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quinta-feira, 6 de abril de 2023
METRÔ DARÁ NOME DE ASSASSINO A UMA ESTAÇÃO
quarta-feira, 5 de abril de 2023
LUIZ GAMA VIRA PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS
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segunda-feira, 3 de abril de 2023
O BRASIL MAL-EDUCADO. QUE PENA!
domingo, 2 de abril de 2023
HÁ 40 ANOS MORRIA GREGÓRIO BEZERRA
O golpe militar de 1964 foi efetivado no final da madrugada do dia 1° de abril. Loucura. Pego de sopetão, o Brasil calou estupefato. O pior viria em seguida, com perseguições e tudo o mais.
No dia 2 de abril daquele ano o líder das Ligas Camponesas e ex-deputado federal Gregório Bezerra foi preso e torturado em praça pública. Isso em Recife, PE. Bezerra foi manietado e arrastado por um jipe do Exército. Sofreu, sangrou e quase morreu diante de pessoas comuns que a tudo assistiam nas ruas da capital pernambucana. O horror foi transmitido ao vivo por canais de TV locais. Esse horror só foi suspenso por intervenção de freiras de um colégio perto de onde tudo acontecia.
A violência contra Gregório foi tanta que prefiro parar por aqui.
Não conheci pessoalmente Gregório Bezerra, mas fui escalado pela chefia de reportagem da Folha para fazer a cobertura de seu velório no hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Bezerra morreu de um ataque cardíaco na madrugada do dia 21 de outubro de 1983. Para minha surpresa deparei-me com Luís Carlos Prestes, o da Coluna. Entrevistei-o. Falou-me da sua relação histórica com Bezerra. Aproveitei a ocasião para perguntar a Prestes se ele conhecera o gangaceiro Virgolino Ferreira, o Lampião. Olhou-me surpreso e respondeu-me o que lhe perguntara. Foi um papo de uns 20 minutos, talvez um pouco mais. Disse-me que não conheceu Lampião pessoalmente, mas se viram à distância. Enfileirados,no Ceará, acho que em 1926 ou 1927.
O causo foi o seguinte: o governo usou padre Cícero para convencer Lampião a combater a Coluna Prestes. Para isso, o famoso cangaceiro receberia armas e ganharia a patente de capitão. Prestes disse-me algo como "não topou por entender rapidamente que estaria combatendo contra quem combatia o mesmo inimigo. Ou seja, o governo".
Lampião virou capitão por conta própria.
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (4)
Seguindo a mesma temática, isto é a licenciosidade como tema do nosso dia a dia, o poeta repentista Otacílio Batista publicou de sua autoria o cordel em décimas de sete sílabas O Corpo da Mulher Nua. Na penúltima estrofe diz:
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| Assis Angelo e Otacilio Batista, em programa da Rádio Atual |
Sobe tudo neste mundo
Sem dó e sem compaixão,
O relógio da inflação
Nunca atrasou um segundo.
É raro um cheque ter fundo
Num país mal governado.
A rolinha do passado
Abre o bico mas não canta,
Mulher pelada levanta
Salário de aposentado…
O editor e cordelista cearense Klévisson Viana transformou em literatura poética o caso de uma prostituta que providencia um catimbó pra matar um delegado que a humilhou desferindo socos e pontapés. O final é feliz. Começa assim:
Leitores, não se enfadam
Vou retornar ao passado
Para narrar uma história
Que passou em nosso Estado
O caso de um puta
Que matou, numa disputa,
Um temível delegado...
Esse folheto, intitulado O Romance da Quenga que matou o Delegado, foi adaptado para um capítulo da série Brava Gente, da TV Globo. A personagem feminina foi interpretada pela atriz Ana Paula Arósio. Confira:
sábado, 1 de abril de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (3)
Muitos cordelistas, também chamados de poetas de bancada, optam pelo anonimato ou pseudônimo ao escreverem histórias nas quais inserem palavras, frases e versos de baixo calão. Mas há também autores que publicam este tipo de história com nomes que corriqueiramente os identificam perante o seu público. São muitos os casos. Entre esses Mestre Azulão, Erotildes Miranda dos Santos, Abrão Batista, Cícero Lins de Moura, Manoel Monteiro, Gonçalo Ferreira da Silva, Alípio Bispo dos Santos, Manoel Caboclo e Silva.
