Hoje é 6 de setembro de 2020.
Pois bem, há exatos 98 anos o presidente Epitácio Pessoa assinava documento conferindo ao Estado a propriedade do Hino Nacional Brasileiro.
A melodia desse hino, de autoria de Francisco Manuel da Silva (1795-1865), foi executado pela primeira vez em 1831.
Houve 3 versões dessa melodia antes de o poeta e crítica musical Joaquim Osório Duque-Estrada (1870-1927) "letrá-lo".
O letrista Joaquim Manuel inseriu 50 versos distribuídos em duas partes. No rigor, a poética do hino segue a escola parnasiana. Mas essa é outra história.
Detalhe: antes de dar por findo o poema, o letrista fez uma dezenas de versões. E o resultado é o que se ouve. Lindo.
Epitácio Pessoa, paraibano de Umbuzeiro, perdeu os pais muito cedo.
Nascido em 1865, Epitácio perdeu os pais quando tinha 7 anos de idade.
Os pais de Epitácio foram vítimas da Varíola.
Este é o ano sesquicentenário de Joaquim Osório Duque-Estrada.
Joaquim nasceu no dia vinte e nove de abril de mil oitocentos e setenta, em Vassouras.
Vassouras é um município fluminense e chegou a inspirar Luiz Gonzaga, o rei do baião, a compor uma música homônima.
Ah, sim. O hino Nacional Brasileiro custou aos cofres públicos 5 mil réis, equivalente a algo em torno de 6, 7 mil reais.
E o tenor Vicente Celestino foi o primeiro a gravá-lo em disco.
São muitos milhões, uns 40, de pessoas cegas ou que perdem a visão em algum momento da vida. Isso no mundo todo, segundo a organização Mundial da saúde,OMS.
A foma e a sede são males que provocam cegueira.
É lá nas banda do continente africano que ocorre o registro do maior número de crianças e adolescente que vivem na escuridão.
No Brasil, o número de cegos também é muito grande.
Há mais cegos no Rio Grande do Sul. Bom...em Brasília também.
A burrice também costuma gera cegueira. Nos outros.
esse é um assunto pra discussão. Clique:
Cegos e demais pessoas portadoras de deficiência, seja ela qual for, come o pão que o diabo amassou. Diariamente. SER CEGO É UMA MERDA!
Não é fácil ser cego.
Cego é a pessoa que não vê com os olhos, certo?
Pois bem, dizem que eu sou cego porque não vejo com os olhos. Mas eu vejo com a memória, eu vejo com os olhos de amigos e de amigas. Com a intuição, até.
Não, não estou falando do que não sei.
Cego é um ser fora do contexto, fora de programa, fora de tudo. Dói.
A exclusão cai-nos como uma condenação. É uma condenação. Pagamos por crimes e pecados que não cometemos.
A questão da inclusão é questão pra ser levada à sério, à discussão, às escolas.
Eu nem ia falar sobre o que estou falando, mas a cedulazinha de 200 mangos, que começa a circular entre os mais abastardos, fez-me falar o que estou falando.
Confesso que ainda tenho dificuldade em identificar cédulas. Mas ouço dizer que a nova cédula é bem parecida, em tamanho e textura com a notinha de 20 paus.
Por que isso, é pra complicar ainda mais a vida cega dos cegos?
Por que o Banco Central não fez uma cédula diferenciada das demais em circulação?
Melhor: Por que quem tem olhos não nos vêem?
Estou louco para trabalhar, para voltar a radio, a televisão. Louco pra publicar livros, dar palestras, cantar, tocar e dizer ao mundo que cego também vê.
O mês de setembro é um mês cheio de coisas bonitas. E de gente boa, inteligente.
Muita gente gabaritada nasceu e morreu nesse mês de chuvas e flores.
Vandré nasceu no dia 12 de setembro de 1935. Eu e o Manézinho Araújo nascemos no dia 27. Ele em 1910, eu em 1952.
Em 1952, na madrugada de 27, morreu na Dutra o cantor Chico Alves. Chico era chamado o Rei da Voz. Muito querido. Sua morte enlutou o Páis, de norte a sul.
Foi no dia 18 de setembro de 1950 que o paraibano Assis Chateaubriand (1892 - 1968) inaugurou no Brasil, mais precisamente em São Paulo, a televisão, essa maquininha de fazer doido, como dizia Stanislau Ponte Preta.
Chamou-se Tupi a primeira TV brasileira, que anos depois seria comprada pelo animador Sílvio Santos e incorporada ao SBT. E o rádio, hein?
O dia do rádio é comemorado no dia 25 de setembro. Isso porque foi nesse dia e mês que nasceu lá em 1884, o cientista Roquette Pinto.
Foi Roquette o criador da primeira emissora de rádio do país, que chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Nesta e nas outras sextas setembrinas, postaremos programas de rádio que andei apresentando. O primeiro, esse aí, no link abaixo, traz conversas saborosas que fiz com Antônio Rago, Élio Sindô, Lea Freire, Heraldo do Monte, Aquiles Reis (MPB4), Arismar o Espirito Santo, Antônio Nóbrega, Eduardo Valbueno, Sebastião Martinho, Luzivam Pereira, Benito de Paula, Maria da Paz, Jackson Antunes, Luiz Vieira, Dorival Caymmi, Fagner (foto acima), Jair Rodrigues e entre outros da nossa música popular.
Rago (e seu Regional) foi o último instrumentista a acompanhar o cantor Chico Alves, na última apresentação que fez pouco antes de morrer na Dutra. No programa, ele conta essa história.
Fagner, na ocasião em que o entrevistei no programa São Paulo Capital Nordeste, conta um pouco da canção Três Irmãos, da tradição francesa. Tem a narrativa da literatura de cordel. Fala da violência do século XVI e dos dias atuais. Bom, tomara que vocês gostem.
