"Toffoli nega abertura de ação de Bolsonaro contra Moraes no STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quarta-feira 18 a notícia-crime apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes por abuso de autoridade. O argumento de Toffoli é de que os fatos descritos na ação proposta por Bolsonaro não trazem indícios de possíveis delitos cometidos por Moraes, relator de investigações que miram o presidente. Também nesta quarta, o presidente entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Moraes".
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quinta-feira, 19 de maio de 2022
EU E MEUS BOTÕES (24)
quarta-feira, 18 de maio de 2022
EU E MEUS BOTÕES (23)
"Nós defendemos o armamento para o cidadão de bem, porque entendemos que a arma de fogo, além de uma segurança pessoal para as famílias ela também é a segurança para a nossa soberania nacional. E a garantia de que a nossa democracia será preservada, não interessam os meios que, porventura, um dia tenhamos que usar. A nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis, discursou Bolsonaro a apoiadores, o que vocês acham?"
Lampa, sentado num tamborete, olha de baixo pra cima sem mexer músculos. Frio, calculista. E resmunga: "Hmmm... Pura demagogia. Ameaça o povo, ameaça contra a paz. Hmmm... Lá na minha terrinha cabra safado come grama pelo pé por muito menos do que isso. O povo é bom, cabra safado não presta".
Pera, pera! Sou eu falando. Calma, Lampa! Você também está fazendo ameaça!
"Não, Chefe! Não estou fazendo ameaça de nada. Só estou dizendo como é lá na minha terrinha".
Na sua terrinha, Pernambuco, não é assim, não é mais assim. "É!", rebateu Lampa. "Não!", replico.
E nesse é e não é, Zilidoro que estava aparentemente indiferente no seu canto, põe o bedelho: "O negócio, seu Assis, é que esse Bolsonaro realmente está ultrapassando todos os limites. Ele está ameaçando o povo, a paz, a democracia, e por isso precisamos estar sempre atentos. Agora mesmo ele, através de seu advogado, acaba de entrar com uma ação acusando o ministro Alexandre de Morais por abuso de autoridade. É o fim da picada!".
Sim, sei, mas precisamos manter a linha, a calma, porque senão perdemos a razão e aí já viu: nos lascaremos, pois tudo que esse presidente aí quer é pretexto para o golpe que pretende´dar no nosso país.
Zóião me olhou e muito calmamente disse: "Perfeito, seu Assis. Precisamos manter a linha e ficarmos atentos".
Os irmãos Biu e Barrica e os demais presentes perguntaram se eu conheço Pernambuco. Eu disse que sim. E perguntei se alguém ali sabia onde se acha o município de Caruaru. Claro, foi provocação. Pela primeira vez Lampa sorriu assim solto, quase menino: "Conheço, que nem a palma da minha mão. E agora sou eu quem pergunta: Quem sabe aqui quando foi fundado esse município?".
Mané, que continua a nos surpreendendo, levantou a mão e disse logo: "No dia 18 de maio de 1857!".
Palmas gerais. Ambiente descontraído, Zé e Jão entreolham-se e começam a cantar com a ajuda do Youtube:
terça-feira, 17 de maio de 2022
EU E MEUS BOTÕES (22)
"Esse Bolsonaro não tem jeito mesmo, abre a boca só pra dizer besteira", disse Lampa pausadamente enquanto lambia seu inestimável punhalzinho.
"Oxente, quem disse que meu ouvido ouviu foi o Lampa véio de guerra?", indagou surpreso o paraibano Mané.
"Hmmm... Fui eu mesmo!", resmungou irritado o velho pernambucano.
Realmente, o Brasil corre perigo, pessoal. Pois temos um presidente sem noção...
"Outro dia eu ouvi no rádio o artista Jorge Ribbas cantando uma música que dizia que era sua e dele, seu Assis. Essa música eu até já decorei. Mas bom mesmo é ouvir com o Ribbas", contou Jão perguntando: "Alguém aqui quer ouvir essa música?".
Todos disseram que sim, até pra relaxar o clima. E Jão pegou o celular e de repente a música saiu. Essa:
Ao fim, palmas e o elogio que me tocou: "Muito bem, muito bem seu Assis", falou por todos Zoião.
