Surpreendente movimento militar que estourou ontem nesta Corte, espalhando agitação e disseminando boatos que duraram todo o dia tomaram conta da cidade, acabou impondo a deposição, pelas armas, do governo do Visconde de Ouro Preto – e ao mesmo tempo, do regime monárquico instaurado no país desde Independência, há 67 anos. O Brasil é agora uma república, segundo os oficiais que comandaram a manobra. O imperador D. Pedro II, há 49 anos no trono, encontra-se em prisão domiciliar, com todos os demais membros da família imperial, no Paço da Cidade.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2021
O DIA EM QUE O IMPERADOR CAIU
domingo, 14 de novembro de 2021
CRIANÇAS PORTUGUESAS APRENDE O PORTUGUÊS CERTO!
sábado, 13 de novembro de 2021
SOCORRO LIRA NOS BRINDA COM MARIA FIRMINA DOS REIS
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu falar de Maria Firmina dos Reis?
Pois bem, Firmina dos Reis nasceu em março de 1822 e foi registrada em cartório em 1825.
Caso você não saiba quem foi essa mulher, corra depressa e vá procurar o CD Cantos à Beira-mar (abaixo).
Nesse disco, belíssimo, há 10 poemas musicados pela cantora, compositora e instrumentista paraibana Socorro Lira. Após musicados, os textos poéticos de Maria Firmina dos Reis receberam incrível arranjo do compositor, cantor, instrumentista e maestro Jorge Ribbas.
Ribbas é pernambucano e vive em Campina Grande, PB, há vários anos.
Socorro Lira é uma das mais afinadas e sensíveis vozes brasileiras. Já tem 13 álbuns lançados e um DVD (Amazônia, entre Águas e Desertos), os mais recentes são o já citado Cantos à Beira-mar e Chama. Os dois últimos trazem capa assinada pelo craque do traço Elifas Andreato.
Essa artista detentora de prêmios e apreciada por um público que vai do Brasil à Europa, Ásia e por todo o continente africano, tem o bom costume de trazer ao presente figuras do passado como a poeta ora homenageada em disco.
Dentre os resgates poéticos/musicais feitos por Socorro estão Zé do Norte e José Marcolino.
Zé do Norte rendeu à artista o troféu de melhor cantora na 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em 2012.
No disco Cantos à Beira-mar Socorro Lira aparece declamando uma das 11 faixas, com acompanhamento de Ribbas. “Fiz um merengue e acho que ficou bastante legal o poema O Meu Desejo”, diz o maestro arranjador.
Os ritmos musicais encaixados nos poemas de Firmina dos Reis são claramente identificados como bolero, reggae, maracatu, choro, fado, canção, valsa, samba-canção e até um baião, além do já dito merengue.
“No momento, estou em estúdio pondo voz no novo disco que deverá ser lançado em 2022”, revela Socorro Lira, acrescentando que no próximo dia 23, às 19h, estará a frente de mais uma edição do Prêmio Grão de Música, por ela dirigido há 8 anos. “Avisa o povo para assistir a edição desse prêmio no canal Grão de Música”, pede rindo.Os primeiros textos poéticos de Firmina dos Reis foram publicados no jornal A Verdadeira Marmota (1861), Revista Maranhense (1887) e os últimos no O Federalista (1903). Além dos poemas, deixou de herança um romance abolicionista (Úrsula), uma novela indianista (Gupeva) e um conto (A Escrava).Maria Firmina dos Reis, maranhense de nascimento, morreu esquecida, pobre e cega no dia 11 de novembro de 1917.
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
UM INTELECTUAL DA MPB, NA ABL
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
VIVA MARIA FIRMINA DOS REIS
O MEU DESEJO
A um jovem poeta guimaraense
Na hora em que vibrou a mais sensível
Corda de tu'alma - a da saudade,
Deus mandou-te, poeta, um alaúde,
E disse:Canta amor na soledade.
Escuta a voz do céu, - eia, cantor,
Desfere um canto de infinito amor.
Canta os extremos duma mãe querida,
Que te idolatra, que te adora tanto!
Canta das meigas, das gentis irmãs,
O ledo riso de celeste encanto;
E ao velho pai, que tanto amor te deu,
Grato oferece-lhe o alaúde teu.
E a liberdade, - oh! poeta, - canta,
Que fora o mundo a continuar nas trevas?
Sem ela as letras não teriam vida,
menos seriam que no chão as relvas:
Toma por timbre liberdade, e glória,
Teu nome um dia viverá na história.
