Quem lê ou profere uma frase por inteiro há muito desconfiava que Bolsonaro é um maluco carente de camisa de força, como são ou foram sujeitos iguais ou parecidos com ele: Hitler, Mussolini, Mao Tsé Tung...
Bolsonaro está destruindo o Brasil, até um cego como eu percebe isso.
Sim, o Brasil corre perigo.
A destruição do Brasil está sendo feita no dia a dia, a passos largos.
Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro começou a desenvolver seu plano de destruição, de maldade, de ódio, de violência contra o Estado de Direito. Acabou com o Ministério da Cultura, os ministérios da Saúde e Educação estão no limbo. E por aí vai. Seu desejo maior é destruir a imprensa e as instituições democráticas.
O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, é um dos alvos de Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal, STF, também.
Bolsonaro está fazendo tudo para desmoralizar a democracia. Matá-la.
Se o STF morder a isca, pode ser fechado. Na marra. E na marra também pode haver consequências gravíssimas para o País e o povo, em geral.
Em 1964 aconteceu o que aconteceu.
Em 1968, um simples discurso de um deputado gerou o mais violento dos Atos Institucionais, o AI-5.
No último dia 20 o STF condenou o deputado Daniel Silveira a 8 anos e 9 meses, cassação do mandato e suspensão dos direitos políticos, além de multa superior a R$190.000. No dia seguinte, irritadinho, Bolsonaro "perdoou" o lambe-botas Daniel. Mais: ontem 27 o lambe-botas foi "homenageado" em grande estilo por seu coiteiro, em Palácio. Foi uma festa de horror.
Como se tudo isso não bastasse,Daniel Silveira virou figurinha carimbada na Câmara, onde ocupará o cargo de vice-presidente da comissão de Segurança, suplente da comissão da Educação, titular da comissão de Esporte, da comissão de Cultura e da comissão de Constituição e Justiça, CCJ, a mais importante das 25 comissões da chamada "Casa do Povo".
O cara está se achando, contando piadas e tirando sarro dos seus colegas de oposição.
Ainda ontem 27 tirando sarro do ministro Roberto Barroso, do TSE, Bolsonaro disse o que todo mundo sabe: que é mentiroso. "Mente o ministro Barroso quando diz que (o inquérito da PF sobre o ataque hacker ao TSE) era sigiloso. Mente. É uma vergonha. Para as Forças Armadas, se um militar mente, acabou a carreira dele. O cabo não sai sargento. O subtenente não sai tenente. O coronel não sai general. Não tem prescrição para isso. E temos um chefe do Executivo que mente".
Há poucos dias, Barroso disse a estudantes na Alemanha que as Forças Armadas estão sendo orientadas para atacar: "Foram gentilmente convidadas para participar do processo (eleitoral), estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo".
A fala do ministro provocou um rebu danado.
E aí?
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quinta-feira, 28 de abril de 2022
BOLSONARO DIZ A VERDADE: É MENTIROSO
quarta-feira, 27 de abril de 2022
ÁGUA É VIDA
Oh, mãe
Eu vejo a vida refletir em teu espelho
Vim pedir teus conselhos
Pra minh’alma lavar
Em prece, deixei o meu pranto
Para o Deus sol quarar
Eu pedi que o céu levasse
Esperança pro sertão
Como acorde de viola
Faz chover no coração
Luz dos olhos doces de sereia
Encontra o balanço da maré
Revela o encanto…
Estende seu manto num canto de fé!
Iemanjá! Iê Iemanjá!
Rainha das ondas, senhora do mar!
Iemanjá! Iê Iemanjá!
No azul dos teus mistérios eu também quero morar
Nem tudo que deságua é tempestade
Nem todo choro é saudade
Vejo o mundo em outras cores
Lágrimas que encharcam esse chão
Fertilizam a semente
Sob as nuvens de algodão
Ciclo da vida que move moinhos
Tantos caminhos pra um dia voltar
À Terra, deixando um clamor pra humanidade
A nobre missão de preservar
Nosso futuro, nosso lar!
