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segunda-feira, 22 de agosto de 2022
ÓCULOS PARA CEGOS, HEIN?
domingo, 21 de agosto de 2022
JÔ É TEMA DE EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO
De tudo ou de quase tudo esse José foi e fez, com o pseudônimo de Jô Soares.
Estudou na Suíça e aprendeu a falar e a escrever com fluência meia dúzia de línguas. A ideia inicial era seguir a carreira diplomática, mas a tempo desviou-se do caminho e tornou-se um craque completo no campo da cultura, a partir dos anos de 1950.
Jô gravou alguns discos e escreveu alguns livros, sendo O Xangô de Baker Street (Companhia da Letras; 1995) o mais conhecido, até porque chegou a ser traduzido em várias línguas e virou filme em 2001. Entre os LPs que lançou, se acha o de conteúdo engraçado: A B… E Outras Estórias.
Jô Soares era uma graça.Para contar de modo bem humorado a história desse intelectual e artista, dezenas de cartunistas se juntaram e puseram de pé no Shopping Center 3 (Av. Paulista, SP) a exposição Um BeiJÔ no Gordo, sob a batuta do presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, José Alberto Lovetro (JAL).
“Jô Soares merece todas as homenagens possíveis por sua importância para o Brasil e seu povo. Os cartunistas brasileiros não poderiam ficar de fora porque o humorista adorava o desenho e também desenhava. No Pasquim publicava textos e ilustrava. Depois virou também pintor. Esta exposição é de seus companheiros de humor gráfico que colocam no papel aquele sorriso maroto, aquela piscadinha especial e o fantástico beijo do Gordo”, é JAL falando.
Jô Soares morreu no último dia 5 de agosto. E nesse mesmo dia JAL mobilizou mais de uma centena de cartunistas para uma homenagem virtual levada à vante pelo pelo G1.
A exposição Um BeiJÔ no Gordo foi inaugurada no último dia 12 e poderá ser apreciada até o próximo dia 28.
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| Ilustrações de: Paffaro, Gilmar Fraga, Francisco Machado, JAL, Afonso Carlos Fernandes, Manga e Maurício de Sousa (Clique para ver melhor) |
No dia 28 de novembro de 2016, Jô convidou Maurício de Sousa para o seu programa. Clique: https://globoplay.globo.com/v/5480869/
Com a sua partida, Jô Soares deixou mais de 200 personagens órfãos.
sábado, 20 de agosto de 2022
O FORRÓ EM PAUTA
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
EU E MEUS BOTÕES (32)
"Seu Assis, seu Assis! O Sr. viu o Tchutchuca do Centrão partindo pra cima de um youtuber lá no Planalto?", começou a falar exaltado o quase sempre tranquilo Zoião.
Que história é essa de Tchutchuca do Centrão?
Risada geral entre meus aparentemente fiéis botões. "O Sr. não sabe, seu Assis, o que é Tchutchuca do Centrão!?", meteu-se na conversa, eufórico e rindo, Barrica. Seu irmão Biu, soltando uma gaitada, disse: "O chefe tá to-tal-men-te por fora". E Lampa, cutucando as unhas com seu punhalzinho de estimação: "Hmmm, achei graça nessa história, confesso".
Zé e Mané ao mesmo tempo disseram: "Merecido! Merecido!".
Zilidoro, com sua calma franciscana, achou de enfiou seu bedelho no papo: "Essa história de Tchutchuca é, claro, muito engraçada. Mas a expressão não é de hoje. Tchutchuca vem lá de trás, de 1999, quando o grupo de funk carioca Bonde do Tigrão mandou ver nas paradas de sucesso com essa coisa de Tchutchuca...".
Zilidoro nem havia terminado a sua explanação sobre a origem da expressão Tchuthuca, quando Jão quietinho no seu canto, começou a cantarolar:
Vem, vem
Tchutchuca
Vem aqui pro seu Tigrão
Vou te jogar na cama
E te dá muita pressão!
quinta-feira, 18 de agosto de 2022
MORRE JORGE DA CUNHA LIMA
LEIA MAIS: O BRASIL PRECISA DE MAIS JORGES!
HÁ 50 ANOS MORRIA SÉRGIO CARDOSO
quarta-feira, 17 de agosto de 2022
DIOGO PACHECO, DO ERUDITO AO POPULAR. ADEUS
DEUS E O DIABO NO PALCO POLÍTICO
terça-feira, 16 de agosto de 2022
CIRO, VÍTIMA OU AGRESSOR?