É vasta a produção de histórias picantes na poética de cordel e da dita literatura erudita em que se destacam nomes de brasileiros como Olavo Bilac, Jorge Amado, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, sem falar no primeiro de todos: Gregório de Matos Guerra (1639-1696).
O português Bocage, por extenso Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805), fez piadas e versos picantes. E põe picante nisso! É dele a história A Mulher do Amigo, adaptada para quadrinhos e publicada no formato de folheto. Nessa história rola um triângulo amoroso, do tipo capaz de enrubescer até poste. Curiosidade: Bocage foi preso sob a acusação de, digamos, libertino. Isso em 1797. Os versos que o levaram à cadeia diziam:
Pavorosa Ilusão de Eternidade
Terror dos vivos, cárcere dos mortos;
D'almas vãs sonhos vão, chamado inferno;
Sistema de política opressora...
Gozador em todos os sentidos, Bocage escreveu um soneto intitulado Epitáfio. Termina assim:
… Aqui dorme Bocage, o putanheiro
Passou a vida folgada e milagrosa
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro
Em 2022 a editora BoiTempo publicou uma antologia do poeta intitulada Da Erótica. A organização da obra é do crítico literário e estudioso dos textos de Marx, José Paulo Neto.
Mas voltemos aos nossos compatriotas, que usam a putaria para se expressar. O campo é minado, mas não tem como reconhecer a graça originária fixada em letras de forma nos folhetos de cordel. Mestre Azulão, ora veja, paraibano um dos criadores da Feira de São Cristóvão, RJ, escreveu e publicou O Poder que a Bunda tem. Engraçadíssimo.
O pernambucano José Francisco Borges, o J. Borges, é cordelista e xilogravador dos mais conhecidos e premiados no Brasil e mundo afora. É dele a bela xilo A Chegada da Prostituta no Céu e o cordel A Filosofia do Peido, cuja primeira estrofe é essa:
Vários poetas escreveram
O valor que o peido tem
Eu achei muito engraçado
O peido é feito um trem
Tanto apita como ronca
Na hora que o peido vem…
sexta-feira, 31 de março de 2023
O BRASIL SOBREVIVEU AO GOLPE MILITAR. VIVA A DEMOCRACIA!
A respeito do golpe de 64, leia mais: A DEMOCRACIA NÃO VESTE FARDA • DITADURA MILITAR: TRISTE LEMBRANÇA • ÁUDIOS CONFIRMAM O ÓBVIO: A DITADURA MATOU • ÓBVIO, DITADURA NUNCA MAIS • DEMOCRACIA SEMPRE
MEDO E DELÍRIO EM BRASÍLIA
Tem muita coisa boa rolando na Internet. Há ótimos podcasts, como Medo e Delírio em Brasília, produzido e levado avante por uma certa Rádio Novelo. O pessoal desse podcast junta realidade com ficção. É pra morrer, ou viver de rir, sei lá! Quem descobriu essa joia foi a minha filha Clarissa. É ótimo. Na edição de hoje, aí embaixo, o ministro Flávio Dino, da Justiça, dá um banho de crítica e sabedoria nos integrantes da CCJ que o "convidaram" para questionamentos. Não percam e passem pra frente, pois vale a pena:
quinta-feira, 30 de março de 2023
UMA PALAVRA PELO BEM DO BRASIL: PAZ
quarta-feira, 29 de março de 2023
VIVA BRAGUINHA!
terça-feira, 28 de março de 2023
O BRASIL PRECISA DE REVISÃO!
segunda-feira, 27 de março de 2023
ONZE ANOS SEM MILLÔR FERNANDES
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| Millôr Fernandes no traço mágico de Fausto |
dramaturgo, tradutor e artista plástico, gráfico e visual, Millôr Fernandes, no registro civil como Milton Viola Fernandes.JUCA CHAVES
NEGREIROS
domingo, 26 de março de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (2)
O Corno Ateu: Aquele que leva chifre, mas não acredita;A poesia publicada em cordel não foi inventada por brasileiros. Referências há desse tipo de poesia desde a Idade Média.
