"Telas em acrílico sobre tela (medida 30x40). Vendi por uma questão de desapego (pois não sei vender) e para capitalizar para a produção de meu novo livro o Historia de Esquina".
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segunda-feira, 1 de maio de 2023
POR QUE NÃO COMPRAR UM FAUSTO BERGOCCE?
domingo, 30 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (12)
Em 1826, o criador da modinha como gênero musical, Domingos Caldas Barbosa, escrevia para quem quisesse ouvi-lo: "Quem quiser ter seu descanso/Quem sossego quiser ter/Na densa mata do mundo/Fuja do bicho mulher...".
Aos desavisados devo lembrar que Barbosa era religioso e chegou a travar polêmica com o desabusado Bocage, a rigor, um preconceituoso.
Ah! A grande Chiquinha Gonzaga, de batismo Francisca Edwiges Neves Gonzaga, também chegou a levantar a saia no minado terreno da música de safadeza ao compor Corta Jaca que começa assim:
"Neste mundo de misérias/Quem impera é quem é mais folgazão/É quem sabe cortar-jaca nos requebros/De suprema perfeição, perfeição...".A ditadura militar que se implantou no Brasil em 1964, implantou também a censura. E muita gente boa se fodeu à época. Odair José, por exemplo, ao ousar lançar a música Pare de Tomar a Pílula.
A censura militar impedia que artistas cantassem palavrões ou fizessem meras referências a sexo. E sobre o mundo gay nem pensar!
O livro Eu Não Sou Cachorro Não, de Paulo César de Araújo é de importância fundamental para a compreensão da música que entendemos como licenciosidade na cultura popular. Importante também para entender isso tudo que digo é o que Rodrigo Faour diz no livro História Sexual da MPB.
A obra de Paulo César de Araújo e de Rodrigo Faour são obras de referência, especialmente no tema aqui abordado.
Por não ter muito lá o que fazer, fiz uma emboladazinha com o craque Jarbas Mariz para o próprio gravar. É uma espécie de homenagem ao querido conterrâneo José Nêumanne Pinto. É um trocadalho. Ouça:
OUÇA MAIS: CHIFRUDO • A BESTEIRA É A BASE DA SABEDORIA • DAKO É BOM • GIRASSÓIS DE VAN GOGH
sábado, 29 de abril de 2023
É PRECISO APOSTAR NA EDUCAÇÃO!
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| Manifestação de professores, em São Paulo |
São milhares os estabelecimentos de ensino espalhados nos mais de 5.000 municípios brasileiros. Muitos só têm uma escola. Ensino precário, precaríssimo. Professores, boa parte deles, sem a formação necessária e carentes de tudo, como de resto a maioria dos estudantes do Ensino Médio e de outros graus. Universitário inclusive.
O governo anterior teve como objetivo afunhenhar completamente o País, a partir da educação formal. O MEC despedaçou-se, como o Ministério da Cultura. Até ministros inqualificáveis, como um certo Milton Não-sei-o-quê, foram convocados pra ajudar a acabar com a Educação.
Lula, agora pela terceira vez no poder, escolhe a dedo um ministro para a Educação. Mas o projeto desse ministro anda bambo. A primeira e polêmica iniciativa que tomou foi providenciar uma MP, Medida Provisória, de cima pra baixo impondo diretrizes para o que chama de "Novo Ensino Médio". Assinada por Lula, uma catástrofe!
Bom, quer saber mais?
O pessoal da Rádio Novelo, ligado à revista Piauí, tem feito um trabalho excepcional no campo das comunicações, mastigando e possibilitando aos ouvintes também mastigar assuntos de grande importância postos em pauta na vida afunhenhada deste nosso tão querido país. Isso tudo em podcast. Clique:
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (11)
Luiz Gonzaga, o rei do baião, não ficou de fora dessa parada. Gravou coisas como Ovo de Codorna, Karolina com K e Não Vendo, Nem Troco, por exemplo. No primeiro caso, ele come ovo de codorna pra ter tesão. No segundo caso, dançando num forró de pé de serra, ele funga safadamente no cangote da Karolina, que se derrete toda. E no terceiro, o causo tem a ver com uma égua de estimação "disputada" com o filho, Gonzaguinha.A putaria implícita ou explícita na música brasileira não é de hoje. O detalhe é que a mulherada está tomando as rédeas da história.