Água de benzer… purificar
Água da fonte do rio que corre pro mar
Planeta água, nascente da vida
Sou Mancha Verde e mato a sede na avenida
Ouça:
segunda-feira, 25 de abril de 2022
CARNAVAL E PREPOTÊNCIA
domingo, 24 de abril de 2022
ONHONHA, CARNAVAL E COISA E TAL (2, FINAL)
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| Assis Angelo com diversas obras sobre o Carnaval |
Pelo menos 50 blocos deverão sair pelas ruas da Capital paulista, sem especificar o roteiro.
No Rio vários blocos também prometem sair, mesmo sem a autorização da Prefeitura. Mas o prefeito, Eduardo Paes, garante que não vai sair por aí correndo atrás de folião.
Cordões e blocos ainda pululam por aí. Mais blocos.
Em 2019, no extremo sul da Capital paulista, surgiu o Cordão das Amoxtradas. Esse Cordão reúne mulheres e a sua fundadora, a cantora e produtora musical mineira Fatel Barbosa, explica: “Já estava mais do que na hora de as mulheres se juntarem para brincar o Carnaval, num Cordão especialmente pra nós. E cá estamos”.
A primeira vez que o Cordão das Amoxtradas saiu foi em 2020. Saiu também, discretamente, em 2021. E agora, em 2022, promete botar pra quebrar. “Vamos arrasar, mas acho importante seguir a programação da prefeitura de São Paulo. A Prefeitura está programando a saída dos blocos em julho. Importante, até porque precisamos do incentivo financeiro do Governo municipal”, diz Fatel.
Neste ano de 2022 o Cordão das Amoxtradas sairá às ruas com a marcha Carolina Maria de Jesus: Uma Amoxtrada sem Parelha, de Fatel e Rosa Morena (ouvir, abaixo).
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| Vera Eunice (filha da homenageada, Carolina Maria de Jesus)em destaque no Cordão das Amoxtradas |
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| Fatel Barbosa com o estandarte do Cordão das Amoxtradas |
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| Pixinguinha vestido de mulher, o segundo da esquerda pra direita |
Anos depois, ali pela metade dos anos de 1950, um anônimo fez o que Pixinguinha fez: vestiu-se de mulher e o resultado, lamentavelmente, foi o linxamento do anônimo folião.
Onde isso ocorreu?
Em João Pessoa, PB.
Pois é, há muitas histórias tristes no que deveriam ser só histórias alegres. O carnaval é, em tese, só alegria.
Não posso encerrar este texto sem falar da presença feminina na chamada “música de Carnaval”.
Em 1969, a carioca Carmélia Alves e o paulista Geraldo Filme gravaram pelo extinto selo Chantecler o LP Sambas Enredo das Escolas de Samba de São Paulo. Foi o primeiro, no gênero, gravado por uma cantora e um cantor.
O Carnaval brasileiro é conhecido em todo o mundo. Muitos discos têm sido lançados na França, Alemanha, Itália, em todo o canto. Como a mostra, não custa lembrar do compacto duplo (45 RPM) Carnaval Brasilien. No repertório, Adoniran Barbosa interpretando seu personagem Charutinho.
A propósito, a escola de samba Dragões da Real apresenta neste ano de 22 o samba enredo Adoniran.
Beleza!
Viva o Carnaval e vá de retro Covid-19!
E DE LAMBUJA, LEIA: J&CIA Especial: Memória da Cultura Popular, nº 10 • NEGAR, NÃO NEGO: FOI BOM PULAR NO CARNAVAL
sábado, 23 de abril de 2022
TÉO AZEVEDO, UM CRAQUE DA NOSSA MÚSICA
sexta-feira, 22 de abril de 2022
ONHONHA, CARNAVAL E COISA E TAL (1)
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| Ilustração de Fausto Bergocce |
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| Representação de um Entrudo |
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| Carro dos Democráticos |
E em São Paulo, hein?
Além dos corsos, surgiu o Grupo Carnavalesco da Barra Funda, criado por Dionísio Barbosa. Esse grupo, cujo integrantes utilizavam vestimenta verde e branca, foram perseguidos pela ditadura Vargas. Motivo: as cores lembravam a bandeira dos Integralistas de Plínio Salgado. Durou até 1936.
