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segunda-feira, 24 de abril de 2023
GUERRA: MAIS AMOR E MENOS ÓDIO
domingo, 23 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (10)
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| Fita K-7 que depois viraria LP e CD |
O cantor Lindomar Castilho, pela imprensa chamado de "Gatilho", matou a tiros, em 1981, uma mulher a quem dizia amar, Eliane de Grammont.
Em 1977, o cantor Sidney Magal alardeava aos quatro cantos a sua posição de machista radical cantando: "Se te agarro com outro te mato/Te mando algumas flores e depois escapo...".
Em junho de 1981 publiquei na extinta revista Privé entrevista que fiz com o compositor e cantor Valdik Soriano, assumidamente "macho" como Nelson Gonçalves. Soriano contou na conversa que tivemos a respeito de suas origens até a chegar à condição de estrela da "música brega". De cara, disse, já no título: "EU COMO TODO MUNDO!".
Na íntegra, leia a entrevista que fiz com ele: VALDIK SORIANO DÁ O SERVIÇO
Aqui, quero deixar registrado uma coisa pessoal: um dia, numa mesa de bar, eu disse que não era certo o homem deixar a mulher em casa e ir pra gandaia. Ela poderia fazer o mesmo, por que não?
Quase levei porrada. Chamaram-me de demagogo.
Não à toa há mulheres que rompem a tradição machista.
E não à toa há homens que brincam com isso.
O cearense cantor e compositor Falcão fez e gravou a pérola Todo Castigo pra Corno é Pouco.
Em 1994, um cara chamado Alves Correia lançou o LP joia Chifrudo. A música título começa assim: "Toda vez que o namorado sai/Ela vai ficar com outro rapaz...".
O LP de Correia, cujas músicas são todas dele, termina com a inimaginável Oração de São Cornélio. Curiosidade: o referido Correia é considerado o radialista mais famoso do Agreste alagoano. Foi deputado por Alagoas, em 2002. Questões políticas o levaram a cair numa emboscada em 1993, ocasião em que foi atingido por nove tiros de arma de fogo.
sábado, 22 de abril de 2023
DIAS DE FESTA NO MEU CORAÇÃO
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| Assis, Onaldo e Max |
Os amigos, muitos ainda os tenho, continuam a me proteger com sua presença física e espiritual.
Ontem chegou aqui a minha casa o querido amigo Pedro Vaz.
Esse Pedro tem nada a ver com Camões, pelo menos familiarmente falando.
Pedro é jornalista, professor de jornalismo. Na Casper Líbero ele formou muitos colegas, entre as quais a queridíssima Maju do Fantástico. Eu amo a Maju.
Ontem 21 de Tiradentes, Pedro chegou aqui carregando consigo um amigo e uma amiga: Thiago e Marília (foto acima).
Thiago é um doido por forró.
Marília é uma professora aposentada, cheia de história.
Pois bem, hoje 22 foi o dia em que abri as asas para abraçar meu querido conterrâneo Onaldo Queiroga.
Onaldo chegou aqui carregando consigo um amigo: Max. Foi um dia muito bonito o dia deste sábado 22.
Fomos à feira minhas filhas Ana e Clarissa, Geremias e, claro, Onaldo e Max. Fomos comer pastel. De feira, na feira.
O dia de ontem foi lindo.
O dia de hoje foi lindo.
O que eu quero para meus amigos e amigas que leem esse blog é que todos os dias sejam bem bonitos assim como os meus dias de ontem e de hoje foram.
Nesse meio tempo quero dizer que senti falta do amor que incendeia meu coração: Flor Maria.
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (9)
Não é de hoje, sei: a nossa música popular está completamente a-fu-nhe-nha-da!
Musicalmente, o Brasil começou a ganhar forma com Chiquinha Gonzaga e Joaquim Antônio da Silva Callado. O ponto de intersecção entre os dois foi o bom gosto.
