega uma nordestina à tiracolo como vice, atirou prá todo lado. Não acertou ninguém, mas atirou. Como atirador, surpreendeu.
Ciro parecia uma moça, toda toda, esperando convite para uma valsa nos braços de Bolsonaro. Não colou. Bolsonaro ficou na dele, apenas cortejando. 
Marina, ah Marina! Particularmente não entendi nada do que disse Marina. A propósito, acho que ela misturou javanês com grego e marcianês.
Quanto a Alckmin, posso dizer que fez jus àquela história de picolé de chu chu, sem gosto, sem nada.
Ah! E teve aquele Cabo não sei o quê, que não parava de pecar ao evocar em vão o nome de Jesus Cristo.
E confesso: Pesquei aqui e acolá enquanto ouvia o debate da Band, sendo que costumeiramente demoro a me pegar como o sono. Vá de Retro!
E Lula, hein? Acho que seria interessante ouvir o Lula. É sempre bom ouvir o Lula...Ele é engraçado e perigoso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

BRASIL DE KAFKA

De novo, hoje: a bolsa baixou, o dólar subiu. E a estima do Brasil?
Da cadeia, Lula dá ordens.
Da cadeia, Marcola dá ordens.
Ouvi, hoje no rádio, o Ministro da Segurança dizendo que Fernandinho Beira Mar tem 37 advogados para defendê-lo. E eu pensei: quantos advogados há para defender Lula, para defender Cabral, para defender tantos e tantos poderosos que em nome do povo humilharam o povo, arrancando do erário o sangue contributivo do próprio povo.
Ouvi, há pouco, um locutor de rádio lendo uma carta atribuída a Lula. Nessa carta ele dá aulas, ensina, diz como o povo brasileiro deve se comportar perante os problemas vividos por todos. Que aula! 
Lula continua na cadeia  Hoje faz 4 meses e 2 dias que Lula anda na cadeia. Espaço privilegiado que o ex governador do Rio, Sérgio Cabral reivindica para si.
Espantei-me ouvindo notícia de que os advogados pediram para ser excluídos da pauta do STF pedido de libertação de Lula. Pensei: O que é isso? 
A estratégia dos advogados é manter Lula na cadeia, e não livre de lá, a pedido do próprio Lula.
Para o ser de pensamento comum é muito difícil de entender esse tipo de estratégia. Pois como trocar a liberdade por sei lá o quê?
A estratégia é fazer de Lula uma vítima eterna. E a cadeia é o canto.
Sabem o que acho disso tudo?
Eu acho que Lula e o PT estão mais enroscados do que pentelho de africano, com  todo o respeito aos africanos, naturalmente.
Bom, daqui a pouco tem debate com 8 dos 13 presidenciáveis. 
O Lula quer que Haddad participe do debate,
Mas como Haddad poderia participar do debate entre presidenciáveis se ele, Haddad é o vice de Lula?
Nem Kafka poderia imaginar o alcance do absurdo da política brasileira.


terça-feira, 7 de agosto de 2018

NERVOSISMO NO MERCADO

Hoje, no Brasil, o mercado financeiro endoidou, a bolsa subiu e o dólar foi para cima e para baixo. Até o euro se movimentou para cima. O motivo disso foi a fala dos candidatos à presidência, Haddad, Boulos e Manuela do PSOL, que anda de stand-by para formar a chapa petista que o Lula indicar. 
Na Europa e EUA, o mercado funcionou bem apesar do doido Trump.
Hoje faz exatos 4 meses que Lula está nas grades, quer dizer, mais ou menos.
Do lugar onde se acha, espécie de escritório, Lula mexe no tabuleiro político fazendo o que quer, como reis de paus, reis de ouros, mas aí é outro jogo.
Hoje faz 12 anos que a Lei Maria da Penha foi promulgada. Quem a promulgou, depois de passar pelo Congresso, foi o Lula lá. Coincidência: Lula está cumprindo 12 anos de cana. 
Faltam 140 e poucos dias para este ano de 2018 terminar, mas até lá muita água suja correrá sob as  pontes da vida.
É incrível o número de mulheres mortas por canalhas. Dados indicam que a cada 8 segundos uma mulher morre na unha de homens que um dia disseram amá-las. Um horror!
O campo político está minado.
São 13 os candidatos a substituir Temer, que substituiu Dilma, que substituiu Lula, que substituiu...
Desde a proclamação da República, em 1889, duas dúzias de vices ocuparam a cadeira de presidente. O cargo está ficando importante, como se vê, e perigoso.
Dos 13 candidatos, poucos têm condições de disputar o segundo turno: Bolsonaro e Alckmin, Alckmin leva.