No carnaval paulistano há, hoje, mais de 700 blocos. E no Rio, pelo menos 500.
Em Recife, João Pessoa, Florianópolis e outras capitais brasileiras também têm grandes blocos carnavalescos.O maior bloco do Nordeste é o Galo da Madrugada.
quinta-feira, 21 de abril de 2022
AUDÁLIO, CLEMENTINA E CAROLINA NO CARNAVAL
Clementina riu com um desenho bonito na cara, que identifiquei somente depois: "Entre, você é da Folha, não é?".
Guardei comigo esse encontro durante muito tempo e só agora tive a coragem de revelar, de contar a beleza da Clementina diante de mim, um simples jornalista.
A história de Clementina é uma história muito grande.
A história de Clementina, uma negra, é a história de quem sempre viveu à sombra do branco.
Clementina é, de fato, uma deusa como define no seu canto a escola Mocidade Alegre (abaixo).
Outra negra que está sendo cantada na avenida, memorialmente necessária, em São Paulo com muita beleza e reconhecimento tardio é a escritora mineira Carolina Maria de Jesus.
Os desfiles de escola do Carnaval paulistano começam amanhã 22.
A DEMOCRACIA SOBREVIVE, APESAR DOS ATAQUES
Não à toa faz parte do falatório popular a frase segundo a qual "político é tudo ladrão, safado e sem-vergonha".
De fato, as nossas casas representativas na esfera política estão aquém dos seus objetivos.
Desde há muito os eleitores elegem figuras esquisitas para representá-los. E aqui nem é preciso que se faça uma relação enumerando políticos "sem-vergonhas". Seria redundante, pelo histórico.
Caso triste e perigoso está sendo registrado pela crônica diária.
O deputado bolsonarista Daniel Silveira, do PTB-RJ, acaba de ser condenado pelo STF a 8 anos e 9 meses de prisão, perda de cargo, inelegibilidade eleitoral e o pagamento de 192,5 mil reais por atentar contra a Democracia.
Os bolsonaristas são, quase sempre, violentos que nem pitbulls acuados.
O presidente da Câmara Arthur Lira, um pitbull enrustido, ficou decepcionado com a decisão dos juízes.
Foram 10 votos a 1, quase unanimidade, contra Silveira.
Lira está reclamando ao STF e pedindo para que a decisão de cassação fique por conta da Câmara. Ora, ora, há 9 meses se acha engavetado pelo próprio Lira o processo contra o seu colega Arthur Silveira...
Falei de perigo. Pois bem, justíssimo o julgamento contra o deputado que, além de atentar contra a Democracia, atiçou seus correligionários e outros a surrar e até a matar juízes do Superior Tribunal Federal. Crime gravíssimo.
Kassio Nunes, bolsonarista de carteirinha, não viu crime algum na prática criminal de Daniel Silveira.
É preciso cuidado. Precisamos estar atentos contra a violência e malandragem de figuras horrorosas como o deputado que acaba de ser condenado.
quarta-feira, 20 de abril de 2022
TRISTEZA NO MUNDO DOS QUADRINHOS
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| Charge de Fausto com Angeli, publicada na Folha. Ano: 1979 |
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| Charge em que Meiaoito é morto (clique na imagem para ler) |
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| Clique na imagem para ler |
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| Fausto e Angeli |
brasileiro. "Pra mim, ele foi o melhor", diz o cartunista Fausto. "Ele me ajudou muito. Ele ajudava a todos que o procuravam. Não negava incentivo a ninguém", acrescenta Fausto.
terça-feira, 19 de abril de 2022
ONHONHA PEGA O MINISTRO DA SAÚDE. CASO GRAVE
Os índios sofrem no nosso País desde sempre. Mais ainda quando chegaram os primeiros invasores. Portugueses.
Com o incentivo do atual presidente da República, grileiros invadem as terras indígenas e delas extraem todas riquezas. O ouro principalmente.
Os invasores das terras indígenas incentivados pelo presidente da República, além de roubar a riqueza do subsolo indígena, ainda poluem os rios e matam peixes e matam tudo...
E atenção! Atenção!
O titular deste blog descobriu que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pegou o mal da onhonha. E ficou doido.
