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quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
TESÃO É VIDA!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
HOJE É DIA DE ELOMAR E ALTAMIRO CARRILHO
... Assim é Elomar Figueira de Mello: um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou 'causos' escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste...
VISITA É COISA BOA
Ontem 20 a minha casa ficou mais alegre com a presença dos amigos Fausto e Vitor Nuzzi. Fausto é um grande chargista e Nuzzi autor de grandes livros. É dele, por exemplo, Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida (Kuarup, 2018). A prosa foi ótima, começou por voltas das 15h e terminou à boca da noite. Falamos de tudo um pouco: política, futebol, literatura, charge, pintura e tal. E molhamos o bico, que ninguém é de ferro. Aí na foto, o registro.
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
O BRASIL FICA MENOR COM A MORTE DOS GRANDES
NÉLIDA PIÑON
CARLOS BRICKMANN
segunda-feira, 19 de dezembro de 2022
A COPA DO CRAQUE FAUSTO. NOTA DEZ!
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| O craque Mbappe grande velocista do time da França |
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| Saída melancólica do Brasil diante da Croácia |
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| Marrocos, grande surpresa na Copa |
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| Lionel Messi levando a Argentina na final |
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| Grande final com a Croácia ficando na terceira colocação |
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| A grande final com vitória Argentina de Messi |
domingo, 18 de dezembro de 2022
EU E MEUS BOTÕES (55)
CANTOR BOM DE BOLA × JOGADOR BOM DE MÚSICA (2.2, FINAL)
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, paraense, chegou a fazer poesia e a compor músicas. Guardo alguns poemas inéditos dele, escritos de próprio punho.
Papete e Osvaldinho da Cuíca compuseram e gravaram um samba para o Corinthians que se tornou clássico: Vai Corinthians.
Paulinho Nogueira, antigo professor de violão de Toquinho, compôs uma jóia para homenagear o Timão depois de duas décadas sem títulos: Meus Vinte Anos, Ai Corinthians!
O caboclinho querido Silvio Caldas, cantor de voz poderosíssima, era palmeirense roxo. Claro, enalteceu o Palmeiras em música gravada em disco: Tarantela em Verde e Branco e Arrancada Heroica.
O cantor e compositor Moacir Franco é palmeirense, mas um dia não resistiu e gravou uma música em homenagem ao botafoguense Garrincha. Título: Balada n° 7.
Num ano qualquer da década de 70 o humorista Chico Anísio criou o personagem Coalhada. Tipo Bozó, manja?
Quanto a mim devo dizer que nunca disputei nenhuma partida de futebol importante para a vida nacional, mas isso não quer dizer que não fui bom jogador de bola de gude, bola de meia e peteca. Confesso: nunca errei uma peteca na cabeça de um corno adversário. Também devo dizer que tive razoável atuação no futebol de salão e de campo, meio Coalhada, hic!
Em 2026, voltarei ao assunto.
Ilustração do cartunista Fortuna (1931-1994).
sábado, 17 de dezembro de 2022
CANTOR BOM DE BOLA × JOGADOR BOM DE MÚSICA (2.1)
Definitivamente: música e futebol é um lance que combina muito.
É ginga,
ritmo, swing, baile… Essas palavras encaixam-se perfeitamente no repertório
musical e no futebolístico.
Futebol é dança, espécie de balé.
E
música, hein?
Ary Barroso
foi um dos mais prolíficos compositores da nossa música popular. Era um chato,
dizem. Mas o fato é que foi importante. Deixou uma obra extremamente
significativa. Foi um dos primeiros a ter música gravada em outras línguas.
Começou compondo no gênero, digamos, caipira. Alinhou-se ao samba e gerou um
gênero: exaltação, samba exaltação.
Dominguinhos, de batismo José Domingos de Morais, tinha tudo pra ser nada. Mas um dia,
aos oito anos de idade, teve a felicidade de ser visto por Luiz Gonzaga já
rei. Foi no interior de Pernambuco, a terra de ambos. O tempo passou e Gonzaga
findou por adotar, musicalmente, aquele menino.
Ary era desesperadamente
flamenguista e Dominguinhos, botafoguense.
O detalhe é que, fugindo à
regra, Ary nunca compôs uma música para seu time. Dominguinhos, idem.