Isso é arte?
sexta-feira, 28 de abril de 2023
DEZ ANOS SEM PAULO VANZOLINI
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| Paulo e Assis, num momento de descontração |
Minha neguinha
Hoje eu acordei disposto
Pra fazer seu gosto
Vamos nos casar
Hoje é o dia
De enfrentar a Pretoria
De na pausa ou na agonia
A gente se amarrar
E o padre e o cartório
Já estão avisados
O bifê tá contratado
Nada vai faltar
Você se pinte
Você se enfeite
Você se vista
Que eu vou dar uma passada
No dentista e volto já.
Para lembrá-lo, clique:
terça-feira, 25 de abril de 2023
SIM, HOJE É O DIA DOS CORNOS!
segunda-feira, 24 de abril de 2023
GUERRA: MAIS AMOR E MENOS ÓDIO
CHICO BUARQUE
domingo, 23 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (10)
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| Fita K-7 que depois viraria LP e CD |
O cantor Lindomar Castilho, pela imprensa chamado de "Gatilho", matou a tiros, em 1981, uma mulher a quem dizia amar, Eliane de Grammont.
Em 1977, o cantor Sidney Magal alardeava aos quatro cantos a sua posição de machista radical cantando: "Se te agarro com outro te mato/Te mando algumas flores e depois escapo...".
Em junho de 1981 publiquei na extinta revista Privé entrevista que fiz com o compositor e cantor Valdik Soriano, assumidamente "macho" como Nelson Gonçalves. Soriano contou na conversa que tivemos a respeito de suas origens até a chegar à condição de estrela da "música brega". De cara, disse, já no título: "EU COMO TODO MUNDO!".
Na íntegra, leia a entrevista que fiz com ele: VALDIK SORIANO DÁ O SERVIÇO
Aqui, quero deixar registrado uma coisa pessoal: um dia, numa mesa de bar, eu disse que não era certo o homem deixar a mulher em casa e ir pra gandaia. Ela poderia fazer o mesmo, por que não?
Quase levei porrada. Chamaram-me de demagogo.
Não à toa há mulheres que rompem a tradição machista.
E não à toa há homens que brincam com isso.
O cearense cantor e compositor Falcão fez e gravou a pérola Todo Castigo pra Corno é Pouco.
Em 1994, um cara chamado Alves Correia lançou o LP joia Chifrudo. A música título começa assim: "Toda vez que o namorado sai/Ela vai ficar com outro rapaz...".
O LP de Correia, cujas músicas são todas dele, termina com a inimaginável Oração de São Cornélio. Curiosidade: o referido Correia é considerado o radialista mais famoso do Agreste alagoano. Foi deputado por Alagoas, em 2002. Questões políticas o levaram a cair numa emboscada em 1993, ocasião em que foi atingido por nove tiros de arma de fogo.
sábado, 22 de abril de 2023
DIAS DE FESTA NO MEU CORAÇÃO
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| Assis, Onaldo e Max |
Os amigos, muitos ainda os tenho, continuam a me proteger com sua presença física e espiritual.
Ontem chegou aqui a minha casa o querido amigo Pedro Vaz.
Esse Pedro tem nada a ver com Camões, pelo menos familiarmente falando.
Pedro é jornalista, professor de jornalismo. Na Casper Líbero ele formou muitos colegas, entre as quais a queridíssima Maju do Fantástico. Eu amo a Maju.
Ontem 21 de Tiradentes, Pedro chegou aqui carregando consigo um amigo e uma amiga: Thiago e Marília (foto acima).
Thiago é um doido por forró.
Marília é uma professora aposentada, cheia de história.
Pois bem, hoje 22 foi o dia em que abri as asas para abraçar meu querido conterrâneo Onaldo Queiroga.
Onaldo chegou aqui carregando consigo um amigo: Max. Foi um dia muito bonito o dia deste sábado 22.