Callado foi o cara que deu os ingredientes necessários para a formação do choro, que Pixinguinha daria os pontos finais na virada do século 19.
Chiquinha, que compôs centenas e centenas de músicas, foi quem criou o gênero musical marcha ou marchinha. É dela Ó Abre Alas, de 1899: "Ó abre alas!/ Que eu quero passar (bis)/Eu sou da lira/Não posso negar...".
O chorinho nasceu praticamente junto com o maxixe.
O maxixe era um tipo de dança considerado obsceno, lascivo.
Hoje a nossa música popular anda de pernas bambas, de gozo ou sofrência.
Eu não ouso perguntar, porque é quase certo que muita gente sabe o que é funk.
MC Pipokinha é muito doida. Muito doida também é a MC Carol.
Andei ouvindo uma certa Valesca Popozuda. Ai, ai, ai.
E o que dizer da doida varrida Tati Quebra Barraco?
Pipokinha autodenomina-se “Princesa da Putaria”.
Seguindo a lógica da Pipokinha, Quebra Barraco opta por considerar-se a “Mamãe da Putaria”.
Velhos tempos, novos tempos.
Entre 1902 e 1903 Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, gravava para a Casa Edison a cançoneta A Boceta da Vovó. Deve ter feito sucesso à época, pois em 1904 Mário Pinheiro gravava para a mesma Casa a cançoneta Boceta de Rapé. Pois, pois. Mero duplo sentido que se ouvia da boca do Bahiano e do Mário.
Muita água lavou corpos após encontros proibidos, claro fica nos sambas e noutros gêneros musicais tão comuns desde sempre na discografia brasileira.
Na nossa música popular há registro de situações de infidelidade conjugal. Muitas.
Os personagens apresentados nos sambas e que tais eram sempre machões metidos a besta, que deixavam a mulher em casa e partiam para aventuras sexuais nos prostíbulos.
São muitos os títulos de músicas que trazem a palavra orgia. Alguns: Orgia e Nada Mais, com Aracy de Almeida; Vou pra Orgia, com Nuno Roland; Orgia, com Orlando Silva.
Pois é, a mulher sempre esteve num degrau abaixo da vida social masculina. Machista. E dê-se a isso o nome ou classificação que se queira dar. Portanto, não é difícil entender o berro quase desesperado que a mulherada do funk, principalmente, e de outros ritmos está dando por aí.
Tudo isso é compreensível, mas é arte o que se está fazendo?
sexta-feira, 21 de abril de 2023
PENSANDO GRANDE
Numa boa?
Pergunto-me por que tanto estardalhaço negativo em torno das últimas falas do presidente Lula da Silva. Ora, como estadista, Lula vai até onde é possível pra defender os interesses do Brasil e do povo brasileiro.
Lula andou falando a respeito da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Disse que os EUA e os países filiados da OTAN estão estimulando o prosseguimento dessa guerra nefasta, como toda guerra.
O que a Rússia está fazendo contra a Ucrânia era pra mim até pouco tempo algo impensável. Isso porque já apanhamos e morremos muitas vezes, desde que descemos das árvores.
Já fomos vítimas de guerras milhares e milhares de vezes e, como tudo indica, não aprendemos nada e continuamos a matar e a morrer.
Lula fala de paz e não de guerra.
Não basta a miséria e a fome para judiar das pessoas do mundo todo? Só no nosso País há mais de 30 milhões de irmãozinhos e irmãzinhas morrendo por falta de comida, de alimento. E olha que somos o país maior exportador de grãos e de outros alimentos.
Lula também falou recentemente do domínio que os EUA tem sobre o mundo. Lula: "Por que todos os países estão obrigados a fazer seu comércio lastreado no dólar? Por que não podemos fazer o nosso comércio lastreado na nossa moeda?".
A viagem de Lula à China foi, a meu ver, ótima. De negócios.
É isso aí, gente!