Curiosidade: Dominguinhos chegou a bater bola com seu ídolo, Mané Garrincha
(1933-1983). "Os dois chegaram a virar amigos", lembra a sua ex-companheira
Anastácia.
O compositor e cantor Ari Lobo, de Belém do Pará, foi um
artista que deixou muitas músicas bonitas. É dele, por exemplo, a música
No Balanço do Garrincha. Ari deixou cerca de 400 músicas, entre as quais
Eu Vou pra Lua e
Menino Prodígio.
A cantora
Elza Soares
pra Garrincha gravou:
Alegria do Povo.
Luiz Gonzaga, o rei do baião, deixou uma infinidade de músicas
bonitas. Entre elas, Asa Branca.
Há coisas curiosas em torno de Asa
Branca, de matriz folclórica. Pois é, de matriz folclórica.
Uma vez
perguntei a Gonzaga qual a origem de Asa Branca. Isso porque eu sabia que o
povo mais simples de Pernambuco e Paraíba já cantarolava essa música. Leia sua
resposta, clicando:
ODE A LUA.
Em
outubro de 2013, levei à cena no Centro Cultural dos Correios, RJ, a história de Gonzaga.
Pra me ajudar na tarefa convidei Ricardo Cravo Albin, Oswaldinho do Acordeon,
entre outros.
Filho do baiano Pedro Sertanejo, o carioca
Oswaldinho
jogou pelada na adolescência. Era o xodó do pai, que queria porque queria
vê-lo sanfoneiro. A primeira música que ensinou ao filho foi Asa Branca. E era
só chegar uma visita em casa, que o pai o chamava para tocar a "bendita
música". O menino ficou traumatizado. Saiba o motivo:
Papete, Paulinho Nogueira e a cantora Inezita Barroso eram fãs de carteirinha do Corinthians, como fãs de carteirinha desse time são Osvaldinho da Cuíca, Tom Zé e mais mundo e meio.Tom Zé fez uma interessante canção para o ex-meio-campista Neto, de batismo José Ferreira Neto. Esse Neto, da safra de 66, é paulista de Santo Antônio de Posse. E tem uma língua enorme, ferina. Para tanto, basta ouví-lo no rádio e TV Bandeirantes.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
MATUSALÉM VAI AO INSS
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
FORRÓ É SAÚDE E LONGEVIDADE
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| Luiz Gonzaga gostava de uma ceverjinha... Com o Assis |
CAMINHADA DO FORRÓ
FUTEBOL: DOMINGO TEM NOVO TRICAMPEÃO MUNDIAL
DERROTA DA SELEÇÃO
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
HOJE É O DIA DA ÓPERA
Auto, Opereta e Ópera são gêneros que se cruzam na literatura e na música. O Auto tem mais a ver com o popular, como a Opereta.terça-feira, 13 de dezembro de 2022
HOJE É O DIA DO CEGO
LEIA MAIS: A CEGUEIRA NÃO É O FIM • DEPOIS DE FICAR CEGO, ASSIS ÂNGELO LUTA PARA DIGITALIZAR ACERVO • A CULTURA SOB UM NOVO OLHAR • ASSIS ÂNGELO, CEGO HÁ SETE ANOS, LANÇA CORDÉIS SOBRE A PANDEMIA
PARA CRIMINOSOS HÁ LEI
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
DEPOIS DA DIPLOMAÇÃO, A POSSE: 1° DE JANEIRO
LULA RECEBE HOJE DIPLOMA DE PRESIDENTE
ENQUANTO ISSO...
De morte matada ou não
Lugar de quem não presta
É lá no fundo da prisão!
domingo, 11 de dezembro de 2022
CANTOR BOM DE BOLA × JOGADOR BOM DE MÚSICA (1)
No final dos anos de 1940, os paraibanos Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda deixaram, respectivamente, o Botafogo e o Treze Futebol Clube para seguirem a carreira de compositor e cantor.
Do Botafogo, de João Pessoa, Jackson era goleiro.
Do Treze de Campina Grande, Genival foi atacante em várias posições.
Há muitas histórias curiosas no campo do futebol.