CONVERSA E VIOLA

Ontem, à boca da noite, amigos estiveram comigo conversando, cantando e tocando violão. E tomando uma, claro. Os amigos que aqui estiveram foram Téo Azevedo, pelo mundo conhecido, Toni Agreste, Júnior, Luciano e Wagner, que andou batendo uns retratos do encontro. Foi uma noite muito bonita, muito agradável. Eu, que sou tímido, até declamei uns poeminhas que ando fazendo. E como há que goste de tudo, os amigos gostaram. Tim, tim. O registro é esse ai.
                         


domingo, 5 de agosto de 2018

VIVA A MINEIRINHA FATEL!





No acervo do Instituto Memória Brasil- IMB, se acham os discos de Fatel, aí na foto, os 2 últimos LPs

Maria de Fátima Barbosa, vocês conhecem esse nome pomposo, ilustrado, bonito e enfeitado de letras bonitas?Nãaaao!? e Fatel, vocês conhecem?
Pois bem, Maria de Fátima Barbosa é o nome de batismo da cantora de voz privilegiada, bonita encantada, que o mundo da música conhece como  Fatel. E o povo, também.
Fatel  é mineira de Montes Claros, mesma terra onde nasceu a  presidente do STF,  Carmem Lúcia.
No começo da segunda parte dos anos 1980, Fatel começou a mostrar sua bela voz aos bons ouvidos do Brasil. Primeiro lançou um compacto, depois um LP (87), depois um LP (91) e depois mais outro LP (94). 
Após o fim do vinil, Fatel lançou 3 Cds à praça. 
O segundo LP de Fatel (Forró Pic Plic Plá) quem o apresentou  em texto de contracapa fui eu . O terceiro, o ator Lima Duarte. Lima é mineiro, como Guimarães Rosa e Téo Azevedo.  Teo aliás,  foi quem produziu os LPs de Fatel.
Na minha trajetória de vida conheci pessoas fantásticas, mulheres fantásticas que me ensinaram muito.
Inesita Barroso e a rainha do baião,  Carmélia Alves, diziam ter o maior orgulho do mundo pela idade que tinham.
Inesita chegou aos 90 anos e Carmélia aos 80. Eram felizes, riam à toa e tiravam onda de pessoas que tem por hábito esconder a idade, negar o tempo. Que bobagem essa de não assumir a idade!
Anastácia, a rainha do forró, alardeia aos quatro ventos,  com a maior naturalidade seus 78 aninhos feito em maio deste  ano, com direito a festa e tudo mais. Eu estive lá. Fatel e Luis Wilson também.Ela tá que tá, gravando CD novo, gravando DVD e se preparando para fazer a primeira  tourné na Europa afora. O CD e o DVD estão na boca do forno para sair com a chancela da gravadora Atração.
Marines, a rainha do xaxado também adorava dizer publicamente a idade que tinha. Um dia eu reuni as três rainhas Anastácia, Carmélia e Marines no programa São Paulo Capital Nordeste, que eu apresentei por mais de 6 anos na rádio Capital AM 1040.Confiram: http://assisangelo.blogspot.com/2010/12/carmelia-esta-no-retiro-dos-artistas.html
Fatel é uma dessas pessoas incríveis que conheci. A propósito, ela acaba de me telefonar para dizer, feliz da vida, os 60 anos de idade que completou  3 dias atrás. Vai ter festa hoje no Feijão de Corda da Avenida Francisco Morato. Curiosidade: ela nasceu no dia 2 de agosto, mesmo dia do encantamento do rei do baião Luiz Gonzaga.Fatel canta como um sabiá. Confiram:



PARAIBA MULHER MACHO
Hoje os pessoenses estão em festa, motivo: o aniversário de fundação da cidade. Antes de a capital Paraibana receber o nome definitivo, João Pessoa, teve outros 4 nomes, o primeiro deles Cidade Real de Nossa Senhora das Neves. Confiram, nos links abaixo, a cidade onde nasci.




terça-feira, 31 de julho de 2018

DR. HELIO BICUDO, ADEUS

Ele era um homem do bem, um cidadão na acepção da palavra. Estudou Direito na Universidade de São Paulo, USP. A vida o fez combatente das atrocidades do mundo, especialmente as cometidas no Brasil por brasileiros. 
Na mais completa concepção da expressão, pode-se dizer que o paulista de Mogi das Cruzes Helio Pereira Bicudo, foi o tempo todo defensor dos Direitos Humanos. 
Helio Bicudo nasceu no dia 5 de Julho de 1922. E hoje, de manhã, ele partiu para a Eternidade, sem nos avisar.
Conheci o Dr. Helio na segunda parte dos anos de 1970. Eu era repórter da Folha. Uma vez fui escalado para uma reportagem sobre o famigerado Esquadrão da Morte, comandado pelo temido Delegado Fleury, que numa ocasião jogou suas patas sujas em mim. Depois de concluída, os originais foram entregues ao então editor da Folha Bóris Casoy, que os engavetou. Quer dizer: a Folha não publicou a minha reportagem, que continha entrevistas com Fininho, Zé Guarda e Correinha, do Esquadrão. O então Secretário da SSP, o já citado Fleury e o Dr. Helio. Essa reportagem acabei publicando no Pasquim. Antes, entreguei pessoalmente ao Dr. Helio uma cópia dos originais. A razão era simples, eu estava sendo ameaçado de morte e no material que entreguei ao Dr. Helio eu dizia de onde vinham as ameaças. O ano era 1978. A reportagem foi capa do Pasquim, clique para ver:



segunda-feira, 30 de julho de 2018

JULIO DE CASCUDO, PADIM CIÇO E LAMPIÃO

O que há em comum entre o estudioso da cultura popular Luís da Câmara Cascudo, o religioso Cícero Romão Batista  e o cangaceiro sanguinário Virgulino Ferreira da Silva, se o primeira era do Rio Grande do Norte o segundo do Ceará e o terceiro de Pernambuco?
Não, não vale dizer: o Nordeste os unia.
Luís da Câmara Cascudo nasceu em 1898, mesmo ano em que nasceu o cangaceiro Lampião.Opa!
O Padre Cícero, além de tentar cooptar o temido bandoleiro pernambucano para combater a Coluna Prestes (1925-1927) e lhe dar um título fajuto de capitão, morreu de morte morrida no dia 20 de julho de 1934, 4 anos e 11 dias antes do fim trágico do dono do coração da baiana Maria Bonita (1910-1938).
Dá pra sacar algunas cositas entre los personagens acá citados?
O grande Câmara Cascudo, que nos legou cerca de 150 títulos sobre nossos hábitos e costumes, morreu de morte morrida no dia 30 de julho de 1986.
Há muita coisa escrita sobre Câmara Cascudo, mais ainda sobre Padre Cícero e muito mais sobre Lampião e o Cangaço.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há livros, discos em diferentes formatos, folhetos de cordel, revistas e jornais antigos, filmes etc. Ai em cima, uma amostra.
A primeira vez em que o nome de Padre Circero aparece em disco é no começo da primeira década do século passado, mas essa história é pra depois.
A respeito do três, escrevo o poeminha:

Cascudo e Padim Ciço
Mais o mito Lampião
decidiram caminhar
sem rusga ou confusão
E assim eles partiram
No lepo lepo do chão

A ideia era cumprir
Não só essa missão
mas viver intensamente
os mistérios do Setão
Aprendendo ou ensinando
Cada qual uma lição

Cascudo não demorou
A aprender sua lição
Depressa ele espalhou
que a paz é precisão
Em qualquer parte do mundo
No Piaui ou no Japão

O Padim Ciço gostou disso
E até disse no sermão:
Quem mata é bandido
E de Deus não tem perdão
Seja quem for o morto
Precisará de oração

Muito quieto no seu canto
rezava o bandido Lampião
Ouvindo Cascudo falar
Sobre paz e precisão
E Padim Ciço a condenar
O irmão que mata irmão


Para saber mais sobre o mestre Luis da Câmara Cascudo, leia entrevista que fiz com ele para o exctinto suplemento dominical Folhetim, do jornal Folha de S. Faulo, republicada depois no NewsLetter Jornalista e Cia



MÁRIO QUINTANA

No dia 30 de julho de 1906 nasce em Alegrete, RS, um dos mais sensíveis poetas da nossa língua. Ele não casou, não teve filhos e morreu praticamente abandonado num quarto de hotel que Porto Alegre. Esse hotel, que era do ex jogador de futebol Falcão, foi tombado pleo Governo do Estado, e transformado numa espécie que museu em homenagem a Quintana, aliás, é de Quintana o poeminha que diz:

Esse que ai estão
atravancando meu caminho
Eles passarão
E eu passarinho

quarta-feira, 25 de julho de 2018

NA FLIP A PORNOGRAFIA DE HILDA HILST


Com a presença de gente de todo canto, foi inaugurada hoje a 16ª Feira do Livro de Paraty - FLIP. A feira, que contará com a presença de autores nacionais e estrangeiros, se estenderá até o próximo dia 29. A homenageada deste ano é a paulista de Jaú Hilda Prado Hilst (1930-2004).
Ainda nos dias de hoje continua sendo tabu falar de sexo. Hipocrisia pura. A pornografia é filha do sexo, a temática é antiga e não escandalizava tanto. Os velhos gregos falavam abertamente sobre sexo e putaria em geral. Eram devassos na compreensão extrema do termo. Os romanos também não eram brinquedo na cama, no chão, sei lá!
Na obra de Aristófanes (447 a.C - 385 a.C), há putaria explícita. Na obra de Ovídio (43 a.C - 17 d.C) também. Ele chegou a fazer até um guia para iniciantes
Calígula (12 d.C a 41 d.C) fazia coisas de arrepiar poste.
E o Marquês de Sade hein? Esse botou pra lascar.
E Henry Miller.
Mais pra cá, Jorge Amado também andou botando suas unhas pra fora. Ele gostava da coisa.
Entre as mulheres, Adelaide Carraro e Hilda Hilst deixaram marcas profundas no imaginário popular.
Hilda, que chegou a assinar parceria musical com Adoniran Barbosa, deixou de lado a sua obra bem comportada e partiu para o “vamos ver”. Queria ser lida de qualquer jeito, por isso partiu para a pornografia explícita.
E como esquecer os “catecismos” de Carlos Zéfiro, que faziam a alegria da molecada?
Zéfiro começou a publicar seus catecismos em 1949. Eram proibidos, vendidos ás escondidas. Publicou uns 500 até o começo dos anos de 1970. Viraram clássicos. São cult, raríssimos hoje. Zéfiro fez escola e com o seu nome verdadeiro, Alcides Aguiar Caminha, também assinou música com Nelson Cavaquinho. Incrível, não é?
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acha uma quantidade enorme de catecismos e que tais sobre o fabuloso mundo do sexo. É vasta a literatura pornográfica em quase todas as línguas. A propósito, quem  não conhece ou nunca ouviu falar do clássico Kama Sutra? Escrito há mais de 500 anos por um indiano, Nesse livro há centenas de posições diferentes de como fazer sexo. Pode?





