Escute alguns clássicos de Mário Lago:
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quarta-feira, 2 de março de 2022
O FIM DO CARNAVAL
terça-feira, 1 de março de 2022
HISTÓRIA DOS VELHOS CARNAVAIS
Foi uma conversa muito boa com o entrevistado declarando o seu amor ao Rio de Janeiro.
Cabral também falou dos velhos carnavais e da modernização das escolas de samba. Acompanhe:
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
CARNAVAL SEM POVO
CARNAVAL DA PANDEMIA
Este é o 2º ano seguido sem Carnaval oficial no Brasil. Isso porém não quer dizer que em 2021 e, agora em 2022, não tenha havido Carnaval. O Carnaval da Elite é o Carnaval da avenida, dos salões, de portas fechadas, com as orgias dionisíacas. Pois é, enquanto isso o povo fica em casa sem direito sequer a pular num bloco.
Amanhã falarei de blocos.
EU E MEUS BOTÕES (14)
domingo, 27 de fevereiro de 2022
NA ONDA DO PODCAST
sábado, 26 de fevereiro de 2022
ANITA MALFATTI EM QUADRINHOS
O gato em questão, ao assumir a persona de narrador, começa logo dizendo: “Inquieta. Foi o que me atraiu nela. Inquieta de corpo e alma”.
Anita Catarina Malfatti nasceu na capital paulista. Com problema na mão direita, aprendeu a pintar com a mão esquerda. Estudou na Alemanha e nos Estados Unidos. Tinha 25 anos quando exibiu em público seus primeiros quadros. Sem repercussão nenhuma. Três anos depois, em 1917, realizou pra valer a sua primeira exposição individual. Essa exposição recebeu o olhar atento e severo do paulista de Taubaté Monteiro Lobato (1882-1948).
Sem papas na língua e com muito desembaraço na caneta, Lobato publicou um contundente artigo no jornal O Estado de S.Paulo, edição de 20 de dezembro daquele mesmo ano. Após ampla justificativa para o que dizia, ou para o que ia dizer, começou:
| O Gato e o Violino, por Anita Malfatti |
No jornal, o texto de Lobato recebeu o título A Propósito da Exposição de Malfatti. Esse texto seria em seguida publicado no livro Idéias de Jeca Tatu.
O artigo de Lobato foi de extrema importância para a carreira artística de Anita.
A primeira vontade pessoal de Monteiro Lobato era ser artista plástico. Seus bicos de pena são ótimos. Mas influenciado pelo avô José Francisco Monteiro, um figurão do Império, formou-se na Faculdade de Direito no Largo São Francisco, SP. Herdou uma fazenda e tornou-se o mais importante autor de livros infantis, no Brasil.
Anita era amiga do carioca Di Cavalcanti (1897-1976), que a incentivou a nunca parar de pintar. E foi ele, aliás, quem deu a ideia de se fazer um grande salão de artes em São Paulo, reunindo o que havia de mais significativo até então. Essa ideia resultou na Semana de Arte Moderna.
Se não fosse Di, é provável que não houvesse o que hoje se chama de Semana de 22, que reuniu Menotti Del Picchia, Mário e Oswald de Andrade, Villa-Lobos e pouquíssimas mulheres, entre as quais Anita Malfatti.
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| O artigo de Lobato sobre Anita no Estadão (clique na imagem para visualizar melhor) |
Essa história, ou parte dessa história, é narrada brilhantemente pelo gato do quadro O Gato e o Violino, que Anita pintou em 1949.
“O projeto nasceu de conversas entre o desenhista Yuri Garfunkel e a mestra em História da Arte Anita Limulja, refletindo sobre os impactos da Semana de Arte Moderna na produção artística nacional. Teo e eu logo fomos incorporados ao processo criativo”, conta Paulo Garfunkel, acrescentando: “Os ecos da Semana de 22 reverberam até hoje nas expressões artísticas brasileiras e Anita Malfatti, ‘a incompreendida’, como seus amigos a chamavam, é o alicerce do movimento”.