Canta, poeta, no alaúde teu,
Ternos suspiros da chorosa amante;
Canta teu berço de saudade infinda,
Funda lembrança de quem está distante:
Afina as cordas de gentis primores,
Dá-nos teus cantos trescalando odores.
Canta do exílio com melífluo acento,
Como Davi a recordar saudade;
Embora ao riso se misture o pranto;
Embora gemas em cruel soidade...
Canta, poeta, - teu cantar assim,
Há de ser belo enlevador enfim.
Nos teus harpejos juvenil poeta,
Canta as grandezas que se encerram em Deus,
Do sol o disco, - a merencória lua,
Mimosos astros a fulgir nos céus;
Canta o Cordeiro, que gemeu na Cruz,
Raio infinito de esplendente luz.
Canta, poeta, teu cantar singelo,
meigo, sereno com um riso d'anjos;
Canta a natura, a primavera, as flores,
Canta a mulher a semelhar arcanjos.
Que Deus envia à desolada terra,
Bálsamo santo, que em seu seio encerra.
Canta, poeta, a liberdade, - canta.
Que fora o mundo sem fanal tão grato...
Anjo baixado da celeste altura,
Que espanca as trevas deste mundo ingrato.
Oh! sim, poeta, liberdade, e glória
Toma por timbre, e viverás na história.
----------------
Eu não te ordeno, te peço,
Não é querer, é desejo;
São estes meus votos - sim.
Nem outra cousa eu almejo.
E que mais posso eu querer?
Ver-te Camões, Dante ou Milton,
Ver-te poeta - e morrer.
ADEUS
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
TODO DIA É DIA DE PENSAR
terça-feira, 9 de novembro de 2021
EM PREPARO EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE IMPRENSA NEGRA
JORNALISTAS E CIA
domingo, 7 de novembro de 2021
LEI PRA INGLÊS VER
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| O Mestiço, por Cândido Portinari |
sábado, 6 de novembro de 2021
ROSTO NEGRO DO BRASIL
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| O escrito Oswaldo de Camargo |
Jornalista, poeta e historiador, Camargo é um bom papo. Fala simples, natural. São muitos os livros que já publicou, entre os quais Um homem tenta ser anjo (1959), 15 poemas negros (1961), O carro do êxito (1972), A Descoberta do frio (1979).
Ciente da sua importância e da importância do negro na sociedade, Oswaldo de Camargo aos 85 anos deu-me uma verdadeira aula sobre o que chama com naturalidade da contribuição do negro entre nós.
É indiscutível a herança africana no Brasil. Pedi-lhe que escrevesse algo a respeito. E sem delongas, mandou-me o que podemos classificar de crônica. Leiam:
ROSTO NEGRO DO BRASIL
por Oswaldo de Camargo
Nesta altura de minha vida, 85 anos, arranhados por ímpetos de juventude e avisos bem audíveis de decrepitude, ponho me a inventariar qual a importância do negro, ou melhor, dos negros na história do nosso país.
Falo, diante do fato concreto e verificável de que sou um negro brasileiro.
Afirmam que nossa história aqui vem desde 1530, como escravizados. E nesse caminho que os compêndios de história registram apareceu um número razoável de nomes que provam como a aventura humana, mesmo de negros — diria o branco Ocidente — pode ser magnífica.
Henrique Dias, Padre José Maurício, Chiquinha Gonzaga, Luiz Gama, Cruz e Sousa... (Recorra-se aos compêndios, frios e burocráticos, geralmente; lá se aprende).
Fato é que, no meu ver, um dos dramas do País, desde muito, é a humanidade negada ou mal percebida do negro brasileiro. Não se notou, ou se fez o máximo para impedir o fulgor da alma do negro sobre o seu corpo, como se lê em verso de um poeta nosso.
As marcas que o africano deixou, visíveis na dança, na culinária, na religiosidade, nos gestos, na fala, no afago, estão aí.
Em nosso livro O Negro Escrito — Apontamentos sobre a Presença do Negro na Literatura Brasileira, acentuamos, sobre o passado:
“Negros para mourejar em canaviais, no eito, em conventos, em engenhos, ‘escravos de ganho’, moleques em seus misteres de utilidade prática e já rendosa, treinando para ‘bons escravos’, isso foi o povão negro que se ia espalhando pelo mapa do incipiente Brasil.”