"Pois é, a temperatura está subindo em Brasília e caindo no resto do Brasil", disse Zilidoro claramente, acrescentando: "Bolsonaro está ensaiando um golpe militar a partir do descrédito às urnas que o tempo todo ataca. Isso é temperatura alta, clima tenso, tempo terrível esse que vivemos agora. E o frio pela temperatura ambiental, da natureza, que cobre de chuva de gelo e névoa no Sul, principalmente".
Zilidoro tem razão, "o presidente tem dito muita besteira, mas besteira ameaçadora. Ele está sufocando nosso país e fazendo de tudo para prender a liberdade. Mas presidente também morre...", voltou Lampa falando devagarinho como se estivesse contando palavras.
"Lampa lembrou que presidente também morre porque certamente ouviu em algum lugar um poema do seu Assis que fala disso. E fala mais, fala que um presidente também pode ser preso...", retomou a fala o poeta Zilidoro.
"Pois é, isso mesmo! Ouvi sim! E lembrei disso porque nesse tal poema ele fala que presidente também pode ser preso. E o tal aí, o Bolsonaro, disse que ninguém o prenderá jamais e quem tirará ele da cadeira de presidente só Deus. Hmmm, ele vai ver...".
"Esse Lampa está mesmo surpreendendo. De bobo, tá ficando sabido", alfinetou o bom Mané.
"O pessoal aqui realmente tá ficando de nível, de alto nível. E pra encerrar, vou declamar esse poema do seu Assis. Começa falando de pandemia, de mortes. Agora o número de mortes já passa, no Brasil, dos 665 mil", disse em tom sério o Zilidoro. E abriu a boca:
Já não são quinhentas mortes
Já não são quinhentas mil
A desgraça toma corpo
No coração do Brasil
Não são mortes naturais
As mortes de Silvas e Bragas
São mortes provocadas
Por vírus, pestes e pragas
Praga viva inda mata
Homem, menino e mulher
Mata completamente
Do jeito que o bicho quer
Maldito Coronavírus
Que pega e mata gente
O Brasil está morrendo
Nas garras do presidente
Presidente também morre
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
segunda-feira, 16 de maio de 2022
TÉO AZEVEDO GANHA MÚSICA DE PRESENTE
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A dupla Caju & Castanha em estúdio |
domingo, 15 de maio de 2022
O RÁDIO CHEGOU PARA FICAR (2, FINAL)
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Os comediantes José Vasconcelos e Zé Fidelis |
Zé Fidelis, pseudônimo do paulistano Gino Cortopassi, começou a carreira no programa Cascatinha do Genaro, na antiga rádio Cruzeiro do Sul (SP).
O acreano José Vasconcelos, de batismo José Thomás da Cunha Vasconcellos, começou a fazer gracinhas na rádio Clube do Brasil. Corria o ano de 1942. Marcou época imitando todo mundo, principalmente radialistas e cantores.
Lauro Borges era paulistano, nascido no bairro de Santa Ifigênia.
Castro Barbosa era mineiro, do município de Sabará.
A dupla Lauro e Castro estreou em 1944, na extinta rádio Mayrink Veigas (RJ). O programa mais famoso dos dois foi PRK-30, que chegou a ocupar faixas de LPs.
O rádio como veículo de grande popularidade levou ao trono cantores e cantoras, chamadas reis e rainhas do rádio. Entre esses Chico Alves, Orlando Silva, Cauby Peixoto; Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Marlene, Ângela Maria e Dóris Monteiro.
Os reis e rainhas do rádio eram “eleitos” por votação popular, a partir de cupons extraídos principalmente da Revista do Rádio.
A Revista do Rádio foi criada em 1948 e durou até 1970, quando passou a circular com o título alterado para Revista do Rádio e TV.
Além da Revista do Rádio, outra revista foi criada para registrar os ocorridos no meio radiofônico: Radiolândia, que 10 anos depois passou a intitular-se TV Radiolândia.