Todo desenvolvimento do projeto teve o acompanhamento da família Malfatti e a curadoria da historiadora Mayra Laudanna que organizou o site do IEB, Instituto de Estudos Brasileiros, da USP: VER ANITA
O lançamento físico ocorrerá nos próximos dias, em local ainda não definido. E a versão digital já está disponível gratuitamente na rede: A OUTRA ANITA
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
EU E MEUS BOTÕES (13)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
A LUTA PELO VOTO FEMININO
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
EU E MEUS BOTÕES (12)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
DEPOIS DA VIDA, A MORTE
Sobre arte e cultura, acesse: INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL
PEDRO, O MANDACHUVA DO CÉU
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
CACHORRO DÁ EXEMPLO DE AMOR AO DONO
- O HOMEM, INIMIGO DO CACHORRO...
- CACHORROS DÃO EXEMPLOS NA VIDA E NA FICÇÃO
- TINA
- CÃES E GATOS TAMBÉM TÊM DIREITOS "HUMANOS"
- VAQUEJADA, PEGA DE BOI E FORRÓ
Hoje 21 entra em vigor uma lei federal "que proíbe a eutanásia de cães e gatos de rua por órgãos de zoonose, canis públicos e estabelecimentos similares, exceto em casos de doenças graves ou enfermidades infectocontagiosas incuráveis que coloquem em risco a saúde humana e de outros animais".
Essa Lei é a de número14.228/21, com acesso disponível na rede.
sábado, 19 de fevereiro de 2022
ALMIRANTE, A GRANDE PATENTE DO RÁDIO
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
ANÍSIO SILVA, SAUDADE
NELSON CAVAQUINHO
Três anos antes da morte de Anísio Silva morria, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Nelson Cavaquinho. Nelson foi, provavelmente, a voz mais rouca do samba-canção. Fez história e deixou uma discografia invejável. Com Guilherme de Brito e Alcides Caminha, compôs e gravou A Flor e O Espinho. Obra-prima. Curiosidade: Caminha foi desenhista e roteirista dos "catecismos" assinado por seu alterego Carlos Zéfiro.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
HÁ 100 ANOS, JORNALISTAS PARTICIPAVAM DA SEMANA DE 22
A Semana não foi tudo que se diz.
Na verdade a Semana foi, digamos, um festival ou salão de múltiplas expressões artísticas, incluindo exposição de quadros, declamações e música.
O evento, que teve lugar no Teatro Municipal de São Paulo, foi aberto com uma palestra do maranhense de São Luís Graça Aranha (1868-1931), à época um nome bastante conhecido das letras e da diplomacia brasileira.
Foi Graça, autor do livro Canaã (1902), o cara incumbido de arrecadar grana, entre cafeicultores, para a realização do que ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna ou Semana de 22.
Essa semana foi feita quase toda por jornalistas: Graça Aranha, Ronald Carvalho, Afonso Schmidt, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e até Plínio Salgado.
Plínio, paulista de São Bento do Sapucaí, entrou para a história como o criador do movimento político Ação Integralista. Era da direita radical.
| Retrato de Graça Aranha |
Oswald foi um marqueteiro e tanto.
A ideia da Semana não partiu dos paulistanos. Partiu do jovem pintor carioca Di Cavalcanti (1897-1976).
À época, Di tinha 25 anos incompletos. E teria dito a Mário, ou a Oswald, de Andrade: “Está na hora de fazermos um grande evento artístico pra chamar atenção das pessoas”.
O evento contou com a exposição de uma centena de quadros, 20 e pouco dos quais assinados por Anita Malfatti (1889-1964).
| Mário de Andrade e Tarsila do Amaral no traço de Fausto Begocce |
Lobato é o autor do personagem Jeca Tatu e de Narizinho, que deu início às histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo.