Certo é que o País, a par de sua feição herdada sobretudo do Ocidente, marcou-se e continua se marcando com a existência cada vez mais crescendo de negros, na concretude do corpo.
Cinquenta e cinco por cento da população...
Mas, quando se vai reconhecer, em todos os negros, a sua plena humanidade?
Repete-se a história: em séculos passados, sobretudo no XIX, negros , poucos, despontaram e são testemunhados em compêndios e livros de História.
Hoje, negros ainda continuam despontando, em número incrivelmente irrisório.
Quando se poderá ver em todos os negros, pardos e mulatos a sua plena humanidade, dando aval à nossa verdadeira democracia?
No entanto o negro continua marcando o rosto do País...
Que rosto?
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
O CRÍTICO MACHADO DE ASSIS
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| Caricatura de Machado de Assis, autor desconhecido |
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
HÁ 130 ANOS, MORRIA SILVA JARDIM
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| Charge com Silva Jardim e o conde D'eu, de 1888 |
| Retrato de Silva Jardim |
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
AOS 77, VIVA MIGUEL DOS SANTOS!
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| Assis e Miguel dos Santos |
- A PEDRA DO REINO DE MIGUEL DOS SANTOS
- MIGUEL DOS SANTOS, UM GRANDE ARTISTA
- UM MESTRE DAS ARTES PLÁSTICAS, MIGUEL DOS SANTOS
- MIGUEL DOS SANTOS, ARTE COM PERSONALIDADE
- MIGUEL DOS SANTOS NO CARNAVAL
- MIGUEL DOS SANTOS: UM TOTEM DO BRASIL
CÉLIA E CELMA
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
NELSON FREIRE NÃO MORREU...
domingo, 31 de outubro de 2021
O HOMEM NÃO TEM JEITO. O PRECONCEITO MATA.
O tempo nos leva à reflexão. Sempre.
O gênero humano não tem jeito, não terá. Penso...
Faz muito tempo, muito mesmo, que o homem ganhou a forma bípede.
Entre os homens, nós, há pretos e brancos; pobres e ricos.
O problema se acha exatamente aí: pobres e ricos e pretos e brancos.
Esse gênero não toma jeito, com ou sem pandemia.
O preconceito nos matará.
Os brancos continuam tentando se desfazer dos pretos o tempo todo. Em todas as línguas, em todos os cantos.
Na terra do Tio Sam, EUA, a polícia vive doida pra matar negros. No Brasil, também.
Dia desse o amigo e parceiro pernambucano Jorge Ribbas achou de compôr uma pérola musical sem letra. Belíssima.
Emocionado perguntei a jorge como fizera essa obra. E ele, respondeu: "Fiz essa música em homenagem aos negros do mundo inteiro; impactado pela tragédia da morte de George Floyd, que por 11 vezes gemeu a frase: "I Can't breathe". Daí, peguei esse fragmento, falado por Floyd, como motivo e inspiração para desenvolver as melodias que utilizei na música, no sentido de sensibilizar para as situações que, a despeito de estarmos no século XXI, ainda acontecem frequentemente e em inúmeros lugares do nosso planeta".
Pois é, o tempo nos leva à reflexão.
Essa nova música do Jorge Ribbas, I.C.B. (I can't breathe), nos faz pensar sobre as grandes mazelas do mundo.
Perfeito. Ouçam e opinem.
Jorge Ribbas, maestro e compositor, é o arranjador de muitos artistas Brasil Afora, entre esses, Socorro Lira.
Os últimos discos de Socorro têm capa assinada pelo craque do traço Elifas Andreato. É de Elifas, também, a capa do novo álbum de Jorge Ribbas, It's Time... Esse álbum trás onze faixas autorais.
A obra de Jorge Ribbas nas principais plataformas de streaming.
sábado, 30 de outubro de 2021
COSTA SENNA, UM BRINCANTE EM CENA
Costa Senna, de batismo Francisco Helio da Costa, é um dos artistas populares mais importantes do Brasil. Nascido em Fortaleza, CE, Senna passou boa parte da infância num lugarejo chamado Choró Limão, localizado no interior de Quixadá, CE.
Foi em Quixadá, terra dos cordelistas Alberto Porfírio da Silva (1926-2009) e Rouxinol do Rinaré, que o menino Francisco tomou gosto pela arte popular e dela tornou-se um aplaudido nome.
“Um dia, chegou lá em casa o meu avô Vicente. Quando ele se preparava pra voltar pro seu lugar, em Quixadá, eu chorei, esperneei, atirando-me as suas pernas. Certamente tocado pela cena, levou-me consigo com a aquiescência da minha mãe”, revela Costa Senna.
