Só não vê quem não quer ver
Diz um dito popular
Esse dito é bem dito
E dele é bom falar...
Mas como hoje 15 é o Dia do Professor, o referido poema eu poderia começar assim:
Eu conheci muita gente bonita da nossa música popular. Entre essa gente, Luiz Vieira.
Vieira escreveu muita coisa bonita. Cantou muita coisa bonita, como Menino Passarinho, de sua autoria.
O dia 12 de outubro nos remete ao ano de 1924. Foi nesse ano, no governo Arthur Bernardes, que surgiu e foi patenteado o Dia das Crianças.
O Brasil foi o primeiro país a dedicar um dia às crianças.
Luiz Vieira compôs Menino Passarinho. Eu que não sou poeta nem nada, apenas jornalista, inventei de inventar um poema a que intitulei O Menino e o Mar.
Em 1952, o rei da voz Chico Alves teve lançada após sua morte, no dia 27 de setembro, a Canção da Criança. Uma pérola, belíssima. Ouça:
“Puxa vida! Não entendi nada. Há uma grande violência sendo incentivada e espalhada no Brasil pelo presidente Bolsonaro. Muita doidura vem da boca de Bolsonaro. É muita mentira, muita esculhambação. Eu não compreendo nada, é difícil entender o que ora ocorre no Brasil”, desabafou o poeta popular Zilidoro. Barrica emendou: “Loucura, loucura, loucura!”.
Reflexivo, Zé disse para a surpresa de todos: “Pela primeira vez um chefe de Estado faz da loucura uma estratégia política”.
Zilidoro puxou palmas para a fala de Zé.
Zoião pergunta o que é que acho disso tudo. Hmmmm, respondi.
Mané não gostou do meu “Hmmm…” e retrucou: “Seu Assis, agora é a hora verdadeira de a gente tomar posição e mandar o Bolsonaro para o esgoto de onde saiu!”.
Concordo, concordo. Agora é a hora chegada de tomarmos posição: Lula tem de ganhar, porque senão… “Estaremos afunhenhados!”, arrancou do meu pensamento o poeta Zilidoro, acrescentando: “O Bolsonaro diz que não há fome no Brasil. Ai, ai, ai…”.
O sempre quase quieto Zoião, para minha surpresa, se disse indignado com todas as falas mentirosas, cretinas, homofóbicas, machistas do Bolsonaro. E mudando de assunto, disse que viu há uns 10 anos um filme chamado Gonzaga - de Pai pra Filho e que nesse filme, eu apareço, de alguma forma eu apareço, e que até teve esse filme divulgação ampla na TV Globo. E pra provar o que estava dizendo, tascou: “Foi em 2012. Antes desse filme, o sinhô aparece numa entrevista da Globo dizendo que Luiz Gonzaga era pobre, negro e analfabeto". Sim!, respondi. Era pobre, negro, analfabeto e cego de um olho! E sofreu muito por ser quem foi. Foi um gênio, na verdade!
“Seu Assis, posso compartilhar com meus amigos e todo mundo o vídeo do ...?".
Antes que Zoião concluísse, eu disse: Pode!
“A campanha política recomeçou, está na rua. Uma doidura”, disse Barrica. Seu irmão Biu, acrescentou: “Vi na TV o ressuscitamento de uma entrevista do Bolsonaro publicada no jornal norte-americano The New York Times, em 2016, dizendo que estava pronto pra comer índio”.
Espantados, todos perguntaram: “O quê!?!?!?”. “Isso mesmo!”, confirmou Biu. E pegando o jornal, destacou a frase de Bolsonaro: “Eu comeria o índio sem problema nenhum, é a cultura deles, e eu me submeti àquilo”.
“Deus do céu!”, espantado disse Mané.
“Caraca!, esse Bolsonaro é do balacubaco. Canibal!”, foi a vez de Zé falar.
Notei que Zilidoro estava a mil, só me observando. Fiz de conta que não vi. E ele: “Seu Assis, até agora o Sr. não se manifestou diretamente sobre a sua preferência ao nome que deverá governar o nosso País nos próximos quatro anos. Pergunto: o sr. é Bolsonaro, ou o sr. é Lula?”.