Curiosidade: Zé Fidelis arrancou muitas risadas ao fazer o que chamou de transmissões malucas. José Vasconcelos, também. Ótimas as imitações que fez de artistas e radialistas. O LP Eu sou o Espetáculo é impecável.
Quanto a Lauro Borges e Castro Barbosa, é desnecessário dizer que continuam inimitáveis. Ouçam: PRK-30Foi o rádio o veículo que primeiro criou programas de calouros e auditório.
Foi no programa de calouros de Ary Barroso que o pernambucano Luiz Gonzaga apresentou-se pela primeira vez. Foi gongado.
Lugares para participar de programas de auditório da rádio Nacional eram disputadíssimos.
Para melhor entender essa história toda, sugiro que leiam o livro Música Popular: do Gramofone ao Rádio e TV, de José Ramos Tinhorão.
Não custa lembrar que o rádio foi a mídia que registrou grandes momentos da nossa história e personagens como Monteiro Lobato.
Em toda a sua vida, Monteiro Lobato usou os microfones de rádio uma ou duas vezes. A última ao repórter Murilo Antunes Alves (1919-2010), da rádio Record. Corria o ano de 1948. Dois dias depois da entrevista, Lobato morreu.
Os repórteres de rádio continuam dando furo, o que é muito bom para a democracia.
Meu amigo, minha amiga, você sabe quem criou a expressão radialista?
A expressão radialista foi criada pelo paulista de Jundiaí Nicolau Tuma (1911-2006).
Comecei a fazer rádio em João Pessoa, PB. Primeira emissora: Rádio Correio da Paraíba. Em São Paulo fiz as rádios Atual, Mulher, Jovem Pan, Capital e Trianon.
Sexta 6 estive na Trianon, ao lado de Téo Azevedo. Fomos entrevistados por Pedro Nastri. Acompanhe: SARAU DA TRIANO
Domingo 15, ali pelo meio dia, Téo Azevedo e eu estaremos proseando com o cantor, compositor e apresentador Luiz Wilson.
OUÇA:
SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE 2
SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE 3
SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE 4
SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE 5
RAÍZES DO BRASIL
O BRASIL TÁ NA MODA INEZITA BARROSO
O BRASIL TÁ NA MODA PAULO VANZOLINI
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
sábado, 14 de maio de 2022
O RÁDIO CHEGOU PARA FICAR (1)
O rádio não se acabou e dificilmente se acabará, pois a sua importância no cotidiano é extremamente relevante e fácil o seu acesso.
Até pela Internet, por computador fixo ou celular, qualquer pessoa pode acessar qualquer emissora de rádio do Brasil ou de qualquer outro país. Num simples toque e em segundos a magia estará feita.
No Brasil a voz humana foi transmitida pela primeira vez à distância por uma geringonça instalada no morro do Corcovado, alcançando receptores em Niterói, Petrópolis e São Paulo, no começo dos anos de 1920.
A primeira emissora chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Essa rádio, fundada no dia 20 de abril de 1923, tinha à frente Roquette-Pinto e durou até 1936.

Mas o rádio, já no seu começo, despertou a curiosidade e interesse político e financeiro de muita gente. E foi aí que, frustrado nos seus propósitos, Roquette-Pinto acabaria doando a emissora ao governo de Getúlio. Corria o ano de 1936. Foi então que surgiu a Rádio MEC.
A rádio do Ministério da Educação e Cultura, antes da educação e saúde, está ininterruptamente no ar até hoje enfrentando todo tipo de dificuldade. Até o fechamento, como já foi aventado em fevereiro deste ano de 2022.
A programação da Rádio MEC leva ao ar o ideal de Roquette-Pinto. Até um festival de música erudita é anualmente realizado. Em 2021, o vencedor desse festival foi o professor de música Jorge Ribbas.
Além da rádio MEC as emissoras mais antigas ainda em atividade são: Rádio Gaúcha (1927), Rádio Record (1928), Rádio São Paulo (1934), Rádio Tupi (1935), Rádio Cultura (1936), Rádio Nacional (1936), Rádio Bandeirantes (1937), Rádio Jovem Pan (1944), Rádio Capital.