ANASTÁCIA
Ontem 20 cometi uma pequena falha dizendo que Cacá Lopes, Luís Wilson e eu tínhamos feito uma música em homenagem à cantora e compositora Anastácia. Com esses amigos aí compusemos O Cantador de Alto Belo. O correto, no caso, é: Jorge Ribbas e eu compusemos Forró pra Anastácia. Ouça:
quinta-feira, 20 de abril de 2023
HOJE É DIA DE RILDO HORA
LEIA MAIS: UM DISCO PRIMOROSO RILDO HORA E OUTROS BAMBAS DA MPB RILDO HORA, LULA E POSTE
DIA DE BARÃO
OUÇA: FORRÓ PRA ANASTÁCIA
quarta-feira, 19 de abril de 2023
DETALHES NA VIDA DE UM REI. EU, HEIN!
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| Existem vários livros contando a história de Roberto Carlos. Ele mesmo assinou vários desses livros. |
Não seria fora do tom dizer que Roberto Carlos não é desse planeta. Aliás, Fora do Tom é nome da segunda música que ele gravou desde que iniciou a carreira na segunda parte dos anos de 1950. Essa música ocupou o lado B do 78RPM que traz no lado A João e Maria.
João e Maria, diria anos depois Roberto, o levou à emoção quando a ouviu pela primeira vez numa emissora de rádio de São Paulo. A música não fez sucesso nenhum. Saiu pela Polydor.
Roberto Carlos não é alienígena, mas é do Brasil antigo. Quer dizer, mais ou menos. Nasceu no dia 19 de abril de 1941. O mundo estava em guerra, com Hitler à frente da desgraceira que inundou o mundo de sangue.
Em 1961, ano da renúncia do presidente Jânio Quadros, Roberto levou à praça o primeiro LP a que deu o título de Louco por Você. Esse título, em inglês Careful, Careful, é dos gringos Lee Pockriss e Paul Vance.
Quase todas as músicas de Louco por Você traz a assinatura do fora de ordem Carlos Imperial.
Imperial foi tão importante na vida de Roberto Carlos quanto Tim Maia. É história.
Roberto Carlos começou a carreira imitando João Gilberto. O registro se acha já em João e Maria.
O LP Louco por Você, que RC relega e o exclui de sua discografia, é todo dançante no ritmo de Bossa Nova.
Em 1963, quando o presidente da República era João Goulart, Roberto levou à praça pela CBS o LP que considera ser o marco de sua carreira: Splish Splash. Aí já é Jovem Guarda na veia.
O cantor que mais gravou músicas no Brasil até hoje foi Chico Alves (1897-1952): cerca de 900. O segundo é Roberto Carlos, com cerca de 700.
Considero RC um chato. E não só eu.
Num ano qualquer dos 80, fui escalado pela Folha para fazer a cobertura jornalística de uma passagem de som de Roberto no Anhembi (foto ao lado). Seu empresário, Marcos Lázaro (1925-2003), foi todo atenção. Grande profissional. Fica o registro.
No frigir dos ovos a vida de Roberto Carlos, chamado de "Rei da Jovem Guarda", é cheia de emoções e detalhes.
O dia 19 de abril marca também o Dia dos Povos Indígenas no Brasil. À propósito, há duas décadas, Téo Azevedo e eu compusemos uma música que intitulamos O Índio. Ouça, na voz da cantora Fatel:
terça-feira, 18 de abril de 2023
LEIA MONTEIRO LOBATO!
- ORALIDADE — ONTEM, HOJE E SEMPRE
- MEMÓRIAS DA INFÂNCIA: O MENINO E O MAR (1)
- MEMÓRIAS DA INFÂNCIA: O MENINO E O MAR (2, FINAL)
- NEGRO NO PASSADO, NEGRO NO PRESENTE
domingo, 16 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (8)
A primeira história em quadrinhos feita no Brasil por Agostini chamou-se As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à Corte. Ano: 1869.