A fala do vice-presidente Mourão, "traduzindo" o que seu chefe disse segunda-feira 31 à uma tresloucada fã, remeteu-me à ilha de Java, Indonésia. De tabela à personagem do conto O Homem Que Sabia Javanês, do jornalista e escritor Lima Berreto.
A personagem de Barreto passa a perna numa vítima ao convencê-la de que dominava o Javanês. Não dominava, mas saiu-se bem no seu criminoso propósito. No fundo, no fundo, crítica social. É sempre bom ler barreto: O BRASIL SEM POLICARPO QUARESMA
Eu sempre achei que o atual presidente, como a ex Dilma, fala uma língua atravessada, esquisita, tipo sei-lá-o-que! A Dilma era engraçada, pelo menos.
A fala de Bolsonaro sempre carece de tradução. Foi o que fez o Mourão.
Vocês lembram, não é?
A diaba da mulher quase implorou a Bolsonaro que proibisse a aplicação de vacina contra o novo Coronavírus. E a resposta foi: "ninguém pode obrigar ninguém". E seu tradutor especial, o vice-presidente, traduziu:
"Acho que você pode encontrar gente que não quer tomar a vacina. É o que eu te digo: você vai agarrar à força? Foi isso que ele quis dizer"
Vocês aí já ouviram falar da revolta da vacina?
Muita gente morreu por recusar-se a tomar a vacina contra varíola. Foi em 1904, no correr do governo Rodrigues Alves, que morreu ao pegar a Gripe Espanhola em 1918. O Brasil todo anda de cabeça pra baixo. Uma loucura.
Bolsonaro continua em campanha política dando aos necessitados o dinheiro que não tem. Isso está fazendo com que cresça a sua popularidade. Vamos pagar caro.
Está chegando à praça a nota de 200 paus. Tem a cara de um guará. Meio assustado o bichinho sabe que não vai frequentar o bolso do povo.
O cartunista Fausto, que não deixa barato situações como esta, puxou da memória a música Dezessete e Setecentos, uma beleza tornada clássico por Luiz Gonzaga. É aquela que diz:
"Eu lhe dei vinte mil réis Pra pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos Dezessete e setecentos Dezesseis e setecentos..." [DEZESSETE E SETECENTOS, Luiz Gonzaga]
O Fausto é um cara incrível. É dele a charge que abre este texto, com Gonzaga na boca do caixa.
Setembro de 2019 chegou sem trazer aos palcos a cantora nova-iorquina Joan Baez. O anúncio dessa despedida foi feito pela própria artista, num teatro da Espanha. Um mês antes. Conheci Baez logo depois que Deus me levou os olhos em 2014. Ela ficaria muito feliz ao conhecer Vandré, que tanto queria conhecer. Alegre e simpática, sorriso na cara, mulher. Mandou-me um email agradecendo por te-la apresentado a Vandré. Dizia no email que depois de se afastar da música (a voz não é eterna) iria dedicar-se às artes plásticas. Passatempo. Baez nasceu em 1941 e antes de se tornar alguém incrível, assistiu uma palestra de um negro famoso falando das injustiças cometidas por brancos, na sua escola. Tinha 13 anos de idade. Revoltou-se. O tempo parece que não passa e quando passa parece trazer só o passado. Decidida a virar artista, a menina botou pra fora sua bela voz e em 1959 já era admirada por muita gente. Livre como um pássaro e objetiva como um voo razante dado por um falcão, com olhos de lince, rapidamente identificou no garoto Robert Allen Zimmerman o artista que viria a ser com o nome de Bob Dylan. Foi ela quem o descobriu para o mundo da música. Baez e Dylan tiveram um caso, sem filhos. O caso que ambos tiveram foi um caso de identificação mútua, e forte, com todos os jovens do mundo. Joan Baez transformou-se na mais importante intérprete da música folclórica e de protesto no mundo, em todos os tempos. Foi contra todos os tiranos e a favor de todas as liberdades. Na primeira vez em que Baez chegou ao Brasil não pode cantar em público, mas cantou num camarim em dueto com o paraibano Zé Ramalho. Ramalho deu-me uma cópia da gravação que ele e ela fizeram em 1981, no Rio. O tempo passou e por razões inexplicáveis Vandré telefona pra mim perguntando se eu conhecia Joan Baez... Eu apresentei Joan Baez a Geraldo Vandré. Essa história é longa. Cliquem:
No acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, é possível achar todos os discos de Vandré e quase todos os discos da Baez. Ah, sim: Vandré renunciou a carreira artística em dezembro de 1968, quando tinha 33 anos de idade e 4 LPs. Joan Baez abandonou a carreira deixando mais de 30 LPs. Com a sua despedida, também levou um depoimento meu e do Vandré.