A rádio Capital de 1948, no Rio, foi transformada numa instituição religiosa como tantas e tantas.
A rádio Capital de São Paulo foi fundada em 1978. Da sua programação participei apresentando o programa São Paulo Capital Nordeste, durante cerca de 6 anos. Pelo programa, São Paulo Capital Nordeste, passaram centenas e centenas de artistas, entre os quais Antônio Barros, Billy Blanco, Dominguinhos, Jarbas Mariz, Tom Zé, Fagner, Inezita Barroso, Mário Zan, Téo Azevedo, Jair Rodrigues e Genival Lacerda, meu primeiro convidado.
Ao jornal Hora do Povo, edição de 24/25 de abril de 1999, o jornalista e historiador José Ramos Tinhorão afirmou:
Vejo o programa do Assis quase como um acidente, um negócio completamente fora daA fala de Tinhorão é uma referência ao programa especial de 1º aniversário quando Fagner, de Salvador (BA), entrou cantando por telefone uma canção que acabara de gravar. Mas que dali esquecia-se da letra e do estúdio seu parceiro Gereba lembrava, acompanhando-o no violão.realidade, pois é um programa brasileiro, e uma coisa brasileira no Brasil é uma coisa muito difícil. O brasileiro hoje é um cidadão segunda classe dentro de seu próprio país. Acredito que dentre em breve vamos ter que usar a ‘carteira 19’, documento que é feito para estrangeiro e, talvez andar com passaporte no bolso. De repente você tem uma oportunidade, como no programa de hoje, onde aconteceu aquela coisa assombrosa: o Fagner cantando da Bahia e o Gereba acompanhando-o ao violão, no estúdio. Isso não estava programado: foi uma coisa totalmente improvisada. Essas coisas altamente criativas, que se realizam de forma plena, só podem acontecer em condições como esta, num programa ao vivo e cheio de vida, condições que normalmente são repetidas por um sistema que privilegia um produto acabado. É uma coisa milagrosa a existência desse programa . Vamos torcer para que o ‘subdesenvolvimento’ criativo consiga romper com essa barreira durante mais algum tempo.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
EU E MEUS BOTÕES (21)
Zoião, que tem lá suas tiradas de poeta e político, pediu a vez pra perguntar se tínhamos conhecimento da demissão do ministro das Minas e Energia.
quinta-feira, 12 de maio de 2022
EM TEMPO DE GUERRA
quarta-feira, 11 de maio de 2022
BIDÚ É LIBERDADE
terça-feira, 10 de maio de 2022
ESTÃO MATANDO O NOSSO IRMÃO: O JUMENTO
domingo, 8 de maio de 2022
O RÁDIO NO BRASIL E NO MUNDO (2, FINAL)
Além de se apresentarem no rádio, muitos artistas conduziram programas musicais como Almirante (Henrique Foréis Rodrigues; 1908-1980), Zé Dantas, Tonico e Tinoco, Rolando Boldrin e tantas e tantos. Até hoje.
Téo Azevedo, mineiro de Alto Belo, passou por várias emissoras de rádio. Detalhe: Téo é o compositor com mais obras feitas e gravadas por ele mesmo e centenas de cantores, do Brasil e do Exterior. Passou pelas rádios Atual e Record.
O pernambucano Luiz Wilson está à frente do programa Pintando o 7 desde setembro de 2007. Esse programa, com três horas de duração aos domingos, é levado ao ar sempre ao vivo pela rádio Imprensa.
A literatura referente à história do rádio é riquíssima.
Para o iniciante, curioso nessa história, sugiro que leia o mais rapidamente possível a trajetória do padre cientista Landell de Moura.
Reconhecido tardiamente, há um prêmio em São Paulo chamado Padre Landell de Moura do Radiojornalismo.
O paulista Hamilton Almeida foi o primeiro estudioso a publicar um livro sobre Landell. Um não, dois: O Outro Lado das Telecomunicações (1983) e Landell de Moura (1984).
Em 2004, Almeida teve publicado na Alemanha o livro Pater und Wissenschaftler: Die Geschichte des Paters Roberto Landell de Moura.