No dia 3 de julho de 1992, 2 dias antes de morrer, Alcides Aguiar Caminha, foi agraciado com o prêmio HQ Mix como “pai dos quadrinhos eróticos nacionais”. E ainda teve tempo de agradecer, segundo registro do jornal O Globo: “É um pouco tardio, mas fico lisonjeado. É uma homenagem justa porque os livrinhos instruíram os jovens daquela época e esclareceram muita coisa que eles desconheciam”.
As historiazinhas sacanas de Zéfiro publicadas em folhetos, grosso modo falando, marcaram época por terem objetivo masturbatório, de iniciação sexual, por isso mesmo chamados de “catecismos”. Educativos, vejam só! Valia tudo, na imaginação de Zéfiro: homem com homem, mulher com mulher, troca de casais, posições “papai-mamãe”, anal e tudo mais que se
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| Última edição de O Rio Nú |
As primeiras publicações que trataram da questão começaram no Rio de Janeiro, na virada do século 19. A primeira delas foi O Rio Nu. Ingênua e de nenhuma afoiteza de caráter sexual. Simples e banal. As ilustrações, desenhos feitos à meia-boca, não tinham aparentemente o propósito de despertar safadezas nas mentes masculinas e femininas da época, pelo menos no olhar de quem folheia aquelas páginas nos dias de hoje.
Esse jornal foi inaugurado no dia 13 de maio de 1898. Era editado por três amigos: Heitor Quintanilha, Gil Moreno e Vaz Simão.
Além de O Rio Nu, cuja circulação foi encerrada no dia 30 de dezembro de 1916, outros títulos o seguiram na temática, como Sans Dessous, O Coió, O Riso, O Tagarela, O Nu, A Banana, O Nabo.
O dia 30 de janeiro é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinho, inspirado em Agostini.
sábado, 15 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (7)
Tinha historinha sacana pra tudo quanto é gosto. Exemplo é Pra onde a vaca vai o boi vai atrás, título claramente inspirado na bobagem brega de João da Praia, pseudônimo do paulista Antônio Zacarias (1950-1989). Trata de uma jovenzinha gostosa e um macho em ponto de bala. Ele, peão da fazenda do pai dela, vê-se "obrigado" a realizar as fantasias da moçoila. O pai desconfia e dá de garra de uma garrucha decidido a pôr fim à safadeza dos dois.
A Internet acabou com isso tudo, possibilitando aos admiradores e seguidores de Onã cenas em movimento e tal. Mais picantes, pois.
Onã é um personagem bíblico usado pela igreja para proibir sexo anal e masturbação, tomando-o como exemplo dessa prática tão comum em todos os tempos.
Ah! Sim: em São Paulo e no Rio de Janeiro há logradouros com os nomes de Angelo Agostini e Carlos Zéfiro.
Em 1996 a cantora Marisa Monte levou a público o CD intitulado Barulhinho Bom em homenagem a Zéfiro, que deixou como herança pelo menos 600 catecismos. Esse disco, um CD, foi lançado à praça brasileira sem nenhum problema. No lançamento, foram distribuídos alguns títulos do Zéfiro.

Também já foram escritos e publicados pelo menos 4 livros sobre o endeusado personagem. O primeiro A Arte Sacana de Carlos Zéfiro, organizado por Joaquim Marinho, com pequenos textos analíticos assinados por Roberto da Matta, Sérgio Augusto e Domingos Demasi; e o segundo Os Alunos Sacanas de Carlos Zéfiro, também assinado por Marinho. O terceiro, O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, de Otacílio d’Assunção. E o mais recente, de 2018, O Deus da Sacanagem: a Vida e o Tempo de Carlos Zéfiro. Autor: Gonçalo Junior.