Há exatos 75 anos, o Exército japonês entregava os pontos na Segunda Guerra. Rendido. Agora há pouco ouvi no jornal notícia dando conta de que o Governo está lançando a nota de 200 paus, a sétima da série Real. Antes ouvi no rádio informação sobre a recuperação do que sobrou do Museu Nacional, incendiado acidentalmente há exatos 2 anos. Pois é, estamos nesse 2 de setembro. Uma perguntinha eu faço a você meu amigo, minha amiga: você sabe o que é foto-jornalismo? Há uma diferença enorme entre foto foto, e foto-jornalística. A foto foto é a foto caseira, aquela feita no ambiente familiar, tranquilo, de passeio. Foto para lembrança futura. Foto que fica para trazer de volta momentos bonitos que tivemos ou que teremos na convivência familiar, domestica. A foto jornalística é diferente da foto que acabo de descrever. A foto jornalística tem por “natureza” reunir o máximo possível de informação. Isso porque esse tipo de foto é para publicação imediata em jornais, em revistas. É como uma filmagem instantânea que registra fatos. Flagrantes registram os repórteres fotográficos. A foto para jornal e revista, do tipo que ora descrevo, existe desde que a fotografia foi criada, ali pelos meios do século 19. As primeiras fotos jornalísticas registraram momentos da Guerra da Crimeia (1853-56). Tornou-se famosa a frase: “uma foto vale mais que mil palavras”. Não sei de quem é essa frase, mas a frase é definitiva para o reconhecimento de uma foto-jornalística. Comparei há pouco a importância de uma foto e de uma filmagem. Cinco séculos antes de Cristo, o filósofo Chinês Confúcio já dizia que “uma imagem vale mais que mil palavras”. Pois é, aí está o pensador que inspirou a frase. No correr da minha vida profissional de jornalista, tive a oportunidade de assinar reportagens com repórteres fotográficos do naipe de Gil Passarelli e Jorge Araújo. Gil está no céu e Jorge aqui, ainda pagando pecados. É de Jorge a bela foto da pomba sobre uma faixa do movimento Diretas Já. Essa aí, acima. De Gil Passarelli é a foto (abaixo) da “guerra” entre estudantes do Mackenzie e USP, em 1967. Nessa foto dá pra ver, inclusive, o repórter Audálio Dantas cobrindo o pau que àquela hora cantava. Hoje 2 de setembro, é o dia do repórter-fotográfico.
Faz tempo, muito tempo, que não falo com antigos professores de arte e história da arte. Entre esses professores, Celene Sintônio, João Câmara Filho e Raul Córdula. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2014/05/utopia-do-olhar-ganha-milliet.html/ https://assisangelo.blogspot.com/2012/07/miguel-dos-santos-um-totem-do-brasil.html
Desses todos sinto saudade.
Saudade também sinto dos colegas Miguel dos Santos, Juarez Carvalho e Unhadejara.
Com Miguel falei mês passado. Ele é pernambucano de Caruaru, cidade-berço de mestre Vitalino.
Ontem 1 conversei longamente com o compositor, cantor e instrumentista piauiense Jorge Mello (foto acima).
Jorge tem um caminhão de músicas compostas e gravadas por muita gente boa, como Belchior.
O pernambucano Reginaldo Rossi também gravou Jorge, que confessa ter criado canções para as interpretações especiais e próprias de Rossi. "Ele me pedia e eu criava pra ele canções escritas em parcerias com ele", lembra Jorge, que gosta de fazer parcerias com poetas clássicos do passado, como Olavo Bilac, Raimundo Correia, Hermes Fontes, Cupertino de Menezes e Mário de Andrade. https://www.youtube.com/watch?v=5PPRZQeVjhQ
Jorge Mello é da safra de 1948 e, ao trocar sua cidade Piripiri por Fortaleza, findou por integrar o grupo Pessoal do Ceará. Esse grupo tinha entre seus integrantes Ednardo, autor do clássico popular, Pavão Misterioso.
Amigo de Belchior e Fagner, Jorge conserva um acervo de grande importância para a cultura musical dos últimos 50, 60 anos.
A música brasileira anda esquecida e mal feita.
É raro em rádio tocar uma música boa de artistas como o próprio Jorge Mello.
E as cantoras de belíssimos graves e agudos,por onde andam?
Dalva de Oliveira, Nalva Aguiar, Elis Regina...
A pimentinha Elis cantava que era uma beleza, mas gostava de enfiar uns "cacos" nas composições que gravava.
Em Mucuripe, primeiro sucesso de Fagner e Belchior, Elis troca "aquela estrela é dela" por "aquela estrela é dele". Pegou mal: https://www.youtube.com/watch?v=mWtb8CQ3Ceo
Em Como Nossos Pais, ela também não se contém e troca "contando os seus metais" por "contando o vil metal", também não foi bem: https://www.youtube.com/watch?v=2qqN4cEpPCw
Jorge Mello anda às voltas, atualmente, ocupado em mostrar ao mundo toda a sua produção musical. Isso, via plataformas digitais. São quase trezentas músicas.
E por falar do Jorge, lembro do bruxo Hermeto Pascoal.
Hermeto disponibilizou gratuitamente todas as suas músicas. Está tudo na internet. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2016/06/semana-tumultuada-e-viva-hermeto-pascoal.html
Contei isso ao Jorge, e o Jorge disse, "Muito bom". Ao dizer isso acrescentou que ele próprio faz isso, "disponibiliza musicas suas, gratuitamente, a artistas que não tem grana pra pagar direitos".
Além de cantor, compositor e instrumentista, Jorge Mello é advogado especializado em direitos autorais.
Também cordelista e poeta do improviso, Jorge entusiasmou Jô Soares ao responde as perguntas de modo rimado. Clique:
Alguém
aí lembra de um cearense chamado Armando Falcão (1919-2010)?
Esse Armando foi ministro da justiça no tempo da ditadura militar. Ficou famoso pelo
jargão “Nada a declarar”.
E da
Lei Falcão, alguém aí se lembra?
A Lei
Falcão, de número 6339/76, foi criada pelo referido cidadão no tempo que ocupou
a pasta da Justiça.
A
finalidade da Lei Falcão era limitar a propaganda eleitoral, no rádio e
televisão.
Corriam
os tempos em que existiam no País apenas dois partidos políticos, a Arena e o
MDB.
Hoje
há 35 partidos ocupando cadeiras na câmara e no Senado...
O
ministro Armando Falcão detestava jornalistas. Detestava mas não os agredia,
como faz hoje o presidente da República.
Pois
bem, lembrei-me de Falcão após ouvir estarrecido a notícia que dá conta de um
grupo de funcionários públicos municipais impedindo o desempenho de jornalistas
profissionais que cobrem a área da saúde no Rio de Janeiro.