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
10 ANOS SEM ALTAMIRO CARRILHO
Altamiro Carrilho foi um dos maiores flautistas do Brasil e hoje, 15/8, faz exatos 10 anos que ele trocou a terra pelo céu. E desde lá continua nos enchendo de saudade.sexta-feira, 12 de agosto de 2022
CARTA DE SUCESSO
ROSA MORENA HOMENAGEIA CLARA NUNES
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| Assis e Clara Nunes |
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
PRISÃO E TORTURA NUNCA MAIS
VISITA DAS BOAS
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| Moreira, Sebastião, Solenne e Assis, no IMB |
quarta-feira, 10 de agosto de 2022
ÍNDIO, VIDA E PÁSSARO. TUDO É NATUREZA
No Rio, atuando como jornalista no Diário do Comércio, logo ganhou fama que cresceu ao publicar o livro Primeiros Poemas.
Meu amigo, minha amiga, você conhece a Canção do Exílio? É assim:
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
A Canção do Exílio é o poema mais plagiado da nossa história.
A obra de Gonçalves Dias enaltece o índio, o amor, a vida e os pássaros. Pequena, mas densa. De altíssimo nível e toda distribuída nos livros Primeiros Cantos, Segundos Cantos e Últimos Cantos.
É no Primeiros Cantos que se acha Canção de Exílio.
Pois é, Gonçalves Dias falou muito dos índios brasileiros.
Pouca gente, mesmo quem frequentou ou frequenta os bancos escolares, lembra ou diz de bate-pronto o belo poema Juca Pirama.
Juca Pirama é um poema desenvolvido em dez Cantos. No enredo um jovem tupi aparece passeando nas matas com o pai cego. Um dia, sem o pai, o jovem é capturado por índios inimigos. Antropófagos. Esses índios costumavam comer os inimigos valentes, guerreiros, para deles ganharem força. Era o que pensavam. Os covardes eram humilhados e soltos. O jovem tupi capturado foi enquadrado como covarde. O pai não gostou e entregou o filho aos inimigos, que o devoraram.
Hoje é politicamente incorreto chamar índio de índio.
Gonçalves Dias e José de Alencar estariam fritos e simbolicamente engolidos pelos patrulheiros de plantão.
Téo Azevedo e eu, e também Caetano Veloso, podemos ser considerados politicamente incorretos. Téo e eu compusemos, há uns 20 anos, a música O Índio. Um Índio é a música de Caetano.
José de Alencar, indianista de primeira hora, deixou três livros falando desse assunto. Todos belos. Destaco O Guarani, que em 1870 ganharia uma belíssima versão operística levada à cena no teatro Ala Scalla de Milão, pelo paulista de Campinas Antonio Carlos Gomes. Dia 9 de agosto é o Dia Internacional dos Indígenas. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 1995.
A população indígena, no Brasil, não chega hoje nem a um milhão. Pena.
Como Gonçalves Dias, Alencar falou na sua obra de índio, amor, vida e pássaros.
No Brasil existem hoje cerca de 1900 espécies de aves, 240 das quais se acham em processo galopante de extinção.
Desde 2002, o Brasil tem como símbolo o sabiá.
Há vários tipos de sabiás. O que virou símbolo, tem por "sobrenome" laranjeira.
O Sabiá laranjeira é lindo.
Eu gosto de tudo quanto é pássaro. Nunca matei, nem prendi um pássaro em gaiola.
No meu tempo de moleque safado em terras paraibanas, eu fingia caçar com meus pares igualmente safados, moleques. Saíamos armados de baladeira ou bodoque, mas nenhum bichinho da natureza era vítima das nossas eventuais más intenções.
Fui crescendo, fui crescendo e cada vez mais gostando de passarinhos. O beija-flor me encanta.
Catalogados, existem mundo afora cerca de 320 espécies de beija-flor. Só no Brasil, 84. E por não ter o que fazer, fiz:
Voa voa passarinho
Passarinho beija-flor
Leva leva no teu bico
Um beijo pra meu amor
Meu amor está dormindo
Um sono reparador
Voa voa passarinho
E diz a ela por favor
Que sem ela sou jardim
Despetalado, sem cor
O meu sonho, passarinho
Passarinho beija-flor
É viver agarradinho
Nos braços do meu amor
|
|
Ilustração por Fausto Bergocce |
O baião Sabiá, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, é uma obra-prima.
Em 1995, John Dalgas Frisch e seu filho Christian publicaram uma jóia: Jardim dos Beija-flores, todo em papel couchê.