Línguas irresponsáveis diziam à boca pequena que Manezinho Araújo, o rei da embolada, gostava muito de jogar pelada. Até aí tudo bem. O detalhe é que tais línguas diziam ainda que Manezinho entrava em campo como dono da bola e uma faquinha inocente presa à cintura.
Quanta maldade!
Que Manezinho gostava de futebol, isso eu sei. A prova é que nos legou a embolada Futebol na Roça.
Luiz Gonzaga, o rei do baião, não carregava faquinha na cintura. Porém, sempre há um porém, mandava no jogo. A prova, para quem duvida, está na música Lá Vai Pitomba. É engraçada, como Siri Jogando Bola.
Anastácia, a rainha do forró, achou graça quando eu disse uma vez que Gonzaga gostava de futebol. Ela: "Ele gostava mesmo era de pelada". E não é a mesma coisa? E ela: "Te liga, Assis! Quando falo pelada, falo de pelada mesmo! De mulher pelada, entende?".
Na verdade, na verdade, os mais próximos ao rei do baião dizem que se ele não fosse estéril teria tido filhos suficiente para formar uma população do tamanho do município de Exu, onde nasceu.
Anastácia entra para a história do futebol como a primeira mulher a compor e a cantar uma música para a Seleção brasileira. Foi em 1970, quando o Brasil ganhou o Tri, no México. Título: Bola na Rede.
Não são poucos, na verdade são quase todos os cantores e compositores que têm abordado o futebol como tema de carreira e obra. Chico Buarque, por exemplo.
Em 1978, Chico criou um time só para si e seus amigos: Politheama, que tem sede no Centro Recreativo Vinícius de Moraes, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro.
Todo mundo sabe, mas quem não sabe já é tempo de saber que Chico é torcedor absolutamente fanático do Fluminense. O cantor Ciro Monteiro chegou a tentar cooptá-lo para o Flamengo. Chico respondeu com uma música: Ilmo. Sr. Ciro Monteiro Ou Receita Pra Virar Casaca De Neném.
Da mesma maneira que há muitos e muitos compositores e cantores apaixonados por futebol, o contrário pode ser dito e confirmado. Exemplo: Zico, o Galinho de lances inesquecíveis no Flamengo, chegou até a gravar disco junto com Fagner.
Em 1982, o meio-campista Júnior entrou em estúdio e gravou o samba Voa Canarinho. A ideia era embalar a Seleção brasileira de futebol. Deu certo. Vendeu 650 mil cópias. Entusiasmado, gravaria depois três LPs.
Júnior toca vários instrumentos de percussão, incluindo pandeiro.
Em maio de 2010 eu o entrevistei para o livro A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira. Leia um trecho:
Júnior — Profissionalmente só o meu irmão mais novo, que jogou por algum tempo na Portuguesa, do Rio. O meu pai (Leovegildo Lins Gama) foi ponta-esquerda amador. Os amigos dizem que ele era muito bom.
Assis — O escritor Guimarães Rosa, autor de Grande Sertões: Veredas, dizia que todo ser inteligente era paraibano ou nascia em Minas Gerais, e como torcedor teria de ser Flamengo. É isso?
Júnior — Generosidade dele, mas eu me encaixo mais ou menos nesse formulário, né?
Assis — O Flamengo foi o time da sua vida. Mil novecentos e setenta…
Júnior — Eu só joguei no Flamengo, no Brasil. De 1974 até 1984. Voltei em 1989 e fui até 1993. Fora isso, três anos de Torino e dois anos de Pescara, na Itália.
Assis — Como a música entrou na sua vida?
Júnior — A música e o futebol são dois “embaixadores” do Brasil em qualquer parte do mundo. Eu nasci escutando música. Meu bisavô era um artesão de violino. Aprendi a tocar pandeiro vendo e ouvindo o meu tio Valter, irmão da minha mãe, tocar nas rodas de samba, quando eu tinha a idade de nove, dez anos. Eu não consegui tocar instrumentos de cordas e praticamente obriguei o meu filho Rodrigo a aprender a tocar violão, cavaquinho, banjo. A música está sempre me acompanhando [...].
Assis — Qual foi a primeira vez que você entrou num estúdio de gravação…?