Esses
funcionários, pagos naturalmente com dinheiro procedente de impostos, foram
treinados e distribuídos em grupos para “defender” o prefeito do Rio de
Janeiro. São chamados de “Guardiões do Crivella”.
Isso
não pode, de maneira alguma acontecer.
Esses
funcionários agem como verdadeiros milicianos, paus pra toda obra. São cavalos
do Cão, poderia eu resumir.
Esses
cavalos do Cão são todos bolsonaristas declarados, como o prefeito Crivella.
O
Brasil e os brasileiros de bem precisam estar atentos às investidas desses
grupos preparados para minar a democracia.
Justiça
neles!
'GUARDIÕES DO
CRIVELLA':globoplay.globo.com/v/8822333/
Na sempre temerosa saída do Presidente do Palácio da Alvorada, uma tresloucada fã pede para que ele proíba a aplicação da futura vacina contra a Covid-19. Resposta do Presidente Bufão: "A vacina não será obrigatória".
Isso fez-me lembrar a Revolta da Vacina, em novembro de 1904.
Naquele ano, os cariocas se rebelaram contra a obrigatoriedade da aplicação da vacina criada para combater a varíola. Até políticos foram contra. E o resultado foi o que se viu: muitos mortos.
A fala da tresloucada mulher remeteu-me à gripe espanhola que dizimou milhares de pessoas no Brasil e milhões mundo afora, em pouquíssimo tempo.
Naquele tempo não havia vacina contra essa gripe, que o presidente certamente classificaria de "gripezinha".
A fala da inoportuna mulher fez-me também lembrar da Segunda Guerra Mundial, desencadeada na manhã de sexta feira 1 de setembro de 1939.
A Grande Guerra começou com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista liderada pelo assassino Adolf Hitler.
Algum leitor desavisado poderá perguntar o que tem a ver isso tudo com a fala daquela mulher ao prepotente Presidente do Brasil.
A gripe espanhola matou mais do que a Segunda Gerra Mundial.
Até agora, a Covid-19 já matou mais de 800 mil pessoas.
Nos tempos de antigamente, não havia vacina e orientação da Medicina ao povo, certo?
Ah sim! Ia-me esquecendo: o Brasil participou da Grande Guerra, enviando cerca de 25 mil pracinhas.
A expressão "pracinha" tem a ver com jovens montando praça, alistando-se no Exército.
Dos 25 mil soldados do nosso brioso Exército, cerca de 1500 não voltaram.
O poeta Guilherme de Almeida (1890 - 1969) e o maestro Spartaco Rossi (1911 - 83) compuseram a bela Canção do Expedicionário, gravada pelo Rei da Voz, Chico Alves (1888 - 1952). Ouçam:
Hoje faz um ano que navios despejaram óleo no nosso Atlântico. Foi uma tragédia, tragédia que continua sem que sejam identificados e punidos os responsáveis. Irresponsáveis.
Como uma coisa puxa outra, um dia, uma data, lembrei-me da nossa boa música. E de amigos como o jornalista e compositor Ayrton Mugnaini. Ayrton encerra mais uma etapa da vida, hoje.
Ayrton tem muitos livros publicados. Uns 30. Todos sobre música e músicos.
Tudo que ele faz, faz bem. É um doido apaixonado por música e discos dos tempos idos.
Além de mil coisas que faz, Ayrton é tradutor juramentado (inglês) do Estado de SP.
Foi não foi, esse Ayrton dá por cá, suas caras. E sempre me trás discos de ontem, antigos, de 78 rpm, de que gosto muito.
Na foto acima aparecem, pela ordem, da esquerda para a direita: Ayrton Mugnaini Jr., Alcides Campos Filho, Bill Hinchberger, Sara Lee Monroe, Assis Ângelo e Teo Azevedo .o
Parabéns, Ayrton. Pra você, mais uns sessentinha.
Pra relaxar ouçamos uma das peraltices do Ayrton:
Eu já fui estudante. Aprendiz de estudante, como o Mário. Estudante sempre.
Vocês leram O Turista aprendiz?
Esse livro trás como grande personagem o cantador de Coco Chico Antônio. Conheci-o.
Tudo é fundamental na vida. Ler, ler, ler, não é mesmo?
Falando com um amigo muito jovem sobre leitura, perguntei: você gosta de ler?
Esse jovem, o menino de 11 anos disse an han.
O Brasil inteiro está vivendo uma loucura identificada como Pandemia, provocada pelo Novo Coronavírus.
Temos que aprender com isso, também.
Eu tenho o maior carinho por estudantes. Eu sou estudante. Estudo tudo sobre tudo que tenha a ver conosco. Simples, não é?
Há uns dois, quase três anos, eu dei uma entrevista a um grupo de estudantes da Universidade do Vale do São Francisco, BA. Falei mais ou menos o que estou falando, agora. Confira:
DIA DO VAQUEIRO
O Dia Nacional do Vaqueiro é comemorado em agosto, 29. Hoje.
Antes de o vaqueiro ganhar seu dia teve sua atividade reconhecida com profissão.
A Lei que reconhece o vaqueiro como profissional é a de N° 12.870, de 15/10/2013. Foi sancionada pela presidente Dilma.
Mato Grosso é o Estado com o maior número de cabeças de boi. O segundo Estado é Goiás e o terceiro, Mato Grosso do Sul.
MOREIRA DE ACOPIARA
Um dos grandes poetas que o País nos dá.
Moreira vai está daqui a pouco no programa Em Quarentena, apresentado pelo cara Carlos Sílvio. A beleza das palavras, perguntas e respostas se confundirá no papo dos dois, Moreira e Carlos Sílvio.
Confira no Instagram @cspaiaia. às 20h30.
Você
sabe quem foi Chico Antônio meu amigo, minha amiga?