Muita gente pensa que Tarsila do Amaral (1886-1973) participou da Semana, mas não. Na ocasião ela se achava em Paris. Aliás, foi em Paris que ela conheceu Oswald, com quem se casaria em 1926.
| Entrevista de Menotti Del Picchia a Assis Ângelo |
A Semana de Arte Moderna tinha por objetivo, segundo dizem, romper com as tradições inovando a arte brasileira. Conversa!
A Semana não quebrou tradição alguma.
A Semana foi um evento de pouca repercussão e sem nenhuma importância, a rigor. Foi apenas um movimento de jovens insatisfeitos com o momento em que viviam. Um momento de tensão, de pressão política. O presidente da República era, não custa lembrar, o paraibano Epitácio Pessoa.
Não foi a Semana de 22 um evento direcionado ao povo. Mas de elite para elite.
Alguns nomes que participaram da Semana entrariam para a história independentemente da Semana.
Em maio de 1984 publiquei uma matéria de 2 páginas no extinto suplemento literário D.O. Leitura, de São Paulo, com o último dos participantes daquela Semana: Menotti Del Picchia (1892-1988). Na entrevista, o autor de Juca Mulato diz, com todas as letras, que “Mário de Andrade era um gênio”. Diz também coisas curiosas como acreditar em fantasmas, embora não cresse em reencarnação, que gostava de Mozart e de poetas como Cassiano Ricardo.
| Capa da revista Klaxon e Charge de Belmonte. |
Menotti Del Picchia teve uma vida agitada na imprensa paulistana. Foi redator chefe, por exemplo, dos jornais Tribuna de Santos, A Gazeta e Diário da Noite.
No dia 15 de maio de 1922, logo após a realização da Semana, começou a circular em São Paulo a revista Klaxon. No expediente, entre os colaboradores, se achavam Guilherme de Almeida, Mário e Oswald de Andrade.
Em suma, a Semana de 22 não serviu praticamente pra nada, até porque a cultura popular (expressão maior do povo, de qualquer povo) esteve completamente ausente da programação.
E pensar que Mário de Andrade foi o autor da belíssima moda Viola Quebrada, hein?
O chargista Belmonte (Benedito Carneiro Bastos Barreto, 1896-1947) foi um dos muitos críticos da Semana de 22.
PRESIDENTE MENTIROSO. E PERIGOSO
| Charge de Renato Aroeira |
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
O RÁDIO NA TV: ULISSES COSTA É O CARA
| Carlos Silvio e Ulisses Costa no programa Paiaiá Conectados |
OPINAR É BOM. VIVA BENEDITO LACERDA!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
FAUSTO: O TURISTA APRENDIZ
| À esquerda, o casarão que Nelson Gonçalves cresceu e à direita, Fausto na Av. João Pessoa |
Ainda em Bento Gonçalves, tive a honra de conhecer o grande escultor Bez Batti. O amigo Ademir Bacca me levou para esse encontro: que me honrou muito.
Depois em minha passagem por Porto Alegre, pude cultivar outras grandes amizades: com o cartunista
Enfim, foi uma ótima viagem, depois de 2 anos sem poder fazer nenhuma, por conta da pandemia.
Tomei todos os cuidados possíveis e fiquei bem e voltei bem".
domingo, 13 de fevereiro de 2022
TINHORÃO PELO OLHO DA CARA
O Samba Agora Vai, O Rasga, Festa de Negro em Devoção de Branco, Rei do Congo e Os Romances em Folhetins no Brasil.
Esses são títulos de alguns livros que o jornalista e historiador paulista José Ramos Tinhorão publicou a partir da 2ª metade dos anos de 1960, ainda no tempo em que morava no Rio de Janeiro. Foi no Rio, aliás, que ele iniciou sua brilhante carreira.
Alguns de seus livros foram publicados em Portugal e só depois, no Brasil.
O legado de Tinhorão é incomparável, especialmente no tocante à área musical.
Antes de Tinhorão não havia, a rigor, uma bibliografia da história da nossa música popular.