Júnior — A primeira vez foi em 1978. Mas pra valer mesmo foi em 1982, com Alceu Maia. Foi ele quem me fez gravar “Voa Canarinho”. A última vez foi no ano passado, com Tereza Cristina no Samba Social Clube, cantando uma música do Paulo César Pinheiro e do Moacyr Luz. Foi um privilégio, inclusive, porque a música que gravamos (“Samba Bom de Bola”) fala de futebol e música. Faz essa analogia, música e futebol.
Em 1982, o compositor Max Nunes e o humorista Jô Soares criaram um personagem cri cri chamado Zé da Galera. Esse Zé torrava a paciência do técnico Telê Santana. Queria, porque queria, que Telê enchesse a seleção de pontas: ponta-esquerda, ponta-direita ...
É isso e muito mais.
sábado, 10 de dezembro de 2022
PERDEMOS A COPA, MAS GANHAMOS AS ELEIÇÕES. QUE TAL?
O meu relógio marcava 13:56hs, quando o juíz apitou o final da partida Portugal × Marrocos, no Catar.
Exatamente nessa hora, hora de Brasília, a equipe de futebol marroquina garantia presença inquestionável na semifinal da Copa deste ano de 22. Um a zero no placar. Fato histórico, pois até aqui, nenhuma equipe de futebol daquelas bandas havia realizado tal façanha.
Confesso que vibrei.
Os marroquinos foram gigantes em campo, suando a camisa e dando o resultado que deram.
Fizeram exatamente o que a equipe de Tite não fez.
Marrocos é uns dos 54 países do continente africano. Fica ao norte, região em que desapareceu para sempre, em 1578, o jovem rei Sebastião I de Portugal.
Ao longo da história, os marroquinos comeram o pão que o diabo amassou. Superaram-se depois de dominados por espanhóis e franceses. Conquistaram a independência no começo dos anos de 1950.
O sistema de governo de Marrocos é monárquico constitucional.
A equipe brasileira de futebol caiu diante da Croácia. Foi ontem 9. Um chororo dos infernos. Enquanto choravam viam Tite sumir vestiário adentro. Patético.
Nada não, mas chega a ser incompreensível o chororo dos craques brasileiros. Pergunto: um cara que ganha mais de 700 mil reais/dia, correndo atrás de uma bola, tem razão pra chorar?
Noticiário da revista norte-americana Forbes, espécie de bíblia do mundo financeiro, traz informações impressionantes sobre os ganhos de futebolistas como Neymar.
Ao cair hoje 10 perante os marroquinos os portugueses também choraram em campo. Cristiano Ronaldo inclusive. Esse fatura em torno de 100 milhões de euros. Pois, pois!
Alguns ex-futebolistas, como Ronaldo Fenômeno, gastam seu dinheirinho comendo carne com ouro e tal e coisa. Tá Bom, cada qual faz o que quer com os seus ganhos. Mas cá pra nós, que isso é uma vergonha, um assinte, é!
Bom, minha gente: perdemos a Copa, mas ganhamos as eleições.
Com Lula, valorizando a educação, prevejo que o Brasil ainda tem jeito.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
EU E MEUS BOTÕES (54)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2022
PODCASTS DISCUTEM O BRASIL
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
BOLA NA REDE E OURO NO BUCHO
domingo, 4 de dezembro de 2022
FUTEBOL, UMA HISTÓRIA CONTADA EM MUITOS LIVROS (2, FINAL)
A Copa de 1962 rendeu o belíssimo Frevo do Bi, gravado pelo paraibano Jackson do Pandeiro. Pelé machucou-se e a grande estrela em campo foi o anjo de pernas tortas, Garrincha.
A Copa de 1970, a do tri, foi embalada pela marchinha Pra Frente Brasil, usada e abusada pelos ditadores de plantão, à frente Médici. Pelé e Rivelino foram elevados ao grau máximo da glória.
A Copa de 1994 foi a que rendeu menos músicas. Duas ou três
marcaram presença nas lojas de disco e rádio. Entre essas, Coração Verde e Amarelo. O destaque em campo foi Romário.Em 2002 o número de músicas feitas pra estimular os torcedores também foi muito pequeno. Inexplicavelmente, até porque foi o ano que a nossa seleção faturou o pentacampeonato. Aqui e acolá ouviu-se Brasil Pentacampeão. O grande craque em campo foi Ronaldo Fenômeno.Copa de 2022 em andamento. O Brasil estreou no Catar, contra Sérvia. Richarlison foi o herói do dia, marcando 2 belos gols.