Fomos à feira minhas filhas Ana e Clarissa, Geremias e, claro, Onaldo e Max. Fomos comer pastel. De feira, na feira.
O dia de ontem foi lindo.
O dia de hoje foi lindo.
O que eu quero para meus amigos e amigas que leem esse blog é que todos os dias sejam bem bonitos assim como os meus dias de ontem e de hoje foram.
Nesse meio tempo quero dizer que senti falta do amor que incendeia meu coração: Flor Maria.
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (9)
Não é de hoje, sei: a nossa música popular está completamente a-fu-nhe-nha-da!
Musicalmente, o Brasil começou a ganhar forma com Chiquinha Gonzaga e Joaquim Antônio da Silva Callado. O ponto de intersecção entre os dois foi o bom gosto.
Callado foi o cara que deu os ingredientes necessários para a formação do choro, que Pixinguinha daria os pontos finais na virada do século 19.
Chiquinha, que compôs centenas e centenas de músicas, foi quem criou o gênero musical marcha ou marchinha. É dela Ó Abre Alas, de 1899: "Ó abre alas!/ Que eu quero passar (bis)/Eu sou da lira/Não posso negar...".
O chorinho nasceu praticamente junto com o maxixe.
O maxixe era um tipo de dança considerado obsceno, lascivo.
Hoje a nossa música popular anda de pernas bambas, de gozo ou sofrência.
Eu não ouso perguntar, porque é quase certo que muita gente sabe o que é funk.
MC Pipokinha é muito doida. Muito doida também é a MC Carol.
Andei ouvindo uma certa Valesca Popozuda. Ai, ai, ai.
E o que dizer da doida varrida Tati Quebra Barraco?
Pipokinha autodenomina-se “Princesa da Putaria”.
Seguindo a lógica da Pipokinha, Quebra Barraco opta por considerar-se a “Mamãe da Putaria”.
Velhos tempos, novos tempos.
Entre 1902 e 1903 Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, gravava para a Casa Edison a cançoneta A Boceta da Vovó. Deve ter feito sucesso à época, pois em 1904 Mário Pinheiro gravava para a mesma Casa a cançoneta Boceta de Rapé. Pois, pois. Mero duplo sentido que se ouvia da boca do Bahiano e do Mário.
Muita água lavou corpos após encontros proibidos, claro fica nos sambas e noutros gêneros musicais tão comuns desde sempre na discografia brasileira.
Na nossa música popular há registro de situações de infidelidade conjugal. Muitas.
Os personagens apresentados nos sambas e que tais eram sempre machões metidos a besta, que deixavam a mulher em casa e partiam para aventuras sexuais nos prostíbulos.
São muitos os títulos de músicas que trazem a palavra orgia. Alguns: Orgia e Nada Mais, com Aracy de Almeida; Vou pra Orgia, com Nuno Roland; Orgia, com Orlando Silva.
Pois é, a mulher sempre esteve num degrau abaixo da vida social masculina. Machista. E dê-se a isso o nome ou classificação que se queira dar. Portanto, não é difícil entender o berro quase desesperado que a mulherada do funk, principalmente, e de outros ritmos está dando por aí.
Tudo isso é compreensível, mas é arte o que se está fazendo?
sexta-feira, 21 de abril de 2023
PENSANDO GRANDE
Numa boa?
Pergunto-me por que tanto estardalhaço negativo em torno das últimas falas do presidente Lula da Silva. Ora, como estadista, Lula vai até onde é possível pra defender os interesses do Brasil e do povo brasileiro.
Lula andou falando a respeito da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Disse que os EUA e os países filiados da OTAN estão estimulando o prosseguimento dessa guerra nefasta, como toda guerra.
O que a Rússia está fazendo contra a Ucrânia era pra mim até pouco tempo algo impensável. Isso porque já apanhamos e morremos muitas vezes, desde que descemos das árvores.
Já fomos vítimas de guerras milhares e milhares de vezes e, como tudo indica, não aprendemos nada e continuamos a matar e a morrer.
Lula fala de paz e não de guerra.
Não basta a miséria e a fome para judiar das pessoas do mundo todo? Só no nosso País há mais de 30 milhões de irmãozinhos e irmãzinhas morrendo por falta de comida, de alimento. E olha que somos o país maior exportador de grãos e de outros alimentos.