Fora isso há documentários sobre Zéfiro e Agostini. Em 2020, o cineasta Carlos Tendler lançou o filme Em Busca de Carlos Zéfiro. Em 2013, Bira Dantas rodou o documentário Desvendando Ângelo Agostini ou 30 Anos da AQC.
sexta-feira, 14 de abril de 2023
EU E MEUS BOTÕES (62)
quinta-feira, 13 de abril de 2023
QUE TAL COMEMORAR O DIA DO BEIJO?
quarta-feira, 12 de abril de 2023
SOCORRO LIRA ESTÁ NA PRAÇA
domingo, 9 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (6)
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| O número com a matéria de Zéfiro agora é peça de colecionador |
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| Zéfiro produziu e publicou pelo menos 600 títulos dos famosos catecismos |
Caminha não gostou do que ouviu. E terminou por contar a sua história, mas gostaria de ler o texto antes de publicado. Pedido feito, pedido atendido.
"Voltei a casa do Caminha com a matéria pronta. Reunida numa mesa grande, Caminha, sua mulher e a família toda me aguardavam. Comecei a ler o texto. Lá pelas tantas, ouvi um fungado ou algo parecido. Depois, mais um e mais outro. Eram ele e a mulher chorando, emocionados".
Todos eram a favor de que Alcides Caminha revelasse o fato de que Zéfiro era ele mesmo, mas resistia. Juca: "Foi uma das melhores matérias que já escrevi na minha vida. Orgulho-me disso".
A matéria de Juca Kfouri é do caralho!
Essa matéria, cuja cópia Juca me mandou, virou peça de colecionador. Compartilho com vocês: https://drive.google.com/file/d/12DUEnjAPfFn9VqPzt1wQ7zqWY8N78cja/view?usp=sharing
Caminha morreu oito meses após a publicação da entrevista.
Alcides Caminha foi também um compositor musical bastante inspirado. É dele, por exemplo, em parceria com Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito o samba A Flor e o Espinho.
sábado, 8 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (5)
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| Já foram publicados pelo menos 4 livros sobre as aventuras de Zéfiro |
Agostini foi o nosso primeiro quadrinista.
Quadrinista é o artista desenhista que conta histórias em desenhos.
No dia 26 de setembro de 1921 nascia em São Cristóvão, bairro do Rio de Janeiro, um cara chamado Alcides Aguiar Caminha.
Caminha foi um dos criadores pioneiros das revistinhas de sacanagem no Brasil. O mais explícito.
Até o ano de 1949 os jovens, principalmente os jovens, para se satisfazerem sexualmente sozinhos tinham de apelar para a imaginação sem o "auxílio" de revistas de mulher pelada. Dureza. Até então o que havia à disposição dos onanistas de plantão eram revistas "naturalistas" com fotografias de mulheres nuas em jardins, parques e publicações com mulheres desfilando em maiôs pelas praias.
Estou falando principalmente de revistas, mas é bom que se diga que já na virada do século 19 havia jornais direcionados a um público que na intimidade dava asas à imaginação, sexualmente ou putanamente falando. Um desses jornais, O Rio Nu, marcou época. Começou a circular em 1898 e foi até 1916. O último número, de dezembro daquele ano, trazia o conto O Don Juan de Calças Largas. Putaria implícita.
O Rio Nu foi o jornal que inventou o "gênero alegre".
A primeira revista ou revistinha de sacanagem explícita chegou à praça no ano de 49, nas bancas do Rio. O governo era Gaspar Dutra. O pioneiro nessa história foi Carlos Zéfiro.
sexta-feira, 7 de abril de 2023
DIA DO JORNALISTA TEM HINO
No dia 7 de abril de 1931 a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, criava o dia dedicado aos jornalistas brasileiros. Foi em decorrência do assassinato de Libero Badaró, sobre quem me inspirei e compus Hino a Badaró. A melodia é de Jorge Ribbas. Ouça:
quinta-feira, 6 de abril de 2023
METRÔ DARÁ NOME DE ASSASSINO A UMA ESTAÇÃO
LEIA MAIS: PAULO FREIRE EM CORDEL • BOLSONARO, EDUCAÇÃO E PAULO FREIRE
quarta-feira, 5 de abril de 2023
LUIZ GAMA VIRA PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS
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segunda-feira, 3 de abril de 2023
O BRASIL MAL-EDUCADO. QUE PENA!