terça-feira, 24 de julho de 2018

FALTAM BONS CANDIDATOS ÀS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

Já tivemos uns 40 presidentes da República e  mais de vinte vices que assumiram as rédeas do poder. Alguns de modo definitivo como Sarney, Itamar e Temer, esse aos trancos e barrancos.
Sarney foi acusado de roubo, de desvio de altas somas do erário público. O mesmo ora ocorre com o vice de Dilma.
A República Brasileira foi proclamada no dia 15 de novembro de 1889. O primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, teve como vice o seu conterrâneo alagoano Floriano Peixoto. 
Deodoro assumiu o poder através de um golpe militar. Ele era Marechal.
Deodoro, que fechou o Congresso Nacional e impôs Estado de Sítio ao País. Ele foi o primeiro presidente a renunciar ao cargo e no seu lugar assumiu Floriano que botou prá quebrar no rigor do termo.
A primeira República durou até 1930, quando outro golpe militar elevou ao poder o gaúcho Getúlio Vargas. Esse, como os dois primeiros, prendeu, torturou e matou, além de exilar Washington Luís que deveria entregar o cargo ao sucessor Julio Prestes, eleito pelo voto popular. 
O vice presidente na chapa de Getúlio foi o paraibano João Pessoa Cavalcanti, que tombou a tiros numa confeitaria da capital pernambucana.
Getúlio governou sem vice, pois.
Getúlio deu dois golpes. Um em 1930 eo outro em 1937, que é o ano em que surge o famigerado Estado Novo.
Depois de dar um tiro no peito, no dia 29 de agosto de 1954, o potiguar Café Filho passa a mandar na República. Mas por pouco tempo. No seu lugar, entra Carlos Luz. Por pouquíssimo tempo. Por fim, no lugar de Luz entra Nereu Ramos e depois Juscelino Kubistschek. O governo de Juscelino foi tranquilo, embora os militares se movimentassem para impedir a sua posse.
Naquele tempo, anos 50, o vice-presidente recebia votos como o cabeça da chapa. E assim foi com o Jânio e Jango. Jânio renunciou e Jango, depois de assumir foi deposto pelos militares em 1964. E a história segue.
Uns 20 políticos são candidatos à chefia da nação.
O candidato líder nas pesquisas, o militar aposentado Jair Bolsonaro, já tentou 3 vezes ter vice na sua chapa, está na estaca zero. O ex governador de São paulo, Geraldo Alckmin também ainda não convenceu ninguém a seguí-lo na chapa.
Está faltando candidato de presença, que transmita segurança, respeito e confiança aos eleitores na verdade está faltando candidatos às próximas eleições. A princípio, estamos fritos. E eles, profissionais da política, também.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