Chico,
de batismo Francisco Antônio Moreira, nasceu no dia 20 de setembro de 1904, no
lugar de nome Pedro Velho, RN.
Esse
Chico foi incrível.
Esse
Chico foi cantador de coco de embolada, que é um tipo de música feita por
artistas anônimos no Brasil.
Vocês
sabem da importância de Luís da Câmara Cascudo e do carinho e admiração que
tenho por sua obra, não é mesmo?
Pois
bem, cascudo convidou o paulistano Mário de Andrade (1893-1945) para conhecer a
sua terra, o Rio Grande do Norte.
Convite
feito, convite aceito.
Rolava
o fim do ano de 1928.
E lá
estava em dezembro, na casa do Cascudo, uma das luzes da Semana de 22.
Encurtando
a história:
Mário
encantou-se com o Rio Grande do Norte, encantou-se com o sol, com o céu, com o
vento, com o mar daquela terra. E também encantou-se com um cantador de coco
Chico Antônio.
No
dia que conheci Chico Antônio, foi o dia que conheci rolando Boldrin. Chico era
de uma espontaneidade singular.
Antes
de gravar a participação do programa do Boldrin (Som Brasil), chico começou a
cantar com um amigo seu. Boldrin não sabia o que era coco de embolada, e eu
disse: “isso é coco de embolada”.
Ele
não gostou do que eu disse.
Mas
coco de embolada, meu deus do céu, é coco de puxador de coco de embolada.
Simples, não?
Na
ocasião, Chico Antônio estava lançando o seu primeiro e único LP intitulado Na
Pancada do Ganzá.
Beleza
pura, esse disco.
Foi o
ritmo desse disco/Chico que encantou Mário de Andrade.
Chico
Antônio é o principal personagem do livro Turista Aprendiz, de Mário.
A
cultura popular representada por gente como Chico Antônio é o que enobrece o
Brasil.
No
acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, se acham o disco do Chico e o livro do
Mário, E outras centenas de discos que registram a presença de poetas
repentistas que dão identidade ao nosso País.
Na
Pancada do Ganzá foi um disco gravado nos dias 26 e 28 de agosto de 1982. lançado pela
Funarte.
Chico
Antônio morreu em outubro de 1993, mês e ano em que boa parte do Brasil
comemorava o centenário de Mário de Andrade.
Os fatos ocorrem na velocidade do raios. Em tudo quanto é área, de norte a sul do País. Com tiroteios, inclusive.
E agora no momento em que se discute o retorno às aulas, o IBGE informa que somos
atualmente 211.755.692 brasileiros habitando os 26 Estados e o Distrito
Federal.
A
pandemia provocada pelo novo Coronavírus escancara as chagas sociais em que vivemos.
São cerca de 100 milhões de brasileiros vivendo em condição de miséria.
Além
de saneamento básico, falta até comida na mesa dos mais pobres.
É
enorme também o número de pessoas que vivem nas ruas, sem teto pra se abrigar.
São
milhões e milhões de desempregados e, mesmo sem grana no caixa, o presidente
promete continuar a dar o que o erário não tem. Isto é: fazer graça com o chapéu alheio, estendendo, assim, o "auxílio emergencial" previsto no "orçamento de guerra".
Especialistas da área de Economia temem que a "graça" do Presidente fure o teto do orçamento. Se isso ocorrer, estaremos ainda mais lascados. É o que dizem.
O prefeito de São Paulo está adiando mais e mais o retorno as aulas.
Em todo o País o total de estudantes se aproxima da casa dos 48 milhões, incluindo o ensino
Médio, Fundamental e Superior.
Ensino
é coisa séria, não é guarapa.
Embora
mal remunerados, os professores dão a alma para ver se os alunos concluem os
estudos. Os números, porém, indicam uma realidade gritante: 56% desistem da
faculdade antes de concluírem um curso.
Em
muitos casos os professores sentem-se incapazes de convencer os alunos a darem
prosseguimento aos estudos. Principalmente nos morros, nas favelas, do País inteiro. Há casos em que eles chegam até a jogar fora os
livros, cadernos e lápis. E casos também que familiares chegam a vender material
escolar e até merenda fornecida por instituições e órgãos oficiais.
Dados
do IBGE colhidos em 2010 mostram que haviam 6.329 favelas no País. As maiores, em São Paulo e Rio. Nesses conglomerados foram identificados 11,4 milhões de pessoas,
incluindo crianças e adolescentes.
Em
2010, a população do País era de 190,7 milhões de pessoas. Desse total, 51,5
milhões achavam-se em idade escolar. Em idade escolar, entenda-se,
estudantes na faixa dos 4 a 17 anos.
O
número de estudantes matriculados tem registrado queda. Isso é mal.
Dados do IBGE
de 2019, só no Ensino Médio, a baixa foi de 4%.
E a
figura do nem-nem, hein?
Nem-nem
é o estudante que não estuda e nem trabalha. Os números assustam: 11 milhões de
jovens de 15 a 29 anos de idade nessa situação.
Em um
ano e meio de governo Bolsonaro, 2 ministros da Educação já escafederam-se. O
terceiro acaba de chegar...
No
correr desse mesmo tempo, foi extinto o ministério da Cultura. E o da Saúde
está sem titular até agora.
O
ministério do Meio Ambiente está cuidando de acabar com as matas, incluindo a
Amazônia. E os índios.
Os
ministérios estão cheios de militares. Lugar de militar, todos sabem, é o quartel. Ou nas ruas, em tempo de guerra.
Enquanto
isso, o presidente continua fazendo campanha à reeleição e reforçando sua
figura de político populista. E batendo nos jornalistas.
Ainda ontem 27 o Brasil chorava a morte de uma mãe atingida por balas perdidas num tiroteio, ao defender o filho de três anos.