Depois de voltar a Fortaleza, ali com seus 13, 14 anos, Costa Senna foi levado por uma namorada à casa de Juvenal Galeno. “Ali conheci muitas pessoas e fiz amizades. Essas amizades abriram caminho para que eu pudesse desenvolver e mostrar meu talento pela arte popular”, conta o artista que começou atuando como ator no palco.
Não demorou e ele trocaria Fortaleza por São Paulo. E aí tudo aconteceu com maior rapidez na vida desse talentoso artífice da cultura brasileira.
Até agora, Costa Senna já gravou 6 CDs e 2 DVDs. Fora isso escreveu e publicou 13 livros e pelo menos 50 folhetos de cordel. Como ator, atuou nas peças A Noite Seca de Geraldo Markan, Barrela de Plínio Marcos, Deus Lhe Pague de Juracy Camargo, O Caldeirão de Oswald Barroso. E nos filmes: Paulo Freire, Educar Para Transformar; Nísia, Paulo e Josué – Oficina de Memória e As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thoth.
Em novembro de 2001, sobre o artista escrevi para o disco Costa Senna em Cena:
Diz de gente, povo e puta; de natureza, corrupção, racismo e violência. Diz mais. Diz de fome, de seca e de guerra; de mazelas dos tempos modernos, como a AIDS. Diz até da língua portuguesa, pobre e abandonada, e de político safado, ladrão. Revoltado, o poeta mete a ripa no bicho homem, que mata e destrói sem pena, sem dó. Triste diante do quadro que lhe surge, o poeta não se cala: abre o bico e solta o verbo em defesa da ecologia, do planeta e de tudo que se bole sobre o velho bucho do mundo. Perfeito.
Ouçam-no com atenção. Peguem carona no tempo e sigam o poeta na rima e na métrica. É boa a viagem, e quem gosta do que é bom vai aqui se esbaldar ao som do rap no ritmo autêntico do repente nordestino.
Senna - você ainda não sabe? - é doutor em sensibilidade, que faz e declama poesia com naturalidade e maestria, coisa difícil nestes tempos bicudos.
Filho de Joaquim Raimundo da Costa e Raimunda Sena da Costa, Costa Senna é o
mais velho dos 6 irmãos do casal, que também teve 7 filhas. “No total, somos
13 irmãos. E vivos até hoje, graças a Deus!”, firma Senna.
Francisco
Helio da Costa, Costa Senna, nasceu no dia 30 de novembro de 1955.
O
depoimento que o artista nos concedeu é tocante. Ouça:
OUÇA TAMBÉM: CANTE ESSE REFRÃO POR AÍ • FÁBRICA DE UNI VERSOS • MOÇO DAS ESTRELAS
| Cordéis de Costa Senna |
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
OBRA DE BONOMI REVERENCIA VÍTIMAS DA COVID
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| Assis Angelo com Maria Bonomi e Oswaldo Faustino |
AMIGOS
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
ÍNDIOS E NEGROS EM TEMPOS DE GUERRA, NO BRASIL
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
FOI BELA A FESTA PÁ, NA PRAÇA!
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| Fotos de Jorge Araújo |
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| Encontro entre Assis, Ana Maria, Mariana e Vanira |
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| Assis Ângelo e Elifas Andreato |
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| Fotos de Jorge Araújo |
domingo, 24 de outubro de 2021
A MORTE É A ÚNICA CERTEZA DA VIDA
O consumismo desenfreado enlouquece qualquer sociedade, a nossa inclusive
Nesses tempos loucos, completamente louco, em que o material se sobrepõe sobre o espiritual, caminho não há, a não ser o da tragédia coletiva: o fim sem começo.
A morte é parte inseparável da vida.
A vida faz parte da morte e vice e versa.
É simples entender isso, só não entende quem não quer.
Milhões de pessoas morrem e nascem todos os dias. Nascem mais do que morrem.
Hoje 24 faz um mês que a morte levou a vida de dois amigos queridos: o jornalista José Antônio Severo e o editor de livros José Xavier Cortez.
A madrugada daquela fatídica sexta de setembro nos deixou a todos tristes.
Severo, gaúcho, foi editor e diretor de jornais e revistas em São Paulo, principalmente.
Sob a batuta de Severo, o jornal Gazeta Mercantil, já extinto, fez história no seu tempo. E história também fez na também revista Realidade.