O rádio se acha na história do mundo desde o começo do século passado.
O rádio faz história. A própria história, inclusive.
Recomendo a leitura dos livros História do Rádio no Brasil, da Magaly Prado (2012); Jornalismo de Rádio, de Milton Jung (2004); MPB na Era do Rádio, do Sérgio Cabral (1996); A Era do Rádio, de Lia Calabre (2002); As Cantoras do Rádio, de Miécio Caffé (1992), Histórias que o Rádio não Contou, de Reynaldo C. Tavares (2014) e Vargas, Agosto de 54: A História Contada Pelas Ondas do Rádio, de Ana Baum.
Ali pela segunda metade dos anos 30, o jornalista gaúcho Armando Campos inventou um programa intitulado A Hora do Brasil. Esse programa tinha por finalidade levantar a bola do ditador Getúlio Vargas. Começava assim: “Trabalhadores do Brasil…”.
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O radialista Almirante |
O ano de 68 foi um ano marcante, no mundo inteiro. O motivo disso foram as manifestações estudantis iniciadas na França.
Há vários discos que tratam da insatisfação dos jovens de 68.
Na França o ano de 68 virou um LP. No Brasil, também.
A rádio Jornal do Brasil lançou vários LPs que tratam da história do Brasil e do mundo, a partir dos anos de 1960.
O resto é história.
A propósito, e por não ter o que fazer, acabo de compor a Canção do Rádio:
Uma caixinha mágica
Faz o mundo se ligar
Dessa caixa sai a voz
De quem tem o que falar
Sobre tudo conta a voz
Que tem sempre o que contar
Pra saber o que se passa
Basta fazê-la falar
Ligada a caixa fala
Toca e canta sem parar
Fora isso diz a hora
Pra ninguém se atrasar
Variadas formas tem
Essa bela invenção
Que cabe bem certinho
Até na palma da mão
O autor dessa magia
Foi o padre brasileiro
Roberto Landell de Moura
Famoso no mundo inteiro
Foto e reproduções: Flor Maria e Anna da Hora
LEIA MAIS: O FUTURO DO RÁDIO É A INTERNET • REVISTA JORNAL DOS JORNAIS • SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE
sábado, 7 de maio de 2022
O RÁDIO NO BRASIL E NO MUNDO (1)
Que Marconi que nada, o inventor do rádio foi o gaúcho de Porto Alegre Roberto Landell de Moura (1861-1928).
Landell era padre e cientista, com altos estudos desenvolvidos na Itália.
Nos fins do século 19, Landell de Moura inaugurou a transmissão de voz humana entre a incipiente Avenida Paulista, SP, e o Alto de Santana.
Embora tenha desenvolvido tal façanha, o padre cientista não recebeu nenhum incentivo da iniciativa privada, do governo e tampouco da Igreja católica.
A vida do padre Roberto Landell de Moura foi uma vida duríssima.O padre chegou a ser acusado de pacto com demônio, por causa das suas experiências no campo da Ciência. É o caso de se dizer, literalmente, que Landell comeu o pão que o Diabo amassou.
Curioso, né?
O mineiro Santos Dumont, inventor do avião, também viveu maus bocados que findou por se matar pendurado numa corda. Mas essa é outra história.
Oficialmente, digamos assim, o rádio foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1922. Sem endereço fixo. O presidente era o paraibano Epitácio Pessoa.
Pra valer, pra valer mesmo, a 1ª emissora de rádio no Brasil chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. O proprietário, e autor da façanha, foi o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto (1884-1954).
O rádio foi crescendo, crescendo, e ganhando um destaque fantástico no mundo todo.
Às 9 da noite de 12 de setembro de 1936, boa parte dos brasileiros ouviram o paulista de Jundiaí Celso Guimarães (1907-1973) anunciar, alto e bom som, que estava inaugurada a Rádio Nacional.
Até peça contando história da Nacional foi escrita: Rádio Nacional - As ondas que conquistaram o Brasil, de Fábio Pilar, Claudia Vigonne e Sylvia Bandeira.