Dalgas Frisch foi o cara que aventurou-se na Amazônia e gravou centenas de cantos de passarinhos, incluindo o Uirapurú. Essas gravações renderam cinco LPs, compactos e viraram CDs, depois. À época, 1962, o presidente norte-americano John Kennedy (1917-1968) chegou a expressar, por escrito, suas impressões sobre a fabulosa façanha empreendida por Dalgas.
Eu cheguei a levar Dalgas Frisch para entrevista no programa São Paulo Capital Nordeste, que durante anos apresentei na rádio Capital AM 1040. À época, ele estava lançando um bonito relógio de parede com pássaros marcando hora.
Em 1991, o capixaba Augusto Ruschi publicou Aves do Brasil em pranchas ilustradas por Etienne Demonte e Yvonne Demonte. Pérola.
Ruschi (1915-1986) formou-se em engenharia agronômica em 1940. Depois, especializou-se em Botânica. No correr da vida acumulou muitos cursos, chegando a integrar a Academia Brasileira de Ciências.
Antonio Gonçalves Dias morreu afogado aos 41 anos de idade, quando o navio em que viajava naufragou na costa do Maranhão.
Ouça Canção do Exílio, com Paulo Autran:
EU E MEUS BOTÕES (31)
terça-feira, 9 de agosto de 2022
CORDELISTAS HOMENAGEIAM JÔ SOARES
Mais uma estrela do riso
Neste plano se apagou
Nesta sexta-feira cinco
A mídia noticiou
Que no Sírio-Libanês
Jô Soares nos deixou!
Com oitenta e quatro anos
Faleceu o humorista.
Foi escritor, dramaturgo,
Ator, músico e jornalista
Que merece este registro
Da pena do cordelista.
À família e aos amigos
Nossos sinceros pesares,
Sua legião de fãs,
Que ele fez rir aos milhares,
Numa só voz diz: Adeus,
José Eugênio Soares!
Hoje “O Planeta dos Homens”
Fica sem graça e carente
A ausência de Jô Soares
O Brasil inteiro sente,
Mas fica imortalizado
Seu humor inteligente!
Com sua mente brilhante
Por seu humor refinado
Nosso grande Jô Soares
Pra sempre será lembrado
Todo o Brasil reconhece
Seu valoroso legado.
Jô Soares foi um mestre
Que das musas foi eleito
No humor tinha talento
Gozou de grande conceito
E em tudo que atuou
Procurou fazer bem feito.
Na galeria dos gênios
Nos mais altos patamares
O nosso gordo desponta
Se destaca entre os milhares
Viva o Gordo! Viva o mestre!
Nosso eterno Jô Soares.
Seu programa Viva o Gordo
Marcou sua trajetória
Foi na TV brasileira
Que alcançou fama e glória
Dirigiu, foi roteirista
Fez rir e contou história.
Lembro Coronel Pantoja,
Torcedor Zé da Galera,
Genial era O Reizinho,
Pois nosso Jô era um fera.
Capitão Gay que era fresco
Quais flores na primavera.
Era uma voz contundente
Em defesa do Brasil
Seu humor inteligente
Cheio de graça, sutil,
E como entrevistador
Era engraçado e gentil.
Por tudo que fez nos palcos
Cinema e televisão
Interpretando seus tipos
Com alegria e diversão
Figura entre os mais brilhantes
Artistas desta Nação.
N“O Homem do Sputnik”
Brilhou jovem no cinema
Foi músico, também cantor,
A arte era seu esquema
Seu nome se elevará
Onde o humor for o tema.
Foi ele o gordo mais leve
Que já viveu neste mundo
Era um artista completo
Com seu domínio profundo
Tinha o dom de fazer rir
Todo minuto e segundo.
Com “O Xangô de Baker Street”
Jô traçou um novo esquema
Brilhou como romancista
Sherlock Holmes foi tema
E seu livro foi direto
Para as telas do cinema.
Jô Soares fez história
Foi humano, foi decente
Na condição de amigo
Jô era sempre presente
Não tolerava injustiça,
Sentia o que a gente sente.
Jô Soares num poema
Deixou uma despedida
Recitando como alguém
Que antevê a partida
Disse: "Não chorem em meu túmulo",
Pois há vida além da vida!
Não estou lá em meu túmulo,
Não adianta chorar...
Estou nas águas do rio,
Estou no vento a soprar,
Estou também nas estrelas
Pelas noites a brilhar!