VOLTAIRE: O ATEU, O SÁBIO E DEUS

Nestes tempos loucos, bicudos, em que as fácil fácil perdemos o bom senso e a paciência fundamentais para o bom viver; é ótimo ler ou reler as lições contidas no conto O Ateu e o Sábio, do Voltaire (François-Marie Arouet; 1694-1778), escrito em 1775 três anos antes de o autor morrer em Paris, onde nasceu.
Podemos considerar esse um livro raro e pouco conhecido.
Meia dúzia de personagens forma a história engendrada por Voltaire: Jenni, um porra louca devasso filho de um doutor em teologia, Freind; Boca Vermeja, amante do padre inquisidor Caracucarador, que condena a fogueira Jenni. Ai rola um triangulo amoroso. E segue a história com Freind; o sábio e doutor em teologia, discutindo em alto nível questões referentes à fé, à criação ( incluindo homens e bichos) e a existência de Deus.
São interessantes as definições que Freind apresenta ao correr os debates com Bacharel de Salamanca e o inglês Birton.
A história parece ter sido escrita agora, de tão atual que é.
A formação de Voltaire foi católica, mas passou a vida toda criticando essa religião. Em particular mantinha muita distancias dos jesuítas. Tinha ali uns 20 anos, quando fez publicar um folheto em que metia o pau na política da sua época. Resultado: foi levado a curtir uma temporada na Bastilha. Aliás, ele foi preso lá duas vezes. Depois teve que sair da França para morar na Inglaterra, onde desenvolveu quase toda a sua extensa obra. 
Voltaire criticava a Igreja, mas dizia que: "Se Deus não existisse, tinha que ser inventado" é dele também a frase: "Posso não concordar com tudo o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo".
Friend é o alterego de Voltaire em O Ateu e o Sábio.
É sempre importante ler Voltaire.
Os editores bobos e intelectuais de meia-tigela  não consideram O Ateu e o Sábio uma obra maior de Voltaire, por isso esse é um livro bastante difícil de se achar por ai.
As coisas boas, incluindo a leitura de livros, têm que ser compartilhadas.
E como termina essa história?
O que acontece com o filho devasso do doutor Friend?
O final, muito bonito, termina no último capítulo.

sábado, 21 de julho de 2018

A SOLIDÃO COMO OPÇÃO


É tocante, mas não absurdo, o fato de alguém optar por viver sozinho.
A notícia que ouvi há pouco, na CBN, dando conta de que um índio vive só, sem ninguém, no meio da mata, vestido de palha, monitorado por funcionários da FUNAI há 22 anos, aí sim, é um fato absurdo.
O índio sem nome, sem parente, aderente nem aldeia, pois pelos brancos dizimada, teve por todo esse tempo a sua privacidade invadida, quebrada, arrombada, sem chave, sem ferrolho. Isso, sim, é um horror!
Viver só,  é uma opção, seja onde for, e seja homem, seja mulher, embora saibamos -e a história mostra isso- que ninguém é ilha, que ninguém nasce para viver só e curtir a solidão.
A opção de viver só é, quase sempre, provocada por uma situação, por um meio, por um ambiente.
Nem uma árvore, nem um pé de coco, nasce e frutifica sozinho.
Ouvindo a notícia do índio que teve a história dos seus antepassados violentada, extinta, lembrei da violência que fazem os invasores de terras e de mentes. Invasão é conquista violenta.
O Brasil continua sendo violentado, como se vê no caso do índio de Rondônia, representante natural de todos os seus ancestrais.
Sinto pena de nós.
Na escola, eu ficava encantado com as histórias que ouvia dos professores sobre os primeiros habitantes da nossa terra. As crenças, os mitos... Quanta coisa!
O sol, a lua, a chuva, relâmpagos e trovões, deuses. O sentido disso tudo para os índios é bem maior e mais bonito do que o sentido que damos nós a essas mesmas coisas.
Os índios falam, falam, nunca deixam de falar, dialogam, contam histórias, ouvem histórias e dialogam suas questões entre si. A fala, o diálogo é coisa mágica em qualquer idioma, em qualquer dialeto e lugar.
Um ser junto com outro ser é mais forte do que um ser sozinho. Os índios, especialmente os índios mostram isso.
Vocês já leram Iracema? O romance indigenista do cearense José de Alencar?

ODISSEIA 2

Aperreado por não lembrar algumas coisas, Tinhorão achou absurdo o fato de hoje em dia ser tão difícil localizar o telefone de alguém. Lembrou que no passado recente bastava pegarmos a lista telefônica e lá procurar o nome e o número telefônico de alguém e pronto. Hoje é tudo moderno, mas atrasado e esquisito. Tinhorão não tem computador. Alguns índios têm.
Antes de despedir-se e lamentar o fato de estar esquecendo coisas, recomendou, cheio de graça: "Envelhecer é uma coisa terrível, o velho fica esperando, fica esperando o quê, fica esperando morrer, agora, se fica esperando morrer por que não morre de uma vez? Vou dar um conselho a vocês mais jovens: antes de envelhecer, morram!" 
Aos 90 anos de idade, Tinhorão optou por viver com mulher e 9 gatos. Isso me fez lembrar uma das últimas entrevistas do pernambucano Nelson Rodrigues, em que ele pede que os jovens envelheçam, confiram:




sexta-feira, 20 de julho de 2018

MISTÉRIOS DO UNIVERSO: O HOMEM NA LUA

Esse negócio de estatística é uma negócio danado, não é mesmo?
Aprendemos na escola que há 9 planetas no Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
Agora os bidus da ciência dizem que há milhares, milhares e milhares de planetas fora do Sistema solar, no universo.
Há uns anos, descobriu-se um novo planeta no Sistema Solar. Esse planeta, é 2015 RR245, está há mais de 14 bilhões de km além do Sol.
O planeta 2015 RR245, foi descoberto num mês de Julho.
No dia 12 de Julho de 1997, os bam bam bans da NASA capitaneados por uma mulher, mandaram ao espaço o samba Coisinha do Pai, de Jorge Aragão, Almir Guineto e José Carlos da Vila, na voz da carioca Beth Carvalho. A ideia era fazer com que essa música acordasse um robô em Marte. Não sei no que deu, mas essa história deu samba na voz da própria Beth:



Existem já muitas músicas que falam dos planetas do Sistema Solar. Marte é o mais lembrado. Marte, no imaginário popular é o planeta cujos habitantes são todos verdinhos. A Elis, por exemplo, mandou ver nessa gostosa canção:



Há exatos 59 anos, o norte americano Neil Armstrong pôs os pés na cara da lua. Um horror! Ele disse: "um pequeno passo para o Homem, mas um grande salto para a Humanidade".
Eu tinha ali uns dezessete anos e vi tudo. 
Eu vi o homem pisar no solo lunar. Eu e muitos também viram e outros viram, mas dizem que não viram. E há quem não viu e garante, por isso, ou nem por isso, que foi tudo invenção do homem.
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, há livros, revistas, jornais, folhetos de cordel et cétera. Claro, e músicas que tratam dessa temática. Ah! Achei legal a narração feita de toda  movimentação que levou o homem à Lua. Ouça essa história:



ODISSÉIA

Meu amigo Tinhorão, que todo mundo conhece, bateu hoje à minha porta aperreado. Sua aperreação tinha a ver com um nome e um telefone. O nome: Eduardo Pontin. Eduardo foi a pessoa que prefaciou o mais novo livro de Tinhorão Primeiras Lições de Samba, acho, que acaba de sair com a chancela do Instituto Cultural Glória ao Samba. Ele e Pontim estarão semana que vem em Curitiba, PR, na festa de lançamento desse livro, só que Tinhorão não lembrava o nome de Pontim e tampouco seu telefone. E aí foi minha vez de me aperrear. Após peripécias de um cego ao telefone, que sou eu, acionei o querido Ayrton Munhaini. E aí pronto! Essa história terminou bem. Falei com Pontin que falou com Tinhorão. E tudo foi risada.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

ESSE MUNDO CACHORRO É DOS GATOS

Já faz tempo, muito tempo, que vi ou li em algum lugar que para cada um de nós há 8 ratos. Numa boa? Na verdade, acho que há muito mais ratos para cada 1 cidadão, se contarmos os que atuam deliberadamente em nome da política.
Últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, acho que de 2010, indicam que passa de 52 milhões no número de cães de raças diversas, vira-latas inclusive, habitando os mais de 60 milhões de domicílios do País. O cachorro é tema riquíssimo no folclore de qualquer país, até do Brasil. Isso na literatura de cordel, na literatura clássica, na poesia, no teatro, na música... Vocês lembram desta?

O número de gatos e menor: 22 milhões.
Não gosto de rato, mas conviveria numa boa com cães e gatos.
O cachorro é amigo do homem, segundo velho dito popular confirmado no dia a dia. E o gato?
O gato, ao contrário do cachorro que está tomando conta do mundo, é manhoso e cheio de onda. Quer dizer, o gato e a gata.
Fica o registro




CLEMENTINA DE JESUS

A grande e querida Clementina de Jesus, a Quelé, está ausente fixamente da nossa presença desde 19 de julho de 1987, ela era carioca, nascida em 1901. Foi descoberta para a música no começo dos anos de 1960. No final dos anos de 1970 eu a entrevistei para o Folhetim (extinto suplemento da Folha de S.Paulo). Ela gravou poucos discos, mas todos ótimos. Clementina, negra descendente de escravos, chegou a gravar com o craque Geraldo Filme. Viva Clementina!

FUTEBOL

Hoje é o dia nacional do futebol, você sabia? A data foi criada em homenagem ao esporte Clube Rio Grande, do Rio Grande do Sul. Esse é o timo de futebol mais antigo do País. Foi criado em 1900.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

A Copa de 18, na Rússia, findou. E o Brasil dançou antes do tempo. Dançou e rolou. O rolar, no caso, ficou por conta do Neymar. Esse deita e rola em qualquer gramado. Eêêê Neymar!!! Aliás, o camisa dez da Seleção Canarinho virou personagem de quadrilhas juninas. Confira:




Enquanto Neymar deitava e rolava nos campos russos, nossos políticos do Congresso Nacional e fora dele, armavam grandes jogadas. O resultado dessas jogadas veremos em breve.
O militar deputado Bolsonaro, pré candidato a presidente da República, queria como vice outro ex militar: Augusto Heleno, general que andou em missão no Haiti, mas o partido, PRP, o vetou. E agora? Um militar, na corrida à presidência, já é muito, dois, então....
Uma quantidade enorme de brasileiros foi agitar bandeiras na Rússia. E muitos deles aprontaram. Fizeram coisas horrorosas. Coisas que nem quero lembrar, mas vocês sabem. Quero ver essa turminha bagunceira, horrorosa, aprontando no Qatar, que sediará a próxima Copa.
Lá a coisa não é brincadeira, não.
Olha o mestre Fausto antecipando as coisas:


DO PRÓPRIO BOLSO

O que vocês acharam da presidente da Croácia que comprou passagem do próprio bolso para ir assistir o desempenho da Seleção de seu país na Rússia? E ela não fez só isso. Ela também tirou do próprio bolso grana para auto custear-se na Rússia. Detalhe: como se não bastasse, ela ainda foi se misturar com torcedores patrícios.

domingo, 15 de julho de 2018

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES

A Croácia acaba de perder da França, a França acaba de ganhar...
Poxa, o mundo torceu pela Croácia. Torceu pela Croácia por ser a Croácia, um país-nação sofrido, lascado, derrubado, mas forte. A prova, mais uma vez, foi mostrada ao mundo hoje.
Na verdade, a Croácia não perdeu pra França.
Na verdade, na verdade, a França não ganhou da Croácia.
Na verdade, na verdade, na verdade, o mundo ganhou com a Croácia e França em campo, na Rússia.
Eu cresci ouvindo que comunista comia criancinhas. Quanta mentira!
A ditadura de esquerda é tão violenta quanto a ditadura de direita. A história mostra isso. Hoje desde ontem, com olhos abertos, entendemos que na real a história não é bem assim.
Enfim...
 A Iugoslávia, do marechal Tito, sufocou a vida. Dessa vida, surgiram seis países, entre eles, a Croácia.
O time croata entrou em campo decidido a mostrar que mais do que ideologia, a mente e o corpo são fortes. Mas, no primeiro momento... titubeou. Um gol de cabeça contra. Depois, um pênalti nervoso, à toa.
Pois é.
Na vida fundamentalmente é preciso que todos nós tenhamos calma, tranquilidade. Que exercitemos a paciência.
E aí vem a China. Incrível a China!
O território croata e o povo da Croácia cabem perfeitamente no mapa do Estado da Paraíba.
A Paraíba, nas suas dimensões territoriais, mede 56,5 mil quilômetros quadrados.
A Croácia, nas suas dimensões territoriais mede 56,5 mil quilômetros quadrados...
Viva a Paraíba, viva a Croácia!
A íris-croática é a flor símbolo da Croácia e a flor-de-lis é a flor símbolo da França.
E parabéns a França!







PARAÍBA, FRANÇA E CROÁCIA, É GOL!

A Croácia  é um país pequenino, nação pequenina, que nem a Paraíba. Aliás, a Croácia cabe inteirinha no território paraibano.
A extensão territorial da Paraíba é de 56,5 mil km².
A extensão territorial da Croácia é de 56,5 mil km² Não, você não entendeu errado. É isso mesmo. O tamanho territorial da Paraíba e da Croácia é o mesmo, e mais: o número de habitantes da Paraíba e da Croácia é de 8 milhões de habitantes, dividido por 2 dá 4, isso mesmo: tanto a Paraíba quanto a Croácia têm 4 milhões de almas viventes, rindo, chorando e torcendo pela vitória hoje, em território russo.
A nação croata respira o ar da liberdade desde o final da primeira metade dos anos de 1990. 
Foi em 1991 que o povo da Croácia rebelou-se contra o governo Tito da Iugoslávia, extinta, pulverizada.
No embate pela independência, a Croácia perdeu cerca de 10.000 pessoas. A extinta Iugoslávia, o mesmo número.
Aquele baião de Luiz Gonzaga, Paraíba, cabe certinho na vida guerreira da Croácia. Ouçam:



Nos campos russos em que transcorre a Copa 2018, o time croata mostrou com quanta garra se forma um povo. Foi uma beleza, aliás tem sido uma beleza acompanhar os croatas brincando com a bola, brigando pela vida, dando exemplo de coragem e determinação. O desfecho será daqui a pouco contra a França. A propósito: foi na França, precisamente em Paris, que em maio de 1904 foi criada a Federação Internacional de Futebol, Fifa.
A Fifa foi criada por um advogado inglês, por um banqueiro holandês e por dois franceses, um deles  o editor Jules Rimet.
O território francês passa dos 500 mil km² e a sua população anda em torno dos 70 milhões de pessoas.
Eu gosto da França, mas vou torcer prá a Croácia ganhar.
E por falar na França, foi ontem, 14 o seu grande dia, o dia em que a violência deu vez à liberdade.