No começo dos anos de 1930 o rádio, no Brasil, foi de extrema importância para os cantores e cantoras como Chico Alves, Luiz Gonzaga e tantos e tantas.
sexta-feira, 6 de maio de 2022
NO RÁDIO, A NOSSA CULTURA
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Pedro Nastri e convidados no programa Metrópole em Foco |
quinta-feira, 5 de maio de 2022
EU E CAMÕES NA TUTAMÉIA TV
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Para acompanhar nosso papo, clique: Aos 450 anos, "Os Lusíadas" é contado em cordel
MAIS ENTREVISTA
Amanhã 6, entre às 9 e 11 horas, o violeiro Téo Azevedo e eu estaremos em prosa nas rádios Trianon e Gazeta. Ao vivo. Vai ser bom.
VIVA A LÍNGUA PORTUGUESA!
quarta-feira, 4 de maio de 2022
LULA DIZ À TIME QUE ESTÁ FELIZ
terça-feira, 3 de maio de 2022
UM DIA PARA REFLETIR
Todo dia muita gente boa se ferra pela língua de obscurantistas, ditadores, prepotentes, que a todos nos ameaçam.
Os brasileiros de bem sofrem diariamente com a língua má do presidente Bolsonaro, o pior da história do Brasil.
Bolsonaro mente, mente, mente sempre.
O ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, dizia que quanto mais uma mentira é dita, mais em "verdade" ela se transforma.
Bolsonaro é seguidor de Hitler. Sabemos.
Jornalistas daqui e de todo o canto são diariamente agredidos, acusados de mentir ao publicar verdades.
O sonho do Bolsonaro é acabar com a imprensa.
Não dá pra confundir a liberdade de falar com mentiras a dizer.
Os parceiros e apoiadores de Bolsonaro tentam a todo custo incendiar o Brasil, ameaçando matar quem discorda deles.
segunda-feira, 2 de maio de 2022
LIBERDADE SEMPRE!
domingo, 1 de maio de 2022
NO RÁDIO, A MÚSICA DO NORDESTE (2, FINAL)
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Paulinho Rosa |
Além de Luiz Wilson, há outros programas em São Paulo que põem a “música nordestina” em evidência. Sempre programas semanais: Vira e Mexe, no ar pela rádio USP (FM 93,7) é um deles.
“Vira e Mexe eu comecei a apresentar em 2009, junto com o sanfoneiro Dominguinhos”, conta o paulistano Paulinho Rosa. “Eu e ele apresentamos poucos programas juntos. Não por mim, mas por ele que tinha muitos compromissos musicais Brasil afora”, acrescenta.
Paulinho Rosa é o dono da casa de espetáculos O Canto da Ema.
Antes de Luiz Wilson, Germanno Júnior e Paulinho Rosa, apresentaram programas voltados ao repertório nordestino, em São Paulo, Jorge Paulo (1938-2015), os irmãos Mano Novo e Mano Véio e Téo Azevedo. Jorge era paulistano. Mano Véio e Mano Novo, do Rio Grande do Norte e Paraíba, respectivamente. Téo Azevedo mineiro, de Alto Belo.
Durante muitos anos Jorge Paulo, chamado de O Bandeirante do Norte, apresentou programas nas rádios e TVs Bandeirante, Cultura e Globo.
Por seus programas passaram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Gordurinha, Ary Lobo e Anastasia, em começo de carreira.
Em São Paulo, Mano Véio e Mano Novo apresentaram o programa nas Quebradas do Sertão, pela Bandeirantes. Ambos, hoje, apresentam o Forró Nativa (no ar, ao vivo, entre 2 e 6 da manhã).
Téo Azevedo apresentou programas nas rádios Record e Atual.
Fora de São Paulo, há nomes que devem ser lembrados, por valorizarem as músicas e autores nordestinos. Entre esses nomes Perfilino Neto (Bahia), Ivan Ferraz (Pernambuco) e Wilson Seraine (Piauí).
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Wilson Seraine com Assis Brasil |
“Sempre que tenho oportunidade levo ao programa músicos e escritores como Assis Brasil. Já levei muita gente e pretendo levar mais ainda. E aqui quero deixar registrado o seguinte: um tal de Assis Ângelo é o culpado por tudo que eu faço na rádio hoje. Foi ele quem me inspirou a fazer o que eu faço”, diz rindo Seraine.
