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terça-feira, 26 de julho de 2022
POR QUE O BRASIL ESQUECE SEUS FILHOS, HEIN?
segunda-feira, 25 de julho de 2022
PERSONA ENFOCA TAIGUARA
domingo, 24 de julho de 2022
ALDO REBELO, UM CANTADOR DE GESTAÇÃO (2, FINAL)
Segundo a jovem, o pai não queria que se casasse com um certo cidadão. E por que?
O cidadão em pauta era um assassino famoso no Nordeste e já tinha sobre as costas a morte de pelo menos meia dúzia de mulheres. Era um tarado.
O guarda, então, concordou que o pai da jovem estava certo. E liberando o motorista, disse: “Ela está doida, mesmo! O manicômio é o seu lugar”.
São muitas as histórias pitorescas constantes no repertório do Aldo Rebelo.
Durante o almoço, muitas histórias foram contadas.
E o padre, ouvindo.
Em determinado momento, senti uma mão no meu ombro e perguntei: “Quem é?”. Resposta: “É o padre, porra!”.
O mais recente livro de Aldo Rebelo chama-se O Quinto Movimento. Esse livro trata do achamento do Brasil, do “grito” de Pedro I, da escravidão e do golpe militar que acabou com o Império. A respeito o cantador repentista cearense Geraldo Amâncio, publicou um folheto de cordel que começa assim:
Brasil, uma terra esplêndida
magnífica, destinada
a maravilhar o mundo,
por Deus vocacionada,
tudo de bom tem de sobra,
mas está como uma obra
incompleta, inacabada.
Este cordel vem das páginas
de um livro norteador
feito de ideias brilhantes,
todas de alto teor,
para que o Brasil avance,
e com segurança alcance
um futuro promissor.
É “O Quinto Movimento”
livro que em textos polidos
mostra ao país os caminhos,
que deverão ser seguidos,
e dessa forma alcançar,
o mais alto patamar
dos povos desenvolvidos.
O cordel de Amâncio, segue terminando assim:
No país onde os poderes
vivem se digladiando
a data das eleições,
já está se aproximando,
se espera um nome ideal,
de envergadura moral
para assumir o comando.
Que o caminho democrático
viabilize essa conquista
e o eleitorado escolha,
o melhor nome da lista,
é o que a nação deseja,
para que o povo seja
seu principal avalista.
Aldo Rebelo acaba de prefaciar o livro póstumo do jornalista José Antônio Severo (1942-2021). Esse livro traz histórias da Independência do Brasil.E o detalhe mais importante nessa história: Aldo Rebelo, além de ótimo contador de causos, é um cantador em gestação. Pois, não à toa, ousou improvisar, junto com Sebastião Marinho, em quadras a toada de origem popular que tem como mote No Calor da Vaquejada. Confira:
sábado, 23 de julho de 2022
ALDO REBELO, UM CANTADOR DE GESTAÇÃO (1)
Que o alagoano Aldo Rebelo é político, todo mundo sabe. E como político Aldo Rebelo começou a carreira como vereador, em São Paulo. E foi o povo de São Paulo que o elegeu seis vezes seguidas deputado federal.
Que Aldo Rebelo foi ministro de pastas diferentes quatro vezes, poucos sabem. E pouquíssimos sabem, ou lembram, que Aldo Rebelo foi presidente da União Nacional dos Estudantes, UNE.
E pensar que Aldo foi ministro da pasta hoje ocupada pelo general lambe-botas Paulo Sérgio, chega ser uma loucura.
Ah! É certo que poucos lembram que Aldo Rebelo foi também presidente da Câmara dos Deputados, no tempo de Ulysses (1916-1992) e Arraes (1916-2005).
“Hoje, na Câmara e no Senado, está tudo esculhambado. O nível de parlamentar é outro, infelizmente”, carimba Aldo Rebelo.
Além disso tudo e de opiniões claras, Aldo Rebelo é jornalista e escritor. Dos bons.