Onhonha é um mal maior do que o Novo Coronavírus que resulta na Covid-19.
Quem pega a onhonha está condenado ou condenada à lata do lixo da História.
Marcelo Queiroga, como o seu chefe Bolsonaro, vai pro lixo.
Como descobrir que alguém tem onhonha?
Os primeiros sintomas do onhonha são falta de ar, tontura, dor de cabeça, caminhar bambo, pernas dormentes e tal.
ÁUDIOS CONFIRMAM O ÓBVIO: A DITADURA MATOU
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| Ilustração de Fausto Bergocce |
São inúmeros os livros que contam a história recente do Brasil, desde 1964.
No dia 1º de abril de 1964 cavalos e tanques invadiram as ruas do Brasil, do Rio principalmente: era o golpe perpetrado por militares contra a Democracia.
Os militares achavam Jango uma ameaça.
Ao golpe daquele 1º de abril seguiram-se horrores: perseguição, prisão, tortura e morte.
Muitos brasileiros e brasileiras morreram sob tiros e nas masmorras do DOI-Codi.
DOI-Codi significa Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna.
O primeiro chefe militar contra os civis foi Humberto de Alencar Castello Branco, era cearense e morreu numa queda de avião.
O problema cresceu contra o nosso País quando foi decretado o Ato Institucional nº 5.
O Congresso foi fechado e deputados e senadores se lascaram.
Todo mundo sabe, ou quase todo mundo, que a ditadura militar (1964-1985) deixou uma chaga terrível no coração do Brasil. Muito sangue, desespero, desgraça.
Não é de hoje que o atual presidente da República diz que não houve ditadura militar no Brasil. Seus filhotes o seguem nesse raciocínio.
Há poucos dias o deputado Eduardo Bolsonaro, duvidando do relato de tortura sofrido pela jornalista Miriam Leitão, disse que não há provas a respeito; que não há vídeo, que não há isso nem aquilo...
Pois bem, domingo passado 17 o programa Fantástico (TV Globo) trouxe matéria revelando que o Superior Tribunal Militar, STM, gravou todas as seções que tratavam de prisões, torturas e mortes de brasileiros durante o período militar. Essas gravações foram feitas entre 1975 e 1985 e a elas teve acesso o professor de História Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.
Carlos Fico ouviu as agressões do deputado Bolsonaro contra Miriam Leitão e resolveu procurá-la. E tudo veio à tona.
Repito: todo mundo sabe do terror provocado pela ditadura militar contra os brasileiros, entre 1964 e 1985. Mas o que está vindo à tona, agora, reforça o que todo mundo sabe.
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| O jornalista Sinval de Itacarambi Leão |
Sinval foi um dos brasileiros que lutaram bravamente contra a ditadura e pelos agentes da ditadura foi perseguido, preso ilegalmente e depois julgado e absolvido pelo próprio STM.
É um caso singular o caso de Sinval.
Sinval de Itacarambi Leão, jornalista mineiro à beira dos 80 anos, foi o criador da Revista Imprensa.
Eduardo Bolsonaro queria um vídeo como prova das torturas e mortes praticadas pelo regime militar... Ganhou um áudio de 10 mil horas comprovando todas as desgraceiras cometidas pelos militares e sua corja.
domingo, 17 de abril de 2022
GILBERTO ALVES: 30 ANOS DE AUSÊNCIA
sábado, 16 de abril de 2022
HINO A BADARÓ
Badaró foi vítima de uma cilada na noite de 20 de novembro de 1830, na rua Nova de São José. Essa rua traz seu nome desde 24 de agosto de 1916, por decisão da Câmara Municipal de São Paulo.
A cada ano, o nome de Libero Badaró é sufocado pela poeira trágica do esquecimento. Poucos jornalistas sabem da sua trajetória heróica, a favor do Brasil. Pensando nisso escrevi um texto poético que acaba de ser musicado por Jorge Ribbas, maestro e professor de música da Universidade Estadual da Paraíba.
Você sabe quem é Jorge Ribbas?
Jorge Ribbas nasceu em Pernambuco e mora em Campina Grande, PB, há muitos anos. Ano passado, ganhou o 1º lugar no Festival de Música Erudita da Rádio MEC. A música vencedora foi Pentagonia.