Gosto do rádio e tenho certeza que continuarei a gostar até os meus últimos dias.
Comecei no rádio como locutor, apresentador de noticiário. Rádio: Correio da Paraíba. Ano, faz tempo.
Em São Paulo apresentei programas na rádio Mulher, na rádio Atual, na rádio Capital, na rádio Trianon, por aí.
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Assis Angelo com revistas da Revista do Rádio |
O rádio tem sido de fundamental importância na sociedade brasileira. É através dele que tomamos conhecimento, em primeira mão, de tudo que acontece por cá e em derredor do mundo.
Nos tempos áureos da rádio, entre os anos 30 e 40, mais um pedaço dos 50, apresentavam-se artistas que fizeram história como Carmélia Alves, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto e tantos e tantos.
O rádio está mais vivo do que nunca.
Quero voltar ao rádio. Sinto saudade dessa mídia.
É isso.
E MAIS: SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE
E MAIS: RAÍZES DO BRASIL
sábado, 30 de abril de 2022
JOILTON LUTA PELA VIDA
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Vida É Luta
Projota
Eu tô voltando pra casa, deixa a luz acesa
E deixa o meu prato sob a mesa
Por que meu dia foi tão longo e minhas costas doem
Mas eu não sou do tipo, digno de dó
Em casa sempre alaga, tomara que não chova
Da última vez foi foda, chorei a noite toda
Eu corri pra ver o mundo que só vi da TV e eu gostei
E agora eu quero apresentar pra você
É, já cedo eu aprendi a correr, vão
Os dias eu quero crescer, são
As marcas que a vida me deu
Nos olhos que te entristeceu
A luz no fim do túnel só você pode acender
Por que o túnel é um caminho pra dentro de você
E eu sinto muito se você não acredita em mim
Mas eu nasci pra vencer, a vida me fez assim
Lutar faz parte da minha conduta
Faz parte da minha história
E quem não teve os dias de luta
Não conhece os dias de glória
Algo dentro de mim me diz que eu nasci pra voar
Mas eu não tenho asas
Então eu vou correr tão veloz que meus pés vão descolar
Pra te dizer que são fases
Eu sei que tá difícil, mas são fases
Um dia eu vou olhar pra trás e ver que são fases
A vida é luta, a vida é luta, a vida é luta, a vida é luta
Todos os sonhos do mundo de baixo do meu capuz
Todos os anjos torcendo pra eu carregar minha cruz
Todos os anos tentando ser alguém melhor do que eu fui
Ser alguém que aqui contribui
Acreditar que a vida flui
Ter habilidade de mudar o mundo onde eu passar
Ter honestidade pra vencer sem roubar
Ter simplicidade pra viver e crescer
Sem ter que esquecer meu lugar
Sem desmerecer a luta
Pra fortalecer quem sonha
A vida é uma caixa de sonhos
E sonho que a vida possa ser melhor
Carrego comigo tudo que aprendi com quem vi, convivi
Deixo aqui meu suor
Se eu penso e existo, então posso
Se posso eu insisto em dá meu melhor
Não abaixo a cabeça, não peço licença
Só corro atrás pra me tornar maior
Sinto muito e você não acredita em mim
Mas eu nasci pra vence, a vida me fez assim
Lutar faz parte da minha conduta
Faz parte da minha história
E quem não teve os dias de luta
Não conhece os dias de glória
Algo dentro de mim me diz que eu nasci pra voar
Mas eu não tenho asas
Então eu vou correr tão veloz que meus pés vão descolar
Pra te dizer que são fases
Eu sei que tá difícil, mas são fases
Um dia eu vou olhar pra trás e ver que são fases
A vida é luta, a vida é luta, a vida é luta, a vida é luta
NO RÁDIO, A MÚSICA DO NORDESTE (1)
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Luiz Wilson com Caju e Castanha |
Corriam as comemorações alusivas ao 1º Centenário da Independência.