Lula também falou recentemente do domínio que os EUA tem sobre o mundo. Lula: "Por que todos os países estão obrigados a fazer seu comércio lastreado no dólar? Por que não podemos fazer o nosso comércio lastreado na nossa moeda?".
A viagem de Lula à China foi, a meu ver, ótima. De negócios.
É isso aí, gente!
ANASTÁCIA
Ontem 20 cometi uma pequena falha dizendo que Cacá Lopes, Luís Wilson e eu tínhamos feito uma música em homenagem à cantora e compositora Anastácia. Com esses amigos aí compusemos O Cantador de Alto Belo. O correto, no caso, é: Jorge Ribbas e eu compusemos Forró pra Anastácia. Ouça:
quinta-feira, 20 de abril de 2023
HOJE É DIA DE RILDO HORA
LEIA MAIS: UM DISCO PRIMOROSO RILDO HORA E OUTROS BAMBAS DA MPB RILDO HORA, LULA E POSTE
DIA DE BARÃO
OUÇA: FORRÓ PRA ANASTÁCIA
quarta-feira, 19 de abril de 2023
DETALHES NA VIDA DE UM REI. EU, HEIN!
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| Existem vários livros contando a história de Roberto Carlos. Ele mesmo assinou vários desses livros. |
Não seria fora do tom dizer que Roberto Carlos não é desse planeta. Aliás, Fora do Tom é nome da segunda música que ele gravou desde que iniciou a carreira na segunda parte dos anos de 1950. Essa música ocupou o lado B do 78RPM que traz no lado A João e Maria.
João e Maria, diria anos depois Roberto, o levou à emoção quando a ouviu pela primeira vez numa emissora de rádio de São Paulo. A música não fez sucesso nenhum. Saiu pela Polydor.
Roberto Carlos não é alienígena, mas é do Brasil antigo. Quer dizer, mais ou menos. Nasceu no dia 19 de abril de 1941. O mundo estava em guerra, com Hitler à frente da desgraceira que inundou o mundo de sangue.
Em 1961, ano da renúncia do presidente Jânio Quadros, Roberto levou à praça o primeiro LP a que deu o título de Louco por Você. Esse título, em inglês Careful, Careful, é dos gringos Lee Pockriss e Paul Vance.
Quase todas as músicas de Louco por Você traz a assinatura do fora de ordem Carlos Imperial.
Imperial foi tão importante na vida de Roberto Carlos quanto Tim Maia. É história.
Roberto Carlos começou a carreira imitando João Gilberto. O registro se acha já em João e Maria.
O LP Louco por Você, que RC relega e o exclui de sua discografia, é todo dançante no ritmo de Bossa Nova.
Em 1963, quando o presidente da República era João Goulart, Roberto levou à praça pela CBS o LP que considera ser o marco de sua carreira: Splish Splash. Aí já é Jovem Guarda na veia.
O cantor que mais gravou músicas no Brasil até hoje foi Chico Alves (1897-1952): cerca de 900. O segundo é Roberto Carlos, com cerca de 700.
Considero RC um chato. E não só eu.
Num ano qualquer dos 80, fui escalado pela Folha para fazer a cobertura jornalística de uma passagem de som de Roberto no Anhembi (foto ao lado). Seu empresário, Marcos Lázaro (1925-2003), foi todo atenção. Grande profissional. Fica o registro.
No frigir dos ovos a vida de Roberto Carlos, chamado de "Rei da Jovem Guarda", é cheia de emoções e detalhes.
O dia 19 de abril marca também o Dia dos Povos Indígenas no Brasil. À propósito, há duas décadas, Téo Azevedo e eu compusemos uma música que intitulamos O Índio. Ouça, na voz da cantora Fatel:
terça-feira, 18 de abril de 2023
LEIA MONTEIRO LOBATO!