O Bravo: Aquele que quando é chamado de corno, quer brigar;
O Bateria: O que vive dizendo," Vou tomar uma solução";
O Cebola: Quando vê a mulher com outro, chora;
O Vidente: Aquele que diz "Eu já sabia";
O Cigano: Aquele que toda vez que leva chifre, muda de bairro;
O Famoso: Aquele que por onde passa, é reconhecido como tal;
O Fofoqueiro: Aquele que leva chifre e sai contando para todo mundo;
O Frio: O que leva chifre e não esquenta;
O Iô-Iô: O que vai mas volta;
O Matemático: O que vê a mulher fazendo 69 com outro e vai para o bar tomar uma 51, pois enfim ninguém é de ferro.
Muitos autores clássicos tiveram e ainda têm partes da sua obra adaptada para folhetos. Caso de Giovanni Boccaccio. Que viveu no século 14. É dele a obra-prima Decameron. Dessa obra são extraídos textos para a adaptação. Exemplos: Chifre com Chifre se paga e o Homem que foi ao Inferno e Voltou Chifrudo.
São muitas as piadas em volta do corno. Uma delas trata de um sujeito tentando pular de um prédio pra se matar. Lá embaixo a mulher diz: “Para, não pula! Eu pus cornos em você e não asas!”.
A vida é uma comédia. VEJA: O TOMÉ DE SOUZA DE ZÉ LIMEIRA
sábado, 25 de março de 2023
LICENCIOSIDADE NA CULTURA POPULAR (1)
Na literatura de cordel tem de tudo: história geral, fatos corriqueiros e inventados; histórias de príncipes e princesas, fadas, bruxas, natureza, animais e de coisas outros mundos. A classificação vai desde temas como religião, cangaço e gracejo. Trata também de figuras famosas como Padre Ciço, Lampião, Getúlio, Lula e até Roberto Carlos.
Na literatura de cordel não é difícil achar folhetos que tratam de temas do cotidiano e de personagens comuns que de uma hora pra outra caem na boca do povo.
O adultério é tema comum e picante desenvolvido por cordelistas desde o passado.
O corno como personagem folclórico aparece em inúmeros folhetos.
O ato de cornear é tão antigo e natural como o movimento das ondas do mar e o pôr do sol.
Contraditória em muitos pontos e temas, a Igreja condena os pulos de cerca.
Nas páginas do Velho Testamento é dito que a mulher deve obedecer e atender a todos os desejos do homem.
Segundo a Igreja é pecado trair. A mulher traidora deve arder no fogo dos infernos. Ai, ai, quanto exagero!
No dia 26 de março de 1986 estreou no Rio de Janeiro a comédia Trair e Coçar é só Começar, do ator Marcos Caruso. Tudo gira em torno de um casal fora de qualquer suspeita no tocante à infidelidade. Na história entra uma doméstica. Milhões de pessoas já viram essa peça, que já é referência no Guinness. Engraçadíssima.
Infidelidade conjugal é assunto que anda na boca de todo mundo. E também nas mídias.
Nomes conhecidos da chamada cultura de massa às vezes nos surpreendem com histórias mirabolantes envolvendo personagens que fazem da traição um hábito.
O compositor e cantor brega Falcão escreveu, para deleite de seus fãs, um folheto de cordel em que narra o encontro dele com um ET vindo sabe-se lá de onde! Queria conselhos de como se comportar após receber um belo par de chifres na testa: aceitar ou ir pro pau? Começa assim:
Se você acha que gaia
É coisa do imaginário
Que tem o nosso planeta
Como seu único cenário
Veja então este relato
Onde é narrado o fato
De um chifre interplanetário...