À época, Pessoa era o presidente da República.
Atualmente no Brasil há 3.900 emissoras de rádio transmitindo em Frequência Modulada (FM) e 1.200 transmitindo em Amplitude Modulada (AM). Dessas, 917 se acham na região Nordeste.
Dados oficiais de 2014.
Ainda segundo esses dados há 4.700 emissoras comunitárias. Fora as rádios Web e piratas.
As emissoras comunitárias têm potência máxima, atualmente, de até 25 Watts. Mas pode chegar até 300 Watts se for aceita, pelo Ministério das Comunicações, a reivindicação da Associação Brasileira de Rádio Comunitárias (Abraço).
As comunitárias têm muita importância, até porque alguns nomes conhecidos do rádio comercial saíram de lá. Entre esses nomes, se acha o pernambucano de Sertânia Luiz Wilson.
Wilson é cantor, compositor, violonista e improvisador ao som de viola repentina. Sua primeira experiência foi na comunitária Mega FM, de onde migrou para a Rádio Imprensa (FM 102,5).
Na rádio Imprensa, onde está desde setembro de 2007, apresenta sempre ao vivo recortes do cancioneiro nordestino.
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Luiz Wilson com Zé viola, Sebastião Dias e Edval Pereira |
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Luiz Wilson e Dominguinhos |
No programa Pintando o 7 passam muitos artistas contando sua história, entre esses César Amaral, Dominguinhos, Genival Lacerda e Caju e Castanha.
Ao mesmo tempo que apresentava Pintando o 7, Luiz Wilson apresentava o programa Violas e Repentistas. Isso entre 2009 e 2016. Esse programa é, hoje, apresentado pelo paraibano Edval Pereira.
Germanno Júnior, em São Paulo há muitos anos, apresenta um programa que leva o seu nome acrescido de “convidados”.
“Germanno Júnior e Convidados eu apresento há uns 15 anos, mais ou menos. Comecei na rádio Imprensa e depois, na rádio Capital (AM 1.040). E recentemente retornei à Imprensa”, diz o apresentador que também é compositor, cantor e produtor musical.
Em 2005 Júnior foi finalista do Prêmio Tim de Música Popular, concorrendo com Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos, Leonardo e outros bam bam bans da MPB.
No seu programa independente, pois pago por apoiadores, Luiz Wilson tornou-se muito conhecido pelo repertório com que brinda os ouvintes: forró, xote, baião e outros ritmos característicos do Nordeste.
É grande a sua legião de fãs. “Falo com naturalidade e digo com sinceridade o que sinto nas minhas músicas, nos meus forrós, nos meus xotes. E tenho como patrocinadores empresas e amigas e amigos queridos como Gall Moda Íntima & Lojas Poder E Sedução, rede de restaurantes Feijão De Corda, Óticas Mendonça, Elastobor e União Mudanças”, fala do alto de sua experiência o apresentador sertaniênse.
sexta-feira, 29 de abril de 2022
VIVA WILSON SERAINE!
VIVA DUQUE-ESTRADA!
Duque-Estrada foi uma personagem muito importante na poesia brasileira. É dele a letra do Hino Nacional Brasileiro.
O Hino Nacional foi feito logo depois do grito de Pedro I. Um grito que não existiu. E a história é longa e curiosa.
A cena do grito que não existiu foi "retratada" pelo paraibano Pedro Américo. O quadro é famoso. Nele aparece, em tese, o "herói" Pedro I, montado num belíssimo cavalo.
Cavalo não sobe ladeira, como camelo não desce ladeira. Impossível.
Osório Duque-Estrada nasceu em terras do Rio. Foi diplomata, professor e crítico literário. Abandonou o curso de Direito, já no fim, no tempo em que estudava na faculdade do Largo de São Francisco.
A bibliografia de Estrada é curta, pequena.
Na bibliografia de Duque-Estrada, ão conta oficialmente, o livro Noções de Historia do Brasil.
O Livro Noções de Historia do Brasil se acha em único exemplar no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
Meu amigo, minha amiga, de prosa por ora chega. Leia: DE VANUSA E HINO NACIONAL BRASILEIRO
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