Dia desse, Aldo passou em casa e me apanhou para comer uma carne de sol típica do Nordeste e fomospara um restaurante baião, na zona Sul de Sampa. E comigo também foi o amigo Atilio Bari, dono de uma risada excepcional. No restaurante nos encontramos com o poeta Moreira de Acopiara e o cantador repentista Sebastião Marinho. Lá também estavam o radialista Carlos Silvio, Padre Ney e a presidenta do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira, Conceição Reis.
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| Sebastião Marinho e sua viola |
Aldo contou, de maneira muito própria, que foi amigo do pernambucano Miguel Arraes. E também do paraibano Ronaldo Cunha Lima. E lá vem ele: “Arraes gostava de molhar o bico com água que passarinho não bebe. Um dia lhe aconselharam a parar de beber. E se continuasse, diminuísse. Bebida traz problemas para a saúde. E Arraes, no risinho sarcástico, disse que sabia disso, tanto que andava no carro com um médico, o Dr. Johnnie Walker”.
Mas além de whisky, o ex-governador de Pernambuco bebia boas cachaças.
sexta-feira, 22 de julho de 2022
TAIGUARA É CULTURA ATÉ NA TV
ALDO REBELO
quinta-feira, 21 de julho de 2022
CAMÕES, SRI LANKA, PARAÍBA: UMA HISTÓRIA
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
O Novo Reino, que tanto sublimaram;
quarta-feira, 20 de julho de 2022
TV: SENSACIONALISMO PRENDE O POVO
REVELANDO SÃO PAULO É CULTURA
ARIANO SUASSUNA
terça-feira, 19 de julho de 2022
BOLSONARO TRAMA GOLPE
Já não são quinhentas mortes
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil
Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas
Praga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer
Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente
O Brasil está morrendo
Nas garras do presidente
Presidente também morre
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
segunda-feira, 18 de julho de 2022
FORÇAS DESARMADAS
"Quem trata de eleições são forças desarmadas e, portanto, as eleições dizem respeito à população civil que, de maneira livre e consciente, escolhe seus representantes".
À respeito desse tema, eleitoral e urnas eletrônicas, sugiro leitura imediata do novo número da revista Piauí, que se acha nas bancas. A Piauí traz uma bela e conclusiva reportagem sobre o tema aqui abordado. Título: Trincando os Dentes, assinada pela jornalista Marina Dias. No "olho" da reportagem, lê-se que "o Tribunal Superior Eleitoral enfrenta o maior desafio de sua história".
O TSE foi criado em 1932, portanto há 90 anos.
Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/bolsonaro-reune-embaixadores-e-critica-stf-tse-e-urnas/)
© 2022 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.
Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/bolsonaro-reune-embaixadores-e-critica-stf-tse-e-urnas/)
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domingo, 17 de julho de 2022
ATILIO BARI É DO CARALHO! (2, FINAL)
VEJA MAIS: LIMA DUARTE NO PERSONA • MIGUEL FALABELA NO PERSONA • OTHON BASTOS • FERNANDA MONTENEGRO NO PERSONA
sábado, 16 de julho de 2022
ATILIO BARI É DO CARALHO! (1)
sexta-feira, 15 de julho de 2022
E AS FORÇAS ARMADAS, HEIN?
quinta-feira, 14 de julho de 2022
EU E MEUS BOTÕES (29)
quarta-feira, 13 de julho de 2022
EU E MEUS BOTÕES (28)
terça-feira, 12 de julho de 2022
EU E MEUS BOTÕES (27)
segunda-feira, 11 de julho de 2022
VIVA A VIDA!
sexta-feira, 8 de julho de 2022
JOÃO MARQUES: O HOMEM E A BANDA
quinta-feira, 7 de julho de 2022
VIVA A SANFONEIRINHA FRANCINE MARIA!
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| Estande Cordel e Repente, na 26ª Bienal Internacional do Livro de SP |
FRANCINE MARIA
A BIENAL DAS MULTIDÕES
“Eu nunca vi tanta gente reunida num evento só”, disse o cordelista Klévisson Viana.