Todo mundo tem uma história pra contar, inclusive no campo do futebol.
Eu comecei a gostar do Flamengo e do Corinthians, por razões bobas. Li em algum lugar, num tempo que já não lembro, que o escritor mineiro Guimarães Rosa era Mengo e dizia que ser Mengo era ser
inteligente. Ora, ora. Em São Paulo escolhi o Corinthians por ser considerado o time do povo.
Antes de torcer pelo Flamengo e pelo Corinthians, eu torcia pelo Botafogo de João Pessoa, PB. O cantor e compositor Geraldo Vandré torce por esse time até hoje.
O cartunista Fausto é fiel torcedor do Botafogo. Mas esclareça-se, Botafogo do Rio. Ele conta que seu gosto pelo Bota carioca deve-se a Garrincha. Ele: "Eu tinha uns dez anos de idade quando comecei a frequentar a barbearia de um tio meu, Antônio, em Reginópolis, SP. Eu ficava folheando O Cruzeiro. Nessa revista eu via fotos de Garrincha atuando na Copa de 62. Passei a admirá-lo. Ele era botafoguense".
O Brasil é o único país pentacampeão de futebol do mundo.
A história do futebol, no Brasil, é contada em centenas de livros.
Ilustrações de Fausto Bergocce.
sábado, 3 de dezembro de 2022
FUTEBOL, UMA HISTÓRIA CONTADA EM MUITOS LIVROS (1)
Na manhã de 30 de junho de 2002, eu me achava em casa vendo na tevê Brasil e
Alemanha disputando o Mundial de Futebol.
Naquela manhã, um domingo, o
centroavante Ronaldo, dito Fenômeno, tinha 26 anos de idade e o joelho direito
todo afunhenhado. Para muitos era seu fim, mas pra ele não.
O jogo
chamava atenção de boa parte do mundo. Ronaldo se multiplicava em campo,
fazendo jogadas espetaculares. E fez a rede do time adversário balançar uma
vez e mais outra. O resultado foi o que ficou visto e registrado na história:
2 × 0.
Depois do jogo, sentei-me à mesa para tomar café e comer um pão
quentinho com tranqueira dentro. Em seguida peguei caneta e papel e comecei a
escrever uma letra que ganharia melodia do bom baiano Gereba. Esta:
Meu amor, meu amor
O Brasil ganhou
Trouxe do Japão
A taça de
campeão
O mundo vibrou
O povo dançou
Pelo Pentacampeonato
Que
o Brasil conquistou
No Brasil, na Coréia
Na China ou no Japão
A
torcida só gritava
Brasil Pentacampeão
Todo mundo cantando
Viva
a seleção
O Brasil é Penta
É PENTACAMPEÃO!
A história do futebol é uma história antiga. Eu já disse isso e muita gente
também.
No ano de 2006 foi publicado O Grande Livro dos Mundiais, de
Keir Radnedge e Mark Bushell. À pág. 4, lê-se:
Isso, como se vê, há exatos 150 anos.
Em 1895, portanto 23 anos depois do jogo Escócia × Inglaterra, realizou-se na Capital paulista aquela que talvez tenha sido a primeira partida oficial de futebol no Brasil, reunindo trabalhadores ingleses e brasileiros.
Em 1914, foi realizada a Copa Roca. O Brasil participou e ganhou.
Em 1919, foi composta a primeira música em homenagem a um craque de futebol. O homenageado chamava-se Arthur Friedenreich. E o autor, Pixinguinha.
Em 1930, foi realizada a primeira Copa de futebol do mundo. Ganhou a seleção uruguaia.
O Brasil participou de todas as Copas, ganhando em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Muitas músicas foram compostas e dedicadas a craques e à própria seleção brasileira de futebol.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
HOJE TEM PANDEIRO NO CATAR
RUMO AO HEXA
Rumo ao Hexa é a trilha sonora que Jarbas Mariz e eu fizemos para este ano de 2022. Ouça e diga o que achou:
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
FINALÍSSIMA DE MAIS UM PRELÚDIO
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
BOLSONARO TÁ JABURU
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