Com Jorge Ribbas, assinei algumas parcerias musicais. Estas, que se acham no spotify e youtube:
O texto poético que fiz em homenagem a Libero Badaró, e que acaba de ser musicado por Jorge Ribbas, é este:
Líbero!
Líbero!
Oh! Líbero
O teu nome virou marca
Da Imprensa, da verdade
E da luta de quem luta
Pela paz e liberdade!
Como jornalista lutaste
Desassombradamente
Defendendo nossa Pátria
Nossa terra, nossa gente
Mas isso teve um preço
Que pagaste com a vida
A bala que te matou
Deixou a terra ferida
Com firmeza declaraste
Antes de virar saudade
Que morria um liberal
Mas jamais a liberdade
Líbero!
Líbero!
Oh! Líbero
O teu nome virou marca
Da Imprensa, da verdade
E da luta de quem luta
Pela paz e liberdade!
Para ouvir Hino a Badaró, clique:
sexta-feira, 15 de abril de 2022
REPÓRTER DA GLOBO É ESFAQUEADO EM BRASÍLIA
quinta-feira, 14 de abril de 2022
EU E MEUS BOTÕES (20)
"Para de dizer besteira, rapaz. O lula é um homem de bem e um correto cidadão", rebateu Mané.
Jão e Mané são dois dos meus botões. Não têm papas na língua. Dizem o que pensam.
"Esses aí não estão com nada, patrão. O Jão é um fofoqueiro e o Mané é essa coisa aí que todo mundo sabe, um besta", opinou entrando na conversa o calejado Barrica.
"Beber pinga, eu sabia que Lula bebia. O que eu não sabia é da acusação seguinte, que cheira pó e sei lá o quê", manifestou-se calmamente o Lampa, ao mesmo tempo em que cutucava as unhas com seu punhal.
Enquanto isso, do seu canto, Zilidoro a tudo observava. E ouvia. Olhou pra mim, piscou e disse: "Vejo-me forçado a admitir alguma razão a Jão. Beber uma pinga aqui e ali, todos bebem. Principalmente a gente do nosso Nordeste, certo seu Assis?".
Nos últimos dias, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tem dito coisas espantosas. Aquele negócio, por exemplo, de formar grupos para pressionar deputados a votar o que interessa ao governo é inadmissível. "Coisa de comunista!", bradou Biu.
quarta-feira, 13 de abril de 2022
DIGO AO POVO QUE SOU CANDITADO, SIM!
terça-feira, 12 de abril de 2022
EU E MEUS BOTÕES (19)
"UM CEGO PRA PRESIDENTE! UM CEGO PRA PRESIDENTE!"
Uma tal janela partidária foi aberta no último dia 3 de março pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE), para facilitar a vida dos donos de partidos e dos seus afiliados políticos. Essa janela foi fechada no dia 1º de abril. Sugestivo, não?
Bom, o resultado disso é que o partido do Bolsonaro, o PL, formou a maior bancada na Câmara dos Deputados: 75 assentos, seguido do PP (56), PT (55), União Brasil (47), PSD (44)...
Pra valer, a campanha eleitoral começa no próximo dia 16 de agosto, no rádio e televisão.
Os partidos políticos, mais de 30, receberão R$ 4,9 bilhões pra fazerem o que bem quiser. Fora isso, ainda tem mais um montão de dinheiro que será distribuído sei lá como. Só sei que é muito dinheiro, mas muito mesmo!
O dinheiro que cairá nas mãos do caciques políticos não cabe, em nota de 200 reais, em duas carretas. É muita coisa, não é?
Além disso, o STE acaba de liberar "showmícios" em ambientes fechados. Quer dizer: o candidato pode ser beneficiado por artistas que decidirem fazer apresentações com entrada paga. Hmmm... E vale Pix.
segunda-feira, 11 de abril de 2022
VIAGRA E CORRUPÇÃO NO GOVERNO BOLSONARO
domingo, 10 de abril de 2022
DE COMO O ASSASSINATO DE UM JORNALISTA PROVOCOU A QUEDA DE UM REI (4)
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| Autógrafo de Líbero Badaró |
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| Litografia de Líbero Badaró |
Herbert Moses, que substituiu Lima Sobrinho, em 1933, permaneceu à frente da ABI até 1964. Nesse período, recebeu todas as benesses do poder vigente. Em contrapartida, fez do presidente Getúlio Vargas sócio benemérito da ABI. Uma vergonha para muitos jornalistas.