Muita coisa o Severo fez no campo do jornalismo.
Cortez, nordestino de Currais Novos, RN, foi agricultor e marinheiro cassado pelos milicos em 1964.
Esse nordestino arretado foi amigo do revolucionário do Barão do Mar. Mas essa é outra história...
Cortez deixou uma editora com seu nome. Famosa. Cortez, aliás, dá nome a uma escola na zona sul de São Paulo.
Os dois, Severo e Cortez foram sábios.
Era muito bom falar com Severo. Aprendíamos.
Poucos meses antes de partir "praquela" viagem sem volta, Cortez distribuiu o que tinha de objeto pessoais, roupas inclusive, a quem precisava. E era muita coisa. E de grife, que não usava.
Isso fez-me lembrar de Cornélio Pires(1884-1958).
Cornélio era paulista de Tietê. Foi um dos maiores brasileiros que marcou presença fortíssima no campo da cultura popular.
Entre 1929 e 1931, Cornélio produziu e gravou 52 discos de uma série da extinta gravado Colúmbia com seu nome.
Essa história de vida de morte tem que ser encarada com naturalidade, discutida até.
Tudo na vida (e na morte) é normal. A morte é a única certeza da vida.
Pois é, só não ver quem não quer ver.
Clique: https://www.youtube.com/watch?v=MlDIfRoU8x8&t=105s
AMIGOS E PARCEIROS NO TOM DA BOA MÚSICA
sábado, 23 de outubro de 2021
JARBAS MARIZ É BRASIL QUE BRILHA NO MUNDO
Não é raro, mas é curioso: um paraibano nascer em Minas Gerais, crescer e
correr mundo como se tal fato não houvesse ocorrido.
Esse é exatamente o
caso do cantor, compositor e instrumentista Jarbas Mariz. “Eu nasci num lugar
chamado Aimorés, em Minas, mas com poucos meses de vida fui levado para a
Paraíba. Meus pais são sertanejos, mas eu me criei em João Pessoa”, diz rindo
o inquieto artista que há mais de 30 anos acompanha mundo afora o músico
baiano Tom Zé. “A primeira vez que nos encontramos, eu e Tom, foi na Funarte,
em Sampa. Foi uma ótima conversa e logo estava ele a me dirigir num palco”,
relembra o artista.
Além da curiosidade de ter nascido no interior de
Minas, Jarbas conta que há várias outras curiosidades na sua vida: “Comecei
tocando coisas da jovem guarda, até definir o que eu de fato queria”.
A
trajetória artística de Jarbas Mariz começa a ganhar força no começo dos anos
de 1970, quando Lula Côrtes (1949-2011) e Zé Ramalho bateram a sua porta. “A
partir daí, o papo fluiu fácil e logo viramos amigos”, é Jarbas falando.
Não
demorou e logo os dois passaram a ensaiar, com outros músicos, o repertório
para um álbum duplo sob o título de
Paêbirú.
Desse
disco participaram vários artistas iniciantes à época, como Alceu Valença,
Geraldo Azevedo e Zé da Flauta. Curiosidade: uma enchente carregou Capibaribe
abaixo mais de 1.000 cópias de Paêbirú. Sobraram uns 300. Hoje, cada exemplar
desse disco está cotado no mercado pela bagatela de 10.000 reais.
A
respeito, até um documentário já foi feito. Título:
Nas paredes da pedra encantada, por Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim
O tempo foi passando e uma
banda foi criada para acompanhar Tom Zé por aí afora. Quer dizer, no Brasil e
Exterior.
Iniciavam-se os anos de 1990.
Um ano antes, Tom havia conhecido na Bahia
o músico norte-americano David Byrne.
Byrne, ex-líder do grupo Talking
Heads, criara um selo musical (Luaka Bop) e nele o encaixaram. “E a partir
daí, começamos a fazer shows e preparar músicas para o primeiro disco
internacional de Tom Zé”, é Jarbas de novo falando.
O primeiro disco
internacional de Tom,
The Hips of Tradition, foi lançado em 1992.
Jornais de várias partes do mundo o aplaudiram,
enaltecendo a qualidade do artista e dos músicos que o acompanharam.
A
partir daí, a agenda de Tom Zé e de Jarbas, por consequência, cresceu que nem
bolo fermentado.
“Nesses 31 anos que estamos juntos, eu e Tom, já nos
apresentamos na Argentina, Chile, Canadá, Estados Unidos e muitos países da
Europa, como Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Suíça,
Holanda e Inglaterra e por último no Japão em 2019”, recapitula Jarbas
Mariz.