quinta-feira, 12 de julho de 2018

A VERRUGA DO TEMER


O Brasil é uma coisa doida. O Brasil e o mundo todo. Pessoas, umas, acham que são tudo. Tem até umas que acham que estão acima do bem e do mal.
O mundo moderno ou modernoso em que vivemos transforma gente em bicho, em coisa.
Michel Temer é uma coisa, digamos. Uma besta!
Neymar, aquele que cai o tempo todo rolando prá fora do campo também. O Brasil é um país fantástico. Fantástico, eu disse.
A realidade no Brasil é tão fantástica quanto os contos de Kafka (1883-1924).
No começo deste ano, Neymar teve um dedinho do pé esquerdo, o mindinho, machucado, sabe-se lá como. O Brasil ficou em polvorosa com o dedo mindinho machucado do Neymar. O mundo esportivo então, nem se fala. Hoje 12, ali pelas 15 horas, o horror que é Temer deixou em polvorosa a Imprensa Mundial.
Temer saiu jaburu do Jaburu (Palácio) prá um atendimento médico na emergência ou sei lá da Câmara dos Deputados.
Depois de tanto reboliço, de tanto disse-me disse e não sei que lá não sei que lá, não sei que lá, descobriu-se: o Temer, sim essa besta, fora ao Hospital para retirar uma verruga sabe-se lá Deus Onde.
Ah Temer...pede as contas!



VIVA GUILHERME DE ALMEIDA!


Guilherme de Almeida nasceu em 1890. Mario de Andrade, em 1897. Augusto Sardinha (Garoto) nasceu no ano de 1915.
O que é que Guilherme, Mário e Garoto têm em comum?
Guilherme, Mário e Garoto nasceram em São Paulo. Além disso, os três participaram da Revolução Constitucionalista de 1932. Guilherme e Garoto foram ao Front.
Garoto chegou a ser ferido, a bala, e encerrou a sua participação num hospital. Após isso voltou e transformou-se num revolucionário do violão no Brasil. Mas Mario foi tão importante na revolução de 32 quanto Guilherme e Garoto.
O mais completo intelectual paulistano Mario de Andrade agarrou a bandeira de 32 para forçar Getúlio Vargas a aceitar que o Congresso Nacional promulgasse uma Nova Constituição. E isso ocorreu em 1934.
A Constituição de 1934 não foi uma das melhores do País, mas essa pé outra história.
Guilherme de Almeida foi um dos mais brilhantes poetas que o Brasil já deu.
Guilherme, além de poeta, foi advogado, jornalista, tradutor.
Guilherme, que foi um dos 70 e poucos paulistas exilados após a Revolução, falava e escrevia fluentemente em Grego, Latim, francês espanhol, inglês e arranhava a fala e a escrita noutras línguas como o alemão e italiano. Ele traduziu Voltaire e outros cabras bons da França etc.
Guilherme de Almeida morreu no dia 11 de julho de 1969.
A Revolução Constitucionalista de 1932 era para ter começado no dia 14 desse mesmo mês de julho. Mas começou no dia 8, quando Vargas nomeou Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso (1867-1947) como ministro da guerra. E é aí que entra nessa história o gaúcho Bertoldo Klinger (1884-1969), que comandava uma unidade do Exército em Mato Grosso. Klinger desafia Cardoso e o começo do fim da Revolução Constitucionalista de 1932 está aí.
Essa história é incrível!
Eu disse que o 9 de julho começou no dia 8 e que era prá começar no dia 14. Na verdade, a Revolução Constitucionalista de 1932 começou no dia 23 de maio, com o assassinato de 4 estudantes que viraram uma sigla: MMDC.
A morte desses estudantes foi presenciada pelo racialista Cesar Ladeira (1910-1969). Vamos ouvir um pouco o Cesar Ladeira e Guilherme de Almeida? Ah! Ia me esquecendo de dizer que alguns poemas de Guilherme de Almeida ganharam melodia.





sexta-feira, 6 de julho de 2018

BRASIL COPA EU E TU. VIVA FAUSTO!

A França acaba de despachar a seleção do Uruguai prá seu lugar. Fez bem.  Foi jogo bonito.A França foi melhor, claro,  mesmo sem gol do menino Mbappé, não é mesmo Peter?
Depois de ganhar 5 Copas, o Brasil está com jeito de chegar ao Hexa.
Em 2002, quando a seleção brasileira faturou o penta Campeonato Mundial, meu querido amigo Gereba compusemos isto aqui:




O tempo passou e sei lá por quais razões o Brasil até aqui, não fechou meia dúzia de vitórias totais na Copa. Em 2010, eu e meu querido Jarbas Mariz, compusemos uma história musical assim:
É claro que eu brinco com muitos amigos sobre a seleção brasileira. Brinco dizendo coisas sérias. O futebol de hoje não é o mesmo futebol de ontem, veja, sabemos. Mas lembrar Didi, Vavá, Pelé, Garrincha, é coisa boa demais. Mas isso é ontem. Hoje é a globalização das pernas turbinadas....
A minha mulher Lúcia narrou para mim o chôro de um Uruguaio em campo. Isso me fez lembrar que mais grana tenham todos tudo, o ser humano prevalecerá.
Viva o Uruguai!
O Fausto, gênio do traço como Paulo Caruso, Jaguar, Alcyr, Angeli e tantos queridos amigos que tive até aqui, a alegria de conviver; e chega de conversa! o Fausto fez para esse Blog esta beleza:


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