Isso é história.
Ah! Emiliano Fagundes Varella viria a ser o pai do poeta fluminense Fagundes Varella, autor do poema O Exilado:
… O exilado está só por toda a parte!
Passei tristonho dos salões no meio,
atravessei as turbulentas praças
curvado ao peso de uma sina escura;
as turbas contemplaram-me sorrindo
mas ninguém divisou a dor sem termos
que as fibras de meu peito espedaçava.
O exilado está só por toda a parte!
Quando, à tardinha, dos floridos vales
eu via o fumo se elevar tardio
por entre o colmo de tranqüilo albergue,
murmurava a chorar: -Feliz aquele
que à luz amiga do fogão doméstico,
rodeado dos seus, à noite, senta-se.
O exilado está só por toda a parte!...
Líbero!
Líbero!
Oh! Líbero
O teu nome virou marca
Da Imprensa, da verdade
E da luta de quem luta
Pela paz e liberdade!
Como jornalista lutaste
Desassombradamente
Defendendo nossa Pátria
Nossa terra, nossa gente
Mas isso teve um preço
Que pagaste com a vida
A bala que te matou
Deixou a terra ferida
Com firmeza declaraste
Antes de virar saudade
Que morria um liberal
Mas jamais a liberdade
Líbero!
Líbero!
Oh! Líbero
O teu nome virou marca
Da Imprensa, da verdade
E da luta de quem luta
Pela paz e liberdade!
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora.
sábado, 9 de abril de 2022
DE COMO O ASSASSINATO DE UM JORNALISTA PROVOCOU A QUEDA DE UM REI (3)
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| Litografia de Badaró |
Não custa lembrar que foi Badaró o primeiro jornalista a ser assassinado por defender suas idéias no jornal que fundou, indo de encontro aos interesses de poderosos de plantão.
Foi também Badaró o primeiro jornalista a falar de Liberdade de Imprensa. Exemplo:
Muitos já disserão e muitos repetirão: que a liberdade de imprensa era a alma de qualquer governo fundado sobre direitos e não sobre força: mas também muitos não o entenderam ou fizeram mostra de não entender e continuárão a vociferar, que tudo se não devia dizer, que ninguem se devia metter nos negocios do governo, que os empregados bons e máos, se devião respeitar por causa da bôa ordem e do socego, e mil outras cousas tão mesquinhas como estas, que descobrem o fraco d’estes taes e confirmam admiravelmente o ditado “que o peior surdo é aquelle que não quer ouvir”...
(…) De todas as garantias que o pacto social concede aos cidadãos, parece-nos, que a liberdade inteira de publicar os seus pensamentos (salvo responder pelos abusos) seja aquella a quem menos se deve atacar; por isso que em certa maneira é o guarda de todas as outras. Um governo que queira o bem dos povos, já temos indicado quanto precisava d’esta liberdade, principalmente em um paiz aonde tudo ha de se fazer ou modificar, e aonde as leis para serem efficazes, devem ser não sómente bôas, mas tambem conformes ao voto geral. É por isso, que a liberdade de imprensa torna-se a melhor garantia do governo, quando as suas operações não são escondidas e tenebrosas, pois que tendo sido discutidas, examinadas pela nação e adoptadas aquellas que mais com o voto d’ella se conformão, ella tem um interesse particular de sustentar a sua obra e de repellir qualquer ataque que se tencionasse fazer-lhe. Mas pelo contrario quando tudo se faz ás escondidas, quando o cidadão ignora o motivo e a utilidade das medidas do governo, quando vê os inconvenientes sem vêr as vantagens, então se entregará ás desconfianças, ás maquinações, deixando-se facilmente seduzir pelos hypocritas, que, vociferando continuamente as vantagens do povo, querem sómente pescar nas aguas turvas…
Esse dia é, também, o dia em que foi fundada a Associação Brasileira de Imprensa, em 1908.