O tal ET conta que no seu planeta não tem bodega pra se beber boa pinga e tal. E corno é coisa rara, mas tem. Ele, por exemplo. Tanto que veio à Terra pra recorrer aos préstimos de Falcão. Chateado, o ET classificou a iniciativa da sua mulher como um “deslize”, só comparável ao que fez o personagem do poeta popular Zé Limeira:
O velho Tomé de Sousa
Governador da Bahia
Casou e no mesmo dia
Passou a pica na esposa
Ele fez que nem raposa
Comeu na frente e atrás
Chegou na beira do cais
Onde o navio trefega
Comeu o padre Nobrega
Os tempos não voltam mais!
Depois de aconselhado, e bem aconselho por Falcão, o ET voltou todo satisfeito ao lugar de onde veio. Parecia tranquilo. Falcão:
Enfim, o ET me disse
Feliz e muito contente
Que só tem a agradecer
Pra sempre e eternamente
Ter visto de um modo enfático
De um jeito assim tão didático
Que corno também é gente
sexta-feira, 24 de março de 2023
EU E MEUS BOTÕES (61)
Pescando no rio de Jereré
Tenho peixe bom
Tem siri patola
Que dá com o pé
Quando no terreiro
Faz noite de luar
E vem a saudade me atormenta
Eu me vingo dela
Tocando viola de papo pro a...
quinta-feira, 23 de março de 2023
EX-PRESIDENTE LALAU TEM QUE DEVOLVER O QUE ROUBOU
Pois é...
Ex-presidente também morre
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
quarta-feira, 22 de março de 2023
SEM ÁGUA MORREREMOS DE SEDE
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| O nível do reservatório da Cantareira já de 80% |
domingo, 19 de março de 2023
LEANDRO GOMES DE BARROS CONTINUA VIVO (4 final)
Até hoje não se sabe com exatidão quantos folhetos de cordel Leandro escreveu e publicou. O poeta repentista pernambucano Otacílio Batista falava em 1.004. Falo disso no livro A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo (Ed. IBRASA; 1996). Nesse livro também falo da discriminação sofridos pelos poetas da viola.
Mas voltemos ao tema guerra.
É claro que o assunto é polêmico.
Uns poucos cordelistas do passado falaram nos conflitos internos registrados pela história.
A guerra ou massacre de Canudos, que durou menos de um ano no sertão da Bahia, mereceu o olhar de
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Atualmente Klévisson Viana e Rouxinol do Rinaré, do Ceará, e o baiano Marco Haurélio são os mais importantes e profícuos cordelistas em atividade no País.
Tem aumentado substancialmente o número de mulheres escrevendo e publicando cordéis no Brasil. LEIA: A MULHER NA LITERATURA DE CORDEL
Eu já disse e repito: a cultura popular é a identidade de um povo.
É isso, minha gente.
Ah! Sim, ia-me esquecendo: o primeiro filólogo a dicionarizar a expressão cordel foi o padre português Francisco Caldas Aulete. Curiosidade: todos os dicionaristas brasileiros, inclusive Antônio Houaiss, repetem quase ipsis litteris o escrito por Aulete.
sábado, 18 de março de 2023
LEANDRO GOMES DE BARROS CONTINUA VIVO (3)
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| Leandro Gomes de Barros em xilo de Klévisson Viana |
Vindas em dourados carros
Cheguem da Fonte Poética
Trazendo água nos jarros:
Dêem-me a taça predileta
Onde bebeu o poeta
Leandro Gomes de Barros.
Por admirar Leandro
Fui em busca da história
Do poeta de Pombal
Com sua rica trajetória,
desde os tempos de criança
Com matizes e nuança
Do seu passado de glória.
Pois além de pioneiro,
Leandro foi um gigante
À poesia popular
Deu legado relevante
Escreveu drama e tragédia
Fez gracejo e fez comédia
Com sua pena atuante…
(Leandro Gomes de Barros - O Pioneiro da Literatura de Cordel; Klévisson Viana)
A cultura popular é o retrato mais fiel de um povo, de uma nação.