O radialista baiano Carlos Silvio, vai na mesma linha: “É muita gente, de fato. É um evento de encher os olhos e esvaziar o bolso, pois por cá está tudo muito caro”.
Klévisson e Silvio referem-se à 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, aberta ao público às 10 horas de sábado 2 no Expo Center Norte.
A Bienal reúne 500 editoras distribuídas em 182 estandes e espaços culturais como Cordel e Repente, que tem à frente Klévisson Viana e o apoio de várias editoras. “A Câmara Brasileira do Livro, CBL, está nos dando muito apoio”, diz Klévisson.
O presidente da CBL, Vitor Tavares, diz esperar um público de 600 mil pessoas. Mas é quase certo que esse número já passou. Pode chegar à casa do milhão.
A 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem nesta edição nomes famosos como o criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa; o filósofo Sérgio Cortella; o historiador Darlan Zurc; o cantor e compositor Tom Zé e os jornalistas Míriam Leitão e Laurentino Gomes.
Maurício e sua turma provocaram grandes filas na Bienal, deixando o famoso desenhista todo pimpão. “Os meus personagens são baseados em histórias reais, histórias que me contam ou que eu mesmo vivi”, conta.
A Cortez Editora, além de Cortella, está lançando 4 novos títulos: As Aventuras do Monge Tantan; Mãe, pode levar?; O estranho dia de Zacarias; Diferentes Sim. Desiguais, jamais! e Didática Sensível, contribuição para a Didática na Educação Superior.
Darlan Zurc, que está lançando o livro A Fúria de Papéis Espalhados, diz que está entusiasmadíssimo: “Essa é a primeira vez que participo de um lançamento de livro meu num evento tão importante como esse”.
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| À esquerda: João Gomes de Sá, Klévisson Viana e Carlos Silvio. Ao centro: Darlan Zurc |

trajetória na música popular: Tom Zé, O Último Tropicalista, de Pietro Scaramuzzo (Sesc).
Miriam Leitão, jornalista de grande prestígio, também estará na Bienal no próximo sábado 9 lançando mais um livro: A democracia na armadilha — crônicas do desgoverno (Intrínseca). Além dela, outras duas jornalistas,vão estar na Arena Cultural da Bienal discutindo problemas atuais que vivem o Brasil e o mundo: Daniela Arbex e Ilze Scamparini.
Laurentino, que já vendeu em 10 anos cerca de 3,5 milhões de títulos, está lançando o último volume da trilogia Escravidão.
Entre os autores internacionais se acham: o português Valter Hugo Mãe, a moçambicana Paulina Chiziane, o norte-americano Nathan Harris e a espanhola Elena Armas.
Além dos nomes até aqui citados, há muitos outros nacionais como Rouxinol do Rinaré, Itamar Vieira Jr, Ailton Krenak, João Gomes de Sá e Moreira de Acopiara, que lançou um novo livro: Lampião na Trilha do Cangaço.
Na enormidão do Expo Center Norte há espaço para crianças e deficientes se
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| Moreira de Acopiara, na Bienal |
Num desses espaços havia contadores de histórias para cegos e surdos. Entre esses contadores, Andréia Aparecida da Silva Queiroz e Larissa Purvinni.
Uma das publicações que mais despertaram a curiosidade da petizada foi Dorinha e a Turma da Mônica — Brincando pelo Brasil, em braille e com belíssimas ilustrações.
Braille é uma linguagem para cegos, criada no século 18 pelo francês Louis Braille.
Fora brincadeiras e contação de histórias, artistas populares do Nordeste deram a sua graça como a menina sanfoneira Francine Maria. “Ela faz um forró arretado! É encantadora”, diz Carlos Silvio que saiu da Bienal levando leitura para o filho Murilo.
Klévisson Viana, autor de muitos livros e centenas de folhetos de cordel, está lançando A Mala do
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| Francine Maria |
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo teve origem em 1951, com o título: Feira Popular do Livro. Essa Feira começou na Praça da República, no centro da Capital paulista e em 1956 teve sua última edição no Viaduto do Chá.
Naquele mesmo ano, o mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) lançava o seu livro mais famoso, Grande Sertão: Veredas.