Mas Jô ao desencarnar
No quarto do hospital
Teve rápida letargia
E despertou afinal
Num programa de entrevistas
Na corte celestial
Jesus muito sorridente
Consultou na sua lista
E viu o nome de Jô
O nosso estimado artista
E no talk show do céu
Marcou a sua entrevista.
O “JC Onze e Meia”
Que chega a muitos lugares
Tem gigantesca audiência
É um dos mais populares
Jesus disse para o gordo:
— Venha pra cá, Jô Soares!
Nisso o Sexteto Celeste
Tocou de forma singela
Jô deu graças a Jesus
Por sua existência bela
E ficou emocionado
Vendo seu rosto na tela.
Olhando para o Sexteto
Nosso Jô se admira
Um dos músicos que tocava
Numa harpa ou numa lira
Era um velho conhecido,
Seu querido amigo Bira.
Enquanto Bira tocava
Se exibia no telão
Entre efeitos multicores
O cosmos em expansão
Belezas da Via Láctea:
Saturno, Urano e Plutão.
E da Terra, o Taj Mahal,
Um belo símbolo de amor,
Entre outras maravilhas
Nosso Cristo Redentor,
Monumento a “JC”,
O ilustre apresentador.
Inicia a entrevista
Jesus segura-lhe a mão
E recordou a estreia
De Jô na televisão
Lá na Praça da Alegria
Com o personagem Alemão.
Lembram cada atuação
Que seu humor fino encerra
Como o programa global
“Faça humor, não faça guerra”,
Uma sátira à guerra fria
Que envergonhava a Terra.
A certa altura Jesus
Perguntou: — Jô, afinal,
Como a Terra está? Vai bem?
Jô respondeu: — Vai bem mal!
E se ouviu no auditório
A gargalhada geral.
Jesus retruca: — E o Brasil?
Agora é uma nação mítica?
Você que é inteligente
E tem uma visão crítica,
Me diga, o que é que achas
Da situação política?
Jô Soares respondeu:
— Nossa “Pátria do Cruzeiro”
Sofre com a pandemia
Que assola o mundo inteiro
E com um governo tirano
Que massacra o brasileiro!
Jesus fazia perguntas
A fim de descontrair
E Jô, espirituoso,
Deixava o verbo fluir
No talk show a plateia
Bolava de tanto rir!
Jô Soares demonstrava
QI acima da média.
Jesus diz: — No humorismo
Tu és uma enciclopédia!
Jô responde: — É “falha nossa”
Se a vida é uma comédia!
Dos 300 personagens
Que Jô Soares criou
A pedido de Jesus
Alguns ele interpretou:
Tavares, Vovó Naná
Brilharam no talk show...
O professor Gengir Khan,
Irmão Thomas, Manchetão,
Norminha hippie, Zezinho,
Mordomo Gordon, Bocão...
Jô, com versatilidade,
Deu show de interpretação!
De pé a plateia aplaude.
Nesse talk show divino
Vieram abraçar o Jô
Tutuca, Paulo Silvino,
Lúcio Mauro, Chico Anysio,
Mestres do humor genuíno!
Grande Otelo também veio,
Zilda Cardoso, Oscarito,
Jorge Loredo, Golias,
Roni Rios... como um rito
Jô e o elenco do riso
Que vive no infinito.
Todos saudaram felizes
O grande comediante.
Jesus parabenizou
Esse humorista gigante,
Jô com “um beijo do gordo”
Despediu-se cativante!
Jô ficou junto de Deus,
A Suprema Inteligência.
No mundo espiritual
Prossegue sua existência,
Tornando o céu mais alegre
Com graça e irreverência!
Fim
VOCÊ JÁ ASSINOU A CARTA DA USP?
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
VIVA PEDRO BANDEIRA, 80 ANOS!
sexta-feira, 5 de agosto de 2022
TUDO PELA DEMOCRACIA
Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional.
Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade
democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do 7 de Setembro neste ano.
Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições.
Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira.
É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma
independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil.
As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário
brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e de todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais.
A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro.
Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvamos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados.
Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras
basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, em 11 de agosto, estamos a celebrar.
A GENTE CHEGA, PASSEIA E PARTE. É DA VIDA
A impressão que eu tenho é que o dia amanheceu, hoje 5, mais triste. E não à toa, pois acabo de ouvir no rádio que o multitudo Jô Soares, 84 anos, partiu para a Eternidade. Foi às 2h20 no Sírio Libanês, em São Paulo.POSTAGENS MAIS VISTAS
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