Todos os seus livros se acham no mercado, à exceção do que foi escrito sobre ele próprio: Tinhorão, o Legendário, de Elizabeth Lorenzotti.
Esse livro, esgotado, está “inflacionando” o mercado livreiro. É certo que o biografado não concordaria com o valor pedido por um exemplar do livro que conta parte de sua história e obra: R$1.590 (Amazon).
Muita gente considerava Tinhorão uma pessoa chata, mal resolvida. Nada disso. Era um gozador. Tirava sarro de si próprio.
Certa vez perguntei-lhe se conhecia a rua Tinhorão. Não, respondeu. Informei-lhe que existe, em Sampa, uma rua com o nome dessa planta, mas que não fora feita em sua homenagem. Disse qualquer
Essa rua, Tinhorão, localiza-se no bairro de Higioenópolis.
Como se vê, o jornalista e historiador José Ramos Tinhorão continua na pauta do dia.
Sobre Tinhorão, escrevi muitos textos. Alguns:
sábado, 12 de fevereiro de 2022
O MUNDO É UMA BOMBA
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
ARNALDO ROSA, SAUDADE
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
HOLOCAUSTO NUNCA MAIS
TRIBUNAL INTERNACIONAL DE HAIA
O documento aponta nove crimes do presidente Jair Bolsonaro (PL), como prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
HOJE É DIA DO FREVO. VIVA O FREVO!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
QUEM NASCE PRA CASTRO, NÃO CHEGA A TINHORÃO
Ele − Sim, claro. Todo mundo ficava na redação escrevendo coisas. Era assim com Machado (de Assis), por exemplo. Eu gostava dele, mas ele era muito fechado. E com Alphonsus de Guimarães e tantos… Eu sempre me senti muito à vontade nas ruas. Ia pra casa só pra dormir. Mas escrevia nas praças, nos cafés, nos trens. Em todo canto.
Eu − E o Lima Barreto?
Ele − Ah, o Lima era complicado, mas muito talentoso… Era da minha cor. E pobre. A gente não se entendia. Quer dizer, ele não me entendia. Ele dizia umas coisas horrorosas a meu respeito. Não sei por quê. Até me fez personagem de um dos seus livros, o primeiro: Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Não liguei. Pra falar a verdade, eu gostava do Lima. Mas ele era complexado, coitado. Chegou a ser internado com doença de doido. Era mais velho do que eu uns três meses. Morreu em 1922. Assis, não é? Pois bem, seu Assis, pela primeira vez vou dizer uma coisa: não participei, mas assisti aos três dias da Semana de Arte Moderna. Ninguém me reconheceu. Achei foi bom.
Eu − Mas como ninguém o reconheceu, se o senhor era um rosto tão conhecido?
Ele − Parabéns, meu filho. Você é atento ao que ouve. Bem, eu estava meio escondido. Entende? Num canto sem luz. Eu e uma amiga minha.
Eu − O que o senhor achou daquela Semana?
Ele − Interessante, muito interessante. Gostei muito da apresentação do Villa-Lobos com aqueles pezões branquelos à mostra, mas gostei mais foi das vaias que ganhou. O Mário, o Oswald, o Menotti, muito bons. Bons mesmo! E, à parte disso, sempre gostei de São Paulo. Bela cidade.
Eu − E o senhor escreveu alguma coisa a respeito?
Ele − Não, não. Estava ali como espectador. Eu já havia abandonado a carreira de jornalista.
Eu − O senhor mudou a forma de fazer jornal, indo às ruas em busca de notícias. Seguindo seus passos, apareceu uma menina chamada Eugênia Brandão…
Ele − Ah… Eu amava a Geninha. Uma mineirinha muito meiga, muito inteligente, sem preconceito nenhum. Estava em todas. E gostava de um choppinho… Foi com ela que acompanhei a Semana de 22. Ela foi a segunda mulher a escrever num jornal. A primeira foi a maranhense Maria Firmina dos Reis. Negra.
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