- ORALIDADE — ONTEM, HOJE E SEMPRE
- MEMÓRIAS DA INFÂNCIA: O MENINO E O MAR (1)
- MEMÓRIAS DA INFÂNCIA: O MENINO E O MAR (2, FINAL)
- NEGRO NO PASSADO, NEGRO NO PRESENTE
domingo, 16 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (8)
A primeira história em quadrinhos feita no Brasil por Agostini chamou-se As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à Corte. Ano: 1869.
No dia 3 de julho de 1992, 2 dias antes de morrer, Alcides Aguiar Caminha, foi agraciado com o prêmio HQ Mix como “pai dos quadrinhos eróticos nacionais”. E ainda teve tempo de agradecer, segundo registro do jornal O Globo: “É um pouco tardio, mas fico lisonjeado. É uma homenagem justa porque os livrinhos instruíram os jovens daquela época e esclareceram muita coisa que eles desconheciam”.
As historiazinhas sacanas de Zéfiro publicadas em folhetos, grosso modo falando, marcaram época por terem objetivo masturbatório, de iniciação sexual, por isso mesmo chamados de “catecismos”. Educativos, vejam só! Valia tudo, na imaginação de Zéfiro: homem com homem, mulher com mulher, troca de casais, posições “papai-mamãe”, anal e tudo mais que se
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| Última edição de O Rio Nú |
As primeiras publicações que trataram da questão começaram no Rio de Janeiro, na virada do século 19. A primeira delas foi O Rio Nu. Ingênua e de nenhuma afoiteza de caráter sexual. Simples e banal. As ilustrações, desenhos feitos à meia-boca, não tinham aparentemente o propósito de despertar safadezas nas mentes masculinas e femininas da época, pelo menos no olhar de quem folheia aquelas páginas nos dias de hoje.
Esse jornal foi inaugurado no dia 13 de maio de 1898. Era editado por três amigos: Heitor Quintanilha, Gil Moreno e Vaz Simão.
Além de O Rio Nu, cuja circulação foi encerrada no dia 30 de dezembro de 1916, outros títulos o seguiram na temática, como Sans Dessous, O Coió, O Riso, O Tagarela, O Nu, A Banana, O Nabo.
O dia 30 de janeiro é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinho, inspirado em Agostini.
sábado, 15 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (7)
Tinha historinha sacana pra tudo quanto é gosto. Exemplo é Pra onde a vaca vai o boi vai atrás, título claramente inspirado na bobagem brega de João da Praia, pseudônimo do paulista Antônio Zacarias (1950-1989). Trata de uma jovenzinha gostosa e um macho em ponto de bala. Ele, peão da fazenda do pai dela, vê-se "obrigado" a realizar as fantasias da moçoila. O pai desconfia e dá de garra de uma garrucha decidido a pôr fim à safadeza dos dois.
A Internet acabou com isso tudo, possibilitando aos admiradores e seguidores de Onã cenas em movimento e tal. Mais picantes, pois.
Onã é um personagem bíblico usado pela igreja para proibir sexo anal e masturbação, tomando-o como exemplo dessa prática tão comum em todos os tempos.
Ah! Sim: em São Paulo e no Rio de Janeiro há logradouros com os nomes de Angelo Agostini e Carlos Zéfiro.
Em 1996 a cantora Marisa Monte levou a público o CD intitulado Barulhinho Bom em homenagem a Zéfiro, que deixou como herança pelo menos 600 catecismos. Esse disco, um CD, foi lançado à praça brasileira sem nenhum problema. No lançamento, foram distribuídos alguns títulos do Zéfiro.

Também já foram escritos e publicados pelo menos 4 livros sobre o endeusado personagem. O primeiro A Arte Sacana de Carlos Zéfiro, organizado por Joaquim Marinho, com pequenos textos analíticos assinados por Roberto da Matta, Sérgio Augusto e Domingos Demasi; e o segundo Os Alunos Sacanas de Carlos Zéfiro, também assinado por Marinho. O terceiro, O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, de Otacílio d’Assunção. E o mais recente, de 2018, O Deus da Sacanagem: a Vida e o Tempo de Carlos Zéfiro. Autor: Gonçalo Junior.