A cultura popular brasileira engrandece o mundo, por sua beleza e originalidade.
O Brasil é o quinto ou sexto maior país do nosso planeta, tanto em área territorial quanto em população: somos mais de 200 milhões de pessoas habitando uma terra de mais de 8,5 milhões de Km².
A cultura popular se manifesta na música e nas artes em geral.
O paraibano Leandro Gomes de Barros foi o primeiro e até aqui o mais importante cordelista de que se tem notícia.
O cordel, ou literatura de cordel, não é invenção brasileira. Mas foi no Brasil que esse tipo de literatura, desenvolvida principalmente em sextilhas e septilhas, ganhou forma.
Sim, Leandro foi o grande pioneiro nessa forma de arte.
Já na virada do século 19 Leandro estava ligado a tudo, a todos os acontecimentos no Brasil e em todo o canto.
Antes e depois de Leandro, nenhum cordelista falou em verso de folheto sobre as mazelas e consequências da Primeira Guerra Mundial.
É dele, por exemplo, o folheto AS AFLIÇÕES DA GUERRA NA EUROPA, que começa assim:
Detonam tiros medonhos
Das peças demasiadas
Soam grandes estampidos
Estremecendo as quebradas
Descendo rios de sangue
Como água em enchorradas…
É dele também o segundo folheto sobre a guerra. Título: A ALLEMANHA VENCIDA E HUMILHADA, que começa assim:
Até que afinal chegamos
Ao fim da tal grande guerra
Que tanto mal produziu
Geralmente em toda a terra
E a Allemanha vencida
Se humilha, grita e berra…
Como se não bastasse, Leandro escreveu ECHOS DA PÁTRIA, que começa assim:
Despertai filhos da Pátria
Mostrai a vossa façanha
Arriscai o peito à bala
Ide morrer na campanha
Um soldado brasileiro
Não rende pleito à Allemanha…
sexta-feira, 17 de março de 2023
CÂMARA CASCUDO DIZ QUEM FOI LEANDRO GOMES DE BARROS
LEANDRO GOMES DE BARROS, 1868-1918. Nasceu e morreu na Paraíba, viajando pelo Nordeste. Viveu exclusivamente de escrever versos populares inventando desafios entre cantadores, arquitetando romances, narrando as aventuras de Antônio Silvino, comentando fatos, fazendo sátiras. Fecundo e sempre novo, original e espirituoso, é o responsável por 80% da glória dos cantadores atuais. Publicou cêrca de mil folhetos, tirando dêles dez mil edições. Êsse inesgotável mancial correi ininterrupto enquanto Leandro viveu. É ainda o mais lido de todos os escritores populares. Escreveu para sertanejos e matutos, cantadores, cangaceiros, almocreves, comboeiros, feirantes e vaqueiros. É lido nas feiras, nas fazendas, sob as oiticicas nas horas do "rancho", no oitão das casas pobres, soletrado com amor e admirado com fanatismo. Seus romances, histórias românticas em versos, são decoradas pelos cantadores. Assim "Alonso e Marina", "O Boi misterioso", "João da Cruz", "Rosa e Lino de Alencar", "O Príncipe e a Fada", o satírico "Canção de Fogo", espécie de "Palavras Cínicas", de Forjaz de Sampaio, a "Órfã abandonada", etc, constituem literatura indispensável para os olhos sertanejos do nordeste. Não sei verdadeiramente se êle chegou a medir-se com algum cantador. Conhecí-o na Capital paraibana. Baixo, grosso, de olhos claros, o bigodão espêsso, cabeça redonda, meio corcovado, risonho contador de anedotas, tendo a fala cantada e lenta do nortista, parecia mais um fazendeiro que um poeta, pleno de alegria, de graça e de oportunidade.Quando a desgraça quer virNão manda avisar ninguém,Não quer saber de um vai malE nem se outro vai bem.E não procura saberQue idade Fulano tem...Não especula se é branco,Se é preto, rico, ou se é pobre,Se é de origem de escravoOu se é de linhagem nobre!É como o sol quando nasce:O que achar na terra, cobre!Um dia, quando se fizer a colheita do folclore poético, reaparecerá o humilde Leandro Gomes de Barros, vivendo de fazer versos, espalhando uma onda sonora de entusiasmo e de alacricidade na face triste do sertão.