O fundador dessa Associação foi o jornalista Gustavo de Lacerda (1854-1909). Socialista, negro e pobre. E assim morreu num 4 de setembro.
Lacerda criou a ABI, inicialmente chamada de Associação da Imprensa dos Estados Unidos do Brasil, com o propósito de dar garantias trabalhistas a seus associados.
A data de criação da ABI tem nada a ver, ou se tem é muito pouco, com Libero Badaró. Não custa lembrar, porém, que foi no dia 7 de abril de 1831 que o Imperador Pedro I, chamado de O Rei Soldado, abdicou da coroa a favor do filho, Pedro II.
A renúncia à coroa de Pedro I tem a ver com a repercussão extraordinária da morte de Giovanni Battista Libero Badaró.
Badaró era a favor do liberalismo e contra o obscurantismo de Pedro I.
A rua Nova de São José ganhou nova denominação no dia 24 de agosto de 1916. Desde então é rua Libero Badaró, que liga o Mosteiro de São Bento ao Largo de São Francisco, SP.
sexta-feira, 8 de abril de 2022
DE COMO O ASSASSINATO DE UM JORNALISTA PROVOCOU A QUEDA DE UM REI (2)
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| Clique na imagem para ler o texto |
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| Túmulo de Líbero Badaró, no Cemitério da Consolação |
Todos os caminhos, até aqui conhecidos, levam a um mandante do crime: Cândido Ladislau Japiassú, ouvidor geral da província de São Paulo e inimigo nº 1 de Badaró.
Badaró virou inimigo de Japiassú quando passou a chamá-lo de ignorante e inimigo do povo. E “um caligolazinha”.
Japiassú, por sua vez, via em Badaró um inimigo que precisava ser aniquilado, o mais rápido possível.
No leito de morte, o fundador do jornal O Observador Constitucional disse mais de uma vez, para quem quisesse ouvir, que o mandante do crime de que fora vítima era Japiassú. E disse mais, convicto do seu fim: “Morre um liberal, mas não morre a liberdade”.
Essa última fala de Badaró se acha reproduzida na matéria que começa na 1ª e termina na 2ª página do jornal que fundara, edição de 26 de novembro de 1830 (acima).
Curiosidade: na 1ª edição de O Observador Constitucional, lançado no dia 23 de outubro de 1829, Badaró já dizia que “não devia vegetar no Brasil a planta do despotismo”, mostrando com clareza o seu perfil de homem livre.
Depois, na edição de 17 de setembro 1830 ele diz, prevendo o seu fim:
(…) altamente declaramos que não temos o menor medo de ameaças. Aconteça o que acontecer, a nossa vereda está marcada e não nos desviamos dela: não há força no mundo que nos possa fazer dobrar, senão a da razão, da justiça e da lei. Estamos em face do Brasil e para servi-lo daremos por bem empregada a vida. A opinião pública está bem fixa a respeito de certa gente; qualquer atentado lhe será imputado, e ficarão com um crime a mais, sem que isso acabe com os públicos escritores…
E tinha razão.
Em sessão especial da Câmara de Vereadores da Capital da província de São Paulo, realizada no dia 20 de dezembro de 1830, o nome do ouvidor Japiassú voltou à baila:
(...) Os membros desta Câmara asseveram que o Ouvidor denunciado é o autor desse crime, porque estão tão certos disso, assim como estão da sua existência. Deixando pois chicanas, e desdenhando a censura de pretendidos apáticos que exigem a frieza do gelo em todas as peças oficiais, a Câmara muito pelo contrário, sendo como é composta de cidadãos, que ou nasceram debaixo do ameno clima paulistano, ou a ele ligaram sua existência, clama vingança e invoca o Brasil inteiro contra o malvado que veiu ludibriar sua pátria, assassinar seus concidadãos, e fez quanto pôde para torná-la o teatro da guerra civil, da carnagem, e da assolação
Usando de foro privilegiado a que tinha direito, o ouvidor Candido Ladislau Japiassú escapou ileso das acusações. Sequer foi a julgamento.
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