Hoje, desde cedo, essa tragédia é posta de lado ante a notícia de que o governador daquele Estado fora afastado do cargo, acusado de corrupção.
Ah,
sim! Em 1918 o presidente Delfim Moreira assinou um decreto
passando de ano todos os estudantes. Naquele ano, a Gripe Espanhola matava
milhares e milhares de brasileiros. E esse foi o motivo do decreto do Presidente.
Os
direitos humanos são desrespeitados todos os dias, em todos os cantos.
O
primeiro cidadão portador do novo Coronavírus desembarcou no Aeroporto
Internacional de Guarulhos no dia 26 de fevereiro deste ano da pandemia de
2020.
O cidadão,
de 61 anos, é de São Paulo. Recuperou-se.
No
dia 26 de agosto 1789 a Assembleia Nacional da França aprovava o Dia da
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Ixe, que nome esquisito!
Tudo
a ver com a tomada da Bastilha, em Paris.
O Dia
da Declaração etc., que deveria ser só Dia do Cidadão, serviu de base para a
Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em sessão extraordinária da
Organização das Nações Unidas, ONU, no dia 10 de setembro de 1948.
O
Brasil teve representante entre os representantes das Nações, que aprovaram a
declaração universal dos direitos humanos. Seu nome: Oswaldo Aranha
(1894-1960).
Aranha
era embaixador do Brasil em Washington, EUA.
Os
brasileiros pobres e negros apanham todos os dias no Brasil e no mundo todo.
Os
Estados Unidos da América, EUA, são exemplo do combate à liberdade. Aqui, como
lá, pobres e negros não tem vez.
Bolsonaro
já deixou claro muita vezes que é um apaixonado, fã de carteirinha, do
criminoso Trump.
Trump,
como Bolsonaro, sempre desqualificou a imprensa no tocante ao novo
Coronavírus/Covid-19.
Ontem
25 Trump, na convenção do seu partido republicano, disse que os democratas
americanos estão usando a Covid-19 para rouba-lhe o cargo de presidente.
A
eleição para escolha de novo presidente, nos EUA, está marcada para o dia 3 de
novembro.
Por
cá também haverá eleição este ano. Será também em novembro. Primeiro turno dia
15 e segundo, 29.
Bolsonaro
faz tudo que o Trump faz. Agora mesmo, por exemplo, Bolsonaro taca o pau em
riba dos jornalistas, da imprensa, do mesmo modo que faz o fella Trump.
E nós
brasileiros, hein?
O
povo pobre e negro inda continua lascado, aqui e alhures.
O
novo Coronavírus continua matando o povo, principalmente pobres e negros.
Conversa vai conversa vem, Vito lembra o quão engraçado e cáustico era o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912 - 1980). Realmente, Nelson era incrível.
Nelson, a propósito, viveu a pandemia da gripe espanhola.
Ele era chegado a palavrão, mas recomendava seu uso em doses homeopáticas, digamos assim.
Por que o nome de Nelson veio à baila?
É que no texto anterior deu-me vontade de recomendar ao presidente Cloroquina a leitura do livro, Dicionário do Palavrão e Termos Afins, do pernambucano, como Nelson, Mario Souto Maior.
Este ano é o ano do centenário de nascimento do Mário.
Expliquei a Vito que não iria cair nessa esparrela por suspeitar que o presidente pudesse com isso ampliar o seu repertório de palavrões contra jornalistas, especialmente. Também não lhe recomendaria a leitura de quaisquer dos livros do Nelson.
Palavrão é coisa pra se respeitar.
Palavrão só deve ser usado em momentos apropriados.
Um padre, por exemplo, ao levar uma topada, não vai clamar o nome do Senhor, ou vai? Duvido.
Seria engraçado ouvir um "puta que pariu" da boca de uma freira ao cair depois de escorregar numa
casca de banana, ou não? Duvido que clamasse o nome do Senhor.
Duvido que o Cristo, num momento de raiva, de traição, clamasse o nome do Pai.
Já o nosso presidente...
Bons tempos aqueles vividos na infância.
Vez ou outra ainda aparece um besta dizendo que eu não tive infância, que já nasci com 18 anos.
Naqueles tempos dos 50 criança chamava mulheres e homens de senhor e senhora. respeito total aos mais velhos, independentemente se fosse da família ou não.
Ao respondermos um xingamento com outro xingamento, era o máximo!
Sentiamo-nos fortes e tal.
E ao alcançarmos a puberdade, hein?
Quando na nossa cara surgiam os primeiros pelos, afe!
Cara de pau era expressão que ainda não existia.
Hoje cara de pau é uma expressão muito corriqueira, usada com muita frequência. E cade certinha no presidente.
Sim, o presidente é cara de pau!
Cara de pau aplica-se ao sujeito arrogante, metido a besta, prepotente. É o cara que mene deslavadamente. Tipo gente que não presta.
Se um presidente chama um repórter de bundão, qualquer um pode chamá-lo também de bundão. É ou não é?
Eu sou de um tempo que fica ali atrás em quenos respeitávamos. Eu já disse isso. Não disse é que de tanto respeito, não só cumprimentávamos, como pedíamos a benção a padres que topávamos no caminho de casa, da escola etc.
Respeitávamos os animais: cachorro, gato, papagaio... E hoje é o que se vê, desrespeito a tudo e a todos.
Acho que o presidente deveria tomar tenência e respeitar o cargo e, de tabela, a nação que o elegeu.
Se Bolsonaro soubesse ler, coisa que não sabe, eu lhe recomendaria a leitura de livros didáticos e de boas maneiras. E recomendaria também, obras de José de Alencar, Machado de Assis, Lima Barreto, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Guimarães Rosa, Jorge Amado...
Recomendaria também que lesse folhetos de cordel, inclusive os que escrevi falando dele e da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Hoje 26 de agosto, faz seis meses que o diacho desse vírus desembarcou no Brasil e América Latina pelos portões do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Pois é, faz seis meses que a gripezinha chegou botando pra quebrar.