domingo, 2 de abril de 2023
HÁ 40 ANOS MORRIA GREGÓRIO BEZERRA
O golpe militar de 1964 foi efetivado no final da madrugada do dia 1° de abril. Loucura. Pego de sopetão, o Brasil calou estupefato. O pior viria em seguida, com perseguições e tudo o mais.
No dia 2 de abril daquele ano o líder das Ligas Camponesas e ex-deputado federal Gregório Bezerra foi preso e torturado em praça pública. Isso em Recife, PE. Bezerra foi manietado e arrastado por um jipe do Exército. Sofreu, sangrou e quase morreu diante de pessoas comuns que a tudo assistiam nas ruas da capital pernambucana. O horror foi transmitido ao vivo por canais de TV locais. Esse horror só foi suspenso por intervenção de freiras de um colégio perto de onde tudo acontecia.
A violência contra Gregório foi tanta que prefiro parar por aqui.
Não conheci pessoalmente Gregório Bezerra, mas fui escalado pela chefia de reportagem da Folha para fazer a cobertura de seu velório no hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Bezerra morreu de um ataque cardíaco na madrugada do dia 21 de outubro de 1983. Para minha surpresa deparei-me com Luís Carlos Prestes, o da Coluna. Entrevistei-o. Falou-me da sua relação histórica com Bezerra. Aproveitei a ocasião para perguntar a Prestes se ele conhecera o gangaceiro Virgolino Ferreira, o Lampião. Olhou-me surpreso e respondeu-me o que lhe perguntara. Foi um papo de uns 20 minutos, talvez um pouco mais. Disse-me que não conheceu Lampião pessoalmente, mas se viram à distância. Enfileirados,no Ceará, acho que em 1926 ou 1927.
O causo foi o seguinte: o governo usou padre Cícero para convencer Lampião a combater a Coluna Prestes. Para isso, o famoso cangaceiro receberia armas e ganharia a patente de capitão. Prestes disse-me algo como "não topou por entender rapidamente que estaria combatendo contra quem combatia o mesmo inimigo. Ou seja, o governo".
Lampião virou capitão por conta própria.
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (4)
Seguindo a mesma temática, isto é a licenciosidade como tema do nosso dia a dia, o poeta repentista Otacílio Batista publicou de sua autoria o cordel em décimas de sete sílabas O Corpo da Mulher Nua. Na penúltima estrofe diz:
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| Assis Angelo e Otacilio Batista, em programa da Rádio Atual |
Sobe tudo neste mundo
Sem dó e sem compaixão,
O relógio da inflação
Nunca atrasou um segundo.
É raro um cheque ter fundo
Num país mal governado.
A rolinha do passado
Abre o bico mas não canta,
Mulher pelada levanta
Salário de aposentado…
O editor e cordelista cearense Klévisson Viana transformou em literatura poética o caso de uma prostituta que providencia um catimbó pra matar um delegado que a humilhou desferindo socos e pontapés. O final é feliz. Começa assim:
Leitores, não se enfadam
Vou retornar ao passado
Para narrar uma história
Que passou em nosso Estado
O caso de um puta
Que matou, numa disputa,
Um temível delegado...
Esse folheto, intitulado O Romance da Quenga que matou o Delegado, foi adaptado para um capítulo da série Brava Gente, da TV Globo. A personagem feminina foi interpretada pela atriz Ana Paula Arósio. Confira:
sábado, 1 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (3)
Muitos cordelistas, também chamados de poetas de bancada, optam pelo anonimato ou pseudônimo ao escreverem histórias nas quais inserem palavras, frases e versos de baixo calão. Mas há também autores que publicam este tipo de história com nomes que corriqueiramente os identificam perante o seu público. São muitos os casos. Entre esses Mestre Azulão, Erotildes Miranda dos Santos, Abrão Batista, Cícero Lins de Moura, Manoel Monteiro, Gonçalo Ferreira da Silva, Alípio Bispo dos Santos, Manoel Caboclo e Silva.