Olhei na cara de Zilidoro, olhei na cara de todos, e disse com todas as letras: Eu sou Brasil, eu sou brasileiro, eu sou nordestino nascido em João Pessoa, PB. Sou jornalista com poucos recursos financeiros, mas acredito profundamente na Democracia. Sem Democracia não é possível ser feliz. Sonho por um Brasil melhor, sem desigualdades, justo. Vou votar no Lula. O Bolsonaro é lixo.
Confesso que não foi surpresa ver os meus botões se levantarem e entusiasmados baterem palmas: “Isso! Isso!”, disseram. E Zilidoro: “O Brasil precisa sair do buraco em que se acha!”.
Do seu canto Zoião só nos olhava. De repente, disse: “Estou sentindo a falta do Lampa…”.
“Eu também…”, respondeu Zé.
“O Lampa parece estar fora de perigo. Já não respira por máquinas. Saiu do tubo. Foi o que me disse a pouco, por telefone, o Jão”, informou Barrica.
Pessoal, hoje é segunda e amanhã é terça. Tomara que até o fim do mês o Lampa esteja conosco.
“Isso! Isso, seu Assis!”, bateu palmas se levantando da cadeira o Biu.
Antes de darmos por encerrada a nossa reunião, Zilidoro pediu a palavra e perguntou: “Seu Assis, vi hoje na internet o Sr. sendo censurado. Pela internet! Por quê? Não entendi”.
Ai, ai, ai, Zilidoro. Eu também não entendi. Postei uma fala de 53 segundos e a internet não gostou. Não sei porque, tudo que falei foi que estava indignado com a fala de Bolsonaro. Aquela em que ele dizia que nós, nordestinos, votamos em Lula no primeiro turno porque somos analfabetos.
Enquanto eu falava, Mané mexia na internet. Achou o post referido por Mané. E quase gritando, disse: “Achei, achei! É este!”
É certo que Dominguinhos não estaria dando a mínima ao desmantelado PSDB ou ao inescrupuloso, homofóbico e negacionista Bolsonaro.
O Nordeste inteiro apoiou Lula, levando-o ao 2° turno. Detalhe: Lula só não ganhou no 1° turno porque o ressentido Ciro Gomes inventou de esculhambá-lo chamando-o disso e daquilo.
O embate entre Bolsonaro e Lula está deixando muita gente assustada. Isso porque, de repentemente, o Brasil de uma hora para outra foi coberto pelo manto da direita extremada.
A campanha na rua para o 2° turno começou segunda 3 no fim da tarde. A propaganda política obrigatória, no rádio e TV começou sexta-feira 7. Um dia antes, aliás, estreou no teatro da FAAP (rua Alagoas, 903, Higienópolis) o musical Dominguinhos: Isso Aqui Tá Bom Demais, idealizado e dirigido por Gabriel Fontes Paiva. O texto é da jornalista Silvia Gomes e a parte musical coube a Myriam Taubkin.
Participam do espetáculo Hugo Lins, Jam da Silva, Cosme Vieira e Zé Pitoco, além da filha de Dominguinhos, a cantora Liv Moraes, e os atores Luiza Fittipaldi e Wilson Feitosa.
Dominguinhos estreou em LP no ano de 1964, a convite do baiano Pedro Sertanejo.
Sertanejo, pai de Oswaldinho do Acordeon, era o criador e diretor do selo musical Cantagalo.
Depois dos primeiros discos gravados na Cantagalo, Dominguinhos transformou-se num dos mais importantes sanfoneiros do Brasil. Entre LPs, compactos simples e duplos e CDs, Dominguinhos deixou mais de 50 títulos.
Eu conheci Dominguinhos num ano qualquer dos 80. Em 99, ele assinou o prefácio de um livro de minha autoria Eu Vou Contar Pra Vocês (Editora Ícone). Foi o primeiro e único prefácio que escreveu. E à mão. Participou várias vezes do programa que eu apresentava na Rádio Capital, São Paulo Capital Nordeste. Em 2006 apresentei e dirigi o espetáculo Baião, no Sesc Pinheiro. Desse espetáculo participaram, além de Dominguinhos, Anastácia (rainha do forró), os emboladores Caju e Castanha, Carmélia Alves (rainha do Baião), Cezar do Acordeon, o poeta repentista Oliveira de Panelas, a cantora e compositora Socorro Lira e o cantor e também compositor Gereba. Com Gereba, a propósito, compus Hino ao Céu. Essa música foi gravada por Dominguinhos e Gereba, num ano que não me lembro.