Quem nasceu no Nordeste ali pelos anos de 1950 saberá o que agora digo: a molecada daquele tempo, sem saudosismo, era muito incherida.
Incherida quer dizer atrevida, metida a besta, que falava palavrão como se fosse palavrinha. Isto é: palavrão sem a conotação de agressão.
Aliás, a molecada dos anos de 1950 respeitava o próximo e os adultos. Mas aprontava.
Naquele tempo dos anos 50, um pouco antes ou depois, a meninada era incherida porque adorava fazer da palavrinha um palavrão. Exemplo?
Lembro quando, ali com meus oito, dez anos, um moleque da minha idade ousava me chamar de fela da puta.
Eu ficava uma arara, quando um bostinha me chamava de fela da puta.
Quando me chamavam de fela da puta, ou eu chamava os outros de fela da puta, a resposta era: "fela da puta é quem me chama/ fela da puta é araruta/ teu pai é corno/ tua mãe é puta".
Dizíamos isso com a cara feia, cheia de ira, raiva. Era um desabafo.
Sabem aquela coisa de torcida xingando juiz? Pois é.
Lembro disso tudo, porque ouvi há pouco notícia dando conta de que o nosso querido presidente da república chamou, ousadamente, os jornalistas de bundões. Que horror! Que ousadia, vinda da boca de um presidente!
Se isso fosse dito naqueles tempos passados a que há pouco me referi, é certo que algum moleque responderia cheio de raiva: "bundão é quem me chama...".
Coisa triste, não é mesmo?
Como é que pode o presidente não respeitar a cadeira, a faixa e o cargo importantíssimo que o povo, através da urna, lhe concedeu?
É bom respeitar para ser respeitado, não é mesmo?
Quem não respeita, corre o risco seriíssimo de não ser respeitado.
Pois bem, bundão é quem me chama.
Que merda!
Acabo de receber a notícia, trágica, de que o poeta-cantador-repentista paraibano Pedro Bandeira acabou de morrer. Ele nasceu em maio de 1938.
Pedro era incrível, ele não era incrível porque simplesmente era amigo meu.
Pedro era aplaudido Luís da Câmara Cascudo, José Américo de Almeida e grandões de todos os tamanhos.
Pedro cantou pra analfabetos, letrados e poderosos do Brasil e de fora do Brasil como Mário Soares, de Portugal. Ele e Geraldo Amâncio, outra grandeza do repentismo brasileiro.
Estou triste que nem uma estrela cadente.
Pedro foi uma figura fantástica. Foi não, é.
Pedro Bandeira deixou centenas de folhetos de cordel publicados e discos gravados por aí afora.
Pedro deixa mulher e duas filhas.
Uma pergunta solta no ar, eu deixo: para onde vai o acervo particular de Pedro Bandeira?
Pedro Bandeira, junto com Padre João Câncio e Luiz Gonzaga criou a Missa do Vaqueiro.
Pedro Bandeira e Luiz Gonzaga foram recebidos, efusivamente, pelo Papa João Paulo II.
O resto é história.
O dia 24 de agosto de 1954 amanheceu trazendo perplexidade.
Perplexidade também trouxe para o Brasil a manhã do dia 24 de agosto de 2020.
No primeiro caso, a corrupção incomodou o presidente Getúlio, que encerrou sua vida com um tiro no peito. Clique: https://assisangelo.blogspot.com/2015/11/conversa-suicidio-e-paz.html
No segundo caso, a corrupção incomodou o presidente Bolsonaro, que preferiu agredir um repórter.
Getúlio foi ditador entre 1930 a 1945. Após renunciar, ele voltou pelo poder das urnas.
Os jornais de hoje 24 trazem a notícia de que Bolsonaro preferiu atacar um repórter a responder a pergunta sobre a origem de 89 mil reais depositados pelo ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz na conta da primeira dama, Michele Bolsonaro.
Agredir, humilhar, ignorar jornalistas é o que mais tem feito o marido da Michele.
Ignorância e grosseria são as suas marcas comportamentais. Com isso ele não só agride a imprensa como agride, ignora e menospreza a Nação brasileira.
O projeto de Bolsonaro é perpetuar-se no poder como ditador, claro. Claríssimo. Mas não sabe ele que isso ele não pode fazer. Muita coisa ele pode como presidente, mas tomar de si o próprio poder, não. Isso é golpe. Mais ainda, autogolpe. Absurdo, não? E bom que se diga que o Brasil está mais preparado para seguir em frente, democraticamente, do que em tempos passados quando a ditadura nos roubou a liberdade.
A imprensa internacional mostra esse novo absurdo de Bolsonaro, que não contém os ímpetos de agredir os jornalistas e desrespeitar as leis contidas na Constituição.
Bolsonaro é contra a liberdade.
Só no primeiro semestre deste ano ele agrediu jornalistas e a imprensa 245 vezes. E está solto, como se vê.
Está mais do que na hora de Jair Messias Bolsonaro pedir licença para se tratar. No hospício, talvez.
As três estrofes aí fazem parte do cordel Jornalismo e Liberdade nos Tempos de Pandemia, que escrevi e publiquei no dia 1 de junho. Caso queira lê-lo inteiro, clique: https://institutomemoriabrasil.com.br/
Representante do mal Da dor e da maldade Inimigo do bem comum Avesso à fraternidade Bolsonaro prende muito Mas não prende a liberdade Repórter cobre tudo Cobre guerra e eleição Operação tapa-buraco Virada de caminhão Discurso de papagaio Assalto e corrupção Nunca fura a pauta E faz tudo sempre legal Está em todo canto Num parque, num hospital Num trem, num bar, num barco Como se fosse normal
Vocês já sabem que eu gosto de data, não é mesmo?