Por todo canto que esses dois vão com banda e tudo, e muita
criatividade, recebem cobertura da imprensa. Viraram fregueses do
The New York Times, por exemplo.
Na banda que acompanha Tom Zé, Jarbas canta e toca viola
de 12 cordas, percussão e bandolim.
Pra bandolim, ele criou uma afinação
especial. “Afinação muito própria, personalíssima”, revela orgulhoso e um tom
de satisfação.
Com Tom, Jarbas gravou 15 CDs, 6 DVDs e 2 filmes:
Fabricando Tom Zé e
Tom Zé, Astronauta Libertado.
Nas últimas 3 décadas, pouco antes até, Jarbas Mariz dividiu o palco
com Jackson do Pandeiro, com quem fez 32 shows; Cátia de França, Pedro Osmar,
Quinteto Violado, Paulo Diniz, Anastácia, João do Vale, Alceu Valença,
Orquestra Jovem Tom Jobim, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Bocato, Oswaldinho do
Acordeon, Elba Ramalho e até o grupo paulistano Demônios da Garoa.
Fora a
participação nos palcos, Jarbas já teve músicas gravadas por Marinês, Gilberto
Gil, Chico César, Lula Côrtes, M4J, Renato Lellis, Fúba, Marco Mendes e Eliane
Camargo. Agora mesmo, ele está pondo ponto final no seu 8º disco de carreira.
Título: Jarbas Mariz, com participações de Chico César, Zé Ramalho e Crônica
Mendes.
Seus discos anteriores são Transas do Futuro, Bom Shankar
Bolenath, Vamos lá pra Casa, Forró do Gogó ao Mocotó, Num lugar de La Mancha,
Do Cariri pro Japão e Pare Olhe Escute.
Esses discos se encontram em
todas as plataformas digitais.
Jarbas Mariz está na estrada há 50 anos,
30 dos quais ao lado da companheira Ângela Tamaso. “Ângela cuida de tudo que
faço, sem ela não haveria agenda nem nada”, conclui numa risada esse mineiro
da Paraíba.
INFORME-SE MAIS, CLICANDO: JARBAS MARIZ NA CONECTADOS • HIROSHIMA, MEU AMOR • CORRIDA PARA O NADA
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
DIA DE FESTA NA PRAÇA VLADIMIR HERZOG
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
CORRUPÇÃO É PRAGA QUE NÃO ACABA NUNCA
deliberada, corrupção falaram mais alto que a defesa da vida em várias partes do planeta (...) O documento final (da CPI) também trouxe indícios claros de que, na base dessa resposta, estão suspeitas de corrupção. Desde os primeiros dias da crise sanitária, entidades como a OCDE alertavam como a pandemia era “o paraíso” dos corruptos, já que abriam-se brechas perigosas diante da pressão por compras imediatas de materiais, regras de licitação que eram suspensas, a pressão popular por respostas e um mercado desabastecido".
BRUMADINHO: 1.000 DIAS E UMA CANÇÃO
Morre sorte, morre vida
Morre fé, morre esperança
Morre fim, morre começo
Morre paz, morre bonança
Morre tudo, nada fica
Só a dor da má lembrança
Morrem homens e mulheres
E crianças nas esquinas
Morre dia, morre noite
Nos morros, nas colinas
Morre tudo que se mexe
No rico solo de Minas
Mariana se repete
Com dor e muito espinho
O povo de Deus precisa
De amor e mais carinho
Por quê morre tanta gente
D'uma vez em Brumadinho?
O terror desceu matando
Pelas águas do Feijão*
Provocando desespero
Pavor e destruição
O poder não tem limite
nem pudor nem compaixão
Força e violência
Tem o Grande Capital
Que transforma gente em coisa
Pelo tal do vil metal
Impondo a "Mais valia"
Na alma nacional
A Vale do Rio Doce
De doce não tem nada
Tem dor, tem agonia
E chicote pra lapada
Quem reclama ganha cruz,
Vira coisa descartada
Vale tudo, vale tudo
Na terra da bandalheira
Vale roubar o povo
Vale vale a roubalheira
Só por isso vale pôr
Os ratos na ratoeira!
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Intriga, suspense, confusão, mentira, emoção atentado contra a ordem e a lei e otras cositas mas . O cantor, compositor e instrumentista To...






