Fora isso há documentários sobre Zéfiro e Agostini. Em 2020, o cineasta Carlos Tendler lançou o filme Em Busca de Carlos Zéfiro. Em 2013, Bira Dantas rodou o documentário Desvendando Ângelo Agostini ou 30 Anos da AQC.
sexta-feira, 14 de abril de 2023
EU E MEUS BOTÕES (62)
quinta-feira, 13 de abril de 2023
QUE TAL COMEMORAR O DIA DO BEIJO?
quarta-feira, 12 de abril de 2023
SOCORRO LIRA ESTÁ NA PRAÇA
domingo, 9 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (6)
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| O número com a matéria de Zéfiro agora é peça de colecionador |
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| Zéfiro produziu e publicou pelo menos 600 títulos dos famosos catecismos |
Caminha não gostou do que ouviu. E terminou por contar a sua história, mas gostaria de ler o texto antes de publicado. Pedido feito, pedido atendido.
"Voltei a casa do Caminha com a matéria pronta. Reunida numa mesa grande, Caminha, sua mulher e a família toda me aguardavam. Comecei a ler o texto. Lá pelas tantas, ouvi um fungado ou algo parecido. Depois, mais um e mais outro. Eram ele e a mulher chorando, emocionados".
Todos eram a favor de que Alcides Caminha revelasse o fato de que Zéfiro era ele mesmo, mas resistia. Juca: "Foi uma das melhores matérias que já escrevi na minha vida. Orgulho-me disso".
A matéria de Juca Kfouri é do caralho!
Essa matéria, cuja cópia Juca me mandou, virou peça de colecionador. Compartilho com vocês: https://drive.google.com/file/d/12DUEnjAPfFn9VqPzt1wQ7zqWY8N78cja/view?usp=sharing
Caminha morreu oito meses após a publicação da entrevista.
Alcides Caminha foi também um compositor musical bastante inspirado. É dele, por exemplo, em parceria com Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito o samba A Flor e o Espinho.
sábado, 8 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (5)
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| Já foram publicados pelo menos 4 livros sobre as aventuras de Zéfiro |
Agostini foi o nosso primeiro quadrinista.
Quadrinista é o artista desenhista que conta histórias em desenhos.
No dia 26 de setembro de 1921 nascia em São Cristóvão, bairro do Rio de Janeiro, um cara chamado Alcides Aguiar Caminha.
Caminha foi um dos criadores pioneiros das revistinhas de sacanagem no Brasil. O mais explícito.
Até o ano de 1949 os jovens, principalmente os jovens, para se satisfazerem sexualmente sozinhos tinham de apelar para a imaginação sem o "auxílio" de revistas de mulher pelada. Dureza. Até então o que havia à disposição dos onanistas de plantão eram revistas "naturalistas" com fotografias de mulheres nuas em jardins, parques e publicações com mulheres desfilando em maiôs pelas praias.
Estou falando principalmente de revistas, mas é bom que se diga que já na virada do século 19 havia jornais direcionados a um público que na intimidade dava asas à imaginação, sexualmente ou putanamente falando. Um desses jornais, O Rio Nu, marcou época. Começou a circular em 1898 e foi até 1916. O último número, de dezembro daquele ano, trazia o conto O Don Juan de Calças Largas. Putaria implícita.
O Rio Nu foi o jornal que inventou o "gênero alegre".
A primeira revista ou revistinha de sacanagem explícita chegou à praça no ano de 49, nas bancas do Rio. O governo era Gaspar Dutra. O pioneiro nessa história foi Carlos Zéfiro.
sexta-feira, 7 de abril de 2023
DIA DO JORNALISTA TEM HINO
No dia 7 de abril de 1931 a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, criava o dia dedicado aos jornalistas brasileiros. Foi em decorrência do assassinato de Libero Badaró, sobre quem me inspirei e compus Hino a Badaró. A melodia é de Jorge Ribbas. Ouça:
quinta-feira, 6 de abril de 2023
METRÔ DARÁ NOME DE ASSASSINO A UMA ESTAÇÃO
LEIA MAIS: PAULO FREIRE EM CORDEL • BOLSONARO, EDUCAÇÃO E PAULO FREIRE
quarta-feira, 5 de abril de 2023
LUIZ GAMA VIRA PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS
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