quinta-feira, 16 de março de 2023
ADEUS, THEO DE BARROS
HÁ 56 ANOS, TINHORÃO ENTREVISTAVA NAIR DE TEFFÉ
O PALAVRÃO NA BOCA DO POVO
LEIA MAIS: PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO, PORRA! • IIIH! DEU MOFO NO PULMÃO, COLEGA...
E PRA RELAXAR...
quarta-feira, 15 de março de 2023
VIVA A IMPRENSA BRASILEIRA!
O caso em pauta foi descoberto e publicado em manchete de 1ª página pelo jornal carioca O Globo, edição de ontem 14. Começava o texto:
Durante os três primeiros anos do governo Bolsonaro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) operou um sistema secreto de monitoramento da localização de cidadãos em todo o território nacional, segundo documentos obtidos pelo GLOBO e relatos de servidores. A ferramenta permitia, sem qualquer protocolo oficial, monitorar os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses. Para isso, bastava digitar o número de um contato telefônico no programa e acompanhar num mapa a última localização conhecida do dono do aparelho...
Isso nos remete ao tempo da ditadura militar instaurada no Brasil em 1964 e que durou terríveis, sombrios e intermináveis 21 anos. Não custa lembrar, e é importante que se lembre, que muita gente foi perseguida, presa, torturada e morta. E em muitos casos, exilada.
O sonho de Bolsonaro, e pesadelo nosso, era fazer do nosso Estado Democrático um Estado policial e de terror. Não conseguiu e por não conseguir o que queria, pegou um avião da FAB e voou pra se esconder num lugar qualquer dos EUA. Os jornais de hoje dizem que ele pretende voltar no próximo dia 29. Mentira. Está com medo de ser preso. E vai, na hora em que a Justiça decidir. É como eu já disse:
LEIA MAIS: JOÃO DO BRASIL • O JORNALISTA JOÃO DO RIO, UMA MARCA • JOÃO DO RIO: JORNAL É CHIBATA DO POVO • AINDA JOÃO DO RIO, 100 ANOS
terça-feira, 14 de março de 2023
LAERTE DÁ ENTREVISTA NOTA DEZ À TV CULTURA
JARBAS MARIZ
segunda-feira, 13 de março de 2023
DHARMA ENRIQUECE A OBRA DE SOCORRO LIRA
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| Jorge Ribbas e Assis Ângelo num momento de descontração |
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| Jorge Ribbas e Ricardo Vignini acompanham Socorro Lira, no Itaú Musical |
ELIFAS ANDREATO
Jorge Ribbas também esteve envolvido num belíssimo projeto que teve por base a obra pictórica do paranaense Elifas Andreato que rendeu três dezenas de músicas distribuídas em dois CD’s. Essas músicas são interpretadas por talentosos nomes da nossa música, porém ainda pouco conhecidos pela
grande mídia.
Jorge conta melhor esta história: "Realizei a seleção das músicas inscritas junto à Mirian Ibañez e Elifas Andreato. Além de participar da seleção das canções que foram compostas para temas específicos, fornecidos por Roberto Tranjan do Instituto Economia ao Natural; compus os arranjos das músicas que compõem o repertório dos dois discos".
Esse projeto, que começou em plena pandemia da COVID 19 intitula-se Brasil ao Natural.
Tranjan é escritor e responsável pelo Instituto Economia ao Natural. Saiba mais: https://www.youtube.com/@economiaaonatural802.
Para os leitores deste Blog, segue o álbum com seus compositores e intérpretes.
E PRA DESCONTRAIR...
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