Os jornalistas Heródoto Barbeiro e José Nêumanne deram uma verdadeira aula de conhecimentos no campo do jornalismo radiofônico, sábado 1, no programa Paiaiá na rádio Conectados. O programa é apresentado pelo radialista baiano Carlos Silvio. Confiram:
Até hoje ninguém ousou compor e gravar um hino ao rádio. Por não ter lá muito o que fazer, convidei o craque da nossa música Jarbas Mariz e com ele fiz o Samba do Rádio. Ouçam:
Nunca na história política brasileira houve tantos jingles enaltecendo candidatos a deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. Foram milhares. O de Bolsonaro é uma porcaria e o de Lula muito aquém da sua figura carismática. O de Bolsonaro tem ritmo de "sertanojo" e o de Lula está mais para "forró de plástico". O pessoal que cuida da sua campanha poderia melhorar isso. Cadê o Hilton Acioli, o competente autor de Lula lá?
A história dos jingles políticos no Brasil começa pra valer com Júlio Prestes, o Julinho, candidato a presidente da República, em 1929.
Luiz Gonzaga foi um dos mais profícuos autores de jingles. Ele dizia, e disse-me mais de uma vez, que não tinha particularmente partido político. Trabalhava para quem pagasse melhor. E foi assim com Dutra, Carlos Lacerda, Jânio e tantos e tantos.
O baião Paraíba foi composto originalmente como jingle político. Chegou, aliás, a ser lançado em praça pública pela cantora Marlene. O evento se deu em Campina Grande, PB, no ano de 1950.
A trilha de Gonzaga foi seguida passo a passo por José Domingos de Moraes, o Dominguinhos.
Dominguinhos fez muitos jingles para políticos do Nordeste e de São Paulo, inclusive para candidatos do hoje afunhenhado PSDB.
O PSDB foi praticamente destroçado pelo ex-governador "bolsodória".
Pela primeira vez o sanfoneiro Dominguinhos é tema central de um musical que tem como título o seu nome acrescido de Isso Aqui Tá Bom Demais, título homônimo do forró composto pelo músico pernambucano Nando Cordel.
Em 1949, Dominguinhos tinha 8 anos de idade e tocava com os irmãos à entrada de um hotel de Garanhuns, cidade onde nasceu. Por um desses acasos da vida, Dominguinhos e seus irmãos, Os 3 Pinguins, foram vistos e ouvidos por Gonzaga Rei do Baião. Oito anos depois, em 1957, Gonzaga já apresentava Dominguinhos à imprensa como seu sucessor.Nem tinha ainda maioridade e Dominguinhos já acompanhava Luiz Gonzaga em gravação de disco de 78 RPM na extinta RCA Victor.
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| Recibos de votação, a partir de 1982 |
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| "Vota Brasil", por Fausto |
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| Capa da Constituição de 1824 |
Um cidadão se faz
É com Democracia,
Educação e cultura
E um quê de sabedoria
Sem esses "ingredientes"
Não se faz Cidadania
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| Capa da Constituição de 1937 |
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| Capa da Constituião de 1988 |
Questões políticas impediram a realização do Censo demográfico em 1910 e 1930.
Foto e reproduções de Flor Maria e Anna da Hora
IBGE divulga primeiro balanço da coleta do Censo Demográfico 2022. Na manhã de hoje (30/08), o total de população recenseada era de 59.616.994. Até 29 de agosto, 58.291.842 pessoas haviam sido contadas em 20.290.359 domicílios. Desse total, 36,51% estavam na região Nordeste, 35,51% no Sudeste, 11,87% no Sul, 9,44% no Norte e 6,67% no Centro-Oeste. Considerando os 452.246 setores censitários urbanos e rurais do país, 38,4% estão sendo trabalhados. O estado mais adiantado em termos de percentual de setores trabalhados é o Rio Grande do Norte (53%) e o Mato Grosso (21,81%) tem o menor percentual. Já foram contados 450.140 de indígenas (0,77%) e 386.750 quilombolas (0,66%). Dos domicílios, 2,3% se recusaram a responder, percentual que ainda deve ser reduzido até o final da operação. Estão em campo atualmente 144.634 recenseadores, 78,8% do total de vagas disponíveis.É importantíssimo o recenseamento de um país.