Em 1961, com apoio do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a Feira virou Bienal Internacional do
Livro e das Artes Gráficas. A ideia era divulgar livros, editores e autores, naturalmente. Em 1970, sem o apoio do Masp, a Bienal ganhou o nome que tem hoje: Bienal Internacional do Livro de São Paulo.A Bienal deste ano é dedicada a Portugal.
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve pessoalmente prestigiando o evento. Enquanto isso, o presidente do Brasil achava-se sabe-se lá onde!
Curiosidade: Pesquisas indicam que um brasileiro lê dois ou três livros por ano. Ai, ai, ai.
No repertório da nossa música popular há vários títulos que tratam de literatura. Exemplo: O Livro, de Tereza de Fátima Rodrigues de Carvalho e Eduardo Pacheco de Carvalho. Ouça: https://youtu.be/hyxlaVnfUH4
Tom Zé está lançando um novo álbum, contendo 11 faixas. Dentre essas: A Língua Brasileira. Ouça também: https://youtu.be/MtnyOboxCYk E por não ter lá muito o que fazer, fiz:
quarta-feira, 6 de julho de 2022
CONGRESSO DE MALANDROS
segunda-feira, 4 de julho de 2022
SEM BALÃO NO CÉU
domingo, 3 de julho de 2022
JOSÉ NÊUMANNE, UM CRAQUE DAS LETRAS (2, FINAL)
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| Assis e Nêumanne no lançamento do livro Lua Estrela Baião − A História de Um Rei |
Circulei por vários jornais, TVs e emissoras de rádio.
Deixei a TV Globo para assumir a chefia da assessoria de imprensa da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Por lá fiquei pouco tempo, pois Nêumanne queria-me na sua equipe de política do Estadão. E lá fui eu chefiar a editoria de Política do famoso jornal criado em 1875 por um grupo de liberais republicanos.
Tempos agitados e Nêumanne firme, fazendo história.
Em breve depoimento, narra Nêumanne:
A vida de jornalista profissional me encaminhou para a política quando assumi a editoria dos assuntos no Estadão a convite do editor Miguel Jorge em 1986. Antes fui repórter de polícia no Diário da Borborema de Campina Grande e da Geral na Folha de S.Paulo, tendo me mudado para a sucursal de São Paulo do Jornal do Brasil. Fui para a sede do jornal no Rio para assumir a secretaria e depois a chefia da redação. Voltei para a Sucursal, quando recebi o convite para o Estadão, onde, depois, seria editorialista daquele diário e depois chefe dos editorialistas do Jornal da Tarde. Quando este fechou, tornei-me editorialista do Estadão, até sair da empresa em 2 de fevereiro de 2021. Como editor de Política, cobri a Assembleia Nacional Constituinte, ocasião em que a atividade política no País deixou de ser um serviço público e passou a ser um negócio sórdido. A consciência disso e a virada para comentarista na rádio Jovem Pan e na Eldorado e também nas emissoras de TV das Redes Manchete e SBT e da TV Gazet me tornou uma figura solitária no jornalismo brasileiro. Não me considero um jornalista imparcial, porque tenho lado, o do cidadão e contribuinte. Mas, sim, independente, livre de amarras com governo, partido político ou ideologias. É nessa condição que exerço o jornalismo hoje em vídeos diários no canal José Nêumanne Pinto no YouTube.
Uiraúna é uma pequena e bela cidade do Alto Sertão paraibano. Fica a cerca de 470 km da capital, João Pessoa. É conhecida por suas bandas de música. José Nêumanne Pinto, pai de quatro filhos, é o cara mais famoso de lá.
Vocês já ouviram Nêumanne declamar? Se sim ou se não, ouçam-no:
LEIA MAIS: PINTO NOVO QUER BRIGAR • O NOBEL E O JOSÉ NÊUMANNE PINTO • A PENA ANTENADA DE JOSÉ NÊUMANNE • JOSÉ NÊUMANNE, LUIZ GONZAGA E VIRADA CULTURAL







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