Gosto de datas pelo fato puro e simples de nos lembrarem personagens e episódios marcantes da vida Nacional e do mundo.
Hoje, por exemplo, é o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos. Foi criado pela UNESCO.
Na madrugada de 23 de agosto de 1791 os negros escravos da ex colônia francesa de de São Domingos se revoltaram pela crueldade como eram tratados e partiram para o pau. Ao fim de tudo, a liberdade.
Mas isso não aconteceu do dia pra noite, simplesmente.
A primeira vitória veio em 1794. A segundo e última, em 1804.
Com a vitória final, São Domingos virou Haiti.
O Haiti já foi chamado de Pérola da Antilhas.
O Haiti, embora de terreno fértil e apropriado para a lavoura de cana de açúcar, vive às voltas com crises políticas e financeiras.
Além das brigas de poderosos, o Haiti sofre de terríveis tragédias naturais.
A eterna briga entre pobres e ricos, brancos e negros ponhe o mundo em alvoroço.
Tudo indica, a história mostra isso, que não teremos paz entre nós.
Nem com as pandemias aprendemos a viver em harmonia.
Estamos condenados por nós mesmo a viver em conflitos, em guerra, acabando tudo e todos.
A polícia e o sistema adoram matar pobres e negros.
No Brasil convivem conosco pelo menos 90 mil haitianos.
Em 1987, o baiano Caetano veloso compôs uma pérola a que intitulou Haiti.
Ouça:
CACÁ LOPES
A edição 152 do programa Em Quarentena, do bom baiano Carlos Sílvio é com o cantor e compositor e instrumentista pernambucano Cacá Lopes.
Cacá é um dos mais talentosos e inspirados artistas brasileiros. Nasceu em Araripina, PE.
O programa vai ao ar logo mais às 20h30. Não perca. Instagram: @cspaiaia
Antes de assistir ao vivo Cacá no programa do Sílvio, leia: https://assisangelo.blogspot.com/search?q=cac%C3%A1+lopes
Uma coisa bem legal Pra vocês eu vou contar Tem haver com nosso povo Nossa gente, nosso lar Está em todo o canto Se quiser é só chamar Seu nome é folclore Fácil, fácil de guardar Nasceu há muito tempo querendo só ensinar É o poço do saber É a cultura popular Tem de tudo para todos No campo da brincadeira No campo do Encantando Do Bumbá, mulher rendeira Da Mula-sem-cabeça E da mentira verdadeira Nas noites de Lua Cheia Tem Lobisomem berrando Mulher virando cobra E filhos feios gerando Fora isso bom é ver Sereias no mar cantando
Nos rios tem Iara E também o Boto, sinhá Nas matas o Curupira Brincando com Boitatá E no céu de brigadeiro Eu não sei que tem lá! Agosto 22 Foi feito pra festejar O Dia do Folclore Da cultura popular No Brasil, no mundo todo Todo mundo quer brincar
Pois é, minha gente, hoje é o Dia Internacional do Folclore. A criação desse dia comemorativo deve-se ao arqueólogo inglês William Jhon Thoms (1803-85). Em 1846, Thoms encaminhou uma carta à Revista The Atheneum. Nessa carta ele falava da importância de se estudar as coisas que o povo fazia, as brincadeiras, as rezas, etc.
O mais importante estudioso da cultura popular brasileira foi Luis da Câmara Cascudo (1898-1986). Cascudo escreveu cerca de 150 livros, 40 dos quais só sobre a vida do povo.
Nestes tempos pandêmicos é, mais do que nunca, necessário refletir.
Refletir é aprender, aprender é refletir. A refletir.
Há dois anos o filósofo Mário Sérgio Cortella e o quadrinista Maurício de Souza iniciaram uma parceria, via Cortez Editora, que resultou em três livros. Esses livros, de poucas páginas, tem por objetivo iniciar crianças e adolescentes no mundo da filosofia.
O primeiro livro da dupla intitulou-se Vamos Pensar, o segundo Vamos Pensar + um Pouco e o terceiro Vamos Pensar Sobre Valores.
Vamos pensar sobre Valores é uma introdução da vida cotidiana que vivemos. Ética, Convivência, Injustiça, leis, contradição da sociedade, direitos e deveres etc.
Os 3 livros são ilustrados pelo craque Maurício de Souza.
A ideia de escrever esses títulos partiu do editor José Cortez. Oportuna iniciativa.
A iniciativa de Cortez trouxe-me à lembrança o belo romance do Norueguês Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia. Mas essa é outra história, embora parecida com o que fizeram Cortella e Souza.
Esse novo livro da Cortez Editora está sendo "lançado" agora, de modo virtual. Assista a live de lançamento do livro “Vamos pensar também sobre valores?” no insta de @cortellaoficial e @mauricioaraujosousa DIA DO FOLCLORE DAQUI A POUCO, ÀS 20H00, ESTAREI FALANDO ATRAVÉS DESSA MAQUININHA DE FAZER DOIDO QUE É A INTERNET. TEMA: LUIZ GONZAGA E FOLCLORE. VEJA A CHAMADINHA AÍ ABAIXO: https://www.facebook.com/assis.angelo.9/videos/3201090999972017/UzpfSTEwMDAwMjEzNDQ0NDY2NDozMjIwNDk2ODM0Njk4MTAw/ VALDECK DE GARANHUNS Logo mais, às 19, o mestre do mamulengo, Valdeck de Garanhuns estará contando sua história ao apresentador carlos Sílvio. Quer acompanhar? Isso vai rolar no programa Em Quarentena, no Instgaram @cspaiaia. Saiba mais sobre Valdeck: http://assisangelo.blogspot.com/2011/03/paranapiacaba-e-valdeck-de-garanhuns_15.html