É vasta a produção de histórias picantes na poética de cordel e da dita literatura erudita em que se destacam nomes de brasileiros como Olavo Bilac, Jorge Amado, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, sem falar no primeiro de todos: Gregório de Matos Guerra (1639-1696).
O português Bocage, por extenso Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805), fez piadas e versos picantes. E põe picante nisso! É dele a história A Mulher do Amigo, adaptada para quadrinhos e publicada no formato de folheto. Nessa história rola um triângulo amoroso, do tipo capaz de enrubescer até poste. Curiosidade: Bocage foi preso sob a acusação de, digamos, libertino. Isso em 1797. Os versos que o levaram à cadeia diziam:
Pavorosa Ilusão de Eternidade
Terror dos vivos, cárcere dos mortos;
D'almas vãs sonhos vão, chamado inferno;
Sistema de política opressora...
Gozador em todos os sentidos, Bocage escreveu um soneto intitulado Epitáfio. Termina assim:
… Aqui dorme Bocage, o putanheiro
Passou a vida folgada e milagrosa
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro
Em 2022 a editora BoiTempo publicou uma antologia do poeta intitulada Da Erótica. A organização da obra é do crítico literário e estudioso dos textos de Marx, José Paulo Neto.
Mas voltemos aos nossos compatriotas, que usam a putaria para se expressar. O campo é minado, mas não tem como reconhecer a graça originária fixada em letras de forma nos folhetos de cordel. Mestre Azulão, ora veja, paraibano um dos criadores da Feira de São Cristóvão, RJ, escreveu e publicou O Poder que a Bunda tem. Engraçadíssimo.
O pernambucano José Francisco Borges, o J. Borges, é cordelista e xilogravador dos mais conhecidos e premiados no Brasil e mundo afora. É dele a bela xilo A Chegada da Prostituta no Céu e o cordel A Filosofia do Peido, cuja primeira estrofe é essa:
Vários poetas escreveram
O valor que o peido tem
Eu achei muito engraçado
O peido é feito um trem
Tanto apita como ronca
Na hora que o peido vem…
sexta-feira, 31 de março de 2023
O BRASIL SOBREVIVEU AO GOLPE MILITAR. VIVA A DEMOCRACIA!
A respeito do golpe de 64, leia mais: A DEMOCRACIA NÃO VESTE FARDA • DITADURA MILITAR: TRISTE LEMBRANÇA • ÁUDIOS CONFIRMAM O ÓBVIO: A DITADURA MATOU • ÓBVIO, DITADURA NUNCA MAIS • DEMOCRACIA SEMPRE
MEDO E DELÍRIO EM BRASÍLIA
Tem muita coisa boa rolando na Internet. Há ótimos podcasts, como Medo e Delírio em Brasília, produzido e levado avante por uma certa Rádio Novelo. O pessoal desse podcast junta realidade com ficção. É pra morrer, ou viver de rir, sei lá! Quem descobriu essa joia foi a minha filha Clarissa. É ótimo. Na edição de hoje, aí embaixo, o ministro Flávio Dino, da Justiça, dá um banho de crítica e sabedoria nos integrantes da CCJ que o "convidaram" para questionamentos. Não percam e passem pra frente, pois vale a pena:
quinta-feira, 30 de março de 2023
UMA PALAVRA PELO BEM DO BRASIL: PAZ
POSTAGENS MAIS VISTAS
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Escondidinho de carne seca e caldinho de feijão antecederam o tirinete poético travado ao som de violas repentistas ontem à noite, na casa ...
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